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- Dicas Gerais de Harmonização com Cervejas
Essas Dicas Gerais de Harmonização com Cervejas vieram do livro Larousse da Cerveja do cervejólogo Ronaldo Morado. Tal como ocorre em relação ao vinho, existem algumas sugestões básicas para se combinar cerveja e comida . Como princípio geral, as combinações devem sempre ser servidas das mais delicadas às mais robustas. Dicas Gerais de Harmonização com Cervejas Elas podem ocorrer por: • semelhança − pratos e cervejas com elementos comuns de doçura, acidez, tostados, frutados, herbais, ou de cores, entre outros; • contraste − pratos e cervejas com elementos contrastantes como, por exemplo, doçura e amargor, acidez e doçura, refrescância e picância, claro e escuro, leveza e robustez; • equilíbrio − pratos delicados com cervejas delicadas; pratos robustos com cervejas robustas. Dicas A cerveja é especialmente indicada para acompanhar molhos cremosos, chocolate, pratos com presença marcante de ovo ou vinagrete e pratos apimentados. Comidas cujo sabor permanece por muito tempo na boca requerem uma cerveja também marcante. Frutas e doces não vão bem com as cervejas Pilsen, mas são bem acompanhados por Lambic e Gueuze. Sobremesas à base de chocolate e/ou café harmonizam perfeitamente com cervejas dos estilos Stout e suas variações e Porter e suas variações, pelo contraste doçura e amargor e, por semelhança, em notas tostadas que lembram chocolate e café. A escolha da variação de estilo (por exemplo, Dry Stout, Imperial Stout, Oatmeal Stout) depende do grau de untuosidade que a sobremesa apresenta. Cervejas dos estilos Imperial Stout, Robust Porter, Baltic Porter, Old Ale e Barleywine são clássicos exemplos de cervejas de finalização. O que torna esse tema mais interessante é ser dependente da experiência pessoal. O que é um casamento perfeito para alguns, pode ser incompatível para outros; ou seja, o importante é experimentar e definir seus próprios pares. Sendo a bebida da confraternização, a cerveja pode e deve ser usada para aproximar as pessoas e não para segregá-las. Em uma reunião de amigos não há regras nem dogmas a seguir para a harmonização com comidas ; apenas sugestões.
- Cachaças Premiadas
Em junho aconteceu no Brasil o Concours Mondial Spirits Selection 2014 , um dos mais importantes concursos internacionais de destilados, organizado pelo Concours Mondial de Bruxelles . Em degustações às cegas, 215 destilados de todo o mundo foram premiados: 11 medalhas “dupla de ouro”, 100 de ouro e 104 de prata. Vamos aqui falar das nossas Cachaças Premiadas ! A cachaça foi o destilado com o maior número de amostras inscritas nesta edição: mais de 200 tipos. O Brasil teve o maior número de medalhas: 59. 2 dupla de ouro (Grand Gold Medal) que ficaram para a Cachaça Germana Umburana 2013 (MG) e Porto Morretes Cachaça Ouro 2010 (PR) 31 de ouro (Gold Medal) - as amostras de cachaça que recebem ouro são degustadas novamente para eleger a melhor entre todas. As vencedoras do concurso de 2014 como melhores cachaças do Bra sil foram Cachaça Famosinha de Minas 2013 (MG); Engenho Buriti de Minas Ltda (MG) e Cachaça Weber Haus Envelhecida em Amburana Destilado (RS) da H. Weber e cia. 26 amostras premiadas com prata (Silver medal). Abaixo lista com as cachaças premiadas com medalha de ouro: Aguardente de Cana Flor da Montanha Branca 2012 Brasilberg Cachaça 51 Gold Cachaça Alma da Serra 2012 Cachaça Bel Vedere “Premium” 3 anos Cachaça Bocaina Reserva Especial 2007/2008 Cachaça Cigana Envelhecida Cachaça Cigana Envelhecida Premium Cachaça Cobiçada de Minas Ouro 2009 Cachaça Cobiçada de Minas Ouro 2010 Cachaça Cobiçada de Minas Prata 2010 Cachaça da Quinta Amburana Cachaça Extra Premium Bento Albino 2003 Cachaça Fazenda Baviera - Rio da Preguiça 2008 Cachaça Germana Brasil 2011 Cachaça Harmonie Schnape Prata 2011 Cachaça Ouro 1 Cachaça Paratiana Prata 2012 Cachaça Rainha do Vale Classica 2012 Cachaça Reserva 51 Extra Premium Cachaça Salinas 2012 Cachaça Samanau Prata 2013 Cachaça Sào Miguel Cetéjeila 2012 Cachaça Taverna de Minas 2013 Cachaça Tiara Rainha Don Juan Cachaça Ouro 2013 Engenho d'Ouro 2 Years Barrel Jequitibá Ouro de Cana 12 Ouro de Morretes 2010 Porto Morretes Cachaça Prata 2012 Porto Morretes Finished Amburana 2009
- Degustação de Brunello di Montalcino
