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  • Mercearia Mestre Queijeiro

    Sabem aqueles estabelecimentos de antigamente, com altas prateleiras de madeira, cheias de produtos com cara de feitos em casa por uma senhorinha do interior, cozinheira de mão cheia; onde é possível até provar um pedacinho de queijo antes de decidir o que comprar? Então, assim é a mercearia Mestre Queijeiro , um resgate do passado; do atendimento personalizado, que conhece e sabe explicar a história de cada produto e produtor; da confiabilidade dos ingredientes vendidos. Mas claro que existem muitas diferenças com relação ao passado. Agora, por exemplo, a q ueijaria artesanal brasileira está num outro patamar de criação animal e qualidade do produto. Aprendemos muito com a queijaria mundial, com vários Maître Fromager (Mestre Queijeiro) de todo o mundo (especialmente da França, porque por lá, só pra se ter uma ideia, podemos comer durante ao menos  365 dias (1 ano), um queijo por dia, sem repetir nenhum)  a cuidar melhor do leite e transformá-lo em queijos tão saborosos quanto diferentes entre si. degustação de queijos que fiz com o Bruno Foi-se a época de comprar queijos, onde o sabor de tudo o que você provava era igual ou muito parecido um com o outro, mais do que a pasteurização do leite, foi-se a época da pasteurização do sabor. Só para se ter uma ideia na  mercearia Mestre Queijeiro são quase 40 tipos de queijos artesanais feitos a partir de leites de vaca, cabra, ovelha e búfala ; cerca de 15 produtores de Estados como: Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Pará e Paraíba; por enquanto. vale provar: Azul do Bosque - família dos queijos azuis, feito com leite de cabra 40 dias de maturação - suave, untuoso, cremoso- grande trabalho da Capril do Bosque, que fica em Joanópolis (interior de São Paulo) Conheci o Bruno Cabral (Mestre Queijeiro) há um bom tempo, em um debate sobre produção artesanal de alimentos e bebidas no Brasil e todas as dificuldades que a nossa pátria amada, estabelece para que as coisas evoluam: burocracia, burrocracia, leis ultrapassadas, impostos, ih são tantas coisas a serem enfrentadas! Admirei-o, desde o início, por sua luta ao lado do produtor de queijos artesanais e pelo conhecimento sobre queijos que ele foi adquirindo não só em cursos e eventos no exterior, mas também percorrendo fazendas Brasil afora. Resultado, foi o primeiro brasileiro convidado para ser jurado e representar o nosso país no World Cheese Awards , o maior evento de queijos do mundo . De quebra, conseguiu colocar o nosso queijo da Serra da Canastra para concorrer na categoria – Queijo de leite de vaca de meia cura. Leia mais na matéria Serra da Canastra no maior evento de queijos do mundo . outra saborosa surpresa: especialmente para aqueles que gostam dos queijos que dão aquela pinicada na língua. Queijo minas do Cerro, com 6 meses de cura, do produtor Eduardo Melo. Bem granuloso, boa untuosidade, salgadinho intenso. E, se estiver curioso como funciona a Classificação dos Queijos  , leia sobre nessa outra matéria  que escrevi. Para completar hoje o Bruno exerce seus dotes de Mestre Queijeiro, dentro da Mercearia,  possui lá uma câmara de maturação e, utilizando dos controles de umidade e temperatura, mais seus experimentos e testes já produz queijos com sua assinatura como é o caso do: Canastra na Cachaça, Tomme da Canastra (a partir do queijo ,  utilizando o controle de umidade, o mestre desenvolve uma peça única com as característcas do queijo francês Tomme) e ainda o Serrano do Rio Grande do Sul em vinho de uva Isabel. Mas na mercearia Mestre Queijeiro não tem só queijos, há também cachaças e cervejas artesanais de todo o Brasil, outros produtos que evoluíram a olhos largos nos últimos anos. A cachaça brasileira ganhou status de destilado mundial e as cervejas nacionais colecionam medalhas mundo afora, nos mais diversos estilos. A cachaça não é mais “a marvada” e nem a cerveja “a loura gelada”. Há ainda manteiga, embutidos diversos como os da Pirineus, linguiças da Real Bragança, carne curada de pato e patê da Chez Pierre,  pimentas diversas, azeites, óleo de pequi (tem também conserva de pequi), azeite de dendê, de gergilim, de linhaça, molhos, conservas, doces em lata, geleias, doce de leite (como o de búfala da Ilha do Marajó), enfim muitos produtos com característica artesanal, pegada orgânica e biodinâmica. Algumas opções de vinhos importados também se encontram por lá e aí que começo a contar uma grande novidade! Novidade – Mercearia Mestre Queijeiro – agora vai servir porções de tudo que é vendido por lá! essa racleteira funciona assim, o queijo fica espetado na parte debaixo, em cima liga uma resistência que vai dando-lhe uma derretida e gratinada, aí você puxa a manivela para fora do aparelho e deita o queijo para escorrer no seu pão ou prato. Afe! Babei! Conversando com o Bruno Cabral -que além de mestre queijeiro é também chef de cozinha, já comandou a taberna basca Donóstia (Pinheiros – SP), da qual os donos são também agora seus sócios- ele me contou que, a Mercearia vai também servir porções de tudo o que tem lá pra vender. Tábuas de queijos, embutidos, lanches frios e quentes. Tudo acompanhado de cerveja, vinho, cachaça ou que estiver por lá e o cliente desejar beber. Para completar vai fazer também raclete. Imagina você sentado com a visão do queijo derretendo na sua frente, pronto para escorrer para o seu pão fresco, feito de fermentação natural. Finalizando a refeição aquela goiabada cascão acompanhada de queijo, ou outro doce caseiro que preferir. Enfim, um lugar com vocação para petiscar. A mesa é coletiva para 10 pessoas e eles aceitarão reservas para grupos. suporte para a cura caseira do queijo Aqui vai o serviço da casa , mas é sempre bom checar antes de sair de casa Mercearia Mestre Queijeiro – fone: (011) 2369-1087  Rua Simão Alvares, 112 Facebook

