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  • Presentes criativos para o Dia dos Namorados

    Você está procurando presentes criativos para o Dia dos Namorados? Então, acabou de encontrar! Na verdade, é uma solução completa: você tem um jantar super especial com sua namorada ou namorado e ainda compartilham juntos a leitura de um livro de sucesso apimentado pela cozinha. Sex and the Kitchen – o Sexo e a Cozinha foi escrito por mim, Alessander Guerra, também criador do Cuecas na Cozinha. É um romance em dois volumes (esse dos kits é o primeiro volume), que narra os encontros e desencontros de seus protagonistas entre talheres e taças. Debatendo assim muitas questões existenciais de forma leve, natural, divertida e, principalmente, apimentada! Veja abaixo os kits que acompanham então meu livro Sex and the Kitchen – o Sexo e a Cozinha (volume 1). Então, que tal um Menu Afrodisíaco Thai ? Presentes Criativos para o Dia dos Namorados Q Gastronomia A descolada @qgastronomia da chef Larissa Queiroz oferece dois menus: Afrodisíaco Thai e Romântico. Menu Afrodisíaco Thai (R$430) Salada de papaya verde Curry de camarões com arroz de jasmin Mousse de chocolate com amendoim Bem como, meu livro Sex and the Kitchen – o Sexo e a Cozinha Da mesma forma você também pode escolher um Menu Romântico Menu Romântico (R$350) Mini Brie folhado com mel e nuts Ravioli de queijo meia cura ao molho de queijos trufados e tomatinho concassé Mousse de chocolate com laranja Bem como, meu livro Sex and the Kitchen – o Sexo e a Cozinha Encomendas até 10 de junho pelo Whatsapp (11)99872-3411 c/ Karina Atrib Igualmente é possível pedir uma cesta especial com fondue salgado e doce da Le Blé. Le Blé Quem aqui acha romântico comer fondue levanta a mão! Pois então dá só uma olhada em mais essa dica quentíssima da @ leblecasadepaes Higienópolis e Jardins, entre os presentes criativos para o dia dos namorados. Cesta especial Dia dos Namorados (R$349) 1 demi baguette Tradição + 1 demi baguette Multigrãos + 1 batard Integral + 1 croissant + 1 pain au chocolat fondue de queijo da @fazendaatalaia fondue de chocolate da Le Blé preparado com chocolate belga Callebaut 54% da @callebautbrasil kit de 6 bombons recheados 1 vinho tinto (consulte na reserva) livro Sex and the Kitchen – o Sexo e a Cozinha (Alessander Guerra) Pedidos pelo telefone fixo (11)3663-4626 ou pelo Whatsapp (11)97122-3530 . Encomendas até 10 de junho Bem como, vários fondues salgados da Banqueteria Nacional. Banqueteria Nacional Falando em Fondues, a chef Dani Padalino criou para a sua @banqueterianacional algumas opções deliciosas que acompanham meu livro Sex and the Kitchen – o Sexo e a Cozinha Fondue Salgado Caixa Banqueteria Boutique (R$400) contendo Trio de fondues: Queijos brasileiros; Cogumelos e limão siciliano e Cebola com especiarias Acompanhamentos: Pão italiano; Grissinis; Crostatas; Batata bolinha com Copa; Baby carrots; Tomatinhos doces; Palitos de polvilho. Ou então, uma seleção de fondues doces. Fondue Doce Caixa Banqueteria Boutique (R$400) contendo Trio de fondues: Chocolate com cumaru; Doce de leite artesanal e Goiabada cremosa. Acompanhamentos: Marshmallow; Samanta; Bananada; Morango; Uva; Mini churros; Biju crocante. Encomendas até o dia 6 de junho. Pedidos via WhatsApp 11-95729-6699 ou Instagram @banqueterianacional Casa Flora Antes de mais nada, infelizmente esse kit não está disponível para venda, mas foi muito legal essa parceria que fiz com a @casafloraimportador a e a @anagrama.eventos . Dessa forma, seguindo a linha de presentes criativos para o Dia dos Namorados, diversos jornalistas e influenciadores receberam em casa meu livro Sex and the Kitchen – o Sexo e a Cozinha (volume 1) muito bem acompanhado do espumante Veuve du Vernay importado pela Casa Flora. O post acima foi atualizado com kits de 2021 Esse Dia dos Namorados 2020 será diferente mas, nem por isso, menos carinhoso, saboroso ou sensual. De muito amor e....com boa e provocante leitura! Pra isso sugerimos alguns Presentes criativos para o Dia dos Namorados. Alessander Guerra, autor do livro Sex and the Kitchen – o Sexo e a Cozinha (romance apimentado pela gastronomia) fez três grandes parcerias para incluir seu livro em cestas de presente e jantares. Presentes criativos para o Dia dos Namorados Suplicy Cafés A rede de cafeterias criou kits com café, utensílios e o livro. À venda para São Paulo e todo o Brasil pela loja online da marca https://www.suplicycafes.com.br/loja-online Afinal, o início do romance, o primeiro encontro marcado pelo casal protagonista, acontece em uma cafeteria. Kits Caneca (branca ou preta) + balança dosadora em formato de colher + 3 cafés Suplicy 250g (Torra Clara, Torra Média e Torra Escura), bem como o livro Sex and the Kitchen – o Sexo e a Cozinha (Alessander Guerra) – R$150 3 cafés Suplicy 250g (Torra Clara, Torra Média e Torra Escura), bem como o livro Sex and the Kitchen – o Sexo e a Cozinha (Alessander Guerra) – R$110 Coador V60 + 3 cafés Suplicy 250g (Torra Clara, Torra Média e Torra Escura), bem como o livro Sex and the Kitchen – o Sexo e a Cozinha (Alessander Guerra) – R$155 Coador + 3 cafés Suplicy 250g (Torra Clara, Torra Média e Torra Escura), bem como o livro Sex and the Kitchen – o Sexo e a Cozinha (Alessander Guerra) – R$350 Conjunto Hario V60 (Coador em Polipropileno compatível com filtros Hario V60-02 + Jarra de Vidro com capacidade de 700ml + Porta-filtro de Silicone) + 3 cafés Suplicy 250g (Torra Clara, Torra Média e Torra Escura), bem como o livro Sex and the Kitchen – o Sexo e a Cozinha (Alessander Guerra) – R$430,00 Banqueteria Nacional  A famosa banqueteria da chef Dani Padalino. Criou o Kit Sexy para Happy Hour e também caixas diversas com opções de jantar para o casal, incluindo vinho e o livro. Há, inclusive, a possibilidade de comprar cestas individuais para os casais que vivem em casas separadas e não poderão se encontrar nesse momento, por causa do distanciamento social. Kit Sexy Diferente, criativo e lúdico - é um kit ideal para a Happy Hour. Jardim de Queijo de Cabra (flores e folhas comestíveis) + Red Focaccia com ervas e azeite de carvão + Sex and the Kitchen - o Sexo e a Cozinha (romance apimentado pela gastronomia) - R$190 Kit Amantes de Massa Inclui três opções de massa à escolha do cliente, todas incluem parmesão fresco ralado : Nhoque de mandioquinha tostado ao molho de camarões, pupunha e páprica picante. ou Nhoque de batata doce roxa com queijo meia cura e ragu trufado de pupunha com crisps de alho-poró. ou Raviolone de carne seca ao molho rústico de tomates, olivas e manjericão. + Red Focaccia com ervas e azeite de carvão + 1 vinho tinto italiano - bem como o 1 livro Sex and the Kitchen – o Sexo e a Cozinha (Alessander Guerra). Uma caixa para 2 – R$260,00 ou da mesma forma se precisar de Duas caixas para 2 – R$350,00 Kit Amantes de Risoto Inclui três opções de risoto à escolha do cliente: Shitake com cúrcuma e brie. ou Camarão com alho-poró e queijo meia cura. ou Tomatinhos doces com muçarela de búfala e manjericão. + Red Focaccia com ervas e azeite de carvão + 1 vinho tinto italiano - bem como 1 livro Sex and the Kitchen – o Sexo e a Cozinha (Alessander Guerra). Uma caixa para 2 – R$290,00 ou da mesma forma se precisar de Duas caixas para 2 – R$380,00 Caixa Especial Em primeiro lugar, a caixa inclui: 1 Terrine de Cream Cheese com jabuticaba + 1 vinho italiano -  bem como 1 livro Sex and the Kitchen – o Sexo e a Cozinha (Alessander Guerra). + Escolha uma massa do kit Amantes de Massa. + Escolha um dos principais abaixo: Mignon ao molho de mostarda e mel com arroz negro de sementes tostadas e tartar picante de beterraba. ou Filé de Saint Peter ao molho de baunilha com cuscuz marroquino de abobrinha. + Escolha uma das sobremesas abaixo: Duo de cupuaçu com ganache de chocolate. ou Pavê brownie com ganache de chocolate e doce de leite. Uma caixa para 2 – R$390,00 ou da mesma forma se precisar de Duas caixas para 2 – R$470,00 Serviço para pedidos Banqueteria Nacional: Aceita encomendas até 10 de junho WhatsApp: (11) 95729-6699 – São Paulo Então, falando em Presentes criativos para o Dia dos Namorados dá só uma olhada nessas cestas desenvolvidas no Rio de Janeiro! Prosa na Cozinha A chef Manu Zappa criou no Rio de Janeiro, cestas deliciosas que contém ingredientes de produtores artesanais, incluindo confeiteiros e chefs de cozinha. Enfim, uma colab que tem a curadoria dela e contribui para a geração de renda de vários empreendedores. Da mesma forma o livro faz parte das cestas. Cesta delícia - dia dos namorados Afagá confeitaria brasileira - barra de chocolate com caramelo e flor de sal Torta e Cia - Alpes Cervejaria Búzios - cerveja Forno (red ale) Tudo de Bico - homus tradicional Coisas para Comer - cogumelos marinados em limão siciliano e torradas de pão pita com massala Capril DeVille - queijo de cabra Duas Marias Atelier   - bala de coco Santo Favo - bala de caramelo salgado Deli 43 - salsicha frankfurter Realimentare - biscoito palito colorido Bem como o livro Sex and the Kitchen – o Sexo e a Cozinha (Alessander Guerra) R$350 Cesta Dia dos namorados jantar Kit risoto (limão siciliano e camarão ou mix de cogumelos trufados - a escolher) – Receita da Manu para a Kuke Gastronomia Bolo mole ( bel trufas ) Duas louças Luiz Salvador Bem como o livro Sex and the Kitchen – o Sexo e a Cozinha (Alessander Guerra) R$415,00 Serviço para pedidos Prosa na Cozinha: Estoque limitado Tel/ whatsapp: (21) 99777-2585 – Rio de Janeiro Para mais informações sobre o livro Sex and the Kitchen - o Sexo e a Cozinha ( acesse o link )

  • Hamburguerias que você precisa conhecer

    Gosta de hambúrguer? Então #ficaadica, conversei com amigas e amigos que escrevem sobre gastronomia e pedi que fizessem uma sugestão das hamburguerias que você precisa conhecer ! C6 Ah! E dá pra pedir pelo #delivery , viu? Dessa forma, reuni casas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte (MG), Gramado e Canela (RS). De antemão informo que todas elas estão com o link do Instagram. E, claro, já te faço o convite para citar nos comentários, suas hamburguerias favoritas de qualquer lugar do Brasil e do mundo. Afinal, por aqui no Cuecas na Cozinha cozinhamos ideias desde 2007, certamente a sua é sempre bem-vinda! Impressionante como esses sanduíches com discos de carne, que também são muito bem feitos sem a proteína animal, apenas com vegetais e grãos, fazem sucesso no mundo todo. Acho que hambúrguer assim como a pizza são duas preferências universais. Cabana Burger Dia do Hambúrguer Ah! Já ia me esquecendo. Estou publicando essa matéria hoje 28 de maio de 2020 (em plena pandemia de coronavírus), porque é Dia Internacional do Hambúrguer . Afinal, um bom motivo para pedir na sua casa! O hambúrguer chegou nos Estados Unidos na segunda metade do século 19, inicialmente trazido por imigrantes alemães, que saíram do porto de Hamburgo. Daí seu primeiro nome na América “Hamburg steak – bife de Hamburgo”. Os americanos popularizaram o sanduíche porque, não só colocaram a carne no meio do pão, como também fizeram burgers baratos vendidos aos montes em lanchonetes espalhadas por todo o país. Afinal, ficou curioso com a história do hambúrguer? Então leia mais nessa matéria da revista Super Interessante . Holy Burger Hamburguerias que você precisa conhecer em SP (organizei em ordem alfabética) Burger Table Casa do chef Manuel Coelho, que fica ao lado de seu restaurante italiano Sensi no Campo Belo. Burgers clássicos (180g), bem como Smashes (100g) preparados na churrasqueira e carvão. Oferece igualmente kits para preparar os hambúrgueres em casa. Dica do Marcelo Katsuki ( Comes e Bebes – Folha de São Paulo ) Burger X Hamburgueria que nasceu pra ser virtual e low cost. Os X-Bacon, X-Burger, X-Salada que começaram a ser vendidos por R$10, inegavelmente hoje continuam baratos R$12 cada. “Sanduíche bem montado e fritas deliciosas” informa Junior Ferraro (editor da Revista Azul ) C6 Sugestão do Ale Guerra , esse que vos escreve, popularmente conhecido como Cuecas, definitivamente vale provar esses burgers de carne que tem origem e procedência levadas à sério. Só para ilustrar, os discos de 170g com blend de carnes são preparados com gado Hereford, raça de origem britânica criada a pasto até o abate no Bioma Pampa Gaúcho. O chef Marcos Livi, proprietário do Grupo Bah! que possui o C6 e vários outros restaurantes em São Paulo, faz questão de acompanhar a cadeia produtiva dos seus fornecedores. Na parrila, entre o defumado de carvão e lenha, vão saindo os sanduíches prontos. Inclusive, os Smash Burgers. Você sabe o que é um Smash Burger? Smash é um método clássico americano de fazer hambúrguer. Consiste em amassar uma bola de carne contra uma chapa quente, sem estar previamente moldado. Guarita Burger Cabana Burger A casa é inspirada na famosa rede norte-americana Shake Shack . Sua proposta é nesse sentido trazer a essência do hambúrguer clássico: pão, carne e queijo. Dica da Daniela Filomeno (publisher do Viagem & Gastronomia ). Come on Burger “Dia desses, eu pedi dessa hamburgueria, que fica na Vila Mariana, e gostei bastante - boa relação custo benefício. A minha pedida foi o Caramel, hambúrguer bem suculento com cheddar, cebola caramelizada, farofa de bacon e maionese verde da casa, servido no pão australiano. Além de equilibrado, o hambúrguer chegou no ponto certo e com uma carta de agradecimento dos donos - o que achei bem legal!” Tudo, de acordo com a jornalista gastronômica Cintia Oliveira . Dck Burger Sugestão da Boccanervosa , Tamyris Roxo, a hamburgueria do bairro do Tatuapé (zona leste de SP), oferece sobretudo 5 sanduíches preparados com discos de carne 160g, servidos no pão brioche. Dizzy Lanchonete Hamburgueria clássica da zona norte de São Paulo, desde 1969. Para Junior Ferraro (editor da Revista Azul ),  que tem provado vários burgers nessa quarentena - “Melhor cheeseburguer clássico!” Burger X Guarita Burger A jornalista gastronômica Cintia Oliveira indica o Guarita e destaca suas preferências “Costumava ser parada obrigatória antes ou depois do cinema (saudades!) e adorava pelo fato de ter os drinques do Jean Ponce. Desde o pão macio até a carne fininha e suculenta, todos os elementos que compõem os hambúrgueres de estilo smash (prensados na chapa) são muito bons. O meu preferido é o Smashed Salad (hambúrguer com queijo da casa, alface romana, cebola roxa, picles e maionese da casa). Ps: eles estão fazendo delivery de drinques, para a alegria do nosso happy hour quarentener!” Holy Burger Escolha de vários comilões aqui presentes, inclusive esse Cuecas na Cozinha que vos escreve, o Holy é uma boa pedida para Daniela Filomeno , Marcelo Katsuki , Tamyris Roxo e Beatriz Marques (responsável pelas aspas abaixo). “Sempre atento às tendências, o Holy Burger trouxe muitas novidades aos paulistanos quando abriu, em 2014, e era comum esperar por horas para saborear seus hambúrgueres deliciosos em ambiente modernoso, no centro paulistano. No fim de 2019, mais novidades surgiram: seus sócios repaginaram o Holy e deram uma cara mais de diner. No cardápio, entraram outros sanduíches e destacaram a coquetelaria. Mas nunca abriram mão da receita de sucesso (ainda bem!) e até lançaram hambúrgueres inéditos, como o PCQ, com carne (acém), queijo taleggio e pão de caramelo”. Patties Burger Juicy Burger Utilizando blend exclusivo de carnes, todos os burgers da Juicy são preparados no pão brioche tostado na manteiga. “O pão é supreendente!” diz Junior Ferraro (editor da Revista Azul ). Matilda Casa do grupo da chef Renata Vanzeto, o Matilda Lanches se intitula como: Uma Lanchonete para todos. Vegetarianos, Veganos, Lights e quem gosta de enfiar o pé na jaca! E quem nos dá a dica é Roberta Malta (editora de lifestyle da Revista Marie Claire ) . “Gosto muito do que a Renata Vanzeto faz, hambúrguer com cara de quem não economiza calorias”. #ficaadica #pénajaca Patties Burger “O perfeito BBB: bom, bonito e barato. Inspirado nas lanchonetes norte-americanas antigas, o Patties traz hambúrgueres simples, no estilo ultra smash, cheios de sabor e com preços razoáveis. As batatas-fritas também merecem atenção: na versão do delivery, são mais sequinhas e crocantes, para não correrem o risco de chegarem murchas em nossa casa. Em tempo: vale acompanhar no Instagram do Patties as ótimas ações de marketing e o crescimento da marca, com expansão de lojas e de dark kitchens pela cidade”. Dica da jornalista de gastronomia Beatriz Marques . St. Louis Burger Seven Guys Burger Quando iam abrir ao público na Rua Augusta 1290, veio a quarentena e, essa estreia ainda não aconteceu. Inspirada na rede Five Guys (EUA), hoje a hamburgueria opera com delivery e seus 7 burgers são feitos com fraldinha mais costela de gado angus. As fritas são preparadas em óleo de amendoim e podem receber temperos como lemmon pepper ou cajun (mistura de temperos popular na Louisiana – EUA). “Comecei a pedir na quarentena, hambúrguer smash perfeito, do jeito que eu gosto, bom preço e as fritas são ótimas” conta Roberta Malta (editora de lifestyle da Revista Marie Claire ). St. Louis Burger “Quando a onda dos hambúrgueres “gourmet” começou, o St. Louis já estava nadando de braçada com seus discos de carne altos e suculentos, vendidos em larga escala no pequeno endereço do Jardim Paulista. Hoje, depois de 14 anos de portas abertas, continua praticamente o mesmo. E isso é um ótimo sinal. Em delivery pedido recentemente, o cheeseburger estava perfeito, ponto rosado da carne, pão macio, queijo derretido... e basta!” Sugestão da jornalista de gastronomia Beatriz Marques (responsável pelo texto acima), minha Ale Guerra e também do Marcelo Katsuki . Burger Table True Burger “Me permita ser bairrista (risos)” brinca a jornalista gastronômica Cintia Oliveira . “Essa hamburgueria fica a duas quadras da minha casa, na Aclimação portanto, sempre me salvou nos momentos de fome/ preguiça de cozinhar. Os sanduíches são honestos e os preços bem legais - o mais caro custa R$24! O meu preferido é o Classic & True, com mussarela, bacon, alface, tomate, cebola roxa, picles, molho barbecue, maionese da casa, servido no pão de hambúrguer”. Z Deli Essa é daquelas sanduicherias que são sempre lembradas em uma indicação das melhores da cidade de São Paulo. Por lá encontramos o tradicional sanduíche de pastrami do chef Julio Raw e, claro, hambúrgueres suculentos e muito bem preparados. Indicação de Roberta Malta (editora de lifestyle da Revista Marie Claire ) e também da Tamyris Roxo ( Boccanervosa ). Se, em São Paulo, encerramos nossas dicas de Hamburguerias que você precisa conhecer. Veja abaixo sugestões de outras cidades. Lanchonete Hamburguerias que você precisa conhecer no Rio (organizei em ordem alfabética) Convidei a Luciana Fróes , crítica gastronômica do jornal O Globo (Rio de Janeiro), para sugerir algumas das suas hamburguerias preferidas na cidade maravilhosa. Todas funcionando com delivery. B de Burger A rede aposta no B, de Básico (sanduíches com ingredientes mais tradicionais). E no B, de brasa de um grelhador ultra moderno. O B de Burger leva Burger de Costela Angus Gold com queijo cheddar, maionese de bacon e cebola caramelizada na cerveja escura. “É gorduroso mas gostoso” afirma Luciana. Lanchonete “Casa nova, da turma do Quartinho, resgatou só hits das antigas. O hambúrguer é uma versão do Bobs dos anos 70. Uma viagem!” Pouco mais de um ano depois de abrir o Quartinho Bar, os sócios Eduardo Araújo e Jonas Aisengart resolveram apostar na Lanchonete , também em Botafogo, que oferece lanches rápidos, pedidos no balcão. O espaço tem cardápio exposto num letreiro luminoso dos anos 1970. Abriga móveis anos 1950, banquetas de Sérgio Rodrigues e mesinhas escolares. Orange Burguer Aposta em sanduíches com ingredientes mais tradicionais. Oferece opções de lanches com disco de carne 180g ou então de smashes 90g. Como é o caso do Ronald (burger 180g, pão, cheddar, cebola, picles, catchup e mostarda – R$20) ou na versão Smash (90g - R$14) “ É delicioso, barato e esta por todos os cantos do Rio” comenta a crítica gastronômica. Yamã Yamã Burger Vibration A casa inspirada na cultura jamaicana é parceria do ator Marcelo Antonny e de sua esposa Carol. Pois a proposta é oferecer lanches, como os feitos na casa do casal para seus filhos. Utilizando bons cortes de carne e também molhos preparados com frutas da estação, sem maionese industrializada e sem corantes. O ator e sua família costumam ocasionalmente passar férias na Jamaica e o nome Yamã é em suma o jeito falado por eles da expressão americana ‘Yeah, man’. Savá BH Hamburguerias que você precisa conhecer em BH (organizei em ordem alfabética) Do mesmo modo, pedi a amiga Isabela Lapa do Coisas de Mineiro para sugerir suas hamburguerias preferidas em Belo Horizonte. Todas funcionando com delivery. James Burger Nessa hamburgueria artesanal temos vários James no cardápio e assim também em imagens nas paredes: James Joyce, James Taylor, James Bond,... A casa, tem não apenas estilo vintage, como também música ambiente com rock internacional. “Para os fãs de hambúrguer estilo americano, sempre com batata crocante, o James é o lugar certo”. #ficaadica da Isabela! Root Burger Por lá skates podem ser encontrados no teto, funcionando como luminárias bem como no chão, na altura das mãos, em forma de totem, onde você registra seu pedido. “Sempre criativo nos sabores bem como nos molhos, a casa surpreende pelo pão de chocolate, que não é doce.” Savá BH Funcionando no que era o antigo porão do restaurante La Traviata -que da mesma forma continua aberto no andar de cima- o Savá oferece burgers e, igualmente boas cervejas artesanais servidas em 15 taps. Há, inclusive, uma micro cervejaria montada por lá, para produzir alguns chopes com receitas autorais da casa. “Além de destacar ingredientes mineiros, o Savá tem igualmente um pão de sal impecável. O foco do Burger é o pão e a carne. Inesquecível!” Containner Bistrot Hamburguerias que você precisa conhecer em Gramado/Canela (RS) Recorri a Carla Leidens , minha amiga e super RP da Região das Hortênsias no Rio Grande do Sul para que enviasse algumas de suas dicas preciosas da região. Containner Bistrot Chegue até a igreja em Canela e então olhe à esquerda. É lá que você vai encontrar um lugar lindo com 12 grandes containners formando a fachada. Com pouco mais de quatro anos o Containner Bistrot fica bem perto da Catedral de Pedras em Canela. O lugar tem como principal diferencial o ambiente moderno e descolado. Mas, não para por aí. Tem coisas que amo no Containner uma delas é o hambúrguer que leva o nome do restaurante: Um pão caseiro saboroso, blend de hambúrguer com receita especial, maionese da casa, gorgonzola, cebola caramelizada e rúcula. Toro O Toro é um lugar diferente, sempre com música ao vivo, e, estou falando de música boa de verdade. Drinks pra lá de bons e um cardápio enxuto, porém muito gostoso. As carnes são um caso à parte, adoro. Enfim, qualquer pedida no Toro é uma boa pedida, brinque com o menu e divirta-se. Não deixe de provar o hambúrguer. Você escolhe os itens e assim também monta do seu jeito. O meu preferido: pão com amêndoas laminadas, queijo cheddar, bacon e rúcula. Nonno Mio Fast Gourmet Bem no coração da cidade de Gramado o Nonno Mio Fast Gourmet é, antes de mais nada, um lugar descontraído e bem jovial. O menu está recheado de clássicos para happy hour. Primeiramente, o hambúrguer é um diferencial por lá: pão de brioche, maionese de leite caseira, alface americana, cebola roxa crua, bacon frito, picles caseiro (é feito no Nonno mesmo, nada de picles de vidrinho), dois hambúrgueres (blend de carnes da casa) - carne moída todos os dias pra ficar bem fresquinha e duas fatias de cheddar.  Em resumo, não tem como explicar, só tem que provar. Esperamos ter te ajudado a fazer então uma boa lista de Hamburguerias que você precisa conhecer! Seguem igualmente outras dicas de Bares e Lanches. Bem como dicas de Restaurantes.

