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- Quintana Bar
Cultura e Gastronomia tem tudo a ver! O chef Marcos Livi é mestre em juntar as duas coisas, foi assim com o Veríssimo Bar, dedicado ao grande escritor Luiz Fernando Veríssimo e agora é assim com o, surpreendente, Quintana Bar , dedicado ao poeta Mário Quintana. O Quintana Bar fica num casarão de esquina, cheio de personalidade, tem fachada revestida de azulejo português, janelões de ferro e vidro, pé direito alto e um lounge prá la de interessante a céu aberto, com direito a horta urbana. Projeto certeiro e criativo do arquiteto Vitor Penha. não você não bebeu, nem está com problema de visão, a montagem da foto é que não ficou do jeito que eu queria - mas valia à pena pra mostrar um pouco do espírito do lounge a céu aberto Completando a obra, uma comunicação visual também perfeita assinada por Andrei e Caline Ivanoff da agência Off. Frases de Mario Quintana estão espalhadas pelos os ambientes; um enorme painel com um caça palavras toma todo o pé direito na entrada do Quintana Bar e está presente também no papel de mesa e de embrulho. A escada que leva ao mezzanino, teve os degraus transformados em lombadas de livros de Quintana. O logotipo do bar é um passarinho, o porquê? “Todos esses que aí estão Atravancando meu caminho Eles passarão eu passarinho” Poeminha do Contra de Mario Quintana Mas a gente veio aqui pra comer e beber ou pra decorar? rs. Vamos lá! “Cozinha do Sul Os sabores da história do Sul, contada através da colonização onde, índios, espanhóis, portugueses, africanos, alemães, italianos, poloneses, açorianos e ucranianos formaram os Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Nossa proposta é trazer uma experiência agradável e emotiva, para ser compartilhada à mesa! Nosso cardápio é fruto de pesquisa e respeito à tradição e origem destes imigrantes. Então, pedimos licença para apresentar a cozinha do Sul do Brasil” Ceviche de Tainha Berbigão (acompanha chips de banana) Com os dizeres acima começa o cardápio do Quintana Bar , achei a proposta bastante ousada, a cozinha dos três Estados do Sul do Brasil, representativa de tantos imigrantes. Resolvi descobrir se os pratos que viriam nas próximas páginas cumpriam com o proposto na primeira; confesso que me surpreendi a cada capítulo da leitura. Foi uma viagem bastante interessante pelo menu, os pratos e as curiosidades relatadas em cada linha. Sim, ler cardápios bem elaborados e escritos pode ser prazeroso! Canapés de Carne de Onça e de Linguiça de Blumenau De novo, a gente veio aqui pra comer e beber ou pra estudar cardápios? rs. Ok. Vamos lá! Pra começo de conversa deixarei claro que o Quintana Bar é bem mais um lugar pra comer do que pra beber. Essa é sua pegada principal, um recanto da boa e confortável cozinha do Sul do Brasil. Existem bebidas, drinks, etc, mas são coadjuvantes, frente à comida boa e variada. Vale informar também que os preços não assustam o bolso. Kracóvia e Copa Lombo Confesso que comi! Esse desfile de pratos que você vê no post, creiam foram todos provados por mim e estavam muito bons! Gostei da qualidade uniforme dos pratos preparados e gostei, especialmente, de saber que vários dos ingredientes que compõe o menu são “importados” diretamente do Sul, de pequenos produtores artesanais. Famílias de diversas nacionalidades, que assim mantêm vivas suas raízes e, principalmente, a origem da rica culinária do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Queijo Serrano , Parmesão da Cooperativa Santa Clara e Queijo da Colônia Tentarei aqui dar um breve panorama do cardápio e essa viagem a cozinha do Sul: Provei o Ceviche de Tainha e o Berbigão (vulgo vôngole) entre as opções de Peixes e Frutos do Mar do litoral de Santa Catarina. Então viajei à Curitiba pra provar os Canapés de Carne de Onça (mignon triturado super temperado – que mescla a cultura polonesa com a local). E para não perder um pouco da cultura alemã, provei os Canapés de Linguiça de Blumenau . Claro que também tive que experimentar o Kracóvia , salame produzido artesanalmente em Prudentópolis (PR) por descendentes de ucranianos; a Copa Lombo especial produzida por seu Erico Dambroz em Serra Grande, interior de Gramado; o Queijo Serrano feito com leite cru em Campos de Cima da Serra (RS) e o Queijo da Colônia feito em Carlos Barbosa (RS), orgulho dos imigrantres italianos. os deliciosos Bigos (à esquerda) e Bolinhos de Linguiça de Blumenau e Aipim Pestiquei o Bolinho de Linguiça de Blumenau e Aipim , a Coxinha Lapeana (da cidade de Lapa – PR) e os deliciosos e intensos Bigos – bolinhos que têm como base o cozido típico polonês de costelinha e calabresa defumada com funghi secchi e bacon. Tainha Escalada na Brasa com verdes, Flor de sal e Bottarga e Coxinha Lapeana Mergulhei fundo no Camarão com Abóbora , no Marreco com compota de Maçã e Repolho roxo e na Tainha Escalada na Brasa com verdes, Flor de sal e Bottarga . Camarão com Abóbora (hummm!) Marreco com compota de Maçã e Repolho roxo Impossível não provar o Arroz de Carreteiro de Charque e depois o delicioso Espinhaço de Ovelha com Aipim desmanchando (literalmente). E como se tudo isso ainda não fosse o suficiente, ironia do destino, saboreei o imperdível Matambre & Chatasca – o tradicional “mata ambre” – mata fome em castelhano (entenderam aqui a ironia do destino? rs) – acompanhado de paçoca feita de charque, farinha de mandioca e banana da terra. Arroz de Carreteiro de Charque Espinhaço de Ovelha com Aipim (daqueles cozidos apaixonantes) Faltou tanta coisa ainda, preciso voltar, rs. Faltaram os Menarrosto – assados ao modo italiano – espeto girando longe do fogo, lentamente (Leitão, Codorna, Coelho e Galetto “al primo canto”); o Churrasco na Vala , Barreado , Puchero , Salada de Batata , Tortei com Galetto “al primo canto” , Capeletti in Brodo , ihhh tanta coisa! Deu pra entender porque eu falei que o Quintana Bar chegou pra ser um cantinho da cozinha do Sul do Brasil, em São Paulo? Matambre & Chatasca (imperdível) De sobremesa eu comi um Arroz-Doce “Louco de Especial” (gauchês corrente). Parece um bolinho de chuva, feito com arroz doce e recheado de doce de leite, deu pra entender a gordice? Então, bom demais acompanhado com sorvete de Chimarrão, de Butiá, entre outros. Arroz-Doce “Louco de Especial” Mas já não havia mais espaço então, eu que amo sobremesa, deixei para a próxima o Nega Maluca (bolo de chocolate com calda de bergamota); Cueca Virada (pecado esse Cueca não ter provado isso! Massa de sonho frita com açúcar e canela, servida com schimia (aqui em SP nós chamamos de geleia) de maçã e sorvete); Cuca com recheio de frutas da época (que eu amo de paixão); Caviar de Gringo (sequência de degustação com influência italiana, alemã e açoriana. Sagu de vinho branco e vinho tinto com creme de baunilha, ambrosia direto do tacho, doce de abóbora e papo de anjo), entre outros doces. Sorvete de Chimarrão O Quintana Bar também funciona como um empório, vários produtos típicos do Sul podem ser comprados para levar para casa, como embutidos, queijos serranos, vários tipos de erva mate, vinhos, cachaças, cervejas e ainda pães e bolos típicos feitos na casa. Em gauchês corrente, o Quintana Bar foi uma surpresa tão boa que: “Bah tchê!” Farrapos- infusão de vodka com erva-mate, mel branco e néctar de abacaxi servido na cuia - um drink da casa que merece ser provado (fotos Jane Prado)
- Cabaña del Asado Pinheiros
Fui conhecer a nova unidade do restaurante argentino Cabaña del Asado que inaugurou em Pinheiros seu quarto endereço. O casal de empresários Alexandre e Patrícia Mora, acertou ao contratar para a nova casa o especialista em grelhados Rogério Alves Ribeiro (que já passou por churrascarias conceituadas da cidade como Rubayat e Varanda). Provei um Prime Rib (com mais de 600 grs) bastante saboroso e suculento; carne de boa procedência (raça Angus), aperfeiçoada pelo grande trabalho à grelha do mestre Rogério. Picada Cabaña (Prime Rib na versão “ Picadas Argentinas ”) - foto Newton La Scaleia No Cabaña del Asado Pinheiros funciona assim, você escolhe sua carne: Prime Rib, Bife de Tira, Carré de Cordeiro, Rib Eye, New York Steak (todas essas na minha visita custavam R$79 – maio/2014); Bife ancho, Chuleta, T bone s/ osso, Ojo de bife, Assado de tira (R$68); Bife de chorizo, Bombom, Entrecot (R$59) e ainda há Galetinho de leite (R$59) e Filet de Salmão (R$68). Carne escolhida, todas elas serão acompanhadas de salada, arroz biro-biro, arroz branco, farofa da casa e batata frita. Também tem uma sobremesa do dia inclusa no final. Se você quiser dividir uma das carnes, vale à pena. Lembra que eu citei que meu Prime Rib tinha mais de 600 grs? Coisa dos Flintstones! Nesse caso, paga o valor da carne escolhida, mais R$29,90 que dá direito a todos os acompanhamentos para duas pessoas. Vejo vantagem nessa conta! Há também opções, desses mesmos cortes de carne, na versão “ Picadas Argentinas ”. Tudo, devidamente, fatiado para degustar em casal ou entre amigos acompanhado de um bom vinho e papo. Bom Cabernet Sauvignon Grand Reserva 2009 (R$95) - encorpado, com taninos aveludados, muita fruta vermelha e complexidade de sabores. Falando em vinho, a carta tem bons rótulos para acompanhar as carnes. Primazia dos argentinos e chilenos, mas há ainda opções vindas de Portugal, EUA, Itália, França e Espanha. Melhor ainda, praticamente toda a carta, oferece aos clientes os vinhos com preço de importadora, conforme me contou Alexandre Mora. Isso quer dizer que o preço que você paga vale o vinho que você bebe! Agustinos Escorial - surpresa da noite que me foi apresentada pelo Alexandre Mora - caro (R$368 na carta da Cabaña e na importadora Expand), mas extremamente interessante - potente, complexo, único. Mesmo a gente sabendo que o Brasil tem todos esses problemas de impostos, tarará, tarará,…. Quando o restaurante toma essa postura de vender pelo preço de tabela das importadoras ganham todos os lados: cliente (que paga menos e bebe melhor), restaurante (que já ganha de praxe da importadora, cerca de 40% de desconto no preço de tabela e, com preço de carta menor, estimula o consumo dos clientes) e a importadora (que vende mais). Fico me perguntando: pra que os restaurantes precisam colocar ainda mais margem sobre o valor dos vinhos? 40% não está bom? Serviço Cabaña del Asado Pinheiros | Rua dos Pinheiros 764 – esquina com rua Morato Coelho –, tel. (11) 3061-9249. Os três outros endereços Franscisco Morato (Butantã) / Osasco e Granja Viana.