  • A Queijaria

    Para quem ama queijos, como eu, A Queijaria é um paraíso! Pra começar, a casinha charmosa de esquina, no bairro da Vila Madalena , é revestida de plantas e tem grandes vitrines recheadas de queijos diversos. Depois, o aroma inebriante, assim que a porta é aberta, e os olhos dispersos que não sabem onde pousar, quando ela é fechada. São mais de 140 queijos de 45 produtores de 9 Estados e a conta continua subindo desde a abertura da A Queijaria  no início de 2013. Essa é a grande missão de Fernando Oliveira , empreendedor que viaja pelo Brasil descobrindo queijos de qualidade com produção artesanal. Há queijos com leite de vaca, cabra, búfala e, em breve, deverá ter de ovelha; fresco, meia cura, curado e extra curado conforme vai informar o rótulo que acompanhará o seu queijo . Minas Gerais, certamente, é o Estado com mais produtores artesanais de queijos presentes na A Queijaria , há produtores da Canastra, Salitre, Araxá, Catuá, Itamonte, Campo Redondo , pra citar alguns. O interior de São Paulo também abriga preciosidades como os queijos : Tropeiro, Tropeirinho, Carijó, Simental, Ganizé, Giramundo, Bandeirante, por aí afora. Em Santa Catarina são produzidos queijos equivalentes aos franceses, mas com características e nomes bem particulares: Manezinho (Reblochon), Ribeirão Grande (Gruyère), Pedra Branca (Brie), citando alguns. Há ainda Requeijão, Coalho e Recife Antigo de Pernambuco e também os famosos queijos de cabra da Paraíba . Sem contar o Serrano do Rio Grande do Sul e o queijo de Marajó. Enfim, com mais de 140 queijos , só provando para escolher quais você desejará levar pra casa. Alguns são vendidos por peça e aí é possível comprar inteiro, metade ou 1/4 e outros são vendidos por peso. Mas nem só de queijos é feita A Queijaria , é possível encontrar por lá outros produtos, sempre com produção artesanal , como: mel silvestre, embutidos, goiabada, pães, sucos, massas, vinhos e, cada dia, tem mais opções.

