Contra o espírito de manada ou Por que mataram o Pato Gordo?
- Alessander Guerra

- 20 de mai. de 2007
- 1 min de leitura
Como todo bom ariano, detesto o espírito de manada. Esse que tem dominado o mundo da gastronomia chega a “pesar no estômago”. Lá vem o seu crítico, que avalia comida como se fosse um CSI (peso, altura, medida, espessura, textura, técnica e por aí vai).E seu crítico diz que aquela comida é genial à imagem e semelhança do chef. E lá vem seu outro crítico que repete a mesma coisa, só que mais enfeitada (afinal não pode fazer feio frente ao outro colega). E logo aquilo vira um mantra e já ninguém sabe mais porque fica sendo repetido.Mas, e eu? Que sou um pobre mortal e gosto apenas que o gosto da comida seja bom. Como faço? Será que eu realmente não sei o que é comer bem? Lavei a minha alma!Eis que nessa semana no caderno Paladar, do jornal Estadão, surge Rogério Fasano dizendo exatamente o que pensa sobre o Fat Duck, restaurante caro e disputado, que fica nos arredores de Londres, com chef endeusado pela dona Crítica. Ele relata sua cara (no sentido monetário, diga-se de passagem) experiência gastronômica como uma das mais desastrosas que já teve. Também concordo com o Sr. Fasano, pra mim comida tem de ter sabor. Quem quer ver espetáculo que vá ao teatro. Não precisamos comer espuma ouvindo o barulho do mar num ipod, que já passou de orelha em orelha.






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