- Bar da Dona Onça
Hoje nosso texto vem direto do Bar da Dona Onça . Estrogonofe, picadinho, bife à cavalo, dobradinha, fígado acebolado, carne de panela, arroz, feijão, farofa, croquete de carne, cuscuz, carne moída, macarrão com frango, omelete, rabada, linguiça com ovo frito, bife à milanesa, pastéis, almôndegas, sopa de feijão, feijoada,…. Quem é capaz de ler o nome desses pratos sem ter a vontade de provar algum? Melhor ainda, todos eles quando pedimos, sabemos exatamente o que será servido. É confortável concordam? Carne de Panela e a foto do Estrogonofe abertura do post (Mauro Holanda) Há seis anos quando Janaína Rueda abriu o Bar da Dona Onça ia na contramão do que a maior parte dos chefs pensava em fazer. Havia uma busca pela modernidade, o contemporâneo, a cozinha de autor, as técnicas de cocção modernas vindas do exterior. Enfim, tudo, menos cozinha caseira, era o que os chefs queriam como marca registrada de seu trabalho. Sopa de Feijão (foto Mauro Holanda) Hoje, há tantas opções de restaurantes com pratos elaborados a serem desvendados que, muitas vezes, nos dá preguiça. É tanta oferta, tanta informação, tantos estrangeirismos, linhas para explicar um único prato, camas (tem alguma coisa embaixo), telhas (tem alguma coisa em cima), que ficamos indecisos. Na verdade, na maioria das vezes, só queremos sair para comer uma comida que nos conforte, que nos faça dar um tempo na correria e tensões do dia-a-dia para degustá-la. Não queremos ter trabalho para escolher, decifrar, interpretar as entrelinhas. Pensando assim, o Bar da Dona Onça parece que hoje está totalmente antenado com a nova realidade, a nova necessidade do mercado. É, por assim dizer, um bar moderno, exatamente porque revisita o passado! Janaína Rueda (foto Mauro Holanda) “É a comida que eu sei fazer, eu cresci no meio dos maîtres, empratado pra mim já é moderno” conta a chef Janaína Rueda em nosso bate-papo. Logo ela chama o Ênio, maître do Bar da Dona Onça , para me contarem dos tempos áureos, onde os maîtres eram as estrelas dos restaurantes. Passeavam com seus carrinhos pelo salão e finalizavam os pratos na frente do cliente. “Hoje não dá, fica impossível sustentar esse trabalho, seriam necessários uns 5 maîtres para o restaurante” diz a chef, acrescentando que, mesmo assim, tem um sonho de montar um restaurante que resgate esse serviço. Croquete de Carne (foto Mauro Holanda) “O Jeffinho (seu marido, o grande chef Jefferson Rueda que comanda o restaurante Attimo ) que também é meu sócio aqui, sempre vai me ajudando com uns toques de modernidade, mas eu não abro mão de fazer esse tipo de comida. Se Gordon Ramsay (chef que comanda a série de TV Hell's Kitchen ) viesse aqui, ia dizer que estava tudo errado! Tenho 108 pratos no cardápio e acho ótimo!” finaliza a chef, que está mais do que certa porque o Dona Onça vive lotado! Aliás, Dona Onça versus Gordon Ramsay daria um episódio eletrizante, para dizer o mínimo! Feijoada - 4as feiras e sábados (foto Alessander Guerra) Mas tem uma coisa que a a Janaína já está antenada, vem por aí a onda japonesa do Umami (já escrevi nesse post ). O quinto gosto básico do paladar humano, descoberto há pouco tempo. Aquele que faz com que a gente sinta o que sentiu o temível crítico Anton Ego, ao provar o Ratatouille preparado pelo rato Rémy no desenho animado de mesmo nome. Aquele gosto especial que fica na nossa memória e que desejamos provar novamente, não sabemos nem o porquê. Dona Onça resgata o passado mas sempre de olho no futuro! Sobremesa - Trio Elétrico - pudim imperdível! (foto Alessander Guerra)
- Café Raiz
Vocação para o café é o que caracteriza o trabalho de Beatriz Cintra e José Olympio, casal à frente do Café Raiz . Explico, Beatriz vem de uma família de avós cafeicultores na região de Franca (Alta Mogiana), interior de São Paulo; hoje seu irmão mais velho, Sérgio, comanda cinco fazendas produtoras, também na mesma região (duas delas com o certificado Rainforest Alliance e uma inserida no programa Nespresso). As fazendas, além de fornecerem os grãos para o blend do Café Raiz , atendem grandes empresas de café sediadas na Europa. A história de José Olympio não é diferente, ele também tem no histórico familiar, avós proprietários de cafezais na região da Alta Mogiana. Enfim, hoje o casal, além de comandar o Café Raiz Bar e Restaurante , também cuida da comercialização dos grãos da marca para diversos bares, restaurantes e cafeterias. O blend Café Raiz é 100% arábica, suave, aromático, corpo e acidez equilibrados e boa doçura. Além das formas tradicionais de tiragem do café , o que inclui aí um bom coado em coador de pano levado à mesa; há no cardápio da casa, uma variedade interessante de cafés gelados como o Limoeiro (espresso gelado com suco de limão, sorvete de creme, leite condensado, calda de chocolate e gelo), o Laranjeira (espresso gelado, sorvete de creme, leite condensado, suco de laranjas, calda caramelizada e chantilly) e o Amarena (espresso, sorvete de creme, amarena silvestre, leite e chantilly). E, ainda drinks de café como Jack Raiz (espresso, Jack Daniel´s, licores de café e pêssego) e o Raiz Conhaque (espresso, sorvete de creme, conhaque e calda de caramelo). No campo das Comidinhas, Baguete com manteiga na chapa, Tostex diversos preparados com pão de miga, Sanduíches especiais como o Croque Monsieur; entre tantas outras