  • Quintana Bar

    Cultura e Gastronomia tem tudo a ver! O chef Marcos Livi é mestre em juntar as duas coisas, foi assim com o Veríssimo Bar, dedicado ao grande escritor Luiz Fernando Veríssimo e agora é assim com o, surpreendente, Quintana Bar , dedicado ao poeta Mário Quintana. O Quintana Bar  fica num casarão de esquina, cheio de personalidade, tem fachada revestida de azulejo português, janelões de ferro e vidro, pé direito alto e um lounge prá la de interessante a céu aberto, com direito a horta urbana. Projeto certeiro e criativo do arquiteto Vitor Penha. não você não bebeu, nem está com problema de visão, a montagem da foto é que não ficou do jeito que eu queria - mas valia à pena pra mostrar um pouco do espírito do lounge a céu aberto Completando a obra, uma comunicação visual também perfeita assinada por Andrei e Caline Ivanoff da agência Off. Frases de Mario Quintana estão espalhadas pelos os ambientes; um enorme painel com um caça palavras toma todo o pé direito na entrada do Quintana Bar  e está presente também no papel de mesa e de embrulho. A escada que leva ao mezzanino, teve os degraus transformados em lombadas de livros de Quintana. O logotipo do bar é um passarinho, o porquê? “Todos esses que aí estão Atravancando meu caminho Eles passarão eu passarinho” Poeminha do Contra de Mario Quintana Mas a gente veio aqui pra comer e beber ou pra decorar? rs. Vamos lá! “Cozinha do Sul Os sabores da história do Sul, contada através da colonização onde, índios, espanhóis, portugueses, africanos, alemães, italianos, poloneses, açorianos e ucranianos formaram os Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Nossa proposta é trazer uma experiência agradável e emotiva, para ser compartilhada à mesa! Nosso cardápio é fruto de pesquisa e respeito à tradição e origem destes imigrantes. Então, pedimos licença para apresentar a cozinha do Sul do Brasil” Ceviche de Tainha Berbigão (acompanha chips de banana) Com os dizeres acima começa o cardápio do Quintana Bar , achei a proposta bastante ousada, a cozinha dos três Estados do Sul do Brasil, representativa de tantos imigrantes. Resolvi descobrir se os pratos que viriam nas próximas páginas cumpriam com o proposto na primeira; confesso que me surpreendi a cada capítulo da leitura. Foi uma viagem bastante interessante pelo menu, os pratos e as curiosidades relatadas em cada linha. Sim, ler cardápios bem elaborados e escritos pode ser prazeroso! Canapés de Carne de Onça e  de Linguiça de Blumenau De novo, a gente veio aqui pra comer e beber ou pra estudar cardápios? rs. Ok. Vamos lá! Pra começo de conversa deixarei claro que o Quintana Bar  é bem mais um lugar pra comer do que pra beber.  Essa é sua pegada principal, um recanto da boa e confortável cozinha do Sul do Brasil. Existem bebidas, drinks, etc, mas são coadjuvantes, frente à comida boa e variada. Vale informar também que os preços não assustam o bolso. Kracóvia e  Copa Lombo Confesso que comi! Esse desfile de pratos que você vê no post, creiam foram todos provados por mim e estavam muito bons! Gostei da qualidade uniforme dos pratos preparados e gostei, especialmente, de saber que vários dos ingredientes que compõe o menu são “importados” diretamente do Sul, de pequenos produtores artesanais. Famílias de diversas nacionalidades, que assim mantêm vivas suas raízes e, principalmente, a origem da rica culinária do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Queijo Serrano , Parmesão da Cooperativa Santa Clara e Queijo da Colônia Tentarei aqui dar um breve panorama do cardápio e essa viagem a cozinha do Sul: Provei o Ceviche de Tainha e o Berbigão (vulgo vôngole) entre as opções de Peixes e Frutos do