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Kebab Salonu - muito mais do que o Salão do Kebab

  • Foto do escritor: Alessander Guerra
    Alessander Guerra
  • 30 de out. de 2008
  • 2 min de leitura

Queria abrir esse post dizendo que o Kebab Salonu entrou na lista dos meus restaurantes preferidos da cidade (aqueles de querer voltar sempre para provar novos sabores). É um lugar simples, mas muito alegre e dinâmico. É o que eu sempre falo, não adianta restaurante ter cenário se os atores são insossos.

Cabe esclarecer que a casa não é simplesmente um fast good (perdón Adrià) de kebab. É um restaurante com cardápio construído à base de muita pesquisa do chef Rodrigo Libbos (

amanhã publico uma entrevista com ele

sobre essa cozinha que atinge uma ampla faixa territorial e cultural que vai do Marrocos à Índia). No cardápio, além dos kebabs com origem em diversos países da região, pratos típicos do Irã, Afeganistão, Índia, Tunísia, Marrocos, Turquia, Síria e Líbano. Muitas entradas que levantam dúvidas sobre qual escolher, bebidas diferenciadas e sobremesas...hum!!!!. Sabores bem mais inusitados, nada a ver com os restaurantes árabes abrasileirados que conhecemos.

Foi tudo muito corrido porque eu e a Cris tínhamos um filme para assistir depois. É bom porque a casa fica na Augusta bem perto de um monte de salas de cinema. Mas aqui está o que deu para provarmos, mais do que suficiente para dizer o quanto é bom.

Arabiya Mezze – Cestinha de crocantes de zaatar, acompanhado de trio de pastas do dia (coalhada, homus e babaganush) e 2 porçõezinhas de mix de castanhas, sementes e passas. Os crocantes são muito saborosos e fazem muito croc. As pastas bem suaves.

Agora o Lassi é um capítulo à parte, azedinho na medida certa, saboroso, aromático. O meu era de cardamomo com água de flor de laranjeira e o da Cris de tamarindo com água de rosas.

Eu pedi o Kebab Merguez (bem picante) – 100 grs de linguiçinhas de cordeiro à moda marroquina grelhadas, citronete de limão, tomate, cebola, coalhada seca e um toque de molho harissa.

O pão utilizado para enrolar os kebabs (que também podem ser servidos abertos no prato) é o Lavosh de origem Armênia (fino, macio, feito na hora).

Shish Kebab de Alcatra – 180 grs de alcatra grelhada à moda shawarma, folhas, citronete de limão, tomate, cebola e homus.

Salada bem fresca e crocante, carne bem temperada e suculenta. O chef me explicou que a palavra Shish quer dizer que ele assa a carne no carvão em espeto normal - não no giratório.

Mhalabie – rústico de arroz com blueberry, framboesa e água de rosas em calda perfumada de ameixa e flor de laranjeira.

Sobremesa, todos os que frequentam aqui já sabem, é a minha perdição. Essa estava boa demais contrastando o doce com o azedinho do blueberry. O creme também é interessante foi feito com arroz moído como é feito nos países de origem, segundo contou o chef Rodrigo Libbos (ao invés do amido de milho que estamos acostumados).

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Escritor • Palestrante • Redator • Mediador • Colaborador Criativo em Projetos Especiais de Alimentos e Bebidas

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