opções de lanches. Aos domingos funciona também o café da manhã completo, em forma de bufê. Falando mais um pouco em café , os clientes podem ainda levar pra casa, o blend Café Raiz , torra clara ou escura, em grãos ou moídos. Se der sorte, você pode chegar lá num dos dias em que o José Olympio está operando a torra dos grãos, é algo mais ilustrativo, porque a máquina produz apenas 1 kg de café por torra (os grãos já chegam torrados na casa), mas vale a experiência. Deixando um pouco de lado a pegada cafeteria e entrando pela linha Bar e Restaurante , há no cardápio bebidas alcoólicas diversas; drinks; chope; cerveja; caipirinhas e Carta de Vinhos com mais de 60 rótulos entre brancos, espumantes, rosés, tintos e Porto - de países como África do Sul, Argentina, Chile, Brasil, Portugal, Itália, Austrália, Espanha e França. Na parte dos Comes - no inverno tem um concorrido bufê de sopas todas as noites- e no menu que funciona durante o ano todo, pratos rápidos de massas, carnes, aves e peixes. Alguns preparados com café entre seus ingredientes, como é o caso do Mignon & Café com Pimenta (molho do Café Raiz e poivre vert, purê de mandioquinha e palmito). E, depois que você provar o que bem entender desse extenso e variado cardápio #ficaadica: Não saia de lá sem pedir o bolo de cenoura coberto generosamente com chocolate! Depois não diga que eu não avisei!
- Cine Café Fellini
O Cine Café Fellini é daqueles achados do tipo oásis no meio da multidão, fica na Augusta dentro do Espaço Itaú de Cinemas . Não é no espaço grande, à direita de quem desce a Augusta para o Centro, é na casinha, em frente, que abriga as salas 4 e 5 de cinema e foi toda reformada; ganhando modernidade nas instalações e mais conforto para o público, sempre ávido em assistir grandes filmes nacionais ou estrangeiros que fogem da linha dos enlatados americanos. Delicioso gastar um tempinho por lá, jogando conversa fora e observando os posters do mestre do cinema italiano Federico Fellini (La Dolce Vita, 8½, Satyricon, Amarcord - citando apenas alguns filmes em que Fellini foi indicado ao Oscar de Melhor Diretor) enquanto toma um café coado à moda antiga -com direito à coador de saco e jarrinha com água quente, que chegam à sua mesa, para que você possa passar o seu próprio café na hora. Outra boa pedida é escolher uma fatia de bolo (daqueles simples, sem recheio), há sempre boas opções que ficam expostas no balcão, sob cúpulas de vidro. Café passado na hora no coador de saco + fatia de bolo = uma tarde feliz! Um bom filme para completar o programa então, nem se fala! Acho tão gostoso passar por lá que, muitas vezes, quando estou na Paulista, resolvo descer as poucas quadras até o Cine Café Fellini independente de assistir um filme ou não. Afinal, A Vida pode ser Doce! Cine Café Fellini
- Mercadinho Dalva e Dito
A grife Alex Atala na sua cabeça só inspira grandes cifras? Você acha que qualquer criação do chef, que está no topo da restauração mundial, precisará de grandes planejamentos finaceiros para uma visita? E se eu te disesse que no Mercadinho Dalva e Dito -anexo ao restaurante de mesmo nome, que pertence ao Atala- você pode encontrar comes com preço de padoca? Éhhhh! Coxinha de frango orgânico R$4, Bolovo R$4, Pão de queijo R$ 4 e Sanduíche de pernil R$ 14 Os ingredientes utilizados e o cuidado com os produtos é o mesmo do restaurante Dalva e Dito . O pernil, por exemplo, passa por dois dias em salmoura + dois dias em marinada, com legumes, ervas, temperos, pimentas e cachaça. Depois, é assado durante 3 horas. O sanduíche leva 150 g do pernil fatiado + 50 g do molho do próprio assado com os legumes e temperos + pão de baguete, quentinho e crocante. Tudo acompanhado das pimentas do Dalva e Dito. Há também bolos, em formato de bolo inglês, como o de fubá (R$6), de chocolate com banana (R$ 9) e de maçã com canela (R$9) e ainda, bolo de cenoura com cobertura de chocolate (formato redondo – R$ 15). Além de oferecer a opção de comer numa das mesinhas espalhadas por um amplo sofá, o lugar também funciona como uma rotisseria. É possível levar pra casa: Frango de TV (R$30), Galeto (R$20), Bife à milanesa (200 gr -R$20), Frango a passarinho (400g – R$20), Costelinha de porco (450g – R$20), Salada de batata (200g – R$10), Arroz Branco (150g – R$7) e Farofa Baiana (150g – R$7). No Mercadinho Dalva e Dito , homenagem de Alex Atala aos antigos empórios e mercearias da cidade, há ainda itens de diversas regiões do Brasil e da Retratos do Gosto, marca do chef que investe em pequenos agricultores apresentando seus produtos para o público. Produtos como: o mini-arroz, o fubá branco, a canjica, granolas doces e salgadas e a pimenta baniwa, produzida por uma comunidade indígena da Amazônia. Manteiga de garrafa, azeite de dendê, compotas, bolo de rolo e outros completam o sortimento de produtos. Mercadinho Dalva e Dito todos os preços foram consultados em julho de 2014 Endereço: Rua Padre João Manuel, 1.115, Jardins, São Paulo (SP) Telefone: (11) 3068-4444 Horário de funcionamento Segunda a sábado, das 11h às 21h. Domingo, 11h às 17h. Cc.: Visa, Mastercard, Amex, Diners Estacionamento com manobrista: gratuito Ar-condicionado: sim Área externa para fumantes: sim Wi-fi gratuito
- Santovino - restaurante italiano e vinhos