Estive recentemente no restaurante Parigi em São Paulo para uma Degustação de Brunello di Montalcino . Foi a primeira degustação horizontal (vinhos da mesma safra, do mesmo tipo e de produtores diferentes) de Brunello di Montalcino 2009 de diversos produtores. Essa Degustação de Brunello di Montalcino foi promovida pela Cooperativa La Spiga Montalcino , criada em 1953 na vila de Montalcino (Toscana – Itália) com o intuito de apoiar os agricultores locais. Primeiro de trigo, depois de azeitonas e, como muitos campos de oliva convivem com vinhedos na mesma propriedade, em 1980 foi criada a DOCG (Denominação de Origem Controlada e Garantida) Brunello di Montalcino, a primeira da Itália. O vinho engarrafado só chegou ao mercado em 1988, conforme explicou Jorge Lucki, grande entendedor de vinhos, consultor e colunista de diversos veículos de comunicação brasileiros, durante sua Master Class no evento. Os viticultores presentes na Degustação de Brunello di Montalcino são associados da La Spiga , todos tem pequeno e médio porte, geralmente empresas familiares, com produção que varia entre 12 mil e 250 mil garrafas/ano. Os vinhos feitos a partir das uvas Sangiovesi (chamadas de Brunello na região de Montalcino) são dos mais icônicos na Itália e no mundo. Não é para menos, a produção desses vinhos segue rigorosas exigências para obter a DOCG Brunello di Montalcino. Para se ter uma ideia, o vinho só pode ser colocado no mercado em janeiro do 5o. ano de produção. Ou seja, os vinhos que degustei produzidos em 2009 só chegaram no mercado agora em 2014, o que denota a preocupação com o tempo de envelhecimento do vinho. Para ser considerado um Brunello di Montalcino Riserva só acima de 6 anos e se as qualidades do vinho possibilitarem tal título. Apenas para termos uma padrão comparativo do nível de exigência, os vinhos denominados Rosso di Montalcino (também feitos com 100% de uvas Brunello) podem ser colocados no mercado 1 ano após a safra, a partir de setembro. Provei 13 vinhos de 13 viticultores na Degustação de Brunello di Montalcino , a maioria deles, buscando importador no Brasil. Interessante ver como a partir de uma mesma matéria-prima (a uva Brunello) os produtores conseguem criar vinhos tão singulares. A safra 2009 foi considerada como excepcional pelo Consorzio Vino Brunello di Montalcino pela qualidade das uvas, graças à Primavera úmida que compensou o Verão quente e seco. Esse é daqueles vinhos para dividir com os amigos, não só pelo preço superior a R$300 por garrafa (claro que se você viajar pra lá vai pagar bem menos do que na Pátria Amada Brasil), mas também pelo prazer único de compartilhar uma bebida que poderá ser relembrada durante anos. Brunellos são intensos, encorpados, complexos (nos aromas e sabores) e devem ser degustados com a mesma reverência com que são produzidos. Um dos Brunellos que provei e mais gostei vem para o Brasil, o produtor italiano Adriano Rubegni da Podere La Vigna (última garrafa da foto acima) estava na minha mesa durante a degustação e o jantar, assim como o importador Rodrigo Assunção da Fonseca da Premium Wines . A vinícola Podere La Vigna é propriedade da família Rubegni há muitas gerações, tem 4 hectares de vinhas, produz apenas 30 mil garrafas/ano, fica 7 km a nordeste de Montalcino numa colina, a quem deve o seu nome. Colina conhecida pela produção de vinhos tintos italianos de alta qualidade, o que levou, inclusive, o órgão de registro de vinhos a atribuir a denominação “La Vigne” mantida até hoje. Também foram degustados os Brunellos di Montalcino 2009 das vinícolas (em ordem alfabética, todas linkadas com o site): Azienda Agricola Bellaria Azienda Agricola Capanna Azienda Agricola Collelceto Collemattoni Tenuta Fanti La Fornace La Mannella La Rasina La Serena Azienda Agricola Lazzeretti Cantine Luciani 1888 Palazzo
- Bota Gelo no Whisky!
Passou a época em que o whisky só podia ser escolhido pela marca, tempo de envelhecimento e, na hora de servir, o consumidor optava entre com ou sem gelo. A cada dia o whisky se moderniza, ganhando novos aromas e sabores em drinks criados sob medida por mixologistas. Aliás, essa é uma tendência mundial com relação a todas as bebidas, a fim de romperem a sisudez do jeito de beber e ganharem novos adeptos. Bota Gelo no Whisky! É chegada a hora de preparar seu gelo para fazer novos drinks com whisky. A dica vem do restaurateur e grande apreciador da bebida Benny Novak, que lança essa semana no seu Ici Bistrô , em parceria com o mixologista Marcio Silva, sua Carta de Whiskies chamada ON THE ROCKS. O negócio agora é botar gelo no whisky e a criatividade para funcionar. Afinal quem disse que gelo precisa ser feito só de água? Abaixo alguns #ficaadica da carta ON THE ROCKS do Ici Bistrô . CARTA ON THE ROCKS Coconut Honey Servido sobre gelo de água de coco e mel Silvestre. Whisky com guaraná Servido sobre gelo de Guaraviton de Açaí. Spice Whisky Servido sobre gelo de especiarias (baunilha, gengibre, cravo, canela e anis estrelado ). Ruby Sparks Servido sobre gelo de chá de hibiscos com morango e bitter Peychaud's. Passion Touch Servido sobre gelo de maracujá e um toque de xarope artesanal de pimenta calabresa. CRISTAIS DE GELO Scotch Old Fashioned Whisky mesclado com bitter aromático Angostura e aromatizado com óleos da casca de laranja, servido com um único cristal de gelo. Rusty Nail Whisky com licor Drambuie, servido com um único cristal de gelo. Rob Roy Whisky com vermute tinto e bitter aromático Angostura, servido com um único cristal de gelo. Whisky Mac O Whisky com vinho de gengibre e bitter de laranja, servido com um único cristal de gelo. Fotos: Rodrigo Erib