Mar do litoral de Santa Catarina. Então viajei à Curitiba pra provar os Canapés de Carne de Onça (mignon triturado super temperado – que mescla a cultura polonesa com a local). E para não perder um pouco da cultura alemã, provei os Canapés de Linguiça de Blumenau . Claro que também tive que experimentar o Kracóvia , salame produzido artesanalmente em Prudentópolis (PR) por descendentes de ucranianos; a Copa Lombo especial produzida por seu Erico Dambroz em Serra Grande, interior de Gramado; o Queijo Serrano feito com leite cru em Campos de Cima da Serra (RS) e o Queijo da Colônia feito em Carlos Barbosa (RS), orgulho dos imigrantres italianos. os deliciosos Bigos  (à esquerda) e  Bolinhos de Linguiça de Blumenau e Aipim Pestiquei o Bolinho de Linguiça de Blumenau e Aipim , a Coxinha Lapeana (da cidade de Lapa – PR) e os deliciosos e intensos Bigos  – bolinhos que têm como base o cozido típico polonês de costelinha e calabresa defumada com funghi secchi e bacon. Tainha Escalada na Brasa com verdes, Flor de sal e Bottarga e  Coxinha Lapeana Mergulhei fundo no Camarão com Abóbora , no Marreco com compota de Maçã e Repolho roxo e na Tainha Escalada na Brasa com verdes, Flor de sal e Bottarga . Camarão com Abóbora (hummm!) Marreco com compota de Maçã e Repolho roxo Impossível não provar o Arroz de Carreteiro de Charque e depois o delicioso Espinhaço de Ovelha com Aipim desmanchando (literalmente). E como se tudo isso ainda não fosse o suficiente, ironia do destino, saboreei o imperdível  Matambre & Chatasca – o tradicional “mata ambre” – mata fome em castelhano (entenderam aqui a ironia do destino? rs)  – acompanhado de paçoca feita de charque, farinha de mandioca e banana da terra. Arroz de Carreteiro de Charque Espinhaço de Ovelha com Aipim (daqueles cozidos apaixonantes) Faltou tanta coisa ainda, preciso voltar, rs. Faltaram os Menarrosto  – assados ao modo italiano – espeto girando longe do fogo, lentamente (Leitão, Codorna, Coelho e Galetto “al primo canto”); o Churrasco na Vala , Barreado , Puchero , Salada de Batata , Tortei com Galetto “al primo canto” , Capeletti in Brodo , ihhh tanta coisa! Deu pra entender porque eu falei que o Quintana Bar  chegou pra ser um cantinho da cozinha do Sul do Brasil, em São Paulo? Matambre & Chatasca (imperdível) De sobremesa eu comi um Arroz-Doce “Louco de Especial” (gauchês corrente). Parece um bolinho de chuva, feito com arroz doce e recheado de doce de leite, deu pra entender a gordice? Então, bom demais acompanhado com sorvete de Chimarrão, de Butiá, entre outros. Arroz-Doce “Louco de Especial”  Mas já não havia mais espaço então, eu que amo sobremesa, deixei para a próxima o Nega Maluca (bolo de chocolate com calda de bergamota); Cueca Virada (pecado esse Cueca não ter provado isso! Massa de sonho frita com açúcar e canela, servida com schimia (aqui em SP nós chamamos de geleia) de maçã e sorvete); Cuca com recheio de frutas da época  (que eu amo de paixão); Caviar de Gringo (sequência de degustação com influência italiana, alemã e açoriana. Sagu de vinho branco e vinho tinto com creme de baunilha, ambrosia direto do tacho, doce de abóbora e papo de anjo), entre outros doces. Sorvete de Chimarrão O Quintana Bar  também funciona como um empório, vários produtos típicos do Sul podem ser comprados para levar para casa,  como embutidos, queijos serranos, vários tipos de erva mate, vinhos, cachaças,  cervejas e ainda  pães e bolos típicos feitos na casa. Em gauchês corrente, o  Quintana Bar  foi uma surpresa tão boa que: “Bah tchê!” Farrapos- infusão de vodka com erva-mate, mel branco e néctar de abacaxi servido na cuia - um drink da casa que merece ser provado (fotos Jane Prado)