OBS: o Santovino encerrou suas atividades! Atitude! Você tem duas formas de encarar a vida: uma é reclamar e a outra é tomar atitudes. Vinho no Brasil é caro! Blá, blá, blá! Cada um diz que é caro por um motivo. O Governo é o motivo favorito de todos. Não duvido; porque já se vai longe o tempo do Império, mas a Derrama continua. Lá se cobravam os quintos da arrecadação e cá, vamos todos para o quintos e a sanha arrecadatória não se satisfaz. Mas enfim, atitude! ( na abertura do post, foto que fiz da entrada da ampla adega que fica no subsolo do Santovino ) OLIVE ALL'ASCOLANE DEGLI ACCORSI - Azeitonas verdes empanadas recheadas com carnes e embutidos italianos. Receita da famíliaAccorsi, de Venarotta (AP) - Daqueles petiscos que não paramos de comer nunca! Crocantes por fora com o sabor carnudo das olivas verdes logo em seguida! O restaurante Santovino , por exemplo, resolveu colocar em toda a sua interessante Carta de Vinhos o preço da importadora. Isso mesmo! Você paga no vinho bebido no restaurante, o mesmo valor que pagaria comprando direto da importadora. Então os vinhos no Santovino são baratos, você me pergunta? E eu te respondo: Não, não são! Vinho no Brasil é caro! rs. Mas, complemento dizendo que se você pagar por lá R$70 a R$100 numa garrafa de vinho, estará levando essa qualidade à sua taça. E, não se deixar ser enganado levando gato por lebre, já é uma das atitudes positivas que podemos começar a tomar para melhorar a situação desse Brasil. Há também na Carta de Vinhos do Santovino boas opções em meia garrafa e em taças; inclusive nos vinhos de sobremesa. Só falta, por enquanto, mais opções de vinhos brasileiros. Grande Prosecco Brut italiano do Treviso, que acompanhou muito bem as olivas à moda de Ascoli (foto anterior) e o bacalhau mantecato ( foto abaixo). BACCALÀ MANTECATO - Bacalhau desfiado com azeite extra virgem, fatias crocantes de polenta, azeitonas pretas, tomates sweet grape, aspargos, ovos de codorna e crocante de pancetta - A maciez e delicadeza do bacalhau aveludado e bem temperado, contrastando com a crocância da polenta. Conversando com o chef Paulo Kotzent, descobri que essa prática de vender pelo preço da importadora, foi boa não só pelo fato do consumo de vinho no restaurante, mas também porque muitos clientes acabam comprando os vinhos que bebem por lá para levarem pra casa. Enfim, ganham a importadora e o restaurante, mesmo que os dois tenham que abrir mão de uma fatia da sua margem de lucro. TORTELLI DI COSTOLA DI MAIALE - Massa recheada com costelinha de porco ao molho do próprio assado, erva-doce (funcho), radicchio, favas, cogumelos frescos e Porcini Secos - Meu preferido da noite, daqueles pratos carregados de sabor que ficam na lembrança! Esse Chianti Classico Marchese Antinori acompanhou perfeitamente o Tortelli de costela de porco. Mas vamos à comida! Porque se os vinhos são de qualidade a comida também é muito boa! Utilizando as raízes italianas de sua família originária do Vêneto, o chef Paulo Kotzent, que anteriormente comandava a cozinha do Piselli, faz no Santovino uma comida autêntica, sem ceder às tentações dos brasileirismos. Seus molhos são rústicos, bem elaborados, tem corpo, ingredientes de qualidade, cuidados no preparo. É bom ver isso numa cidade como São Paulo, um menu que tem personalidade, que está ali para quem aprecia aquele tipo de comida. As massas são produzidas na casa. Seu cardápio é relativamente enxuto, mas atende bem os comensais que esperam uma boa comida italiana (polentas, massas secas, frescas, recheadas, risotos, pescados e carnes, além das sobremesas). É possível pedir meia porção de alguns itens do menu. BRASATO DI VITELLO AL VINO ROSSO - Vitelo marinado e assado lentamente em vinho tinto, servido com purê de batatas com pastas italianas de Tartufo Bianco e Nero, e Mostarda di Cremona (compota italiana de frutas) - Na degustação que fiz o chef deixou fora as pastas italianas de Tartufo Bianco e Nero para harmonizar melhor com o vinho escolhido (veja abaixo) - achei perfeito o contraste da compota adocicada com a carne ao vinho. Tinto toscano da Tenuta Guado Al Tasso - 50% Cabernet Sauvignon, 30% Merlot, 20% Syrah - ótima combinação com o Brasato de Vitelo e a Mostarda di Cremona. Outro detalhe interessante é a arquitetura do prato: “São as texturas do olhar! Quando o prato não exala calor, em pratos frios e sobremesas, por exemplo, você pouco conta com o aroma. Então é legal brincar com as formas e as texturas” comentou o chef no nosso bate-papo pós jantar. CIOCCOLATO, POLENTA, PERE AL MOSCATO E GORGONZOLA - Mousse de chocolate belga 70%, folhas crocantes de polenta doce, pera cozida ao vinho Moscato e sorvete artesanal de Gorgonzola italiano - Sabores inusitados fazem a minha cabeça! Essa instigante combinação de chocolate com gorgonzola, pera e polenta me conquistou. Para finalizar a refeição, esse interessante vinho de sobremesa grego O ambiente é bastante agradável, bem próprio para degustar uma garrafa de vinho sem pressa, acompanhado de uma boa refeição e um bate-papo em fogo brando. Ao final do saboroso jantar, c onversa com o chef Paulo Kotzent que me contou tudo sobre seu trabalho no Santovino e também a proposta da Carta de Vinhos a preço de importadora. Visitei o Santovino no final de 2013, chequei o valor dos pratos principais agora no início de 2014 e, em sua maioria, oscilavam entre R$42 e R$65. Santovino Ristorante
- i Dolci do chef Flavio Federico