- Piano Bar do Terraço Itália
O Piano Bar do Terraço Itália é um dos lugares mais charmosos e românticos que nós paulistanos conhecemos. Um ambiente iluminado com suavidade para deixar a cidade de São Paulo brilhar sozinha, às vistas de quem está lá no topo. Mesinhas para dois, clima intimista, luz baixa, lamparinas, charme e elegância com um toque de passado; combinação perfeita para os casais viverem uma noite de romance à moda antiga. Esse lugar tradicional e histórico da cidade acaba de ganhar um toque extra. Tive a oportunidade de ser convidado para o primeiro show “Sala de Estar” do Quinteto de Jazz, nova programação musical do Piano Bar do Terraço Itália que acontece todas às 5as feiras . Clássicos do jazz e da MPB são apresentados e comentados com muita propriedade pelo querido Bira (Programa do Jô). Osmar Barutti (Programa do Jô) também está lá ao piano, Sérgio Reze na bateria, Sidney Filho no baixo acústico e Marcos Pedro na guitarra. Marcos Hasselmann canta hits como Dindi (Tom Jobim), Georgia on My Mind (Ray Charles) e obras de Thelonius Monk e Duke Ellington. Nos outros dias da semana continuam as apresentações do Trio de Jazz do Terraço. fotos que eu fiz de celular durante o show “Sala de Estar” do Quinteto de Jazz Outra novidade é a carta de drinks, tipicamente italianos, do novo barman Simon Volpato, que acaba de chegar de Milão para comandar as taças da casa. Entre eles: Aperol Spritz (prosecco, aperol e água com gás), Spruzzato (prosecco e campari), Belini (prosecco e suco de pêssego), Dorato (vodca e vinho Moscatello), Vesper (gin, vodca e Vermouth bianco). “A nova carta de drinks está muito mais italiana, com drinks à base de proseccos e sucos de fruta, aperitivos clássicos e uma parte dedicada somente aos martinis”, explica Simon. Para acompanhar as bebidas, o chef italiano do restaurante Terraço Itália , Pasquale Mancini, criou um novo cardápio de petiscos para o bar: Crocchette di formaggi e rúcola (croquete de queijo e rúcula), Arancini di gorgonzola (bolinho de arroz recheado com gorgonzola) e Spiedini di caprese (mussarela de búfala, tomates cereja e manjericão, servidos no palito), entre outros. Para o Cuecas na Cozinha o barman Simon Volpato ofereceu sua receita do novo drink: Dopocena Dopocena Ingredientes : 40 ml de licor de menta 60 ml de Gin 20 ml de creme de leite Preparo : Em uma coqueteleira misture o creme de leite, o gin e o licor de menta, ambos gelados até obter uma mistura homogênea. Sirva em seguida em uma taça de Martini. Dica : Mergulhe um pedaço de chocolate ao leite ou amargo e saboreie após o drink. SERVIÇO Couvert artístico Quinteto de Jazz – R$ 40 Recomenda-se reserva Contato acesse: Piano Bar do Terraço Itália
- Museu da Cachaça de Salinas
A cachaça entra para a história! Foi fundado em Salinas (MG) o Museu da Cachaça de Salinas! História, peculiaridades e mais de 1700 rótulos compõe o espaço de 13 mil metros quadrados, projetados pela arquiteta Jô Vasconcelos; que conta ainda com salas de reuniões, cozinha gourmet e a Sala de Aromas onde podem ser observadas as etapas de produção da cachaça. O museu custou R$ 4 milhões e surgiu de uma parceria da Secretaria de Estado e Cultura de Minas Gerais, com a Prefeitura de Salinas e a Universidade Federal de Minas Gerais. Além de conhecer os mais diferentes tipos de cachaça, os visitantes poderão participar de cursos e ações educativas, onde são explicadas todas as etapas de produção, desde o plantio da cana até a distribuição e o consumo responsável. Os visitantes também poderão degustar algumas das melhores cachaças do país. Em Salinas (MG) a cachaça é uma das principais bases econômicas da cidade que produz cinco milhões de litros anuais entre os mais de 50 rótulos de produtores artesanais; entre eles a Cachaça Seleta, uma das mais vendidas no Brasil e um dos maiores produtores artesanais de cachaças do país. Em 2012, Salinas recebeu o Selo de Indicação Demográfica pelo INPI. “Considerada a capital mundial da Cachaça, Salinas possui as condições climáticas e geográficas ideais para a produção da bebida com qualidade ímpar. Isso ocorre porque é produzida de maneira tradicional que, associada a fatores climáticos (pouca chuva, calor) e geográficos (tipo de solo, altitude), além de leveduras consideradas endêmicas, faz com que a bebida tenha sabores e aromas únicos, enriquecidos pelo envelhecimento em dornas antigas de madeira”, explica Cristiane Correia, gerente de produção das Cachaças Seleta, Boazinha e Saliboa. Com a chegada do museu, espera-se que o Turismo da região aumente e traga muitos brasileiros e estrangeiros para conhecer a história da cidade e de sua cachaça. Museu da Cachaça de Salinas Avenida Antônio Carlos, 1.250, Salinas (MG) - (38) 3841-4778 Funciona de quarta-feira a domingo, das 9h às 19h. Entrada gratuita. fotos: Wellington Pedro