  • Grão Coletivo

    Antes de mais nada, queria dizer que: Eu acredito no coletivo! E por isso acredito no Grão Coletivo. Enfim, se tem uma coisa boa que vai ficar dessa triste pandemia, é o entendimento que #juntossomosmaisfortes não é apenas uma # frase de efeito, mas sim uma nova realidade. Cada um de nós depende do outro, sim! Cada empresa depende da outra, sim! Somos únicos, mas sozinhos não somos nada! Tudo que fazemos impacta outras vidas, impacta um planeta. Portanto, é o espírito colaborativo e o respeito a natureza, que possibilitarão um mundo melhor pós-coronavírus. Você sabe qual o principal ingrediente do café especial? Pessoas! Então, vamos entender melhor como todas essas pessoas se juntaram no Grão Coletivo, na certeza que o todo é sempre maior que a soma de cada uma das partes. Antes de mais nada, pessoas e muito amor ( Onnie Coffee) Grão Coletivo O projeto começou com um grupo de profissionais do café especial discutindo, primeiramente, ações de contingência para a crise ocasionada pela pandemia do coronavírus. A partir de então, várias ideias foram formatadas e colocadas em prática. Questões jurídicas, financeiras, contábeis, de comunicação, administrativas, etc. Soluções mútuas que puderam ser compartilhadas, garantindo a sobrevivência de micros e pequenas empresas. Aquele grupo inicial foi ganhando corpo. Surgiu então, a plataforma Grão Coletivo, no intuito de concentrar esforços e unificar o setor. Certamente essas dicas para o preparo do coado da Isso é Café serão aproveitadas em casa. Hoje, um grupo composto por mais de 250 empresários de todo o Brasil, que trabalham com café especial em diferentes segmentos. Há desde empreendedores de nanocafeterias a proprietários de redes, franquias, microtorrefações, um time de baristas, especialistas no serviço de café, e ainda os pesquisadores e produtores de eventos com café. Segundo live que fiz no meu Instagram com Diego Gonzales (proprietário do Sofá Café ), um dos idealizadores do projeto ao lado de Giuliana Bastos (especialista em café e criadora do evento São Paulo Coffee Fest ), novas solicitações para a entrada no grupo não param de chegar e eles estão se organizando para crescer de forma consistente. Já existe, inclusive, divisão da equipe em vários “departamentos”: comunicação, financeiro, jurídico, etc, para melhor atender às demandas. Afinal, quer café? ( Ovelha Negra Cafés) Grão Coletivo – Objetivo Claro que, em primeiro lugar, a reunião do grupo tinha por objetivo a troca mútua de informações e busca de medidas que pudessem amenizar a situação financeira provocada pela questão de saúde pública, que demandou o fechamento dos estabelecimentos, pela necessidade de isolamento social para estancar a propagação do Coronavírus. A partir de então, o objetivo principal do Grão Coletivo tornou-se promover o consumo do café especial, principalmente em casa, já que mesmo depois do fim do isolamento, a expectativa é que as cafeterias não voltem, ao menos por enquanto, a abrigar muitas pessoas em seus espaços físicos. Por exemplo, é assim que chega em casa o kit da Cafeína Records #bebacafé é uma campanha do Grão Coletivo que visa dessa forma incentivar a compra via delivery, quer seja de cafés em grãos ou moídos e também de utensílios e acessórios para o preparo em casa; bem como dos próprios cafés extraídos na hora e embalados pra viagem, acompanhados de um pão de queijo, bolo ou quaisquer outros complementos, que possam enriquecer a experiência dos clientes em suas próprias casas e aumentar a rentabilidade das cafeterias. Lembrando que essas vendas impactam positivamente em toda a cadeia produtiva. Assim também, à frente dessa campanha de consumo está o time de baristas, profissionais mais impactados com o fechamento das cafeterias. Eles trazem dicas para os apreciadores prepararem com cuidado e técnica um reconfortante café em casa. Dessa forma ensinarão em lives nas redes sociais do projeto: como armazenar e preservar o produto, preparar e higienizar os utensílios, bem como, as melhores receitas para variar o ritual do café em casa. Enfim, outro ponto importante dentro do site , visa destacar iniciativas solidárias que os participantes estão tomando frente a pandemia. Por certo queremos esse cookie do KOF acompanhado de café. Cafeterias e Profissionais do Grão Coletivo São Paulo e Grande São Paulo Obs: Todos os perfis estão com link Astronauta Café Billu Coffee and Cake Blackcup Café Bogo Café Buen Café Café.com.br Café Campo Místico Caffè Latte Cafeína Records Catarina Coffee and Love Cave de Café Clemente Café Coffee Lab Coffee Lounge Cupping Café Fora da Lei Café Futuro Refeitorio Freak Café GRUTZ healthy food & coffee H2 Coffee Hey! Coffee Bem como, o pão de queijo do Clemente Café Il Barista Isso É Café Júlia Cafés Kafeyina Kento Café KOF – King of the Fork Latte´liê Manteigaria Lisboa Mar de Café Mono Cafés Especiais O Cabral Café Octavio Café Onnie Coffee O Segredo da Felicidade Ovelha Negra Cafés Pato Rei Coffee Brewers Praça Café Santo Grão Satwa Spa Indiano e Cafeteria Sensory Coffee Roasters E, igualmente, a cesta especial do O Cabral Café Siriema Coffee Sofá Café Soul Café SM Cafés Tazza Café Tectonica The Little Coffee Shop True Coffee Urbe Café Ulu Café Um Coffee Co. Wolff Café Zud Café Enfim “cafeine-se” ! ( SM Cafés ) São José do Rio Preto - SP Day Off Café Curitiba Lucca Cafés Especiais Recife Selen Café Rio de Janeiro Mini Joe Café Cafés de pequenos produtores no Lucca Cafés Especiais