  • Cabaña del Asado Pinheiros

    Fui conhecer a nova unidade do restaurante argentino Cabaña del Asado que inaugurou em Pinheiros seu quarto endereço. O casal de empresários Alexandre e Patrícia Mora, acertou ao contratar para a nova casa o especialista em grelhados Rogério Alves Ribeiro (que já passou por churrascarias conceituadas da cidade como Rubayat e Varanda). Provei um Prime Rib (com mais de 600 grs) bastante saboroso e suculento; carne de boa procedência (raça Angus), aperfeiçoada pelo grande trabalho à grelha do mestre Rogério. Picada Cabaña (Prime Rib na versão “ Picadas Argentinas ”) - foto Newton La Scaleia No Cabaña del Asado Pinheiros funciona assim, você escolhe sua carne: Prime Rib, Bife de Tira, Carré de Cordeiro, Rib Eye, New York Steak (todas essas na minha visita custavam R$79 – maio/2014); Bife ancho, Chuleta, T bone s/ osso, Ojo de bife, Assado de tira (R$68); Bife de chorizo, Bombom, Entrecot (R$59) e ainda há Galetinho de leite (R$59) e Filet de Salmão (R$68). Carne escolhida, todas elas serão acompanhadas de salada, arroz biro-biro, arroz branco, farofa da casa e batata frita. Também tem uma sobremesa do dia inclusa no final. Se você quiser dividir uma das carnes, vale à pena. Lembra que eu citei que meu Prime Rib tinha mais de 600 grs? Coisa dos Flintstones! Nesse caso, paga o valor da carne escolhida, mais R$29,90 que dá direito a todos os acompanhamentos para duas pessoas. Vejo vantagem nessa conta! Há também opções, desses mesmos cortes de carne, na versão “ Picadas Argentinas ”. Tudo, devidamente, fatiado para degustar em casal ou entre amigos acompanhado de um bom vinho e papo. Bom Cabernet Sauvignon Grand Reserva 2009 (R$95) - encorpado, com taninos aveludados, muita fruta vermelha e complexidade de sabores. Falando em vinho, a carta tem bons rótulos para acompanhar as carnes. Primazia dos argentinos e chilenos, mas há ainda opções vindas de Portugal, EUA, Itália, França e Espanha. Melhor ainda, praticamente toda a carta, oferece aos clientes os vinhos com preço de importadora, conforme me contou Alexandre Mora. Isso quer dizer que o preço que você paga vale o vinho que você bebe! Agustinos Escorial - surpresa da noite que me foi apresentada pelo Alexandre Mora - caro (R$368 na carta da Cabaña e na importadora Expand), mas extremamente interessante - potente, complexo, único.  Mesmo a gente sabendo que o Brasil tem todos esses problemas de impostos, tarará, tarará,…. Quando o restaurante toma essa postura de vender pelo preço de tabela das importadoras ganham todos os lados: cliente (que paga menos e bebe melhor), restaurante (que já ganha de praxe da importadora, cerca de 40% de desconto no preço de tabela e, com preço de carta menor, estimula o consumo dos clientes) e a importadora (que vende mais). Fico me perguntando: pra que os restaurantes precisam colocar ainda mais margem sobre o valor dos vinhos? 40% não está bom? Serviço Cabaña del Asado Pinheiros | Rua dos Pinheiros 764 – esquina com rua Morato Coelho –, tel. (11) 3061-9249. Os três outros endereços Franscisco Morato (Butantã) / Osasco e Granja Viana.