- Espumantes nacionais bons e baratos
Antes de mais nada, anota essas dicas! Fiz uma seleção especial de Espumantes nacionais bons e baratos, para quem quer beber bem, pagando um bom preço. Vai chegando o final de ano e então todo mundo quer comprar espumantes para brindar o Natal e Ano Novo. Pois temos rótulos brasileiros realmente muito bons e, melhor de tudo, com preços bastante razoáveis. Selecionei algumas dicas de Espumantes nacionais bons e baratos - o valor das garrafas gira em torno de R$36 a R$60 (claro que os valores mudam de um lugar para outro, pesquise. Esses preços foram atualizados em dezembro de 2022). Espumantes nacionais bons e baratos Domno Brasil .Nero Brut e .Nero Brut Rosé (R$60) – os dois espumantes que fizeram sucesso na festa de lançamento e noite de autógrafos do meu livro Sex and the Kitchen – produzidos pela Domno Brasil . .Nero Brut leva 60% de uvas Chardonnay, 30% de Pinot Noir e 10% de Riesling . Feito pelo método Charmat (fermentação em tanques de inox) é um espumante refrescante, de cor amarelo palha, perlage fino e persistente, equilibrado, com boa cremosidade e aromas de frutas tropicais. .Nero Brut Rosé , também do terroir do Vale dos Vinhedos, leva 60% de uvas Chardonnay e 40% de Pinot Noir. Igualmente produzido pelo método Charmat tem uma sedutora coloração vermelho cereja, perlage fino e persistente. No aroma frutas vermelhas como morango e framboesa. Refrescante, frutado, persistente e equilibrado. Vinícola Garibaldi Provei recentemente esse caprichado espumante brasileiro produzido pela Vinícola Garibaldi . E o preço é ótimo: em média R$38 Garibaldi Chardonnay Produzido na Serra Gaúcha, com uvas 100% Chardonnay. Elaborado pelo método Charmat. Tem cor amarelo palha e ótima formação de perlage. Estruturado e cremoso, possui acidez equilibrada, bem como aromas com notas de abacaxi, maçã e um toque de pão tostado. Temperatura ideal de serviço 6°C. Amitié Linha exclusiva de espumantes premium, produzida em Farroupilha na Serra Gaúcha, por duas mulheres que entendem bastante do assunto, a sommelier Andreia Gentilini Milan e a enóloga Juciane Casagrande Doro. AMITIÉ no francês é AMIZADE no português - traduz assim também o intuito da marca, ser o elo de celebração de bons momentos. Tive uma ótima aula de espumantes com a Juciane e experimentei os dois rótulos no Sparkling Festival aqui em São Paulo. Gostei bastante, enfim #ficaadica vale provar! Amitié Brut (R$50)- produzido com uvas 60% Chardonnay e 40% Malvasia. Aroma de flores com toque de frutas tropicais. Equilibrado e com acidez refrescante. Amitié Brut Rose (R$50) - aqui as produtoras resolveram utilizar 60% Chardonnay, 35% Malvasia e 5% de Merlot, fornecendo ao espumante, além da acidez e cremosidade, um toque de aroma de frutas vermelhas como morango e cereja. Casa Perini Prosecco Casa Perini (R$47) - Elaborado exclusivamente a partir de uvas da variedade Prosecco, esse espumante brut é bem refrescante, leve e tem acidez equilibrada. Foi uma feliz descoberta, porque é daqueles espumantes gostosos de beber, bem leves. Bons para provar sem ou com o acompanhamento de comida. Enfim, para os que preferem um espumante mais doce, característica daqueles feitos com a uva Moscatel, uma saborosa opção é o bem equilibrado, entre doçura e frescor, Casa Perini Moscatel . Elaborado com as uvas moscatéis da região da Indicação de Procedência de Farroupilha, famosa e reconhecida por sua excelência na produção desta variedade no Brasil. Tem aromas de flores e frutas como pêssego. Don Guerino Don Guerino Brut Rosé (R$56) - Outra boa surpresa na linha dos Espumantes nacionais bons e baratos, é esse produzido, curiosamente, com uvas 100% Malbec. Antes de mais nada, cabe informar que há uma influência argentina sobre o enólogo Bruno Motter. Elaborado pelo método Charmat, com segunda fermentação em tanques de inox, o espumante tem uma bela coloração cereja suave, é refrescante com perlage (bolinhas) intenso e persistente. Tem espuma cremosa e um delicioso aroma de frutas vermelhas, rosas e goiaba. Muito bom o espumante e o preço também. Salton Pois falando em espumante rosé, outra dica é o Salton Brut Rosé. (R$36) Elaborado 80% com uvas Pinot Noir e 20% Chardonnay, colhidas manualmente e selecionadas no vinhedo. Passa por duas fermentações com temperatura controlada: a primeira para elaboração do vinho e a segunda para formação natural do gás carbônico nas autoclaves (método Charmat). Finas borbulhas. Aromas frutas vermelhas e cítricos. É cremoso, leve e refrescante no paladar. Outra excelente pedida entre os Espumantes nacionais bons e