  • Pequenos negócios contra Coronavírus

    O que mais tenho acompanhado nesses últimos tempos, além dos efeitos trágicos da pandemia, é a luta dos Pequenos negócios contra o Coronavírus. Venho falando com empreendedores de restaurantes, cafés, buffets, docerias, bares, lojas de vinho, cervejarias, enfim diversos estabelecimento gastronômicos. Casa de Ieda - comida da Chapada Diamantina na plataforma Apóie um Restaurante Bem como, com microemprendedores de comida feita em casa e organizadores de feiras de pequenos produtores de todas as áreas. Estão todos, obviamente, muito preocupados e sentindo os impactos econômicos desse momento particular da história do mundo. Mas, por outro lado, nunca vi tantas iniciativas criativas, que merecem ser compartilhadas. Pequenos negócios contra Coronavírus é uma luta de bravos! Bravos, inquietos, criativos, solidários, humanos! Pessoas que querem tocar suas vidas e manter o sustento de milhões de famílias em todo o Brasil. sobremesa do Charco Restaurante que participa da plataforma GGG. Dados do Sebrae Para vocês terem uma ideia como micros e pequenos empreendedores são a maioria dos negócios e empregos brasileiros. Segundo o Sebrae, no Brasil existem 6,4 milhões de estabelecimentos. Desse total, 99% são micro e pequenas empresas (MPE). As MPEs respondem por 52% dos empregos com carteira assinada no setor privado (16,1 milhões). Resumidamente, os pequenos negócios são divididos da seguinte maneira: Microempreendedor Individual - Faturamento anual até R$ 81 mil; Microempresa - Faturamento anual até R$ 360 mil; Empresa de Pequeno Porte - Faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 4,8 milhões; Pequeno Produtor Rural - Propriedade com até 4 módulos fiscais ou faturamento anual de até R$ 4,8 milhões . Isso sem contar, como já sabemos, a grande quantidade de brasileiros que vivem na informalidade, que se viram como podem, aqui e acolá na esperança de ganhar o pão de cada dia. Burger do Holy Burger que participa da plataforma Menu do Amanhã. Pequenos negócios contra Coronavírus Vários são os aprendizados deixados pelo Coronavírus. Escrevi um artigo sobre isso que foi publicado no Blog da Merkaz (coletivo que reúne uma rede relevante de empreendedores na comunidade judaica). O título do meu artigo é uma reflexão para os empreendedores nesse momento: “O que tenho feito pela imagem da minha marca/empresa durante a crise, para que meu negócio continue existindo depois que tudo isso passar?” Trabalhando com mídias sociais há mais de 13 anos com o Cuecas na Cozinha (quando tudo era mato! rs), sócio da PG Comunicação Criativa (empresa de consultoria em mídias sociais para pequenos empreendedores) e ministrando cursos nessa área há mais de 5 anos; nunca vi uma época em que ficou tão clara a importância não só de estar presente nas mídias, mas também quão fundamental é fazer um trabalho direito, embasado, que se conecta verdadeiramente com o público-alvo. Mídia Social é uma ferramenta de comunicação eficiente que pode transformar a vida das pessoas e dos negócios; não é um monte de fotos e textos aleatórios. Ravioli de tapioca recheado com queijo Serra da Canastra do Capim Santo que oferece vales-presente na GGG Empreendedorismo Na linha do empreendedorismo, ficaram claros ensinamentos como: É preciso pensar além do seu negócio – tudo que você faz impacta o seu entorno. Empatia, coletividade, pertencimento, humanidade – o EU EMPRESA dá lugar ao NÓS HUMANOS. Parceria – sem parceiros reais nenhum negócio sobrevive. Crie conexões verdadeiras com seus parceiros. Existem muitas formas pra vender seu produto e serviço, além daquela que você utilizava até hoje. Inclusive, existem muitos produtos e serviços que você nem imaginava que poderia vender, e pode. Igualmente, são muitas as formas de seus produtos / serviços chegarem ao seu cliente. O balcão é apenas uma delas! Enfim, a lição mais fundamental: Cuide de si, mas pense no outro! Pato crocante do Mr. Lam que participa do Brinde do Bem. Pequenos negócios contra Coronavírus - Gastronomia Falando em cuidar de si, mas pensar no outro, surgiram algumas plataformas com intuito de minimizar os impactos econômicos da crise pelo fechamento dos estabelecimentos gastronômicos durante a quarentena. Afinal, o estabelecimento fechado também paga contas e sustenta milhões de famílias pelo Brasil. Não só funcionários, mas também fornecedores em geral e pequenos produtores. Então, a forma criada foi uma antecipação de receita. Os clientes podem comprar já, vouchers ou vale-presentes, para utilizarem assim que os estabelecimentos voltarem a funcionar. Kits do Um Coffee Co . que participa do Menu do Amanhã. Pois os brasileiros e também empresas (sim, porque empresas também podem comprar vouchers) estão aderindo em massa a essas plataformas. É hora de nos ajudarmos uns aos outros! Aliás, essa é uma das principais lições que o Coronavírus escancarou e que devem servir para sempre! Falando nisso, a melhor forma do Brasil superar a crise, é os brasileiros gastarem seu dinheiro dentro do Brasil! Comendo, bebendo, viajando e comprando produtos e serviços por aqui. Hoje, e assim que a crise de saúde passar! É o único jeito de recuperar e fortalecer a economia. parte do menu degustação do novo restaurante Animus que participa das plataformas GGG ,  Menu do Amanhã e Apóie um Restaurante. Plataformas de vales-presente e vouchers GGG Movimento de compra de Vales-Presente insipirado na frase Gentileza Gera Gentileza. “ Desolada e emocionada ao escrever estas linhas, encontro algum alento na esperança de que o GGG, de 150 em 150 reais, poderá fazer diferença na vida de milhares de funcionários que dependem da sobrevivência de nossos cafés, bares e restaurantes. ” diz a idealizadora do projeto, Alexandra Forbes. Porco San Zé da A Casa do Porco Bar - participante do GGG. Você compra Vales-Presente de R$150 dos seus estabelecimentos preferidos e poderá utilizá-los para pagar sua conta entre 1/10/2020 até 1/10/2021. Basta acessar a loja virtual criada no aplicativo Start Pay . Cabe destacar que algumas empresas aderiram à causa comprando diversos Vales-Presente , como as águas italianas S.Pellegrino e Acqua Panna, o Hortifruti Natural da Terra e o Jim Beam (bourbon americano), que está presenteando com uma garrafa quem comprar acima de quatro Vales-Presente . Restaurantes participantes até o fechamento dessa edição (6 de abril/2020). Parmigiana com burrata do Nino Cucina - participante do GGG. A Bela Sintra, A Bruncheria, A Casa do Porco, Adega Santiago, Agello Cucina, Aragon, Amadeus, Animus, Astor, Bacalhau, Vinho &  Cia., Bagatelle, Banzeiro, Bar da Dona Onça, Bar do Cofre, Bar Higienópolis, Borgo, Bottega Bernacca, Bráz Elletrica, Bráz Pizzaria, Braz RJ, Bráz Trattoria, Cais, Câmara Fria, Capim Santo, Carlota, Casa Santo Antonio, Cebicheria peruana, Charco, Chiado, Clandestino, Corrutela, El Carbón, Ema, Emiliano, Esther Rooftop, Evvai, Figueira Rubayat, Flor de Mandacaru, Fotiá, Gael, Giulietta, Hot Pork, Ici Bistrô, Ici Brasserie, Imakay, Kouzina, Kuro, Lanchonete da Cidade, Le Jazz, Le Jazz Bar, Magô, Matilda Lanches, Maní, Mocotó, Mondo, Muquifo, Myk, Nagayama, Nino Cucina, Original, Panna Cotta Gastronomia, Periquita Gin Club, Picchi, Pirajá, Piselli, Plantmade, Ráscal, Rubaiyat SP, Ruella, Santinho Museu da casa Brasileira, Santinho Tomie Ohtake, Sertó Bar, Spazio Gastronômico, SubAstor, Taberna 474, Tappo Trattoria, Tre Bicchieri Itaim, Tre Bicchieri JK, Timo Cucina, Timo Mio, Torero Valese, Vero!, Vista, Z Deli, Zena Caffé. sobremesa A Goiaba do Benza restaurante - participa igualmente das plataformas GGG ,  Menu do Amanhã e Apóie um Restaurante. Apóie um Restaurante Iniciativa da marca de cerveja Stella Artois em parceria com a Chefs Club é uma plataforma mais abrangente, que pega estabelecimentos de diversas cidades e estados brasileiros. Até quando escrevi a matéria eram 3325 estabelecimentos cadastrados e cerca de 40 mil vouchers vendidos. Ajude seus restaurantes ou bares preferidos comprando um voucher que vale R$100 com 50% de desconto, ou seja, o custo para o consumidor é R$50. Voucher válido até 31/12/2020 cupim do restaurante CEPA que participa do Menu do Amanhã. Menu do Amanhã Outra plataforma que surgiu no mercado parceria do Gabriel Gasparini com a Suflex (soluções financeiras). É possível comprar vouchers, com algum desconto,  de vários restaurantes, bares e docerias de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Abaixo alguns restaurantes que estavam na plataforma na data de fechamento da matéria. Brownie com Pistache do café Da Feira ao Baile - vouchers Menu do Amanhã. São Paulo : Animus,  Ama.zo, Antonietta Cuccina, Banzeiro, Bar Aurora, Basilicata, Benza, Bistrô Charlô, Bistrot de Paris, Borgo Mooca, Boto, By Koji, Cajui, Caledônia Whisky & Co., Cantaloup,  CEPA, Charco, Corrutela, Da Feira ao Baile, Ema, Esther Rooftop  Evvai,  Firin Salonu, Fôrno, Gelato Boutique, High Line, Holy Burger, Ici Bistrô, Imakay, Jacarandá, Extasia, Kith 2o andar, Low BBQ, Marcel, Matilda Lanches, Me Gusta, Mestiço, Micaela, Muquifo, Oh Fregues, Padaria da Esquina, Petit Comitê Rotisserie, Plant Made, Pracinha do Seu Justino, Q´Chicha Comida Peruana, Quattrino, Um Coffee Co., Torero Valese, Walnuts sorvetes Belo Horizonte : Baixo Lourdes, Coal Bar-B-Que Market Picadinho do Quadrucci - - vouchers Menu do Amanhã. Rio de Janeiro : Brou, Casa Porto, Fiammetta, Galpão Gourmet, In House, Ko Ba Izakaya, Maria e o Boi, Meza, Miam Miam, O Camarão, Pabu Izakaya, Prima Osteria, Quadrifoglio, Quadrucci, Quartinho. Empório Alto dos Pinheiros na plataforma Brinde do Bem. Brinde do Bem Plataforma criada pela cervejaria Heineken em parceira com o Abacashi (financiamento coletivo). Inclui estabelecimentos de cidades de todos os 26 Estados do Brasil e também do Distrito Federal. Funciona assim: - os clientes compram vouchers dos bares preferidos nos valores R$25,R$50, R$75 ou R$100,  totalmente consumíveis nos estabelecimentos. - o Grupo HEINEKEN dobrará esse valor em prol dos estabelecimentos escolhidos, no período de 3 de abril até 31 de maio de 2020. Gelato Boutique - sorveteria que vende vouchers com prêmios no Abacashi. Abacashi Falando em Abacashi (que também participa do Brinde do Bem), cabe lembrar que essa plataforma é de vaquinha virtual. Então, alguns estabelecimentos criaram vouchers para vender direto a seus consumidores. Como a Gelato Boutique , o restaurante Mandioca , bem como, a Cervejaria Capitão Barley . Vit Koi - peito de pato curado com especiarias e defumado do Bia Hoi que participa do Foodpass . Projeto Quarentene-se da Foodpass A Foodpass plataforma de experiências criou o projeto Quarentene-se. Oferecendo vouchers de estabelecimentos como: Mocotó, Frida e Mina, B.lem, Duas Teresas, Bia Hoi e Boto. Talchá participa da iniciativa #todospresentes. #todospresentes A startup Share Eat  está apoiando a iniciativa da Todo Cartões que tem o objetivo de ajudar além de bares e restaurantes, outros pequenos comércios de todas as áreas. Já são mais de 100 lojistas cadastrados em 9 Estados + DF. tapete infantil da Cora & Lina (design para crianças) marca de Santos/SP cadastrada no Contagiante. Plataformas de Pequenos Negócios Produtores artesanais não só da gastronomia, mas de todas as áreas, especialmente aqueles que participavam das diversas feiras espalhadas pelo Brasil para vender seus produtos, tiveram suas rendas comprometidas pelo cancelamento temporário dos eventos. Duas plataformas já funcionam há bastante tempo com sucesso para vendas artesanais Elo7 e Tanlup . Na esteira do Coronavírus, algumas iniciativas partiram então dos próprio organizadores de feiras de negócios criativos. Unapausa - empresa com foco no bem-estar presente na plataforma Contagiante. Contagiante O projeto foi idealizado pela Fair&Sale , uma rede de negócios criativos, para dar visibilidade aos pequenos negócios e ajudá-los nesse momento de crise. A ideia surgiu quando o casal Daniella Cor e Michel Flamarion, sócios da empresa, tiverem que adiar no último dia 13 de março, uma feira com 80 pequenos produtores que aconteceria no domingo, 15. Com o adiamento, eles criaram o projeto que recebeu em poucos dias 630 inscrições de 12 estados e duas de outros países (Alemanha e Irlanda). Entre as categorias: Ilustração e Papelaria, Kids, Cosméticos e Bem-Estar, Decor e Casa, Moda, Acessórios, Alimentação, Audiovisual, Turismo, Fotografia, Educação, Tecnologia, Jardim e Pets. Por lá,  os empreendedores selecionados com a curadoria da equipe Fair&Sale ganham uma vitrine para divulgar seu trabalho. Feira Sabor Nacional Para minimizar os efeitos da suspensão temporária da feira, que acontece com sucesso há muitas edições nos jardins do Museu da Casa Brasileira , os organizadores criaram uma edição chamada “Sabor Nacional …em Casa”. À princípio, oferecem uma plataforma de feira digital, com dia e hora para acontecer (essa edição é 6 e 7 de abril), para os expositores poderem vender seus produtos. Arroz Pregado do Micaela - vouchers Menu do Amanhã. Iniciativas Empreendedoras Criativas Individuais Seguindo na toada: Pequenos negócios contra Coronavírus observei, logo no início da crise, muitas iniciativas criativas. Reuni então, em posts do meu Instagram , atitudes positivas que podem ajudar muitos pequenos empreendedores a manterem seus negócios. Dessa forma, a partir de ações que começaram a ser praticadas por alguns estabelecimentos, pretendia compartilhar as ideias a fim de que outros empreendedores pudessem utilizá-las em seus negócios. Igualmente, escrevi sobre a importância de todos nós consumidores comprarem dos pequenos negócios. Agora, aproveitando essa matéria reúno aqui algumas das Iniciativas Empreendedoras Criativas Individuais. café da manhã no Parador Hampel - projeto #TamoJunto. #TamoJunto O chef Marcos Livi e seu Grupo BAH são, para mim, dos empreendedores de gastronomia mais criativos e dinâmicos da atualidade. Empregando mais de 300 pessoas, o grupo conta com as casas paulistanas: Verissimo, Quintana, Napoli Centrale, C6 Burger, Padoca do Brique, Distrito Urbano, Bioma Pampa. Bem como, o Parador Hampel (uma pousada centenária em São Francisco de Paula – RS). Foi deles uma das primeiras Iniciativas Empreendedoras Criativas Individuais que vi por conta da crise. Dessa forma, criaram vouchers que variam de R$ 250,00 a R$ 1 000,00, com validade de um ano, para serem trocados em qualquer uma das casas. Quanto maior o valor do voucher adquirido, maior o benefício – entre 20% e 50% – que o consumidor tem. Por exemplo, quem comprou voucher de R$250 terá direito a consumir R$300 e na outra ponta, quem comprou o de R$1000 terá direito a consumir R$1500. A compra é por telefone (tel. 11 98949-2006) ou através do link https://linktr.ee/grupobah . Delivery, Pra Viagem (Take Away), Drive-Thru Embora sejam formas tradicionais de venda, muitos dos estabelecimentos gastronômicos, especialmente renomados restaurantes e bares, não praticavam. Assim, nessa corrida contra o tempo, muitas soluções criativas foram tomadas. Afinal, muitos não tem condições de pagar taxas de até 28% cobradas pelos apps. Entregas por motoboy próprio, bicicleta, patinete, entrega programada que um motorista faz, ou que o próprio dono faz, entrega à pé na vizinhança. A chef Roberta Sudbrack do Sud, o Pássaro Verde (Rio), chamou um motorista de táxi de confiança e criou entregas programadas por bairros do Rio de Janeiro. A chocolateira Simone Izumi que comanda a escola e o Café Chocolatria incentivou o Drive-Thru. Dessa forma, os clientes podem fazer suas encomendas e retirar na porta do café sem descerem dos seus carros. Produtos de fornecedores artesanais do Corrutela entregues em casa Feiras em casa Feirantes, com a redução do consumo nas feiras livres, incentivaram clientes a comprarem então por WhatsApp e receberem por delivery. Aqui também vale destacar iniciativas já de grande sucesso de feiras em casa, como o Fruta Imperfeita e ou com retirada no local, como o Instituto Feira Livre . O chef Cesar Costa do restaurante paulistano Corrutela criou uma cesta de produtos com itens dos seus próprios fornecedores do restaurante para venda por delivery ao consumidor final. Marmitas à moda antiga do Sul pra São Paulo Quintana Bar Delivery de Experiência O chef Marcos Livi trouxe do seu Parador Hampel no RS para São Paulo, as marmitas servidas à moda antiga. Oferecidas no Quintana Bar com clássicos do sul e seus imbatíveis filés. Dos tradicionais filés Palácios e Oswaldo Aranha, ao filé de Linguado, arroz de costela e à a La Minuta (qualquer opção por R$ 48,80). O menu muda diariamente, mas as marmitas são retornáveis, ou seja, nada de gerar lixo desnecessário. E, como comida é carinho, as marmitas vem embrulhadas com pano e levam ramos de PANC (Plantas Alimentícias Não Convencionas) colhidas frescas nas hortas dos estabelecimentos do Grupo Bah Enfim, boas iniciativas não faltam e os pequenos empreendedores tem descoberto novas formas dos seus produtos/serviços chegarem a seus clientes. Kits do MoDi Gastronomia Novos produtos Sim, a crise também é um boa janela de oportunidades! No MoDi Gastronomia , por exemplo, o chef Diogo Silveira criou os Kits MoDi. São pratos famosos do restaurante preparados e em embalados à vácuo, prontos para finalização em casa em poucos minutos. A doceira Deias do Rio de Janeiro criou um Kit Festinha, com bolo pequeno e alguns docinhos. Afinal, quantos aniversários não continuam acontecendo nessa quarentena, porém apenas com os moradores de uma casa para comemorar? Paella em casa - menu semanal da chef Dani Padalino da Banqueteria Nacional Chefs de cozinha que davam aulas particulares, têm investido em aulas ao vivo. Na linha de eventos, com todos adiados, estabelecimentos se reinventam. Por exemplo, a chef Dani Padalino, da Banqueteria Nacional , criou menus semanais para encomendas, que ela mesma entrega às sextas-feiras. A padaria St. Chico  criou um serviço de Assinatura de Pães. Dessa forma, os clientes podem encomendar quais itens querem receber diariamente: pães em geral (baguetes, pães de forma, croissant, pães franceses, pães de queijo), pain au chocolate, frios, sucos, etc. Drinks engarrafados do Bar Astor. Vinhos, cervejas e drinks. Muitas lojas de vinho vêm trabalhando ofertas e delivery sem frete. Cervejarias têm oferecido entrega de chopp em growler, além de latas e garrafas. E bares, como o tradicional Bar Astor , engarrafou alguns de seus drinks (1 ou 3 doses) também com serviço de entrega. Outra iniciativa partiu do novíssimo Caledonia Whisky&Co.  – o bar especializado na bebida está oferecendo em seu site compras de experiências (cursos e degustações). Pode-se escolher entre diferentes experiências, mas entre as mais concorridas está a  Macallan You Only Live Once Experience,  que custava R$ 779,00 para R$ 640,00. Bem como, Blends Ultra Luxo, que custava R$ 306,00 agora sai por R$ 229,00. Já a   Glenfiddish Raw  e  Glenlivet Ultimate,  estão saindo por apenas R$ 122,00 e R$ 106 reais. Degustações e Cursos no Caledonia Whisky&Co. Solidariedade contra Coronavírus E da mesma forma que precisamos trabalhar muito para salvar empregos, temos de nos dedicar, ainda com mais urgência, para salvar milhões de brasileiros da fome. Quantas iniciativas emocionantes tenho acompanhado durante essa pandemia. Quanta solidariedade e demonstração de amor ao próximo. Comida Invisível Plataforma que ajuda na doação de alimentos conectando quem tem para doar com quem precisa. É, igualmente, um hub de soluções para o combate ao desperdício de alimentos. No meu aniversário, 9 de abril, eu criei, em parceria com o Comida Invisível e o  + Brasil Solidário , uma ação de doação de cestas básicas para meus amigos e seguidores. Motivando as pessoas não só a doarem sua cesta básica, como também a publicarem em suas redes sociais, motivando amigos e seguidores a doarem. Ongs sérias como Projeto Arrastão, Casa do Zezinho, PAC – Projetos Amigo das Crianças, Associação Prato Cheio, Somar e Unibes se encarregam de entregar as cestas aos mais vulneráveis. Enfim, uma verdadeira corrente virtual e solidária. Gastromotiva ONG precursora nas transformações sociais por meio da gastronomia, fundada por David Hertz , um cara que admiro muito, transformou o seu Refettorio em local de doação de alimentos. Bem como, está fechando parceria com empresas e empresários, entre eles Luciano Huck, para patrocinarem as Cozinhas Solidárias. No projeto inúmeras cozinhas solidárias estão sendo montadas dentro das casas de alunos e ex-alunos da Gastromotiva, que recebem nova renda e ainda alimentam a sua própria comunidade. Pertim Iniciativa de um grupo de agricultores e amigos da região de Morungaba, que perceberam que com o Covid-19, muita gente ia ficar sem comida e muita comida ia ficar sem gente pra consumir. A ideia é simples: arrecadar fundos pra comprar alimentos do pequeno produtor e então entregar para os mais vulneráveis. Entre os apoiadores do projeto Pertim está a Fru.to (plataforma de engajamento e mobilização para discutir a alimentação, os problemas, os desafios e as soluções do nosso tempo e para os próximos anos), idealizada pelo chef Alex Atala e o produtor cultural Felipe Ribenboim com a chancela do Instituto Atá. Slow Food Brasil Desenvolveu um mapa interativo para que agricultores familiares, produtores artesanais, restaurantes, iniciativas de solidariedade e as próprias ações do Slow Food possam ficar registrados. Dessa forma, os consumidores também terão acesso às informações para fazerem compras locais, incentivando os pequenos negócios. Nosso Prato Gostei muito dessa iniciativa parceria da Central de Cozinha, Abrasel e Mundo Mesa. Funciona assim: Com R$9 você compra um prato de comida (pode comprar quantos quiser). Esse prato de comida será preparado por diversos restaurantes cadastrados no projeto (o que vai ajudar a manter empregos). Bem como, depois de pronto será distribuído gratuitamente para profissionais da saúde e pessoas em situação de risco (ajudando a combater a fome). Assim, de uma só vez você consegue ajudar: fornecedores de alimentos, restaurantes e famílias vulneráveis. Atenção: se você é fornecedor de alimentos, restaurante, empresa de logística ou ONG só acessar o Nosso Prato e se ver as condições para se cadastrar. Central Única das Favelas (CUFA) Além de funcionar como um veículo de comunicação para as comunidades, a CUFA organizou, igualmente, a campanha de doações Mães da Favela. Crazy Crispy Chicken do Matilda Lanches   - participante do GGG. Conclusão - Pequenos negócios contra Coronavírus Por aqui, é claro que apenas ilustrei algumas das muitas iniciativas dos Pequenos negócios contra Coronavírus. Antes de mais nada, o objetivo não foi esgotar o tema, muito pelo contrário, foi de abrir as possibilidade e inspirar atitudes. Atitudes Positivas, quer seja por parte de empreendedores em geral, ou assim também do cidadão comum. “Seja a mudança que você quer ver no mundo”. Mahatma Ghandi Leia + artigos no Cozinhando Ideias  fechamento da edição 6 de abril/2020