  • Bar da Dona Onça

    Hoje nosso texto vem direto do Bar da Dona Onça . Estrogonofe, picadinho, bife à cavalo, dobradinha, fígado acebolado, carne de panela, arroz, feijão, farofa, croquete de carne, cuscuz, carne moída, macarrão com frango, omelete, rabada, linguiça com ovo frito, bife à milanesa, pastéis, almôndegas, sopa de feijão, feijoada,…. Quem é capaz de ler o nome desses pratos sem ter a vontade de provar algum? Melhor ainda, todos eles quando pedimos, sabemos exatamente o que será servido. É confortável concordam? Carne de Panela e a foto do Estrogonofe abertura do post (Mauro Holanda) Há seis anos quando Janaína Rueda abriu o Bar da Dona Onça ia na contramão do que a maior parte dos chefs pensava em fazer. Havia uma busca pela modernidade, o contemporâneo, a cozinha de autor, as técnicas de cocção modernas vindas do exterior. Enfim, tudo, menos cozinha caseira, era o que os chefs queriam como marca registrada de seu trabalho. Sopa  de Feijão (foto Mauro Holanda) Hoje, há tantas opções de restaurantes com pratos elaborados a serem desvendados que, muitas vezes, nos dá preguiça. É tanta oferta, tanta informação, tantos estrangeirismos, linhas para explicar um único prato, camas (tem alguma coisa embaixo), telhas (tem alguma coisa em cima), que ficamos indecisos. Na verdade, na maioria das vezes, só queremos sair para comer uma comida que nos conforte, que nos faça dar um tempo na correria e tensões do dia-a-dia para degustá-la. Não queremos ter trabalho para escolher, decifrar, interpretar as entrelinhas. Pensando assim, o Bar da Dona Onça parece que hoje está totalmente antenado com a nova realidade, a nova necessidade do mercado. É, por assim dizer, um bar moderno, exatamente porque revisita o passado! Janaína Rueda (foto Mauro Holanda) “É a comida que eu sei fazer, eu cresci no meio dos maîtres, empratado pra mim já é moderno” conta a chef Janaína Rueda em nosso bate-papo. Logo ela chama o Ênio, maître do Bar da Dona Onça , para me contarem dos tempos áureos, onde os maîtres eram as estrelas dos restaurantes. Passeavam com seus carrinhos pelo salão e finalizavam os pratos na frente do cliente. “Hoje não dá, fica impossível sustentar esse trabalho, seriam necessários uns 5 maîtres para o restaurante” diz a chef, acrescentando que, mesmo assim, tem um sonho de montar um restaurante que resgate esse serviço. Croquete de Carne (foto Mauro Holanda) “O Jeffinho (seu marido, o grande chef Jefferson Rueda que comanda o restaurante Attimo ) que também é meu sócio aqui, sempre vai me ajudando com uns toques de modernidade, mas eu não abro mão de fazer esse tipo de comida. Se Gordon Ramsay (chef que comanda  a série de TV Hell's Kitchen ) viesse aqui, ia dizer que estava tudo errado! Tenho 108 pratos no cardápio e acho ótimo!” finaliza a chef, que está mais do que certa porque o Dona Onça vive lotado! Aliás, Dona Onça versus Gordon Ramsay daria um episódio eletrizante, para dizer o mínimo! Feijoada - 4as feiras e sábados (foto Alessander Guerra) Mas tem uma coisa que a a Janaína já está antenada, vem por aí a onda japonesa do Umami (já escrevi  nesse post ). O quinto gosto básico do paladar humano, descoberto há pouco tempo. Aquele que faz com que a gente sinta o que sentiu o temível crítico Anton Ego, ao provar o Ratatouille preparado pelo rato Rémy no desenho animado de mesmo nome. Aquele gosto especial que fica na nossa memória e que desejamos provar novamente, não sabemos nem o porquê. Dona Onça resgata o passado mas sempre de olho no futuro! Sobremesa - Trio Elétrico - pudim imperdível! (foto Alessander Guerra)