baratos é esse Salton Brut , (R$36) espumante feito com Uvas: Chardonnay, Prosecco e Trebbiano . Passa então por duas fermentações, ambas com temperatura controlada: a primeira para elaboração do vinho e a segunda para formação natural do gás carbônico nas autoclaves (método Charmat). No aroma notas de frutas de polpa branca, cítricos e flores brancas. O paladar tem boa acidez, bem como é refrescante e cremoso. Vinícola Hermann O Bossa N°1 (R$58) é feito com uvas 100% Chardonnay pelo método Charmat (fermentado em tanques de alumínio). Produzido pela Vinícola Hermann (pertence a importadora Decanter), que fica na região de Bento Gonçalves (RS). No aroma apresenta frutas cítricas (abacaxi), florais e leve aroma de pão (fermento). Na boca é fresco e equilibrado, igualmente cremoso e tem boa persistência. Com colaboração de Jane Prado - Château de Jane
- Saquê para Principiantes
O livro Guia Prático do Saquê (Editora JBC), de Celso Ishiy ( sommelier de saquê e um dos principais especialistas no Brasil) tem como objetivo trazer conhecimento sobre o Saquê para Principiantes , focando especialmente no saquê premium. Dividido em 11 capítulos, o guia aborda: origens e lendas, métodos de produção, principais tipos, regiões produtoras, melhor jeito de se consumir saquê , pratos para harmonizar, entre outros assuntos. Vamos a algumas dicas de Celso Ishiy no Guia Prático do Saquê “Diferente da versão utilizada para preparar caipirinhas, o saquê premium é consumido puro. Cheio de aromas e sabores, incrivelmente delicado e complexo, a classificação do saquê premium depende de uma série de variáveis. Os principais são: Honjozo – saquê com acréscimo de pequena quantidade de álcool destilado (não pode ultrapassar 30% do total de álcool). Junmai - significa “puro, verdadeiro”. O álcool existente é produto apenas da fermentação do arroz. Ginjo - um saquê super premium, que utiliza 60% do grão de arroz, polindo-se no mínimo 40% e fermentado em temperaturas menores que o premium. Levando mais tempo, mas produzindo um saquê mais rico e aromático. Daiginjo - um saquê super premium, já que o polimento do arroz mínimo é de 50%, o que lhe confere um sabor rico, aromático e frutado. É fermentado em temperaturas menores que o ginjo.” Aproveitando, o sommelier de saquê também tira 10 dúvidas comuns dos leitores: Saquê não equivale à cachaça brasileira, até porque cachaça é um destilado e saquê é um fermentado de arroz. Antigamente até se bebia saquê com sal, mas hoje com o surgimento dos saquês premium não se faz mais isso. Saquê não é uma bebida genérica. Para você ter uma ideia, há mais de 1.800 fabricantes da bebida no Japão que produzem cerca de 40.000 rótulos. Cada um deles produz saquês de diversos tipos e classificações. Assim como o vinho tem um significado religioso para a igreja católica, o saquê é usado em cerimônias xintoístas principalmente no Japão, onde é considerado a bebida dos deuses. Hoje, a maioria prefere consumir saquê gelado . Mas depende do tipo e da ocasião. Muita gente acha que saquê quente serve apenas para disfarçar a má qualidade. Já adianto que é possível beber excelentes saquês quentes . Hoje em dia não se bebe mais saquê no massu, o copo quadrado de madeira. É um hábito antigo que alguns restaurantes ainda persistem em usar. Saquê não combina só com comida japonesa. Harmoniza com vários tipos de comida – da italiana à alemã e até com feijoada. Cada prato tem o saquê que merece. A caipirinha de saquê é uma invenção brasileira, embora os japoneses usem o saquê comum e shochu (destilado) para preparar outros tipos de coquetéis. No Japão, a versão premium da bebida é a que tem feito mais sucesso. O saquê premium é uma das bebidas mais puras que existe – e isso faz com que não cause ressaca na maioria das pessoas. É bom lembrar que cada corpo reage de uma maneira à bebida alcoólica. O saquê não tem prazo de validade se conservado em condições adequadas. Recomenda-se, no entanto, degustar em no máximo 2 anos para sentir o sabor que a fabricante quis propiciar. Existem também saquês envelhecidos, como o vinho. Isso tudo foi uma pequena amostra, o guia tem 96 páginas, então esperem encontrar outras diversas informações relevantes sobre saquê . Á venda nas grandes livrarias do Brasil. Ficha técnica Guia Prático do Saquê Formato: 12 X 21 cm Páginas: 96 Preço sugerido: R$24,90
- Como Harmonizar Vinhos com Pratos Diferentes