  • Chocolat Festival

    Me conta: Qual seu nível de paixão por chocolate? Já ouviu falar sobre o Chocolat Festival ? Sabe como o chocolate é produzido? E como degustar um chocolate? Bean to bar? Tree to bar? Alguma ideia? Chapon Chocolatier Fabrique de Cacao Bom, então vamos lá: esse que vos escreve tem nível de paixão por chocolate na linha louco alucinado master blaster! Dessa forma, se o seu nível também for deliciosamente intenso, sugiro que se aconchegue na cadeira, sofá, cama ou onde quer que esteja lendo essa matéria via celular, tablet, notebook, computador ou sabe-se lá que meios inventarão em futuro próximo e aproveite para degustar pedaço a pedaço. Ah, antes disso, vá até aquele seu esconderijo favorito – eu sei que você tem! – pegue uma barra de chocolate, destaque um ou mais tabletinhos. Leve o primeiro à boca e sinta derreter suave. Hummmm! Pronto, já podemos começar! Primeiramente, devo te dizer que sim, existe um festival (Chocolat Festival) onde você pode aprender, provar, comer, comprar, etc, etc, chocolates dos mais variados produtores (leia + abaixo). Sim, o Brasil produz cacau e chocolate de qualidade e com cada vez maior diversidade; o Chocolat Festival está aí para comprovar a cada edição. Por isso, convidei o Marco Lessa, visionário (eleito em 2015 e 2018 uma das 100 personalidades mais influentes do agronegócio no Brasil pela Revista Dinheiro Rural) e idealizador do evento, para falar um pouco sobre essa paixão, que é, praticamente, unanimidade nacional e internacional. Aprendi um bocado! E falando em bocados, espero que assim você aprecie sem moderação as linhas abaixo. Entrevista com Marco Lessa - idealizador do Chocolat Festival O que significa chocolate bean to bar? Numa tradução literal: da amêndoa à barra, quando o chocolate é produzido a partir da amêndoa do cacau, com todo processo assistido ou controlado. O fabricante seleciona a origem do cacau (geralmente cacau fino e de origem única, por exemplo, mesma fazenda), compra os grãos fermentados e secos e os processa até a barra final na sua chocolateria (sem terceirização). Dessa forma, sua atenção é voltada a todos os detalhes, a fim de extrair o melhor do sabor do cacau. Esse chocolate não contém gorduras substitutas da manteiga de cacau, nem aromatizantes. Geralmente a produção é feita em pequenos lotes com pouquíssimos ingredientes e o foco é qualidade, não quantidade. Feito com cacau fino, selecionado, o chocolate (da amêndoa à barra) tem conquistado cada vez mais adeptos no Brasil. Prova disso é a constante expansão de marcas de chocolate nesse nicho. Estima-se que atualmente são mais de 150, a maioria delas usando cacau dos maiores pólos produtores do País: Pará e Bahia. Juntos, os dois estados são responsáveis por mais de 230 mil das 252 mil toneladas de cacau produzidas no Brasil no ano passado. O que significa tree to bar? Amplia o conceito do bean to bar. Assim também, o chocolate além de ser feito a partir das amêndoas selecionadas é produzido com seu próprio cacau, proveniente do cacaueiro da sua fazenda. O fabricante cultiva o cacau e processa os grãos, desde a colheita até a barra final de chocolate pronta para o consumo, sem terceirização da produção. O que significa Chocolate de Origem? Se você ler na embalagem: Chocolate de Origem, isso quer dizer que foi produzido com cacau de uma única região ou fazenda, o que confere características próprias de sabor e aroma ao chocolate. O que diferencia os chocolates bean to bar e tree to bar dos outros chocolates do mercado? O conceito de bean to bar e tree to bar vai além de produzir o chocolate apenas. Por acompanhar integralmente o processo, da plantação ou amêndoa até a barra, há todo um cuidado com a origem do cacau, o meio ambiente, as pessoas envolvidas, desde a fazenda onde é produzido à fabricação do chocolate, além de ingredientes, embalagem e outros detalhes. Enfim, é um chocolate com mais qualidade, história e verdade. Com teor mínimo de 40% de cacau (contra os 25% das marcas de grandes indústrias) chegando até puríssimos 100%, os chocolates feitos a partir de amêndoas selecionadas são mais saudáveis, pois concentram maior quantidade de flavonóides, substâncias com poderosa ação antioxidante. Conforme recente estudo de pesquisadores italianos publicado no periódico , esses flavonóides são capazes de gerar ganhos em atividades cognitivas como memória, atenção e raciocínio. Quais as variedades de cacau? Até pouco tempo conhecíamos três variedades de cacau ( Theobroma cacao ) : criollo, forastero e trinitário. Sendo que a variedade forastero, originária da Amazônia é a mais comum no Brasil e corresponde cerca de 80% da produção mundial. No entanto, com os avanços dos estudos, o que se percebe é que existem muitos grupos diferentes dentro da mesma variedade. Outras variedades estão sendo pesquisadas e, possivelmente, novas espécies serão descobertas. O quanto o terroir influi no sabor do chocolate? Muito. As origens variam de acordo com o solo, clima, bioma e manejo, e isso reflete no chocolate, inclusive, de safra a safra de cacau. O cacau é uma cultura conectada com o meio ambiente? Totalmente. É a cultura mais preservacionista que existe. A floresta típica dos climas tropicais é o ambiente ideal para o cacau se desenvolver, com muita umidade, sombra, pouca luz quando jovem, e um solo rico. Portanto, a floresta preservada é perfeita para o cacau. O cacau é uma cultura que se preocupa com a qualidade de vida da mão de obra envolvida? Sim, principalmente no Brasil. São mais de 70.000 pequenos produtores e agricultores familiares, que cuidam das suas propriedades. Os médios e grandes, uma fatia que não representa 5%, na sua maioria absoluta oferece boas condições de trabalho e remuneram como previsto em lei, ao contrário do cacau produzido na África, por exemplo, que enfrenta uma série de denúncias por usar mão de obra infantil e escrava, apesar de deter 70% da produção mundial. Por isso é importante se perguntar sempre: de onde vem o meu chocolate? Como é feito o chocolate? Qual o processo desde a plantação até a barra? O cacaueiro leva de 2 a 4 anos para produzir cacau, a depender do tipo e condições de desenvolvimento. Então, o cacau é colhido maduro, o seu fruto é quebrado, retirada a amêndoa do miolo, envolta numa polpa branca, separando da casca. Nessa etapa é possível extrair o mel do cacau, uma bebida muito saudável, refrescante e saborosa. Imediatamente, as amêndoas (sementes) do fruto são colocadas em caixas, chamadas de cocho, para fermentação. Acontecem os processos químicos, e elas então ganham sabor, reduzem a acidez e adstringência. Após cerca de 7 dias, seguem para secagem, depois armazenamento. Para fazer o chocolate, a amêndoa seca, num bom padrão de tamanho e bem fermentada é torrada, descascada e triturada. O resultado é o ‘nibs’ de cacau. O cacau, na forma de nibs, é prensado ou moído. Enfim, a massa resultante é conchada numa grande batedeira. Acrescentamos então açúcar, manteiga de cacau e leite, quando for ao leite. Depois de um tempo em tanques, o chocolate vai para uma temperadeira (para estabilizar) e é formatado, como tablete, gotas, etc. Descansa mais um pouco, é embalado e vai para o mercado. O fruto é aproveitado por inteiro ou se desperdiça alguma coisa no processo? Sim, por inteiro. Inclusive as cascas, a do fruto pode virar adubo e a da amêndoa pode virar chá. O que determina que um chocolate é branco, ao leite, meio amargo, amargo? O percentual de cacau e manteiga de cacau presentes. Quanto mais, maior o amargor. O chocolate branco é produzido apenas com manteiga de cacau (gordura extraída das amêndoas), leite e açúcar. Não leva em sua composição as amêndoas trituradas de cacau, que dão sabor aos chocolates ao leite e amargo. O chocolate ao leite tem esse nome porque leva também em sua composição leite. O que significam as porcentagens 85%, 70% , 45%, 32%, etc de cacau? Dos 100% que constitui uma barra, equivale ao percentual de cacau e manteiga de cacau. A diferença é açúcar ou leite e açúcar. Chapon Chocolatier Fabrique de Cacao Dicas práticas para o consumidor identificar a qualidade do chocolate Observar o percentual: ter no mínimo 40% de cacau, mesmo ao leite. Da mesma forma, se tem, além de cacau, apenas: manteiga, leite e açúcar. No máximo pode ter lecitina e baunilha, que não chegam a 1%. Verificar a origem, o país, estado ou região produtora do cacau. Buscar a reputação, lendo fontes de informação confiáveis na internet e outros veículos. Procurar recomendações; Experimentar, experimentar e experimentar. Sentir o aroma, o sabor, a textura. Chocolate, como as pessoas, tem personalidade. E cada um cria uma afinidade...e começa uma relação de amor. Como degustar um chocolate Claro que para degustar chocolates você não precisa ter regras, formas ou locais. Afinal, o mais importante é o prazer. Porém, contudo, todavia, entretanto, caso você queira um dia reunir os amigos e promover uma degustação para entender mais sobre o assunto, pedi para o Marco Lessa que nos ajudasse a organizar esse evento. Dicas Gerais Paladar limpo – não dá pra fazer uma degustação logo após as refeições, porque o sabor da comida que acabamos de comer vai interferir. O ideal é, pelo menos, 1 hora depois. Ambiente neutro - o chocolate absorve odores, então é importante não degustá-lo em ambientes com flores, perfumes, etc. Nada de geladeira! – se o chocolate absorve aromas e sabores do seu entorno logo, guardar na geladeira não é uma opção. Além do sabor, a geladeira também muda a estrutura do chocolate, pois separa a massa do açúcar, causando desequilíbrio. O melhor é manter em temperatura ambiente. Organizando uma degustação de chocolates Primeiramente, cabe lembrar que essa avaliação deve ser feita com chocolates puros, em barra, sem recheios. Separe os chocolates, começando com os de menor percentual de cacau até chegar aos que tem maior % de cacau – Por exemplo: brancos, ao leite, meio amargos, amargos, etc. O objetivo é que você sinta gradativamente o cacau no chocolate. Deixe à disposição pedaços de maçã, água e/ou biscoito cream cracker - entre provar um chocolate e outro, a dica é limpar o paladar. Olhar Antes de mais nada, a degustação se inicia observando a aparência do chocolate. Avaliar textura, brilho, cor. Perceba como, no geral, ele escurece conforme vai ganhando maior quantidade de cacau. Um tablete bem moldado não tem fissuras é mais uniforme, não é manchado, tem brilho. Afinal, ele teve um processo de descanso depois que foi produzido e a retirada da fôrma foi cuidadosa. Observe a textura lisa, aveludada, não áspera. Escutar Depois de verificar a aparência é hora de quebrá-lo. É hora de escutar o chocolate! Ao quebrar você deve ouvir um barulho firme, seco, chamado de snap. Esse barulho tem relação direta com o processo de cristalização e estruturação do chocolate. É importante que o chocolate não esfarele ou pareça mole. Precisa ser firme e quebrar num estalo. Cheirar Então, agora você vai sentir os aromas do chocolate. Aromas específicos que tem a ver com os percentuais de cacau. Quanto mais percentual de cacau, mais próximo você estará do verdadeiro aroma do chocolate. Lembrando que os aromas que sentimos tem muito a ver com nossas memórias durante a vida. E que também, é claro, podem ser treinados ao longo do tempo. Mission Chocolate Degustar Enfim, chega a tão sonhada hora! Hora de colocar na boca um pedaço, sem morder, e sentir o chocolate derretendo por igual, percorrendo e preenchendo a boca. Perceba na língua a textura e cremosidade. Mesmo que não seja ao leite, o chocolate se apresenta cremoso por conta da manteiga. Com o paladar mais treinado você vai conseguir sentir algumas notas de sabor relacionadas ao chocolate que está apreciando. Observar características da origem do chocolate, diferenças pelo tipo de cacau, terroir, região do mundo em que foi produzido. Chocolates feitos com cacau do Sul da Bahia, por exemplo, são mais frutados. Dessa forma, começa a construir suas predileções particulares para fazer suas escolhas. É muito comum com o tempo as pessoas irem apreciando chocolates com cada vez mais cacau. Fazendo um paralelo, assim também funciona com o café. Um dia as pessoas passam a tomar sem açúcar, sentindo mais aroma e sabor. Regra Principal: Sentir Prazer Chocolate é para ser apreciado com muito carinho da forma que você achar melhor porque ele é gostoso em qualquer situação, acima de tudo. Marco, qual o seu objetivo ao ter criado o Chocolat Festival? Fazer a região mais linda do Brasil, a Costa do Cacau no sul da Bahia,  voltar a sorrir e sonhar. Ao invés de fechar um ciclo, fazer um surpreendente looping. Mostrar ao Brasil e ao mundo a beleza e riqueza do cacau. E que podemos fazer um chocolate tão bom quanto qualquer outro, mas com uma verdade, como nenhum outro. Quais são suas dicas imperdíveis para quem for visitar o evento? É o evento de chocolate mais completo do Brasil. Portanto, tem atrações para todos os públicos, todas as idades, todos níveis de relação com o chocolate e cacau: do chocólatra ao empreendedor. Da criança que ama chocolate ao mais graduado pesquisador sobre cacau. Imperdível? O túnel Cabruca (reproduz uma floresta), a Cozinha Show, o Ateliê de esculturas de chocolate, as palestras e aulas, a exposição sobre a história do chocolate, a feira com mais de 60 marcas de chocolates do Brasil e exterior, enfim, tudo. Quem não for de São Paulo, ou não for ao de São Paulo, ainda teremos na Amazônia/ Xingu (junho), Bahia (julho), Espírito Santo (agosto), Belém (setembro) e Porto, em Portugal (outubro). E viva o Cacau do Brasil! Chocolat Festival O que é? “O Chocolat Festival surgiu para fomentar a profissionalização desse mercado relativamente novo no País. Temos, durante quatro dias, o maior evento profissional dessa área na América Latina, reunindo consumidores, especialistas e produtores. Uma oportunidade para discutir a industrialização, a verticalização da produção e, consequentemente, a melhoria da qualidade das amêndoas de cacau selecionado e do produto final elaborado” explica Marco Lessa, idealizador do evento. Edições Chocolat São Paulo – Festival Internacional do Chocolate e Cacau (12 a 15 de março de 2020, na Bienal do Ibirapuera). Próximos eventos em 2020: Chocolat Festival Amazônia/ Xingu (junho), Bahia (julho), Espírito Santo (agosto), Belém (setembro) e Porto, em Portugal (outubro). Entre os expositores: Baianí Chocolates, Mestiço Chocolates, Mission Chocolate, Cacau do Céu, Luisa Abram, Gallette Chocolates, Labarr Chocolates, Var Chocolates, Fazenda Jupará, Cuore di Cacao, Casa Lasevicius e Choc, apenas citando alguns. Mais informações Atividades do Chocolat São Paulo – Festival Internacional do Chocolate e Cacau Mais de 60 marcas de chocolate bean to bar se reúnem no pavilhão da Bienal. Há programação para você que é um simples apaixonado ou você que é um estudante ou profissional do assunto. Experiência Sensorial Logo na entrada,  o visitante cruzará o Túnel Cabruca , simulação cenográfica e sensorial de uma plantação de cacau sob a sombra da Mata Atlântica. Será possível ver e tocar nos frutos, pisar nas folhas secas, ouvir os sons e sentir os aromas da floresta. Outro espaço temático mostra a quebra do cacau, um cocho de fermentação e até uma mini barcaça de secagem das amêndoas. Enfim, para alimentar ainda mais o aprendizado dos curiosos, há uma Exposição Cultural contando a história do Cacau ao Chocolate Chapon Chocolatier Fabrique de Cacao Aprendendo sobre Cacau e Chocolate Falando em aprendizado, os profissionais da área e outros interessados poderão participar do Fórum do Cacau , onde especialistas do Brasil e do Mundo debatem sobre a cacauicultura. Bem como, do Chocoday , ouvindo grandes palestrantes nacionais e internacionais debatendo o tema chocolate. Patrice Chapon, por exemplo, um dos maiores chocolatiers franceses e um dos raros na França, contará sobre a história da Chapon Chocolatier Fabrique de Cacao e o mercado de chocolates na França. Em outra palestra promovida pela Associação Bean to Bar Brasil - Arcélia Galardo ( Mission Chocolate ), Bruno Lasevicius ( Casa Lasevicius Chocolate ) e Luciana Lobo ( Dengo Chocolates ) debaterão o tema “Inclusões: O que, além de um bom cacau, pode tornar o chocolate excepcional e quais os impactos no mercado”. Chloé Doutre-Roussel Curso Bean to Bar Experience Paralelo ao evento, acontecerá um curso de dois dias (12 e 13 de março), voltado a profissionais e estudantes, que ensinará a produção de chocolate desde a amêndoa até a barra (Bean to Bar), ministrado na Universidade Anhembi Morumbi – Câmpus Vila Olímpia Compõe o time de professores: Chloé Doutre-Roussel , autora do livro The Chocolate Connoisseur e consultora francesa, mundialmente conhecida como Madame Chocolat. Maria Fernanda Di Giacobbe – embaixadora do Cacau da Venezuela. Fundadora da Cacao de Origen (Centro de Estudos, Pesquisa e Preservação do Cacau Venezuelano) e KaKao Bombones Venezolanos (fábrica de chocolates e loja, que promovem a transformação social das comunidades de cacau, através do comércio). Rogério Kamei – especialista em cacau e na fabricação de chocolate, fundador da premiada Mestiço Chocolates . O investimento varia de R$ 1.800 a R$ 2.500 e as vagas são limitadas. Os alunos concorrerão ao sorteio de uma viagem para Ilhéus, no Sul da Bahia, para visitar fazendas de cacau e participar do 12º Chocolat Bahia – Festival Internacional do Chocolate e Cacau. Mais informações Cozinha Show Espaço voltado ao público em geral com execução de receitas ao vivo por grandes chefs. O ingrediente principal é o chocolate, claro! O chocolatier francês Patrice Chapon , por exemplo, ensinará a receita da sua famosa de chocolate de origem, que une sua paixão pelos sorvetes e a expertise em chocolate A chef Bel Coelho ( restaurante Clandestino ) grande pesquisadora, engajada na luta por um alimento saudável, que preserva a natureza e distribui renda, preparará uma receita inusitada. Pilar Cabrera (escola culinária “ Casa de los sabores ”) e Reyna Mendoza (cooperativa Que Tamal, culinária tradicional Zapoteco), chefs mexicanas, prometem uma viagem aos sabores e tradições da cozinha Mexicana e Azteca. Grandes confeiteiros como: Diego Lozano, Bertrand Busquet, Francisco Santana, Arnor Porto, Caio Correa e Renata Arassiro também ensinarão suas receitas por lá. Aulas avulsas R$50 ou R$100 com direito a assistir todas as aulas do dia Mais informações e reservas . Cozinha Kids Sim, os pequenos entre 5 a 10 anos também poderão aprender e preparar receitas com chocolate. Valor das aulas R$20. Mais informações e reservas . Ateliê do Chocolate Esculturas de chocolate feitas ao vivo por chocolatiers do Brasil. Expositores, degustações e compra de chocolates Para completar a experiência, essa é uma oportunidade única para conversar com produtores de chocolates artesanais de mais de 60 marcas; degustar muitos pedacinhos, enquanto escuta lindas histórias de vida e, por fim, comprar para levar pra casa seus chocolates favoritos. Serviço 2º Chocolat São Paulo - Festival Internacional do Chocolate e Cacau 12 a 15 de março | Pavilhão da Bienal do Ibirapuera Entrada: R$ 20 (R$ 10 meia) | Mais informações: www.chocolatfestival.com Fotos: Ana Lee