Fui visitar a i Dolci , empreitada do premiado chef confeiteiro Flavio Federico , que fica no térreo do Shopping JK Iguatemi. Um quiosque bem bacana com bastante espaço pra comer, tranquilamente, um ou alguns dos doces que enfeitam a vitrine. Pra quem gosta de chocolate , como eu, a i Dolci é o lugar certo para adoçar o paladar. E não é aquele doce doooooceeee que estou falando, é um doce na medida. Aliás, fazer doces na medida, sempre saborosos e intensos, sem serem enjoativos, é marca de Flavio Federico , que mantém há anos um alto padrão de qualidade do que produz. O chocolate reina em forma de Bolo, Mousse, Biscuit, Ganache, Éclair; mas, diferente do que se possa pensar, todos os doces tem seu sabor peculiar. Não é porque tudo é feito com chocolate que precisa ter o mesmo sabor, a mesma textura e apresentação. Para ilustrar, dois exemplos “chocolatuosos” que provei na minha visita e me deixaram, espantosamente feliz (: Suprema – é o doce mais vendido, pra mim o melhor – Bolo especial de chocolate , recheado com ganache de chocolate e coberto com…. com… CHOCOLATE . Porto – Mousse de chocolate com Vinho do Porto, recheado de geleia de vinho do Porto, sobre base de bolo especial de chocolate . Mas quem não estiver a fim de comer chocolate no dia em que passar por lá tem também Cannoli, Cheesecake, Panna Cotta, Tarte Tatin, Torta de limão, opções é que não vão faltar. Outra dica: o chef faz dos melhores macarons que já provei no Brasil. E, pra completar, os preços dos doces, pela qualidade apresentada e o serviço, são muito bons. Na minha visita a maioria deles custava R$11 (agosto/2014). Shopping JK Iguatemi - Piso Térreo Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041 Itaim Bibi, São Paulo, 04543-011 T 55 11 3152-6222
- Kebab Salonu
O restaurante Kebab Salonu é parada obrigatória para quem gosta de comer bem. O chef executivo da casa, Rodrigo Libbos em parceria com o chef Fred Caffarena (que está à frente da cozinha), fazem uma comida turca, recheada de temperos e aromas. “Minha comida precisa ter sabor”, disparou Rodrigo; enquanto batíamos um daqueles saborosos papos, verdadeira aula de história e cozinha. A didática do chef é muito boa, afinal ministra aulas de gastronomia em duas faculdades, Senac e Mackenzie. O chef Fred Caffarena foi seu aluno e depois trabalhou como Sub Chef do Rodrigo nos antigos Kebab Salonu e Restô Augusta, que funcionaram durante um bom tempo na Rua Augusta (a duas quadras da Av.Paulista no sentido Centro). Pides (esfihas turcas) massa fina, leve e crocante - aqui recheada com abóbora e pistache + cebolinha Para a cozinha do Kebab Salonu os chefs e hoje sócios, estão em perfeita sintonia, quer seja por já terem trabalhado juntos durante um bom tempo, valorizando a comida turca e a rota do Kebab (vários países do Oriente Médio que tem o kebab como uma de suas comidas emblemáticas); ou mesmo por experiências vividas - Rodrigo, pela imensa pesquisa em diversos países do Oriente Médio e Fred por ter passado pelo incônico restaurante Asitane, em Istambul (Turquia), onde servem, ainda hoje, a cozinha Otomana, tradicional comida dos palácios. Kebab de Picanha de Cordeiro - Carro-chefe da casa, à moda de Istambul. Com folhas, salada de cebolas assadas ao limão,azeite e sumac, e tomate grelhado (sem molho). Recheado com carne macia, bem temperada, envolta em pão leve e crocante. Hoje o foco do Kebab Salonu é a Turquia e a pegada é fazer comida boa, bem temperada, cheia de personalidade, com bom preço (o prato mais caro custava R$33 – na minha visita em Junho 2015) e nenhum frufru. O restaurante não tem garçom, você pede direto no caixa; o ambiente é simples, sem deixar de ser descolado e alguns itens do menu são opções do dia- o caso das limonadas, dos chás, das Pides (esfihas turcas que sempre mudam de recheio) e das sobremesas. Salada Tunisiana (Tabule de couscous de sêmola,tomates, azeitonas, folhas, ervas e molho de azeite e limão), Hommus (pasta de grão de bico),Taratour (molho de tahine), Cebolas fatiadas assadas entre temperos (fica caramelizada) e Falafel (bolinhos fritos de grão de bico). Falafel crocante por fora, macio por dentro e bem temperado. O cardápio é enxuto com quatro opções de saladas (como a deliciosa e bem temperada, Tunisiana – que leva tabule de couscous de sêmola, tomates, azeitonas, folhas, ervas e molho de azeite e limão). Sanduíches no Pão Lavosh . Completando o menu quatro pratos, que misturam as saladas do cardápio com cordeiro, kafta bovina, frango ou falafel. Entre os acompanhamentos, é possível pedir à parte Fritas ao zaatar, Hommus e Coalhada. Para os bebes, limonadas de vários sabores, eu provei as de romã e amora (disponíveis no dia e muito boas), chás, refrigerantes, água e uma carta de cervejas elaborada pelo sommelier Saul Caffarena (irmão de Fred), que ficam disponíveis na geladeira para escolha do cliente. Finalizando a refeição um bom café turco, feito com ou sem cardamomo. As sobremesas do Kebab Salonu , como já citei, são as do dia. Na minha visita o chef Fred Caffarena tinha preparado, o Revani - bolo de semola regado com calda de limao e doce de leite e o Malabie (que significa leite engrossado – com consistência de pudim e, no caso deles, um pudim firme engrossado com farinha de arroz, temperado com especiarias e regado com caramelo de pistache. Acesse o site do Kebab Salonu .