Harmonizar Vinhos com Comida Japonesa , Hambúrguer, Feijoada, Salada ou Chocolate parece uma tarefa bem difícil. Como Harmonizar Vinhos com Pratos Diferentes ? Esse foi o desafio proposto para a sommelière do Sonoma (site de vendas de vinho e produtos gourmet), Jô Barros. Vamos ver então quais as Dicas de Harmonização com Vinhos que ela nos dará: Harmonizando Vinho e Comida Japonesa : A gastronomia japonesa é muito rica, vou escolher dois itens que a maioria das pessoas já estão habituadas, sushi e sashimi. Por se tratar de peixe fresco, são pratos muito leves e delicados, e o tipo de vinho, deve acompanhar, os espumantes são sempre muito bem vindos para esses tipos de pratos, seja no estilo brut ou rosé, já os vinhos das uvas sauvignon blanc e pinot grigio, também são ótima pedida para acompanhar os pratos. Harmonizando Vinho e Hambúrguer : Geralmente com hambúrguer prefiro vinho tinto e acabo preferindo as uvas com mais acidez, essas ajudam a segurar a gordura da carne, do queijo e do bacon. As uvas são: Barbera, Dolceto, Pinot Noir, Pinotage. Harmonizando Vinho e Feijoada : Dois componentes importantes estão presentes na feijoada: o peso do prato e a gordura. Vejo pelo menos dois caminhos pra acompanha-lo. Um seria um branco bem encorpado e de boa acidez. Um chardannay ainda jovem e com bastante corpo pode ser uma alternativa. O outro caminho, parece inusitado é o de usar um pinot noir, tambem jovem. Isso porque a feijoada pode ser considerada um cassoulet com feijão preto e o cassoulet, na borgonha, sua casa, é harmonizado com pinot noir. Eu já testei e ficou muito bom. Harmonizando Vinho e Salada : De uma maneira geral, prefiro harmonizar saladas com vinhos espumantes brasileiros, um bom cava ou um vinho rosé da Provença. Harmonizando Vinho e Chocolate : Esse é um dos alimentos mais difíceis de harmonizar, pois tem tudo o que dificulta uma harmonização: sabor forte, gordura e dulçor. Gosto muito de harmonizar chocolate entre 50%-70% cacau, esses são os meus tipos preferidos, com os seguintes tipos de vinho, Banyuls e vinho do Porto Tawny 10 anos. O vinho Banyuls é produzido no sul da França, divisa com Espanha, e trata-se de um vinho tinto fortificado. O vinho do Porto também é um vinho fortificado, e por ser 10 anos, é ainda mais velho que o Porto comum. Gosto muito de harmonizar esse estilo de vinho do Porto Tawny, com chocolate e frutas secas, como nozes, pecan, macadâmia e amendôas. fotos: Jô Barros, Comida Japonesa, Feijoada (divulgação) foto: Chocolate (Cuecas na Cozinha)
- Harmonização com vinhos Festas de Fim de Ano
Convidei Gilberto Medeiros, presidente da Associação Brasileira dos Amigos do Vinho - SBAV/SP (quem tiver interesse pode se associar, porque a SBAV/SP promove diversos cursos e degustações em sua sede em São Paulo), para falar de Harmonização com vinhos nas Festas de Fim de Ano . Minha proposta foi trazer ideias para que vocês possam fazer escolhas descomplicadas na hora da compra dos vinhos. Quer aceitem as indicações do Gilberto ou resolvam selecionar suas bebidas em empórios, lojas ou mercados - poderão com essas dicas simples, pedir ajuda ao atendente do local e descobrir qual o vinho ideal, que vai cair no seu gosto e caber no seu bolso. (fotos Janice Prado Fotografia ) Resolvi dividir a matéria em duas partes. Na primeira, eu faço um resumo sobre Harmonização com vinhos Festas de Fim de Ano , destacando as dicas do Gilberto pelo tipo de vinho. Na segunda parte, o texto completo do presidente da SBAV/SP destacando os pratos e indicando rótulos. Harmonização com vinhos nas Festas de Fim de Ano – por tipo de vinho Espumante Brut ou Champagne : Aperitivos/ Peixes e Frutos do Mar / servem também para todo o jantar (acidez e gás carbônico presentes atenuam os alimentos gordurosos) Espumante Demi-sec : Panetone / Frutas Branco seco de boa acidez : Peixes e Frutos do Mar / Tender Branco encorpado : Bacalhau / Aves / Porco / Massas com molho branco Branco de sobremesa : Panetone / Rabanada / Frutas Tinto leve : Aves / Tender / Porco Tinto médio : Bacalhau / Porco Tinto frutado : Massas com molho vermelho Tinto encorpado : Carne bovina assada / Cabrito/ Cordeiro Tinto doce : Doces à base de Chocolate Harmonização com vinhos nas Festas de Fim de Ano – texto do Gilberto Medeiros destacando os pratos e indicando rótulos Brindemos ao final do ano! (por Gilberto Medeiros – presidente da SBAV/SP – www.sbav-sp.com.br ) Caro amigo do vinho, mais um ano se encerra e, como sempre nesta época, estamos nos preparando para as festas de final de ano (especialmente natal e ano novo), momento este de muita confraternização entre familiares e amigos, tudo regado a muita comida e, como não, vinhos! E é justamente neste momento que vem a dúvida àqueles que estão cuidando dos preparativos. Qual vinho servir? Qual vinho compatibilizará com o alimento servido? Esta dúvida é, de fato, pertinente e muitas vezes aflige até os mais experientes enófilos, já que as possibilidades de compatibilização entre alimentos e vinhos são muitas. Para iniciar, e de uma forma breve, o conceito de harmonização de alimento e vinho tem por finalidade fazer com que um complemente o outro (e não “briguem” entre si), tornando, assim, a refeição muito mais prazerosa. E quando pensamos nesta harmonização, procuramos sempre