  • Vinhos com comida vegetariana ou vegana

    E hoje, eu tenho uma convidada especial! Quem vai escrever sobre harmonização de vinhos com comida vegetariana ou vegana é a sommelière Maria Emília Atallah . Resolvi convidá-la depois de um grande almoço no Teva Restaurante e Bar de Vegetais , onde tive a oportunidade de provar caprichados pratos veganos do chef Daniel Biron, harmonizados com vinhos propostos pela Maria Emília , que montou a carta do Teva e, atualmente, é sommelière do restaurante Evvai . Quer saber mais sobre minha visita ao restaurante? Clique  Teva Restaurante e Bar de Vegetais . Quer saber dicas de harmonização de vinhos com ingredientes vegetais? Não perca nenhuma linha abaixo! Vale cada gole, ops… palavra. Harmonização de Vinhos com comida vegetariana ou vegana. por Maria Emília Atallah Desde pequena, sempre fui fascinada por aromas. Brincava de fabricar “perfumes”,  macerando pétalas de flores do jardim em água e armazenando em potinhos de geleia. Espantava-me quando meus experimentos não vingavam, mas sempre gostei do desafio, da criação. A vida me levou para o lado das panelas, talvez pela sedução de viver circundada de cozidos aromáticos, e assim segui por 15 anos. Sempre fascinada por me desconstruir e reconstruir, há alguns anos fui em busca de mais, algo que na verdade sempre esteve ali, bem na frente do meu nariz: o universo dos vinhos. E me encontrei totalmente! Uni Criação à Apreciação, onde o azimute é alcançado na consagração do dito “3° sabor”, a “harmonização perfeita”, celestial. Para nossa sorte, não basta uma vida para se explorar esses dois universos, portanto as combinações e estudos são infinitos. O óbvio para mim nunca teve graça, não me contento com o “seguro”, assim fui buscar um nicho pouco explorado, até mesmo negligenciado: as harmonizações veganas. Comida vegana. Se você não é adepto desse lifestyle (veja bem: eu mesma admiro, mas não sigo), a 1ª reação é: “Ah, sem carne, sem leite, sem manteiga, sem queijo? Só salada então! Vai de branco leve e espumante. Caso encerrado!” Acontece que a vida pode (e deve) ser bem mais colorida que isso! Primeiramente, ao iniciar-se no universo vegano, o indivíduo tem que ser realmente muito criativo. Mas basta um pouquinho de curiosidade, já adentramos um portal verdadeiramente interessante e rico, todo um jardim inexplorado, plantas que nem julgávamos comestíveis, inclusive uma infinidade de algas marinhas, grãos de toda parte do mundo, diferentes formatos de cogumelos, tubérculos coloridos e ultra nutritivos. Além de todos os subprodutos derivados destes alimentos, capazes de criar texturas inimagináveis em molhos e guarnições. Dito isto, podemos respirar  e ousar. Mas nada sem estudos! Sensações Primeiramente, para se pensar em harmonizações com vegetais, temos que desconstruir a ideia da origem dos ingredientes. O foco deve estar na sensibilidade: qual a sensação que tenho ao degustar tal alimento? Faz salivar? Adoça nossa boca? Instiga com certa picância? E as texturas? Macio e untuoso? Crocante e fresco? São fatores que não se aplicam somente a carnes, peixes e queijos, mas também a todos os personagens do reino vegetal: folhas, grãos, tubérculos e leguminosas. Uma berinjela grelhada ao molho de missô e melado, pode perfeitamente criar a mesma suculência e umami que um filé grelhado mal passado. Como sensação, digo. Os molhos agem como co-protagonistas, já que nesse reino vegetal, todos têm o mesmo direito de brilhar. Sendo assim, nos despimos dos “títulos” e partimos para as “emoções”. Harmonização de Vinhos com vegetais. Virginiana que sou, gosto de organizar, até no campo dos sentimentos. E aqui, valem algumas máximas que testei e aprovei de vinhos com comida vegetariana ou vegana nos últimos tempos: foto que tirei no almoço, onde a Maria Emília harmonizou Abobrinhas defumadas e pesto Trapanese, farofa de tomate seco e azeitonas com vinho Mouton Noir 2018 (branco francês com uvas Muscadet da região do Loire). 1 - Cru, fresco, salgado, crocante, verde. Verde não na cor! Antes de mais nada, lembre-se que estamos falando de sensações. Englobando molhos à base de ervas, folhas frescas, vegetais crocantes, friturinhas, azeitonas e derivados: precisamos igualmente de “vinhos crocantes”. Ou seja, algo que nos faça salivar, refresque, com aquela acidez sápida, que chega a pinicar a boca. Vinhos verdes com pequenas “agulhas” (leve efervescência), Sauvignon Blanc bem agudos e minerais (do Loire ou regiões frias da Nova Zelândia), Grüner Veltliner austríacos, espumantes frescos e jovens. 2- Picantes, agridoces, frutados, perfumados. Aqui normalmente falamos de molhos mais intensos que protagonizam e elevam a personalidade, às vezes, tímida de certos vegetais. São talvez das harmonizações mais encaixadas. Ela, sempre ela, a Riesling: namoradinha dos sommeliers. Seu caráter  mineral e aromas resinosos tão típicos, seguidos por fruta madura, flores e frequentemente ótima persistência a tornam um coringa incomparável nesta categoria. Podemos até estender para aqueles com certo açúcar  residual (e acidez que equilibra o açúcar), parzinhos certos para molhos mais adocicados. Gewürztraminer, Torrontes, Moscatel, Malvasia: castas mais aromáticas também aportam então um “tempero” especial em pratos assim. no almoço no Teva, a sommelière harmonizou Tofu Picante grelhado, molho agridoce de pimenta Gochujang, creme de edamame e hortelã, cebolinha grelhada e gergelim branco com Livverá Malvasia (vinho laranja argentino de Mendonza). 3- Cogumelos e algas em preparações mais cremosas, receitas à base de soja e outros reis do umami. Talvez o vinho que mais remeta ao hoje em dia tão celebrado “5° sabor”, o tal do umami, seja o vinho laranja. Nada mais que um branco elaborado como tinto. Um vinho que dessa forma homenageia os métodos mais ancestrais de vinificação, com maceração de uvas brancas. Pode ser elaborado com diversas castas e passar por processos variados durante sua produção: recipientes menos usuais para estágio do vinho, como ânforas de barro, tempos de maceração das cascas, que pode ir de 2 semanas a vários meses; enfim tudo depende do estilo do produtor. Não é branco e não é tinto. É único! Tem certo tanino, boa presença em boca, às vezes certas notinhas oxidativas e muita personalidade. Vale à pena prová-lo com alimentos dessa categoria. mais uma saborosa harmonização Canelone de massa fresca, recheado de ricota de tofu e espinafre, molho cremoso de castanha de caju e alho negro, coberto por muçarela de castanha com vinho tinto brasileiro da Serra Gaúcha,  Dal Pizzol Cabernet Franc. 4- Alimentos de terra e bosque. Cogumelos (grelhados ou assados), beterraba, grãos cozidos (lentilhas, feijões, favas). Pedem, à princípio, tintos que remetam à mesma família de aromas, que são harmonizações bem acertadas aqui. Pinot Noirs do velho mundo ou de regiões mais frias (com seu típico “sous-bois” ou subsolo de floresta) e Cabernet Francs por seu caráter vegetal. Bem como, Merlots com fruta madura e taninos redondos, que podem abraçar os vegetais com sua maciez. 5- Tubérculos adocicados (abóbora, batata doce, cará e cia), molhos à base de curry e/ou leite de coco. A textura untuosa quase pede em voz alta por um branco bem generoso. E assim, nada melhor que um Chardonnay mais “gordinho”, com presença de barrica e notas amanteigadas. Também funcionam outros brancos no mesmo gênero: Vermentino toscano ou brancos da região do Vale do Rhône. 6- Temperos árabes, especiarias, vegetais defumados na brasa. Reza a lenda que a Syrah tem origem na Pérsia. Fato é que essa senhorita tem um quê da sedutora Sherazade com os perfumes dos sultões. Experimente com pimentões assados com nozes, moussaka vegana, ragoût de grão de bico com pimenta síria. 7- Pratos à base de tomates - acidez e doçura bem alinhadas. Aqui não dá pra fugir, a Sangiovese é a queridinha. Enfim, uma história de amor que começou na romântica Toscana e roda o planeta há tantas gerações. Vinhos mais joviais feitos com esta uva são perfeitos. Outra opção pode ser um Gamay bem fresquinho, do próprio Beaujolais ou então de outras partes do mundo. No mais, muito além dessas dicas de harmonização de vinhos com comida vegetariana ou vegana seja feliz e divirta-se: a melhor harmonização são as boas companhias! Maria Emília Atallah É sommelière do restaurante Evvai . Faz consultoria para cartas de restaurantes, curadoria de vinhos para eventos e administração de adegas pessoais. Membro do comitê de seleção para a importadora de vinhos 4U.Wine , par de Dirceu Vianna, único Master of Wine do Brasil no mundo. Além de sommelière certificada com mérito nível 3 WSet , tem ainda diploma em “Culinary Arts and Restaurant Management” do  Institut Paul Bocuse . Trabalhou nas cozinhas de grandes restaurantes com Le Jardin des Sens - 3* Michelin em Montpellier (França) e no Brasil no  Bistrot Payard , Grupo Le Vin , Café Antique , Tournage , Sofitel SP e RJ . Foi chef patissière nos restaurantes  W Sens (Londres), Zafferano - 1* Michelin (Londres) e Demi chef de partie no  the Glade / Sketch do chef Pierre Gagnaire (Londres). Assim também, foi chef do Buffet A Bela Sintra e proprietária da Milk & Honey, cafeteria kosher. contato: meatallah@uol. com.br

  • Benza Restaurante

    Visitei o Benza Restaurante do chef Pablo Oazen na Rua Costa Carvalho, 72 (Baixo Pinheiros) e gostaria de te dizer que vale provar a cozinha brasileira autoral a que o chef se propõe. À princípio, talvez você o conheça porque ele venceu o MasterChef Profissionais 2017. Mas, na verdade, a história do Pablo já é bem longa! Assim, ele já trabalhou na Europa em restaurantes como Au Comté de Gascogne (França); El Cingle e Hacienda Benazuza El Bulli (Espanha); Quinta de Catralvos e Sheraton Lisboa (Portugal). Igualmente deu uma palestra sobre terroir mineiro no disputado congresso Madrid Fusion . De volta ao Brasil foi sous-chef do francês, Erick Jacquin, (La Brasserie Erick Jacquin) em São Paulo. Há cinco anos abriu seu primeiro restaurante o Garagem Gastrobar, na cidade de Juiz de Fora, Minas Gerais. Abacate em tempurá Benza Restaurante Pablo busca em sua nova casa oferecer uma cozinha brasileira autoral e contemporânea, porém com história, com herança. Suas raízes mineiras “benzadeus” (da expressão popular vem o nome do restaurante), se juntam a influências dos índios, negros, portugueses e outros imigrantes que aportaram no Brasil. Dessa forma, o chef cria uma comida de ingredientes nacionais de pequenos produtores, mas com sabores sem fronteiras. Seu trabalho, que se aproveita de diversas técnicas culinárias, ganha o acréscimo de uma tradição mineira, o forno e fogão a lenha. O ambiente é casual e despojado, como sinaliza o chef. “Desde que entrei nesse espaço, já me senti confortável. É uma casa de bairro, como se fosse um porão, e a sala principal na parte de cima. Em Minas temos um pouco disso, nosso cômodo preferido é a cozinha, e era justamente esse aconchego que gostaria de trazer ao meu restaurante, aos meus clientes”. Empadinha de ovas de mujol Menu Pra se Divertir Antes de mais nada, quero dizer que nesse capítulo das entradas você realmente pode se jogar sem medo de ser feliz. Inclusive, uma possibilidade é brincar com a variedade de sugestões, se satisfazendo antes mesmo dos pratos principais. E, melhor ainda, harmonizando com a surpreendente carta de vinhos do sommelier Gustavo Abreu. Ou com as sugestões de drinks da chef de bar Milena Visentin. Talvez, quem sabe, sua mesa seja atendida pelo garçom Anderson Souza, e ele vai te explicar direitinho tudo o que vem nos pratos. Berinjela, ovo e ovas Comece do começo! Então anote aí a primeira dica que vou te dar: o Couvert (R$24) é indispensável! Pão de fermentação natural, pão de queijo canastra (vontade de comer quilos deles!), broa de milho portuguesa, biscoito de polvilho; preparados e assados no Benza restaurante. Bem como, manteiga com torresmo (imagina só!), catupiry caseiro e gema mantecata (pensa num trem bão!). Mais tábua de mini legumes orgânicos do dia, crocantes e servidos como vieram ao mundo. Arroz de cogumelos Continue… Difícil parar de comer a Berinjela, ovo e ovas (R$29), acho que minha entrada preferida, embora também tenha gostado de outras. Posso ficar em dúvida? A berinjela defumada na lenha é recheada de ovo caipira e lâminas de bottarga (ova de peixe salgada e seca). Outra deliciosa surpresa é o Abacate em tempurá (R$24), de massa leve e fritura sequinha, servido com maionese de pimenta sriracha, limão confit e coentro. Numa mordida você sente: crocância da fritura, cremosidade do abacate, picância da pimenta e igualmente o frescor do limão e coentro. Tulipinhas de frango (R$34) confitadas no forno à lenha, chegam à mesa untuosas com molho agridoce de pimenta biquinho. Devorei assim num nhac a Empadinha de ovas de mujol (R$38) A massa finíssima é servida bem crocante, recheada com queijo fresco, ovo de codorna frito com gema mole, ovas negras do peixe mujol e picles de cebola roxa. Crocante de fígado de frango Prossiga… Que delicadeza de apresentação e sabor o Crocante de fígado de frango (R$24)! Sobre massa de pastel assada, o fígado de frango orgânico, queijo Tulha ralado, gotas de alho negro, cubos de maçã verde, brotos, flores e formiga saúva. Enfim, parece uma miniatura de floresta comestível, inclusive com direito a formiga. A iguaria inusitada tem sabor que lembra o capim limão. Pão de Queijo com pernil Falando em iguaria, surpresa ao paladar é o Pão de Queijo com pernil (R$36). Imagina Ale, você tá ficando doido? Pão de queijo com pernil é certamente a coisa mais comum do mundo! Mas esse não é! Embora tenha todos os ingredientes que já conhecemos, o sabor é completamente diferente, vou te dizer o porquê. Na cozinha do Benza restaurante o chef faz uma versão mineira do takoyaki (bolinho japonês recheado), aqui envolto numa glace de café. Posteriormente, assim como os japoneses gostam de fatiar finamente o katsuobushi (conserva seca de carne de peixe bonito) para finalizar alguns pratos, Pablo Oazen pensou em outra iguaria. Então, de um fornecedor em Minas Gerais chega um queijo Capim Canastra com 150 dias de cura. Duríssimo e de sabor apurado, é laminado no momento de servir. Capellini de palmito pupunha Principais Uma das especialidades do chef, vale provar o Capellini de palmito pupunha (R$45) O palmito cortado finamente em forma de capellini recebe então uma saborosa fonduta de queijo Malacacheta. Depois é regado com caldo de cebola assada com tucupi preto e gelatina de mel. Tão bom quanto bem humorado é o prato Viu!!! Queimou a língua (R$82). Língua de boi braseada, laqueada com alho negro, molho redução do cozimento com leite de coco, purê de pupunha (fruta) e palmito pupunha assado e farofinha de licuri. Tem também Arroz de cogumelos (R$58), servidos com legumes orgânicos e PANCs. Bem como, para dividir, Pato com macarrão (R$144), que traz o pato assado e cozido no seu próprio molho, rigatoni e ora pro nobis. Pão, café com leite e telha feita nas coxas Sobremesas Por fim é chegada a hora de se despedir da comilança, não sem antes comer um bocadinho mais! Brasil numa sobremesa, com dois pés em Minas é o Pão, café com leite e telha feita nas coxas (R$29). Antes de mais nada, se liga na descrição espuma de doce de leite, telha de café, sorvete de pão na chapa e leite cru. Isso mesmo, eu disse sorvete de pão na chapa e leite cru! A telha de café é um biscoito espesso, crocante e de sabor intenso, sem a pretensão de um formato perfeito (nas coxas). Falando em “nas coxas”,  interessante ler essa curiosidade escrita por Sérgio Rodrigues na revista  Veja . A Goiaba (R$32) é igualmente, uma deliciosa surpresa, digamos assim, explosiva! O sorvete de goiaba é recheado com goiabada e gergelim, catupiry, queijo Canastra e crumble de castanha do Pará. Então, fazendo as vezes da folhinha temos uma PANC, a Trapoeraba. A Goiaba Vinhos Pois como já disse anteriormente, a carta de vinhos do sommelier e chef de salão Gustavo Abreu é uma pequena notável! Enxuta, porém com rótulos naturais, orgânicos e biodinâmicos, que merecem ser degustados. O foco do Gustavo é apresentar vinhos de pequenos produtores artesanais com uvas, regiões e métodos de vinificação diferentes. Além dos vinhos em taça ou garrafa, é possível optar por duas degustações harmonizadas: 4 tempos (R$78) e 6 tempos (R$120). De acordo com os pratos que você vai escolher do cardápio, o sommelier harmoniza com os vinhos. Enfim, veja abaixo as harmonizações que ele fez para mim. Harmonização Abacate em tempurá com Cidre Brut Kerné da região da Normandia na França. Um efervescente e refrescante fermentado de maçã, bem seco e persistente no paladar. Boa pedida para uma fritura. Empadinha de ovas de mujol com Miras Jovem - Naranja 2019 da região da Patagônia (Argentina). Vinho laranja natural e biodinâmico produzido pelo renomado enólogo da Patagônia, Marcelo Miras. Berinjela, ovo e ovas  com o espanhol branco Sol , produzido com a rara uva Tardana da região de Manchuela. Pão de Queijo com pernil ganhou companhia do vinho laranja Orange de Noirs da Catalunha (Espanha). Vinho natural laranja produzido com as uvas Sumoll Negre e Xarel.lo. Decerto, as duas melhores surpresas da noite vieram com os pratos principais. Os vinhos catalães Metamorphika da bodega orgânica e biodinâmica Costador. Capellini de palmito pupunha harmonizado com o potente vinho laranja Metamorphika - Summol Blanc ,  fermentado em ânforas de argila com leveduras selvagens. E, enfim, a Língua de boi braseada foi servida com o memorável Metamorphika Trepat,  um tinto fermentado e envelhecido em ânforas de argila. #ficaadica O vinho laranja tem esse nome por causa de sua tonalidade alaranjada proveniente do contato das uvas brancas com suas cascas. Lembrando assim, o processo de vinificação dos tintos. Nos vinhos brancos as cascas não permanecem em contato com o sumo da uva depois da prensa. Os vinhos laranjas podem ou não descansar nas ancestrais ânforas de barro. Interessante ler essa matéria explicativa da Revista Adega . Cozinha de Mercado Agora o Benza Restaurante também abre para almoço com menu especial a R$55,90 No cardápio, o que tiver de melhor no mercado vai se revezando com pelo menos 3 opções de entrada, prato principal e sobremesa. Mas não é só isso, logo no início do menu o chef explica:  “Pão, água e café, lá em Minas minha avó ensinou que não se nega a ninguém!” Benza Restaurante Rua Costa Carvalho, 72 – Pinheiros – mapa Instagram Visitei em dezembro de 2019 fotos para Rubens Kato