- Paellas Pepe
A chef Pilar Gutiérrez, que comanda as paelleras (utensílios onde se preparam as tradicionais paellas espanholas) do Paellas Pepe diz: "Nossa casa não é um restaurante, é apenas um espaço para quem gosta e aprecia uma paella feita com qualidade e carinho e o nome ‘ Paellas Pepe ’ foi dado por mim em homenagem ao meu pai." É mais ou menos por aí, o restaurante Paellas Pepe , que fica no bairro do Ipiranga, parece mesmo uma casa, que foi aberta pela família para receber pessoas interessadas em provar as tradicionais paellas, entre outros pratos típicos espanhóis. Você vai entrando, pelo comprido corredor e começa a entender o espírito da casa, desprovido de formalidade. Quando estive lá, numa 6a feira, era a própria chef Pilar Gutiérrez que comandava, às vistas do público, o preparo em duas paelleras gigantes, da Paella del Pepe - receita típica da família, elaborada com frutos do mar, legumes, carne de frango e temperos espanhóis como o azafrán. Os clientes aguardavam ansiosos em suas mesas até que Pilar Gutiérrez tocasse o sino, avisando que a comida estava pronta e cada um poderia ir se servir à vontade. Fila armada, a chef monta um a um, todos os pratos, colocando apenas aquilo que o cliente deseja. Eu, queria um pouco de tudo, obviamente! E repeti, por motivo de gula, outra obviedade na minha vida! rs Não vou aqui destacar outros pratos, nem colocar preços, porque o site da Paellas Pepe é um dos melhores que já visitei, tem informações completas, inclusive a descrição do cardápio com os preços. Essa Paella del Pepe (servida à vontade), custava na minha visita R$49,00 Terça /Quarta/Quinta e R$59,00 Sexta/Sábado/Domingo/Feriado (junho/2015). Só para ilustrar como o preço é razoável. Entre os bebes, há as tradicionais sangrias e também uma carta de vinhos com preços justos (pequena variação do cobrado pela importadora), sem contar as promoções de vinhos da semana, que a casa faz com preço ótimo. Na minha visita,por exemplo, o bom vinho espanhol Alfredo Santamaria, feito com uvas 100% Tempranillo, que custa na carta da casa R$85, estava por R$69 (só pra vocês terem uma ideia, pesquisei esse mesmo vinho em outro restaurante e o preço era mais de R$100). Mas nem só de comes e bebes vive o Paellas Pepe , há também um pouco da cultura espanhola por lá. Às 6as feiras e sábados, o programa fica completo, as pessoas podem ir jantar e a partir das 22h assistirem a um espetáculo profissional de flameco, que dura cerca de uma hora. Na minha visita o couver artístico era de R$16 para quem estivesse jantando por lá. Vale muito à pena! Tudo pára enquanto o show acontece, as atenções estão voltadas para o palco especial montado no restaurante. A casa também faz delivery e eventos. Mais informações, acesse o site do Paellas Pepe .