seguir dois conceitos básico: harmonização por semelhança (quando o alimento e o vinho possuem o mesmo nível de complexidade – Exemplo: alimento leve requer vinho leve) e harmonização por oposição (quando alimentos e vinhos possuem características gustativas antagônicas – Exemplo: a acidez de um vinho atenua a gordura do alimento; o doce ameniza o salgado etc.). Como se pode perceber esta combinação não é das mais fáceis, ficando ainda mais complexa quando tratamos de festas natalinas, quando há verdadeiros banquetes contendo diversas variedades de alimentos. Passo, então, a sugerir algumas opções, onde procurei, na medida do possível, escolher algumas vinhos “coringas”, que podem harmonizar com diversos alimentos, lembrando sempre que não há regra fechada e que cada um pode (e deve) escolher o vinho que mais lhe agrade: • Aperitivos : espumante brut, que pode ser um bom nacional ( Espumante Cave Geisse Brut ou Espumante Adolfo Lona Brut ) ou champagne ( Champagne Henriot ). Este espumante poderá, inclusive, ser um bom “coringa” para os demais pratos do jantar, uma vez que sua acidez e gás carbônico presentes atenuam os alimentos gordurosos. Pratos principais: • Peixes e frutos do mar : espumante brut ( Espumante Cave Geisse Brut, Espumante Adolfo Lona Brut ou Champagne Henriot ) ou um branco seco de boa acidez ( Alvarinho João Portugal Ramos ). • Bacalhau : branco encorpado ( Esporão Private Selection Branco ) ou tinto médio ( Viña Cubillo Crianza ou Quinta do Perdigão Reserva ). • Aves (peru, chester, codorna, perdiz): branco encorpado ( Esporão Private Selection Branco ) ou tinto leve ( Bourgogne Rouge Joseph Drouhin ). • Presunto Tender : branco seco de boa acidez ( Alvarinho João Portugal Ramos ) ou tinto leve ( Bourgogne Rouge Joseph Drouhin ). • Porco (leitão, pernil e lombo assado): branco encorpado ( Esporão Private Selection Branco ) ou tinto leve ou médio ( Barbera D´Asti “La Vigna Vecchia” ou Outrora – Bairrada – Baga ). • Massas com molho branco : branco encorpado ( Esporão Private Selection Branco ). • Massas com molho vermelho : tinto frutado ( Barbera D´Asti “La Vigna Vecchia” ). • Carne bovina assada : Tinto encorpado e tânico elaborado com as castas Cabernet Sauvignon, Malbec, Tannat, ou mesmo um bom Barolo. Fica a sugestão de um Tannat Uruguaio da Bodegas Carrau ( Amat ou Gran Tradicion 1752 ). • Cabrito, Cordeiro : Tinto de bom corpo ( Quinta do Perdigão Reserva ). Sobremesas: • Panetone : espumante demi-sec ( Espumante Adolfo Lona Demi-sec ) ou um branco de sobremesa ( Muscat de Beaumes de Venise ). • Rabanada : branco de sobremesa ( Muscat de Beaumes de Venise ). • Frutas : espumante demi-sec ( Espumante Adolfo Lona Demi-sec ) ou um branco de sobremesa ( Muscat de Beaumes de Venise ). • Doces a base de chocolate : tinto doce ( Banyuls Rouge ).
- Bebidas típicas do Japão
Boa oportunidade para conhecer sobre Bebidas típicas do Japão . No próximo dia 10 de agosto, acontecerá seminário gratuito, Kokushu: Uma Dose de Japão , que reunirá em São Paulo grandes especialistas nas três principais bebidas típicas do Japão: sake, shochu e awamori. Bebidas típicas do Japão Sake O sake é a bebida-símbolo do Japão mais conhecida no Ocidente. Feito a partir da fermentação do arroz há mais de 2 mil anos. No século 19, começou um processo de refinamento da produção que continua até os dias atuais. Seu sabor é suave, principalmente, o do sake premium, que é feito de grãos de arroz mais polidos, em comparação aos utilizados nos sakes básicos. Tem graduação alcoólica próxima de 15% Hoje são cerca de mil fábricas no Japão, que ainda produzem sakes típicos de cada região, conforme a dieta do local. Shochu O shochu (lê-se “xôtyu”) é a bebida mais consumida no Japão, mas ainda pouco conhecida dos brasileiros. Chamado de “vodca japonesa”. É um destilado que pode ser feito de diversos ingredientes, como batata-doce, cenoura, arroz, trigo, cevada, trigo-sarraceno e mandioca. O teor alcoólico de 20-25% é relativamente baixo para um destilado. Awamori Assim como o shochu, o awamori é um destilado de arroz típico de Okinawa, província formada por um conjunto de ilhas ao sul do Japão, conhecida por ter uma cultura própria. Produzido a partir do polimento do arroz tailandês, de grão mais fino e com menos amido que o usado para os sakes. O grão precisa ser cozido duas vezes antes de ser destilado. Sua graduação alcoólica varia de 30% - 43%. Kokushu: Uma Dose de Japão O porta-voz brasileiro do evento é o sommelier de sake Alexandre Tatsuya Iida, proprietário da Adega de Sake e um dos principais especialistas no assunto. Iida é o único brasileiro nomeado Sake Samurai, uma espécie de embaixador da bebida, pela The Japan Sake Brewers Association Junior Council. Palestras acontecerão entre 15h e 18h Masumi Nakano, presidente da Dewazakura Sake Brewery, falará sobre sake; - a