  • Teva Restaurante e Bar de Vegetais

    Conheci o Teva Restaurante e Bar de Vegetais num almoço harmonizado com vinhos, onde tive a oportunidade de prosear com o chef Daniel Biron . Antes de mais nada, informo que já pedi à sommelière Maria Emília Atallah , que montou a carta do Teva, para escrever uma matéria sobre harmonização de vinhos com vegetais. E sabe porque eu comecei esse texto falando sobre o tal almoço? Porque é a primeira vez que participo de uma refeição completa criada por um chef, onde a sommelière harmoniza os vinhos com pratos totalmente à base de vegetais. Enfim, isso mostra muita coisa sobre o protagonismo crescente do reino vegetal na boa gastronomia. Quem me acompanha sabe que eu não sou vegano, nem vegetariano; o que não quer dizer que não tenha uma cabeça aberta para provar todas as boas possibilidades que a vida me oferece. Visitar o Teva Restaurante e Bar de Vegetais foi uma delas. Carpaccio de Cogumelos Portobello No Cuecas na Cozinha, esse espaço democrático de gastronomia, viagem e estilo de vida, desde 2007 cozinhamos ideias. Hoje sabemos que a redução do consumo de carne, a consciência sobre a origem dos alimentos que ingerimos, bem como o não desperdício; não são mais uma questão facultativa. A despensa desse Brasil é tão grande, que podemos levar uma vida bem além de meia dúzia de ingredientes. Se você ainda é daquelas pessoas que torcem o nariz porque num prato não tem proteína animal, não sabe o que está perdendo! Teva Restaurante e Bar de Vegetais “Queremos que o Teva seja frequentado por todas as pessoas, não apenas pelos veganos ou vegetarianos” disse o chef Daniel Biron em nossa conversa. Isso já acontece no Rio, onde a unidade de Ipanema funciona desde 2016. E, em São Paulo, o restaurante inaugurado em junho de 2019, segue pelo mesmo caminho. Em primeiro lugar, o que é preciso deixar claro é que o Teva Restaurante e Bar de Vegetais não faz aquela linha alternativa, que estereotipou por tantos anos a comida à base de vegetais. “Quando me tornei vegano, tentava levar meus pais em restaurantes que ofereciam apenas pratos sem proteína animal e confesso que eram ruins. Era difícil convencê-los a frequentar” explicou o chef, ciente do desafio que tem de enfrentar para fazer um trabalho de mudança de percepção no público em geral. Bolinho de Baião de Dois Outro estereótipo que cai por terra é que comendo apenas alimentos do reino vegetal ficamos com fome. Daniel confidenciou sempre ter gostado de comer bastante e, dessa forma, deu sustância a todos os pratos do seu restaurante. O que eu posso dizer é que saí daquele almoço mais do que satisfeito. Decidi, inclusive, bater pernas por Pinheiros para gastar um pouco da energia acumulada. rs Na cozinha do Teva entram apenas alimentos frescos, orgânicos, sazonais, não industrializados e produzidos localmente. Logo, o menu muda com certa regularidade, ao sabor da natureza. Enfim, o chef resume abaixo a proposta do seu restaurante "O Teva oferece um cardápio dinâmico e repleto de sabor dentro de uma experiência única, cujo propósito é tornar a alimentação a base de vegetais atraente e apresentá-la como um caminho importante para um mundo mais sustentável". Taco de jaca verde Menu Seguindo as dicas do chef, compartilhar os pratos é uma boa sugestão! Afinal, você poderá provar mais sabores, aromas e texturas. Importante deixar claro que o restaurante trabalha com ingredientes frescos e sazonais, ou seja, você pode encontrar na sua visita pratos diferentes dos que eu experimentei. Antes de mais nada, um bom começo é pelo Carpaccio de Cogumelos Portobello , molho de ervas, parmesão de tremoço (gente isso é bommm!), picles de cebola roxa, rúcula e torradinhas de focaccia (R$ 42). No almoço provei ele harmonizado pela sommelière Maria Emília Atallah com um refrescante Lambrusco Grasparossa di Castelvetro “Tasso” DOP (tinto). Outra sugestão é o  Bolinho de Baião de Dois empanado em Panko e recheado de tofu defumado, maionese de lambão e couve frita (R$30 – 2 unidades). Bem como, o  Taco de jaca verde com barbecue, milho e pimentão ao molho pebre picante, salsa de palmito pupunha, tomate e coentro (R$32 - 2 unidades). Abobrinhas Da Churrasqueira Com toque defumado, saem da brasa as tenras Abobrinhas , que chegam à mesa recobertas com um encorpado pesto Trapanese, farofa de tomate seco e azeitonas (R$ 28). Harmonizadas pela Maria Emília com Mouton Noir 2018, vinho branco francês com uvas Muscadet da região do Loire. Os apreciadores de Aspargos podem degustá-los com molho Béarnaise (R$32). Outro prato que pode chamar sua atenção porque, igualmente despertou a minha, é o Tofu Picante grelhado , molho agridoce de pimenta Gochujang, creme de edamame e hortelã, cebolinha grelhada e gergelim branco (R$46). O queijo saboroso e consistente (sei que tem tofu ruim pra caramba por aí, mas esse é bem bom!), ganha um equilibrado molho, que navega entre o doce e o picante, arrematado por um creme suave de edamame e hortelã. Um vinho laranja argentino, o Livverá Malvasia, foi a sugestão da sommelière para harmonizar. Tofu Picante grelhado Pratos Principais Na seleção de pratos principais está o Pad Thai - macarrão de arroz, tofu, moyashi, legumes, amendoim e molho de tamarindo (R$46) Lasanha fresca de vegetais, ricota de tofu e tomate seco, molho à Bolonhesa, espinafre sauté, muçarela de castanha de caju e pesto (R$48). Bem como, o substancioso Canelone feito de massa fresca, recheado de ricota de tofu e espinafre, molho cremoso de castanha de caju e alho negro (gostei!), coberto por muçarela de castanha (R$58). No nosso almoço, harmonizado pela Maria Emília com tinto brasileiro da Serra Gaúcha,  Dal Pizzol Cabernet Franc. Enfim, para os que preferem arroz, no Teva Restaurante e Bar de Vegetais o chef Daniel Biron prepara Risoto caprese , mini arroz arbóreo, tomate cereja, tomate seco, rúcula, creme de castanha, ricota de tofu e pesto de manjericão (R$62). Pad Thai Sobremesas Para encerrar a refeição duas boas dicas para compartilhar: Bolo Toffee com maçã caramelizada, servido quente sobre caramelo de coco, sorvete de canela e farofa de praliné de nozes (R$32); Tiramisù - genoise de amêndoa, “mascarpone” de caju, licor Dissarono, expresso, ganache de chocolate, amêndoas carameladas e cacau (R$32). Para harmonizar com o Tiramisù a sommelière indicou o Porto Ruby Quinta do Javali. Bolo Toffee Observações do Menu : Além do cardápio regular, o   Teva igualmente oferece opções de prato infantil. Menu executivo servido de segunda a sexta, composto de entrada (salada), prato principal e sobremesa tem valor de R$ 58. O cardápio possui em todos os pratos algumas indicações importantes , veja tabela abaixo. Bebidas Cortesia da casa, como deveria ser em todos os restaurantes, é a água de torneira filtrada servida em jarras de vidro. A carta de coquetéis do bartender Allison Oliveira oferece drinks autorais como Lapsang - Gin infusionado com chá chinês defumado, mix de limões, gengibre e xarope simples (R$30) Bem como, o GT Teva - Gin orgânico Vitória Régia, tônica,laranja Bahia, grapefruit, capim limão (R$32). Os clássicos, igualmente, fazem parte da carta: Mojito - Rum Havana Club 3 anos, limão taiti, hortelã, xarope simples, água com gás (R$28) Whiskey Sour   - Bourbon, mix de cítricos, agave, lecitina de soja, Angostura (R$32). Na linha dos Coquetéis sem álcool, que estão ganhando cada vez mais espaço em bares e restaurantes: Fresa - Morango, ginger ale, limão, espuma de gengibre (R$24); Kakau Chá - kombuchá, infusão de hibisco, espuma de mel de cacau e cumarú (R$24) Há ainda, Limonada de lavanda - limão siciliano e lavanda orgânica importada (R$16) Mate da casa - gengibre, limão ou maracujá (R$14) e Kombuchá (R$ 14 - servida gelada direto de uma das torneiras do bar). Seguindo a linha de coerência da proposta do Teva, da mesma forma a carta de vinhos é 100% vegana (ora orgânicos, ora biodinâmicos ou naturais). Canelone chef Daniel Biron Em 2008 o chef e sócio idealizador do Teva Restaurante e Bar de Vegetais tornou-se vegano. A partir de então, começou a pesquisar mais sobre esse tipo de alimentação, até que decidiu ingressar no Natural Gourmet Institute em NY, a mesma escola que formou Bela Gil e tantos outros chefs preocupados com os impactos ambientais da gastronomia. Na cidade americana trabalhou em restaurantes como Candle Cafe, Candle 79 e Rouge Tomate. Já em Paris, foi chef do Bistrot Gentle Gourmet Cafe. Igualmente passou pela cozinha do consagrado Noma do chef René Redzepi, em Copenhagen (Dinamarca). Experiências que o ajudaram a formatar o conceito do Teva ao lado do amigo e sócio Daniel Oelsner, entusiasta da filosofia vegana. Oelsner, que é também sócio-fundador do famoso bar de tapas carioca Venga , trouxe sua expertise para o novo negócio. Tiramisù Teva e Sistema B Teva em hebraico significa natureza e também, imprimir. Imprimir sua marca, deixar um legado positivo, não só na gastronomia mas, igualmente, para o planeta tornou-se a missão do restaurante. Para os sócios Daniel Biron e Daniel Oelsner, além de criar um conceito único no Teva Restaurante e Bar de Vegetais era assim também importante imprimir os valores e a preocupação socioambiental no projeto como um todo. Dessa forma, até a brigada é escolhida por sua afinidade com a proposta. Alguns exemplos práticos: A casa não comercializa garrafas PET de nenhum tipo e vidros  só o dos vinhos. Os tecidos que revestem cadeiras e sofás foram produzidos a partir de reciclagem de garrafa PET. Mesas, vigas e balcões aproveitam madeira de demolição. Os resíduos orgânicos são compostados pela Compostando . Itens recicláveis e rejeitos também tem destino correto. As embalagens para viagem são biodegradáveis, feitas de mandioca. Todas essas iniciativas garantiram ao restaurante o certificado B . O sistema B é um movimento que pretende disseminar um desenvolvimento sustentável e equitativo através da certificação de empresas no âmbito global. Quer saber mais sobre empresas do sistema B? Acesse . Serviço preços dezembro de 2019 em São Paulo São Paulo - Rua Cônego Eugenio Leite, 539 - Pinheiros Rio de Janeiro - Av. Henrique Dumont, 110 loja B – Ipanema + infos no Instagram ou Facebook . + lugares visitados na coluna Restaurantes .

  • Pelos Povos da Floresta

    Queria contar pra vocês sobre uma iniciativa que eu tenho certeza que vão gostar, o Festival Pelos Povos da Floresta. Todos que me acompanham nesse nosso ponto de encontro democrático, sabem que por aqui estamos sempre Cozinhando Ideias… E, igualmente, conhecem duas premissas que levo muito a sério: respeito e diversidade. Aliás, sem respeito e sem diversidade creio que a visão de mundo fica infinitamente limitada. Dessa forma, um festival que nos traz conhecimento sobre seres humanos que aprenderam a extrair o melhor das florestas e ainda assim preservá-las, é mais do que bem-vindo! Povos indígenas, comunidades extrativistas e quilombolas, inegavelmente são especialistas nesse desenvolvimento sustentável, que preza pela biodiversidade. Falando em biodiversidade, veja só a riqueza dos ingredientes utilizados. Enfim, a nossa curta existência agradece o aprendizado! Vai ao Mercado de Pinheiros? Então, esse PF é do Rainha (foto Leo Martins) Festival Pelos Povos da Floresta Realizado pelo Instituto Socioambiental (ISA) e a rede Origens Brasil ®, com apoio da União Europeia é, antes de mais nada, uma iniciativa para valorizar e ajudar a estruturar as cadeias produtivas das comunidades do Vale do Ribeira (SP), Xingu (MT e PA) e Rio Negro (AM e RR). Grupos que há anos enfrentam o desafio de construir uma relação positiva com o mercado para então escoar sua produção de castanhas, farinhas, especiarias, óleos, mel, entre outros itens. Dessa forma, de 7 a 15 de dezembro de 2019,  os restaurantes: Balaio IMS e Balaio Café, Banzeiro, Dalva e Dito, Jojo Lab, Rainha (PF Mercado Municipal de Pinheiros) e Tordesilhas; a confeitaria Marilia Zylbersztajn; bem como a padaria e delicatessen Deli Garage, oferecerão receitas especiais com esses ingredientes. No dia 14 de dezembro, das 10h30 às 16h, uma feira, no Mercado de Pinheiros, irá apresentar todos os produtos da economia da floresta, com destaque para o lançamento do Chocolate Yanomami , produzido com cacau nativo da Terra Indígena Yanomami. Portanto, é uma importante aposta para gerar renda em um território ameaçado pelo avanço do garimpo ilegal. Sabia que o Banzeiro de Manaus abriu em São Paulo? Pois aproveite e visite! (foto Rubens Kato) OS INGREDIENTES - Pelos Povos da Floresta Óleo de Pequi do Povo Kisêdjê do Xingu A polpa de pequi vira um líquido dourado e aromático, produzido conforme técnicas ancestrais e modernas. Origem: Terra Indígena Wawi (MT), do povo Khisêtjê, a iniciativa foi vencedora do Prêmio Equatorial da ONU em 2019.     Cogumelo Yanomami inteiro Feito com 15 espécies macias nativas e espontâneas, o sabor lembra o do shitake e de outros cogumelos orientais. Produzido na Terra Indígena Yanomami (RR). Cogumelo Yanomami em pó A mistura traz espécies sem paralelo no mundo, direto da roça tradicional da Terra Indígena Yanomami (RR).                          Pimenta Baniwa Torrada e seca ao sol, ela tem sabor defumado e alta picância. A produção é exclusiva das mulheres Baniwa da Terra Indígena Alto Rio Negro (AM). Em resumo, se ainda não foi na confeitaria Marilia Zylbersztajn, não sabe o que está perdendo! (foto Leo Martins) Mel dos Índios do Xingu Cada vidro é único e guarda o sabor da florada silvestre dominante da aldeia produtora. As colmeias ficam no Território Indígena do Xingu (MT). Iniciativa vencedora do Prêmio Equatorial da ONU em 2017.            Castanha-do-Pará Vem do Xingu Semente rica em óleos e minerais importantes para a saúde, é portanto um dos principais produtos de comunidades extrativistas da Terra do Meio (PA). Lançaram, recentemente, a marca coletiva, Vem do Xingu.        Farinha de Babaçu Vem do Xingu Produzida por indígenas, ribeirinhos e agricultores familiares da Terra do Meio (PA). A farinha é beneficiada em miniusinas multiprodutos instaladas dentro das comunidades. Porque é rica em ferro, fibras e amido, tem sido incorporada na merenda escolar na região de Altamira, no Pará.    Óleo de Babaçu Vem do Xingu Produzido por indígenas, ribeirinhos e agricultores familiares da Terra do Meio (PA) O óleo é extraído a frio das amêndoas do coco babaçu em miniusinas multiprodutos, então instaladas dentro das comunidades.   Rapadura Tradição Quilombola do Quilombo Porto Velho, Vale do Ribeira (SP) Produzida com cana-de-açúcar da roça quilombola,  portanto sem adubos sintéticos e agrotóxicos. Enquanto toma um café, prove o Bolinho de babaçu com cumaru do Balaio Café. (foto Leo Martins) Farinha de mandioca do Quilombo Porto Velho, Vale do Ribeira (SP) A mandioca 100% orgânica é triturada e posteriormente peneirada nos mesmos moldes de 300 anos atrás.                         Taiada do Quilombo Porto Velho, Vale do Ribeira (SP) Doce à base de rapadura, farinha de mandioca e gengibre. Um dos alimentos mais tradicionais da roça, pois dá energia e força para o trabalho no campo. Banana chips do Quilombo Nhunguara, Vale do Ribeira (SP) Produzida em uma fábrica gerida por mulheres quilombolas, é frita em óleo de palma e então temperada com sal.                           Cumaru das Comunidades Extrativistas do PDS Paraíso, Alenquer (PA) A coleta das sementes da fruta amazônica envolve toda a família, gera renda, entretanto não prejudica a floresta. Farinha Mawkîn Paçoca torradinha de castanha-do-Pará com beiju, é dessa forma produzida por mulheres na Terra Indígena Wai Wai (RR). No Tordesilhas da chef Mara Salles, igualmente boa pedida é a Moqueca de Pupunha (foto Leo Martins) OS PRATOS - Pelos Povos da Floresta Balaio IMS Avenida Paulista, 2424 - Bela Vista  Telefone: (11) 2842-9123 (R$ 14);   (R$ 59); (R$ 23); (R$ 32) - Balaio Café  Avenida Paulista, 2424, 5 º andar - Bela Vista  (R$ 3) - utiliza farinha de coco babaçu produzida por indígenas, ribeirinhos e agricultores familiares da Terra do Meio, no Pará. Banzeiro Rua Tabapuã, 830 - Itaim Bibi  Telefone: (11) 2501-4777 (R$ 36) - caldo quente de peixe defumado (R$ 67); (R$ 22). Se for até o Dalva e Dito do chef Alex Atala, então a pedida é o Arroz cremoso com cogumelo Yanomami. (foto Ricardo Dangelo) Dalva e Dito Rua Padre João Manuel, 1.115 - Jardins  Telefone: (11) 3068-4444 (R$ 75). Deli Garage Rua Medeiros de Albuquerque, 431 -  Vila Madalena  Telefone: (11) 3578-7768 (R$ 68). A partir da receita original de massa de brioche com chocolate meio amargo, esta versão contudo incorpora produtos singulares nativos como o cumaru coletado pelas Comunidades Extrativistas do PDS Paraíso, em Alenquer, no Pará. Bem como, a castanha-do-Pará da Terra do Meio, em Altamira, e ainda o mel de florada silvestre do Território Indígena do Xingu, no Mato Grosso. Enfim, por cima, leva uma casquinha crocante de Farinha Mawkîn e assim também, paçoca torradinha de castanha-do-Pará com beiju feita na Terra Indígena Wai Wai, em Roraima.  Natal tem que ter panetone? Pois que seja Pelos Povos da Floresta na Deli Garage. (foto Leo Martins) Jojo Lab  Rua Gandavo, 193, Vila Mariana Telefone: (11) (R$ 40), temperado à base de shoyu, pasta de gergelim e um toque picante de pimenta Baniwa, com carne moída picante e chashu em cubo; (R$ 42), servido com caldo de frango e porco, temperado à base de shoyu, pasta de gergelim e pimenta Baniwa, carne moída picante e chashu em cubo; (R$ 19 a porção com 5 unidades) de massa finíssima e recheio suculento de carne suína e vegetais, com molho de pimenta Baniwa. Marilia Zylbersztajn Rua Fradique Coutinho, 942 - Vila Madalena  Rua Renato Paes de Barros, 433 - Itaim  Telefone: (11) 4301-6003 Torta média (R$ 150, serve 12 fatias) / torta grande (R$ 220, serve 18 fatias), da mesma forma é servida em fatia (R$ 17). Rainha (PF Mercado Municipal de Pinheiros)  Rua Pedro Cristi, 89 - Box 77 -  Pinheiros  Telefone: (11) 3813-2171 (R$40) . Tordesilhas  Alameda Tietê, 489 - Jardins  Telefone: (11) 3107-7444 R$ 68); (doce quilombola à base de rapadura, farinha de mandioca e gengibre) (R$ 12). Pelos Povos da Floresta: Frutas amarelas, creme de pequi do Povo Kisêdjê do Xingu, sorbet de butiá, compota de maracujá. (foto Leo Martins) Enfim, #ficaadica veja outras matérias na coluna Cozinhando Ideias.