- Petit Comité
A chef Rita Atrib, já bastante conhecida pelo sucesso de mais de duas décadas do seu Buffet Petit Comité, abriu em parceria com seu sócio Eduardo Reschiliani, a Petit Comité Rotisserie numa charmosa casinha no bairro de Moema. O motivo é bem simples: “A Petit Comité Rotisserie é um filhote do Buffet Petit Comité, já que muitos de nossos clientes sempre pediam nossas comidinhas para poder levar para casa e a qualquer hora, sem precisar encomendar com antecedência ou ter um pedido mínimo”, explica Rita. Tabule de Quinoa Todos os dias produtos como: focaccias, saladas variadas, marinados, assados, tortas e quiches, massas, molhos prontos, acompanhamentos e sobremesas; saem da cozinha central onde funciona o bufê na região da Vila Mariana, para abastecer as prateleiras e vitrines da rotisserie em Moema. “Muitos pratos serão sazonais, para acompanhar o frescor dos ingredientes da época, mas alguns clássicos como a Carne louca e o Cheesecake tradicional com frutas vermelhas, estarão sempre à disposição”, adiantou a chef, acostumada a fazer serviços de catering para estrelas como Elton John, Madonna, Rolling Stones e Coldplay. Inclusive alguns astros tornaram seus pratos clássicos, como a Shepherd´s pie, do Keith Richards e o Cuscuz de grão de bico com vegetais e tahine, do vegano radical Morrisey. Filé mignon nas duas mostardas Petit Comité Entre os pratos para levar pra casa encontrados na Petit Comité Rotisserie , entradas interessantes: Beijus de tapioca gratinados e recheados com fondant de meia cura, Mini samossas recheados com frango ao curry e Cuscuzinhos de camarão. Saladas frescas a base de legumes, raízes, grãos, muitas ervas e especiarias: Quinoa com legumes grelhados, nuts e frutas secas e Bacalhau com grão de bico e legumes marinados. Para compor o prato principal: Hambúrguer de salmão, Rosbife de mignon ao molhinho roti e três cogumelos, Arroz com lentilhas e cebolas douradas, para citar algumas possibilidades. Impossível de resistir! Há ainda em exposição sempre uma quiche ou torta fresca do dia (fora as opções congeladas nos tamanhos pequeno, médio e grande): Torta de carne de panela, Quiche lorraine, Torta de frango e requeijão, Quiche de queijo de cabra com ratatouille, citando algumas. Hambúrguer de salmão Vegetarianos, intolerantes à glúten e lactose também acham opções como: Estrogonofe de berinjela e tofu; Quiche sem glúten de espinafre, ricota e castanhas (foto de abertura da matéria) e Bolinhos mascavos de maçãs e passas sem glúten e lactose. Completando as guloseimas, afe! Cheese cake brûlée de catupiry com compota de goiabas frescas, Torta toffe de macadâmias e fios de ovos, Rocambole de chocolate recheado brigadeiro de cupuaçu – sobremesas vendidas inteiras e Cuca de banana com doce de leite e aveia (foto abaixo) , Brownie de chocolate meio amargo e nozes e Bolo de coco gelado – vendidos em fatias. Petit Comité Rotisserie e Buffet Petit Comité – acesse o site Para mais dicas do Cuecas na Cozinha acesse o link .
- Sainte Marie Gastronomia
É preciso entender o espírito dessa casa simples, porém deliciosa, que fica na região do Morumbi. O Sainte Marie Gastronomia , rotisserie e restaurante, é a fofolândia do rei do mercizão, o carismático chef Stephan Kawijian. Deu pra entender? Não? Então vamos lá! No menu do Sainte Marie Gastronomia , que contempla especialidades do mundo árabe, o capítulo das esfihas começa assim: “ O que achamos que fica fofinho no forno à lenha ”. E não é que as massas ficam fofinhas mesmo! Massa deliciosa e coberturas sempre bem temperadas, como a Basturma (carne desidratada envolta com páprica doce e especiarias, tradicional da cozinha armênia), a de Cordeiro (carne macia, rica em sabores, com toque de pistache) ou a de Zaatar (mistura de especiarias típica do Oriente Médio). Igualmente deliciosas são as esfihas de Coalhada; aliás a coalhada ( Labna ), de sabor suave, é pedida obrigatória; e a esfiha de Cebola caramelizada. Boas opções é que não faltam e, além do que está no cardápio, normalmente, há as esfihas do dia. Outra dica imperdível é a Mtabaleh (foto de abertura- berinjela defumada, cebolinha, limão e essência de romã) para pesticar, acompanhada de pão sírio. Daqueles pratos de sabor intenso, que você nunca mais vai esquecer na vida! No capítulo das carnes, o cardápio do Sainte Marie Gastronomia abre com a citação “Comidinhas que estamos tentando afofar ainda mais o ponto ”, encontramos Kibes, Tartar, Kafta, Michui, Shawarma; seguindo pelos Grelhados, Assados e Linguiças (“Oi nós somos os fofos linguiças, fabricados toda quarta-feira e sem toucinho. Avise-nos, por favor se quiser no tamanho fofinho ou fofão, mercizão”). O Tartar em forma de kibe , tem carne, fresca e de qualidade, devidamente “afofada na faca” e temperada com picles, catchup e mostarda Dijon; para completar fritas. O Kibe Montado é outro prato, que enche as vistas e a boca de água, uma invasão de texturas e sabores. Intercala, kibe cru, carne refogada,tabule sem trigo, coalhada seca e cebola caramelizada. Há ainda, uma sessão de peixes com pratos como a “ Fofoella – típico do outro lado do mar da Benuinolândia e lá ela se chama paella”. E, outros pratos tradicionais como Moussaka (lasanha de berinjela com carne moída tradicional grega) e Couscous Marroquino ; enfim, muita coisa pra dar vontade de voltar sempre. De sobremesa Bassboussa (bolo de semolina que eu gosto pacas!) e essa mousse emocional (você vai se emocionar!) de chocolate. Várias opções do cardápio também podem ser compradas na rotisserie do Sainte Marie Gastronomia para levar pra casa. Comecei a matéria falando da importância de entender o espírito da casa, para aproveitar seus sabores ao máximo. Então, se você é um estressado com atendimento, não vá, porque as coisas por lá andam ao seu tempo. Mas se você se concentrar na simpatia do chef, que passa o tempo todo pelas mesas, e nos sabores de uma comida que nunca comerá igual em outro lugar – Vale muito a visita! A dica é chegar cedo, estar entre amigos e partilhar cada prato com um bom bate-papo, foi o que fizemos! O final do menu resume bem o que eu disse: Sainte Marie Gastronomia Rua Dom João Batista Costa, 70 - Jardim Taboão fone: 11 3501-7552 (esse é um restaurante familiar, então ligue antes de sair de casa para checar horários – basicamente só abre para almoço) segunda a sexta: 12h às 19h. sábado: 12h às 17h30. domingo: fechado