empresa venceu o prêmio da categoria 2016 no Internacional Wine Challenge (IMC), uma das maiores competições de bebida do mundo. Hisanori Komaki, diretor da Komaki Brewing, palestrará sobre o shochu; Tsutomu Oshiro, presidente da Chuko Awamori Distillery, contará ao público sobre o awamori. Cultura e Gastronomia Após as palestras, os produtores das bebidas típicas do Japão, iniciam uma degustação de rótulos de sake, shochu e awamori. A degustação é gratuita, mas só poderão participar os inscritos no evento. Está programada uma performance de taiko (tambor japonês). O animê Kampai, dublado em português, será exibido no mezanino. A Associação Brasileira de Ikebana prepara cinco grandes instalações no local. O ponto alto promete ser a cerimônia xintoísta Kagami Biraki, que é a quebra dos barris de sake para desejar sorte e prosperidade. A parte musical conta com Shen Ribeiro (flauta), Tamie Kitahara (koto) e um pocket show do cantor Joe Hirata. Kokushu: uma dose de Japão Quando: 10 de agosto, a partir das 15h Programação: Seminário: das 15h, às 18h. Degustação e apresentações culturais: a partir das 18h Inscrições gratuitas: clique no link https://kokushu.eventbrite.com Onde: Nikkey Palace Hotel - R. Galvão Bueno, 425 - Liberdade, São Paulo Fotos: Tatewaki Nio
- Dicas de Como Organizar uma Degustação de Cervejas
Essas Dicas de Como Organizar uma Degustação de Cervejas foram sugeridas pelo Fabrizio Grasso, diretor da importadora Beers On The Table . Pra começo de conversa, o nome da importadora já sugere descontração, lembram da velha frase de inglês: “The Book is on the Table”? rs. Nessa mesma pegada, onde o que importa é a diversão e o gosto pessoal de cada um e, mais vale a festa entre amigos do que a sisudez da avaliação, vamos a algumas dicas bem simples e bacanas: 1- Para quem começou a degustar cervejas especiais há pouco tempo, sugiro iniciar com as lagers (de baixa fermentação) alemãs e as pilsens tchecas. Também é possível arriscar e colocar uma Weiss (de Trigo) ou uma Witbier. 2- O ideal é escolher apenas quatro rótulos, cinco no máximo por degustação. 3- Evite comprar os produtos já gelados, principalmente se você for viajar de carro. A oscilação de temperatura é um dos fatores que pode estragar ou alterar o sabor da cerveja. O ideal é escolher os rótulos e levá-los para a geladeira no dia da degustação. 4- A temperatura em que a cerveja é servida é muito importante. Pesquise se o produto deve ser servido pouco ou mais gelado. Se ela estiver ‘Estupidamente Gelada’, será muito difícil você perceber os seus pontos fortes, pois esse fator altera a percepção dos receptores gustativos da língua. As Pilsens e as demais Lagers claras, além das Witbiers devem ser apreciadas em uma temperatura variável entre 0 e 4ºC, enquanto as de Trigo claras e as Lambics de frutas tem que ser servidas entre 5 a 7ºC. A temperatura ideal para as Lagers escuras, Ipas, Pale Ales, Amber Ales, Trigo escuras, Porters, Vienna e Bock fica entre 8 a 12 º C. Já as Trapistas, Strong Ales, Imperial Stout e as Bocks mais fortes devem ser degustadas entre 13 e 15ºC. 5- Entre uma cerveja e outra a dica é beber água ou comer pão para que os sabores e aromas da bebida não se confundam na boca. 6- Para determinar a sequência de rótulos a ser servida, comece pelas de baixa fermentação e com teor alcóolico mais baixo. 7- Ter o copo ideal para cada tipo de cerveja também é importante. Caso não seja possível, utilize um copo com boca larga para analisar melhor a cerveja. Outra dica é trocar o copo quando for degustar o próximo rótulo. O copo deve estar limpo e sem qualquer tipo de odor para não afetar o sabor do produto. 8- Pesquise quais são os petiscos e pratos que harmonizam com os estilos de cervejas que serão servidos. 9- Nunca avalie uma cerveja quando você já bebeu vários estilos, pois a análise ficará comprometida. O que avaliar? Para cada cerveja degustada analise fatores como: aparência, aroma e espuma. Confira a cor, a transparência, se a espuma é cremosa e se possui queda lenta ou rápida. Para avaliar o aroma, cheire a bebida após ter sido colocada no copo. Nessa etapa é possível averiguar o que é mais característico: os maltes, os lúpulos ou o cheiro de frutas e especiarias. Ao beber a cerveja estude pontos como: qual é o sabor predominante, se ela é amarga ou mais adocicada, se o álcool é muito perceptível ou não. No segundo gole compare as suas novas impressões com as da primeira bicada; confira se o sabor inicial mudou e quais outras características da cerveja você notou. Pergunte-se: você tomaria outra cerveja dessa na sequência ou é um rótulo para degustar apenas uma vez? Não se esqueça de avaliar o retrogosto. Nele você deve perceber os sabores que a cerveja deixou em sua boca. Analise se ele é agradável ou não, se é doce, amargo ou seco e se é duradouro ou não.