  • Venuto bar e restaurante

    O mixologista Marcelo Serrano está de volta, e não apenas ao comandando das coqueteleiras, mas também como sócio do Venuto Eatering Bar, que fica nos Jardins/SP. Marcelo Serrano e seu novo drink Venuto . O novo negócio, na verdade, repete uma parceria antiga. Quem dirige o salão do Venuto é seu sócio Frederic Renaut, colega de trabalho no extinto restaurante Brasserie des Arts. Da cozinha do mesmo Brasserie, o chef Sérgio França assina o primeiro cardápio da casa, com pratos especiais para o Venuto e também resgatando alguns tradicionais da Brasserie des Arts. Dois deles o Carpaccio Gratinado e Profiterole recheado de Brie. Executando bem o trabalho no dia a dia da cozinha está o chef Luciano Gama, igualmente, ex-Brasserie. Drink LAFAYETTE (R$37) - Gin Monkey 47 com infusão de camomila, limão siciliano, spirulina, gengibre, abacaxi, bitter de laranja. Venuto - Bar Logo na entrada, um balcão iluminado feito em pedra ônix  sinaliza a vocação de bar do Venuto. Assim, é bom dar uma paradinha por ali antes de sua incursão gastronômica no restaurante. A carta traz um drink antigo, assinatura de Serrano, o Moscow Mule (R$33), hoje sucesso em vários bares da cidade. Marcelo introduziu o famoso coquetel da caneca de cobre gelada no MyNy Bar, que ele comandou em SP há bastante tempo, depois de uma temporada em Londres. No Venuto, o mixologista lança uma novidade que promete ser uma renovação do Moscow Mule. Servido em charmosa leiteira de cobre, o drink Venuto (R$33) leva Vodka Absolut, Amaretto, abacaxi, uva, bitter e yuzu. Aquele drink divertido e refrescante, bem equilibrado, pra ser pedido logo na entrada e que pode, da mesma forma, te acompanhar a noite toda. desenho extraído da #umaperfumistaumbarman de Mônica Rossetto. Mixologia e Perfumaria Antes de mais nada, uma das melhores novidades da carta são os drinks produzidos pela feliz parceria de Marcelo Serrano com a perfumista Mônica Rossetto. Se você é daqueles que, como eu, gosta de provocar seus sentidos, garanto que terá boas surpresas de olfato e paladar. Mônica Rossetto, é formada em bioquímica na USP, perfumista sênior com 25 anos de trabalho desenvolvendo fragrâncias para o mundo todo. Trabalhou em empresas como a alemã Symrise e a suíça Givaudan. Hoje ministra aulas de perfumaria, é educadora olfativa e consultora de aromas, o que a levou a aproximar-se do universo das bebidas. foto igualmente extraída da #umaperfumistaumbarman de Mônica Rossetto. Em entrevista, Mônica me disse sobre a interessante combinação de dois universos diferentes mas com muitas coisas em comum, afinal 80% da percepção de sabor se deve ao olfato. Marcelo Serrano, que conheceu-a num evento de bebidas guardou, desde aquela época,  a ideia de conectar perfumes, sabores e memórias emotiva, olfativa e gustativa, por meio dos drinks. Assim, no reencontro degustaram xaropes e spirits (bebidas alcoólicas diversas), bem como sentiram aromas de diversas fragrâncias, e enfim, criaram conceitos para as novas bebidas. Na mente de ambos uma correlação entre os dois universos. Os perfumes tem notas de cabeça, notas de corpo e notas de fundo, ou seja, a percepção do aroma vai mudando conforme passa o tempo em contato com a pele. Assim também, os drinks começam a ser degustados pelo visual, seguido do olfato, da primeira impressão na boca até o retrogosto. Hugo Drinks – processo de criação Sempre achei muito bacana entender como se cria um prato, bem como um drink e, da mesma forma, qualquer outro produto ou serviço que existe no mundo. Afinal quem consome, na maioria das vezes, não faz ideia de como chegaram àquele resultado final. À princípio começarei pelo meu drink preferido nessa carta especial inspirada na perfumaria. Com vocês Hugo! HUGO (R$35) A perfumista trouxe a essência do perfume icônico de Hugo Boss, notas amadeiradas, patchouli e um frescor cítrico. Marcelo propôs o rum Havana Club 7 anos para trazer as notas amadeiradas. O frescor cítrico e notas verdes vieram da Vodka de pera, xarope de hortelã e limão. Finalizando, uma essência de patchouli é borrifada no copo que, elegantemente, chega à mesa com gravata borboleta. O resultado é a perfeita sensação aromática, gustativa e emotiva de que o perfume masculino foi transformado em um drink inovador. SI (R$33) Inspirado na fragrância de Giorgio Armani – o desafio foi transformar em sabor o frescor do perfume. SI é feminino, pertence à família olfativa Chipre e tem notas de flores frescas como rosa e gerânio; notas frutadas de lichia e framboesa e nota verde de pera. Foi criado com Vodka Absolut Pears, lichia, rosas, toranja, limão e espumante. Frescor de flores e frutas frescas é o que se sente no aroma e na boca. JERSEY (R$33) Em mademoiselle Chanel foi inspirado o drink que leva, igualmente, o nome do perfume. Lavanda com notas talcadas foi o ponto de partida aromático. Serrano propôs então uma infusão de lavanda em vodka Elyx. O talcado foi garantido pelo leite de amêndoas e caramelo salgado; este último, da mesma forma, contribuiu com nota de fundo de baunilha presente no perfume. O resultado é uma bebida inusitada ao paladar que remete a aparência do lassi indiano. ROSSETTO (R$33) O nome Rossetto (batom vermelho em italiano) é assim também, uma homenagem do mixologista à perfumista. Preparado com blended de Runs com Havana Club, Spicy mango, chá de hibisco, limão, bitter e sálvia. A ideia foi o contraste entre o quente/picante com o fresco / aromático / frutado, estruturado sobre madeiras. Ao vermelho do hibisco coube a cor da bebida. Toda essa complexidade é bem equilibrada e se engana quem recorre apenas ao visual, imaginando que pode ser uma bebida doce. Dark Angel Mocktails – coquetéis sem álcool Pensados para os que não querem ou não podem ingerir bebida alcoólica, caso dos motoristas da vez, os Mocktails (R$15) são apresentados tais e quais os drinks. Ou seja, enganam perfeitamente os olhos, enquanto você está bebendo aproveite-se daquela velha frase “as aparências enganam”, nesse caso para o bem. DARK ANGEL -  Jabuticaba, gengibre, limão, água sem gás. SODA MILANESE   -  Toranja, Monin bitter, água com gás, alecrim. FRESH VENEZA  - Suco de abacaxi, hortelã, spirulina, gengibre. FRENCH LEMONADE   -   Chá de hibisco, Yuzu, Agave, água sem gás. Capelleti de carne com fonduta de queijo taleggio Venuto – Restaurante Falei no começo da matéria de duas entradas relançadas do extinto Brasserie des Arts: Carpaccio gratinado, shitake, funghi e azeite trufado (R$42) e Profiterole recheado com queijo brie e mel trufado (R$35). Mas claro que a cozinha do Venuto tem diversas outras opções para os comensais. Entre as massas, feitas na casa, o Capelleti de carne com fonduta de queijo taleggio (R$55) é pedida para os que apreciam o potente sabor do queijo. Outras duas sugestões são: Tagliatelle com molho de tomate, brie e parma (R$53) e Agnolotti de mascarpone, pistache, manteiga, sálvia e limão siciliano (R$55) Se suas vontades estão para carne, o Prime ribs de leitão ao molho poivre, ervas crocantes, brócolis e batatas rústicas (R$69) é uma boa dica. Prime ribs de leitão. Mais tradicional é o Medalhão de filet mignon, molho balsâmico, alecrim e risoto de parmesão e rúcula (R$75). Há ainda entre os risotos: Arroz vermelho com frutos do mar grelhados (R$93). Assim também, se seu mar está para pescados, tem Polvo grelhado com purê de batata e aroma de curry (R$95). Enfim, sugestões de sobremesas: Tiramisù (R$29) e Petit gâteau de goiaba com sorvete de queijo (R$26). De segunda a sexta-feira, o Venuto oferece no almoço, cardápio executivo (entrada, prato principal e sobremesa - R$ 49). E, depois dos drinks, se você preferir jantar acompanhado de vinho. Solicite a carta que tem opções de espumantes, champagne, brancos, rosés e tintos da Itália, França, Espanha, Portugal, Chile, Argentina, África do Sul e Brasil. Há sugestões de meia garrafa e alguns vinhos em taça. Venuto Eatering Bar Visitado em outubro/2019 Endereço: Rua Peixoto Gomide, 1658 – Jardins. Telefone reserva: (11) 3063-5074 Instagram fotos: Artur Bragança

  • Rios Restaurante

    Em primeiro lugar, antes de escrever sobre o Rios Restaurante, comandado pelo casal de chefs Rodrigo Aguiar e Giovanna Perrone, queria compartilhar uma reflexão. “Nada do que vivemos tem sentido se não tocarmos o coração das pessoas” Cora Coralina. Beterraba orgânica  E creio, leitores e leitoras, me corrijam se estiver errado, que o estômago e o coração possuem algum elo de afetividade. Enfim, não sei por qual motivo uma garfada prazerosa ao terminar de percorrer seu caminho, provoca-nos o conforto de um compasso feliz de dois órgãos que, aparentemente, não se conectam. É fato que a gastronomia tem mudado a passos largos, porém o que enxergo é o futuro revisitando o passado. Deixamos para trás a fase em que tudo carecia de reinvenção, como se só assim os chefs pudessem comprovar sua capacidade. Chegamos ao tempo da cozinha de produto, onde o ingrediente é rei e o profissional coloca seu serviço à disposição do que a natureza pode oferecer de melhor. Inclusive, o pequeno agricultor e, igualmente, os produtores artesanais são peças-chave nesse processo. Parece-me que tempos atrás era assim, não? Quem cozinha próximo à natureza? Não precisa ir muito longe, viajando pelos interiores do Brasil, cozinheiros nunca se afastaram dela. Ovo Bacalhau e Embutidos (R$45) – Ovo frito, espuma de bacalhau, farofa de flocos de milho e embutidos da Mantiqueira. Claro que estamos técnica e tecnologicamente mais preparados; bem como, temos muitos dados concretos dessa engrenagem chamada mundo. Mas seria mesmo possível fazer uma cozinha sem bons ingredientes naturais? Penso que não! E vou mais longe nesse mergulho em águas passadas, que hoje, voltam a mover moinhos. O excesso de conexão com a tecnologia e modernidade nos desconectaram tanto da vida real que, vez ou outra, precisamos sentir o que nos vai por dentro. É necessário que algo nos remexa, na expectativa de permanecermos humanos. Então, muito além de uma cozinha baseada em produto e respeito à natureza, se sairão melhor os chefs que alimentarem lembranças. Lembranças que podem ser, inclusive, de algo que nunca vivemos, mas nem por isso deixamos de sentir saudades! Pato e Feijão Branco Rios Restaurante Hora de voltarmos ao casal de chefs Rodrigo Aguiar e Giovanna Perrone, que comandam as panelas do Rios Restaurante, localizado no bairro do Tatuapé, Zona Leste de São Paulo. Creio que estão se saindo muito bem na missão de valorizar ingredientes e despertar emoções com sua cozinha autoral e contemporânea. Mandioca e milho, em diversos modos de preparo, tem lugar garantido no menu; bem como vegetais orgânicos de pequenos produtores, PANCS, queijos artesanais brasileiros, pimentas e outros condimentos. O cardápio é enxuto, porém encontramos uma ampla variedade de opções: vegetariano, vegano, peixe, cordeiro, polvo, porco, wagyu, pato; tudo bem escoltado por acompanhamentos raciocinados fora do lugar-comum. Definitivamente preciso destacar dois sentimentos, ou melhor, pratos. Cupim no Bafo (foto Ale Guerra - Cuecas na Cozinha) Cupim no Bafo O Cupim no Bafo (R$115 serve duas pessoas) me fez um carinho, lembrando a carne de panela da minha saudosa avó materna. Vó Joana, que saudades da sua carne de panela com batata! Aqui os chefs trabalharam um processo de defumação lento em pit smoker com galhos de árvores frutíferas. O Rodrigo me contou que defumam na casa deles, numa daquelas churrasqueiras que lembram uma Maria Fumaça. É preciso fechar os vidros pra não defumar a casa toda. rs O molho encorpado que acompanha a carne é afetividade pura! A mandioca derretendo na boca, preparada com pimenta biquinho; a delicada farofa de cebola e a fresquíssima salada de PANCS - tudo servido separadamente em cumbucas, completa o jeitão de feito em casa. Milho Verde e Cumaru Milho Verde e Cumaru O outro sentimento veio de uma sobremesa de milho. Olha aí um ingrediente simples encantando o paladar! Qual paulistano que não foi ou voltou da praia, sem parar nesses “qualquer coisa da Pamonha” ? Na primeira colherada me veio esse sentimento de viagem de praia. Coisa da infância, que ficou pra vida toda! Milho Verde e Cumaru (R$26) – tem bolo cremoso de milho verde, crocante de canjiquinha, cremoso de pamonha e chantilly de cumaru + uma apresentação que é uma delicadeza. https://youtu.be/k6AWOLpv018 Entradas Porém, antes de mais nada, devo informar que não é pra você ir pulando assim direto para o prato principal e a sobremesa. Não! Comece pelo começo! Aproveite a experiência  da saborosa Coxinha de Galinha Caipira defumada e servida com meia casca de ovo recheada de fonduta de burrata (vídeo acima). Igualmente imperdível é a Panceta crocante, defumada por horas no smoker, que desmancha na boca de tão macia. Panceta, Croquete de Cordeiro e Pão de Pistache com Mortadela (foto Ale Guerra - Cuecas na Cozinha) Por outro lado, o saboroso Croquete de cordeiro com coalhada e zatar e o surpreendente Pão de pistache e mortadela com aioli de porcini; assim também merecem uma prova. Melhor chamar pelo menos um casal de amigos pra dividir, porque são porções de 4 unidades a R$26. A Beterraba orgânica (R$38) em várias texturas e preparos com queijo Saint-Marcellin, produzido na Serra da Mantiqueira, é prova do talento dos chefs para os vegetais. Falando em orgânicos, eles vêm da Feira do Ceret, famosa no bairro do Tatuapé. Risoto Terroir Fazenda Atalaia Pratos Principais Surpreendente pela potência de sabor é o Risoto Terroir Fazenda Atalaia (R$61). É terroir mesmo! Tem a intensidade do queijo Tulha muito presente, contrastando com a doçura do figo e a crocância dos nibs de cacau e café. Uma verdadeira viagem dos chefs na história da fazenda, situada em Amparo, que já teve atividade cafeeira e hoje produz queijos maturados nas tulhas, onde eram armazenados os grãos de café. A Fazenda Atalaia do casal de mestres-queijeiros Rosana e Paulo Rezende faz parte do Caminho do Queijo Paulista e pode ser visitada por turistas. Rodrigo me contou que em visita à Atalaia eles se depararam com uma grande figueira, daí os figos também fazerem parte do prato. Arroz de Polvo Entre os principais há ainda Peixe do Dia (R$69) – proveniente de pesca sustentável servido com xerém de miho com manteiga de poejo e glace BBQ de caldo de peixe defumado. Arroz de Polvo (R$69) – leva arroz cateto orgânico, polvo grelhado, temperado com pimenta biquinho, limão, maionese de dedo de moça, coentro e azeite de clorofila. Bem como, Paleta de Wagyu (R$72) servida com Uarini (tradicional da região Norte do Brasil, lembra o couscous marroquino, só que é feita com mandioca), molho de carne e ervas, couve acidulada e cogumelo do dia grelhado. Outra sugestão, Pato e Feijão Branco (R$68) – leva peito defumado no cozido de feijão branco servido com couve mizuna e compota de cebola e coentro. Paleta de Wagyu Sobremesas Além do Milho Verde e Cumaru, que dediquei algumas linhas acima. O cardápio traz, naturalmente, outras opções. Assim, os chocólatras podem se divertir com Chocolate e Balsâmico de Amora (R$26) – entremet de chocolate Ama orgânico, chocolate branco “queimado”, amora e gel de balsâmico de amora. Da mesma forma, quem procura algo mais leve e refrescante pode optar por Erva-Doce e Morango (R$26) – sorbet de erva-doce, mousse de iogurte, morango marinado em dedo de moça. Couvert (R$30 p/ 2 pessoas) - Pão de Pamonha e Erva-doce, Requeijão de Ovelha Avecuia e Porco caipira na lata. Bebidas O Rios Restaurante oferece em sua carta de drinks: Rios Mule (R$33) que leva vodka Absolut, xarope de cumaru e puxuri, gengibre e tahiti. Bem como, Rabo de Galo (R$33) feito com cachaça envelhecida, fernet branca, vermuth e cardamomo. E ainda, Clericot Red Berries (R$65 - jarra) – espumante Bossa N1, cointreau, cognac, anis e frutas vermelhas. Aos apreciadores de vinhos, vale solicitar os rótulos disponíveis. Entre as opções, o Lírica Crua (R$118) desenvolvido pela família Hermann em Pinheiro Machado (Rio Grande do Sul). Bem complexo, esse espumante produzido pelo método clássico mantém as leveduras na garrafa. Assim também, a carta sugere vinhos orgânicos, biodinâmicos e naturais. Como o branco francês orgânico, Vignobles Paul Mas Gewurztraminer (R$153). O natural tinto chileno, Aupa Pipeño - Maule Valley – uvas País e Carignan (R$126). E ainda, o biodiâmico branco argentino, Colomé Torrontés (R$132) Para os que preferem um vinho italiano, da mesma forma o Rios Restaurante oferece o orgânico Podere Montepulciano D´Abruzzo (R$121). Chefs Rodrigo Aguiar (premiado como Chef Revelação Comer & Beber - Veja SP) e Giovanna Perrone (vencedora do reality culinário da TV Record, Top Chef). Serviço Rios Restaurante visitado em outubro/2019 Instagram Endereço: Rua Itapura, 1480 – Tatuapé Horário: terça-feira a  sexta-feira (almoço) -  12h às 15h30 / sexta-feira e sábado (jantar) - 19h às 23h30 / sábado e domingo (almoço) - 12h às 16h30. Menu de Almoço R$52 – couvert, entrada, principal e sobremesa com sugestões do dia. Tel: 11 3213 9030 Capacidade: 39 lugares + restaurantes visitados fotos Luiz Vinhão

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    Dia desses fiz uma super aula com o Daniel Lee , fundador da Pitmasters Brasil e especialista em American BBQ, o famoso churrasco defumado americano. Primeiro juiz brasileiro a integrar a Kansas City Barbecue Society (KCBS), maior entidade internacional de churrasco, Lee se especializou em dry aged e churrasco defumado nos Estados Unidos. Tornou-se assim, um dos principais pitmasters (mestres churrasqueiros) do mundo. Futuro Pitmaster terá que dominar todo o processo: criação do animal, corte, preparo. Pitmasters Brasil Então em 2016, resolveu fundar por aqui, a Pitmasters Brasil. Instituição que certifica e representa a cultura do churrasco no Brasil e no mundo. O objetivo da emprea é  formar Pitmasters, Juízes internacionais e Instrutores; bem como organizar campeonatos regionais e nacionais. Da mesma forma, cuida da Representação Brasileira nos campeonatos mundiais de American BBQ e certifica regulamentos e produtos. Durante o curso, pude entender que o trabalho de Lee vai muito além do ensinar a fazer um bom churrasco. Antes de mais nada, o mestre propõe uma alimentação equilibrada, consciente e responsável. Essencial para o desenvolvimento e bem-estar individual e coletivo. Graduação de formação na Pitmasters Brasil. Amadores, Assadores Profissionais e Futuros Juízes Os alunos dedicados aprenderam muito conteúdo sobre carnes, temperos, defumação e defumadores. E assim também prepararam em grupos seu próprio churrasco, com várias peças de carne que foram servidas no final do dia. Daniel aproveitou a aula para demonstrar sua expertise em concursos. Apontando como cada um seria avaliado na apresentação do churrasco aos juízes. Também deu dicas valiosas para quem pretende investir num negócio desse tipo. Até amadores como eu saíram entusiasmados, sabendo que deixavam a aula, melhor informados sobre o assunto. #ficaadica Se você é um curioso, pretende montar um negócio de churrasco defumado, ou então ser um juiz nacional ou internacional, procure a Pitmasters Brasil. American BBQ – churrasco defumado americano Enfim, já que eu aprendi bastante coisa e nosso lema nesse site de gastronomia e estilo de vida   é “cozinhar ideias”. Vamos a elas! Pitmasters Brasil O que é defumação? Usada para conferir sabor, aroma, cor e durabilidade aos alimentos, a defumação é um dos meios mais antigos de conservação da história. Este processo se dá pela exposição de produtos à fumaça (direta ou indiretamente). Fumaça que é produzida pela combustão de determinadas madeiras, de preferência frutíferas e não resinosas. Quais os tipos de defumação? Existem dois tipos de defumação: A Frio – a fumaça fria é obtida por meio da queima de serragem em um recipiente, sendo direcionada ao alimento ou bebida por um duto ou tubo. A temperatura oscila entre 25ºC a 35ºC. O processo confere sabor adicional de defumação à carne, podendo ser aplicado nela crua ou cozida, assada ou grelhada. A Quente - o calor é gerado com gás ou carvão, e a fumaça, com serragem ou aparas grossas de madeira. Nesse caso a temperatura varia de 60ºC a 130ºC e precisa ser controlada tanto quanto a umidade relativa. É uma defumação de processo longo recomendada para amaciar carnes fibrosas, mais duras. Confere ao alimento sabor mais intenso e forte. Quais os métodos de defumação? São inúmeros os métodos de defumação. Assim temos desde o empírico, quando no meio rural as pessoas penduram produtos sobre o fogão à lenha, até métodos sofisticados utilizados por grandes indústrias. A fumaça mais indicada para o processo é a produzida pela combustão incompleta da madeira. Então, para que isso aconteça, é preciso que a madeira esteja seca, seja dura, de alta densidade, descascada e não resinosa. Enfim, a cor e o sabor do produto defumado estão diretamente ligados ao tipo de madeira ou serragem utilizados no processo. Quais os tipos de defumadores? Em primeiro lugar, todo local onde se consegue controlar a quantidade de fumaça e a temperatura, pode ser considerado um defumador. As câmaras de defumação podem ser dos tamanhos mais diversos, simples ou sofisticadas; bem como, construídas em alvenaria ou chapas de aço. Há ainda os defumadores artesanais feitos de alvenaria ou com manilha de cimento e até mesmo com tambor de latão de 200 litros. Lá no curso da Pitmasters Brasil, as pit smokers (churrasqueiras defumadoras) utilizadas são as queridinhas que lembram uma Maria Fumaça. Cuidados Importantes Precisamos lembrar que as proteínas ficarão expostas durante muito tempo em temperatura relativamente baixa, além do longo tempo da marinada. Ou seja, a higiene em todo o processo é fundamental para evitar qualquer tipo de contaminação. Igualmente importante é a escolha da lenha ou serragem. Não podem ser utilizadas madeiras resinosas e, muito menos as que sofreram qualquer tipo de pintura. Além de, obviamente, afetar a cor e o sabor, também contaminam a carne com fenóis nocivos a saúde. O que significa o Low n’ Slow? Termo americano utilizado para descrever o American BBQ (BBQ = barbecue = churrasco) Afinal, as carnes são assadas e defumadas de forma lenta e em baixa temperatura, com utilização da fumaça e fogo indireto na cocção. Tal método tem como objetivo deixar carnes com muito colágeno, desmanchando, além de conferir às mesmas o sabor da madeira. Assim, é importante deixar claro que podemos defumar, em cocção a baixa temperatura, todos os cortes dos mais diversos animais. Porém, ao final do processo, somente as carnes com colágeno é que terão sua textura alterada. O motivo? O colágeno será transformado em gelatina por causa da reação de hidrólise com a água. Entretanto, para que isso ocorra é necessário um longo processo que pode demandar até 14 horas de cocção lenta em baixa temperatura. Pulled Pork com a sobrepaleta suína - apresentação do Brasil em concurso na Austrália. Reação de Maillard E aqui entra um dado técnico importante, que explica porque é preciso controlar a temperatura deixando-a sempre menor que 130ºC. Acima de 125ºC inicia-se a Reação de Maillard. Um termo técnico que descreve a reação química entre um aminoácido ou proteína e um carboidrato redutor. Obtendo produtos que dão sabor, odor e cor que, no caso da carne, é o aspecto dourado após assado. A Reação de Maillard é o que normalmente temos quando preparamos o nosso tradicional churrasco brasileiro ou mesmo a carne no forno ou fogão. Pensando no nosso dia a dia, sabemos que se deixarmos uma carne assando por 14 horas em temperatura alta, teríamos algo seco e esturricado. No American BBQ, o controle da temperatura, fogo indireto e defumação, ajudam a fugir da Reação de Maillard e permitem longos tempos de cozimento. Em casa como preparamos carnes? Geralmente embalamos num alumínio ou outra embalagem para cozinhar e depois tiramos para dourar. Certo? Ao contrário, no American BBQ, primeiro colocamos as carnes na grelha durante um bom tempo, sem qualquer embalagem, apenas para defumarem. E então, por fim, embrulhamos as carnes para que possam terminar sua cocção. O que é Stall? Durante o processo de baixa cocção, a carne ganha temperatura à medida que o tempo passa. Porém nas carnes com colágeno, em determinado momento o ganho de temperatura estabiliza, mantendo-se o mesmo por horas. Dessa forma, é possível que a carne permaneça até 4h no mesmo ponto/temperatura. Este fenômeno é chamado de Stall. O que ocorre durante esse tempo é uma “briga” do colágeno com o calor, que está tentando quebrar as fibras. Então, a carne começa a “suar” liberando vapor e mantendo a temperatura. Enfim, o calor vence e a temperatura da carne vai subindo gradualmente, enquanto o colágeno gelatiniza. Como temperar carnes Para temperar as carnes no American BBQ ou Low n’ Slow você pode utilizar: dry hub, wet hub ou injection. O que é Dry Hub? Dry hub é o nome que se dá ao mix de temperos secos que conferirão sabor à carne Se por um lado ele ajuda a aderir a fumaça, por outro ele protege a carne filtrando a quantidade da fumaça que será impregnada. O dry hub ajuda também na formação da crosta (The Bark). Tal crosta deliciosa é o resultado da caramelização do açúcar presente no dry rub, com a gordura da carne e a fumaça. Igualmente o dry hub colaborará no Smoke ring (anel de defumação). Presente nas carnes defumadas, o anel resulta da reação química entre os aminoácidos presentes na superfície da carne com a fuligem. “O Smoke ring (anel de defumação)... uma reação entre a fumaça e os aminoácidos... indica que a carne foi de fato defumada!” coloca Daniel Lee. Enfim, se você olhar de frente a carne fatiada vai perceber que ela tem um anel de defumação em toda a sua volta. Receita base do Dry Hub Utilizar a proporção: ½ açúcar, ¼ de sal, ¼ mix de temperos secos. Os temperos secos (sempre em pó) podem ser, por exemplo: páprica, cebola, alho, cominho, pimenta do reino, mostarda, etc. “O dry rub é muito mais que um simples mix de temperos secos... é tbm cultura! Na terra do tio Sam, dry rubs texanos são mais apimentados devido à proximidade do estado com o México. Já na Carolina do Norte carregam mais no açúcar por causa dos escravos! Lógico que além de ajudar a impregnar a fumaça ele também tem um papel fundamental na formação do Bark (crosta). Não existe uma composição exata, e sim uma questão de gosto! Rubs para cortes bovinos, suínos, aves, etc... o segredo é ousar e testar aquela formulação que melhor agradar o seu paladar! Para mim? O menos é mais!” explica Daniel Lee. Bark - essa crosta escura indica um bom trabalho de defumação. O que é Wet Hub? Wet rub é o nome que se dá ao mix de temperos molhados que conferirão sabor à carne. Ou seja, vai que você queira pincelar alguma coisa na carne antes de grudar o Dry Hub. Por exemplo: Mostarda, Shoyu, molho inglês, etc. O que é Injection? Injection é o nome que se dá ao mix de temperos molhados que serão injetados na carne para conferir mais sabor. Por exemplo: o próprio caldo da carne. Carnes comuns no Low n’ Slow Peito bovino (Brisket) O corte possui dois músculos: Flat e Point (Granito). Flat : fino e mais magro, ao final do processo terá textura mais firme. Sua temperatura final ideal é de 90ºC. Point : possui muito colágeno e ao final do processo derreterá na boca. Sua temperatura final ideal é de 95ºC a 100ºC. Assim, como ambos tem temperatura final distinta #ficaadica é melhor separá-los antes do início da cocção Ou então, escolher uma peça com o mínimo de diferença entre as duas partes. Temperatura do pit: 110ºC Tempo do processo: poderá durar até 14 horas, porque vai acontecer o Stall devido à quantidade de colágeno na carne. Sugestão da Pitmasters Brasil : defumar a carne por 7h e depois embrulhar em papel alumínio, manteiga, etc, ou na bandeja com tampa para finalizar o cozimento. Dica: Se utilizar bandeja, deixe a gordura virada para baixo. Caso contrário poderá ser de qualquer lado. Importante: 1 - Para saber a temperatura final da carne é só espetar um termômetro próprio em seu interior. 2 - A temperatura do Pit é a da churrasqueira defumadora, que já vem com termômetro próprio. Costela bovina (Beef Ribs) Igualmente é um corte rico em colágeno e, portanto, sofrerá o fenômeno Stall. Temperatura final: varia entre 95ºC a 100ºC Temperatura do pit: 110ºC Tempo do processo: poderá durar até 14 horas Sugestão da Pitmasters Brasil : defumar a carne por 7h e depois embrulhar em papel alumínio, manteiga, etc, ou na bandeja com tampa para finalizar o cozimento. Dica: Sempre com osso virado para baixo. Sobrepaleta suína (Pulled Pork) Da mesma forma, é um corte rico em colágeno e, portanto, ocorrerá Stall. Temperatura final: varia entre 90ºC a 95ºC Temperatura do pit: 110ºC Tempo do processo: poderá durar até 14 horas. Sugestão da Pitmasters Brasil : defumar a carne por 7h e depois embrulhar em papel alumínio, manteiga, etc, ou na bandeja com tampa para finalizar o cozimento. Dica: Se utilizar bandeja, deixe a gordura virada para baixo. Caso contrário poderá ser de qualquer lado. (foto André Mello) Costela suína (Pork Ribs) Não há colágeno, então não há Stall. Temperatura do pit: 110ºC Sugestão da Pitmasters Brasil : defumar a carne por 2h, e depois embrulhar em papel alumínio, manteiga, etc, por no mínimo mais 2h. Dica: Sempre com osso virado para baixo. Frango (Chicken) Igualmente não há colágeno e, portanto, não haverá Stall. Temperatura do pit: 110ºC Sugestão da Pitmasters Brasil : defumar/assar a carne por 2h ou até que a temperatura interna chegue a 75ºC. Pitmasters Brasil - Conclusão Então é isso! Não quis aqui esgotar o tema, até porque a quantidade de conteúdo leva uma vida de aprendizado. Mas sim despertar a curiosidade com um pouco de informação. Como tudo na vida, cada um tem seus gostos particulares. E cozinhar, é fazer experiências, trabalhar com tentativas e erros. Cada wet hub, dry hub ou injection aplicados na carne, resultarão em novos sabores. Os tempos de cozimento, os cortes e a procedência dos animais, afetarão igualmente o processo. Bem como, a temperatura e a madeira ou serragem utilizadas para a defumação. Enfim, o que posso dizer é que se for um curioso ou quiser trabalhar com isso recomendo o curso com o Daniel Lee na Pitmasters Brasil. Garanto que sairá de lá defumado da cabeça aos pés, mas com sorriso de orelha a orelha. Pitmasters Brasil Extra! Extra! Para este ano, além dos cursos, eventos e campeonatos no Brasil e no exterior, os planos de Daniel incluem a abertura de um negócio próprio voltado para o BBQ, uma Meat House que contará com um bar/restaurante, açougue e rotisserie. Será em São Paulo e acho que no bairro de Pinheiros. Então, sabendo mais volto a informar. https://www.pitmastersbr.com.br/ Fotos : Tricia Vieira Fotografia Foto abertura, slides, eu com Daniel Lee (Cuecas na Cozinha)

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Escritor • Palestrante • Redator • Mediador • Colaborador Criativo em Projetos Especiais de Alimentos e Bebidas

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