  • Café Raiz

    Vocação para o café é o que caracteriza o trabalho de Beatriz Cintra e José Olympio, casal à frente do Café Raiz . Explico, Beatriz vem de uma família de avós cafeicultores na região de Franca (Alta Mogiana), interior de São Paulo; hoje seu irmão mais velho, Sérgio, comanda cinco fazendas produtoras, também na mesma região (duas delas com o certificado Rainforest Alliance e uma inserida no programa Nespresso). As fazendas, além de fornecerem os grãos para o blend do Café Raiz , atendem grandes empresas de café sediadas na Europa. A história de  José Olympio não é diferente, ele também tem no histórico familiar, avós proprietários de cafezais na região da Alta Mogiana. Enfim, hoje o casal, além de comandar o Café Raiz Bar e Restaurante , também cuida da comercialização dos grãos da marca para diversos bares, restaurantes e cafeterias. O blend Café Raiz é 100% arábica, suave, aromático, corpo e acidez equilibrados e boa doçura. Além das formas tradicionais de tiragem do café , o que inclui aí um bom coado em coador de pano levado à mesa; há no cardápio da casa, uma variedade interessante de cafés gelados como o Limoeiro (espresso gelado com suco de limão, sorvete de creme, leite condensado, calda de chocolate e gelo), o Laranjeira (espresso gelado, sorvete de creme, leite condensado, suco de laranjas, calda caramelizada e chantilly) e o Amarena (espresso, sorvete de creme, amarena silvestre, leite e chantilly). E, ainda drinks de café  como Jack Raiz (espresso, Jack Daniel´s, licores de café e pêssego) e o Raiz Conhaque (espresso, sorvete de creme, conhaque e calda de caramelo). No campo das Comidinhas,  Baguete com manteiga na chapa, Tostex diversos preparados com pão de miga, Sanduíches especiais como o Croque Monsieur; entre tantas outras opções de lanches. Aos domingos funciona também o café da manhã completo, em forma de bufê. Falando mais um pouco em café , os clientes podem ainda levar pra casa, o blend Café Raiz , torra clara ou escura, em grãos ou moídos. Se der sorte, você pode chegar lá num dos dias em que o José Olympio está operando a torra dos grãos, é algo mais ilustrativo, porque a máquina produz apenas 1 kg de café por torra (os grãos já chegam torrados na casa), mas vale a experiência. Deixando um pouco de lado a pegada cafeteria e entrando pela linha  Bar e Restaurante , há no cardápio bebidas alcoólicas diversas; drinks; chope; cerveja; caipirinhas e Carta de Vinhos com mais de 60 rótulos entre brancos, espumantes, rosés, tintos e Porto -  de países como África do Sul, Argentina, Chile, Brasil, Portugal, Itália, Austrália, Espanha e França. Na parte dos Comes - no inverno tem um concorrido bufê de sopas todas as noites- e no menu que funciona durante o ano todo, pratos rápidos de massas, carnes, aves e peixes. Alguns preparados com café entre seus ingredientes, como é o caso do Mignon & Café com Pimenta (molho do Café Raiz e poivre vert, purê de mandioquinha e palmito). E, depois que você provar o que bem entender desse extenso e variado cardápio #ficaadica: Não saia de lá sem pedir o bolo de cenoura coberto generosamente com chocolate! Depois não diga que eu não avisei!

  • Cine Café Fellini

    O  Cine Café Fellini   é daqueles achados do tipo oásis no meio da multidão, fica na Augusta dentro do Espaço Itaú de Cinemas . Não é no espaço grande, à direita de quem desce a Augusta para o Centro, é na casinha, em frente, que abriga as salas 4 e 5 de cinema e foi toda reformada; ganhando modernidade nas instalações e mais conforto para o público, sempre ávido em assistir grandes filmes nacionais ou estrangeiros que fogem da linha dos enlatados americanos. Delicioso gastar um tempinho por lá, jogando conversa fora e observando os posters do mestre do cinema italiano Federico Fellini (La Dolce Vita,  8½,  Satyricon, Amarcord - citando apenas alguns filmes em que Fellini foi indicado ao Oscar de Melhor Diretor)  enquanto toma um café coado à moda antiga -com direito à coador de saco e jarrinha com água quente, que chegam à sua mesa, para que você possa passar o seu próprio café na hora. Outra boa pedida é escolher uma fatia de bolo (daqueles simples, sem recheio), há sempre boas opções que ficam expostas no balcão, sob cúpulas de vidro. Café passado na hora no coador de saco + fatia de bolo = uma tarde feliz! Um bom filme para completar o programa então, nem se fala! Acho tão gostoso passar por lá que, muitas vezes, quando estou na Paulista, resolvo descer as poucas quadras até o   Cine Café Fellini independente de assistir um filme ou não. Afinal, A Vida pode ser Doce! Cine Café Fellini

  • Mercadinho Dalva e Dito

    A grife Alex Atala na sua cabeça só inspira grandes cifras? Você acha que qualquer criação do chef, que está no topo da restauração mundial, precisará de grandes planejamentos finaceiros para uma visita? E se eu te disesse que no Mercadinho Dalva e Dito  -anexo ao restaurante de mesmo nome, que pertence ao Atala- você pode encontrar comes com preço de padoca? Éhhhh! Coxinha de frango orgânico R$4, Bolovo R$4, Pão de queijo R$ 4 e  Sanduíche de pernil R$ 14 Os ingredientes utilizados e o cuidado com os produtos é o mesmo do restaurante Dalva e Dito . O pernil, por exemplo, passa por dois dias em salmoura + dois dias em marinada, com legumes, ervas, temperos, pimentas e cachaça. Depois, é assado durante 3 horas. O sanduíche leva 150 g do pernil fatiado + 50 g do molho do próprio assado com os legumes e temperos + pão de baguete, quentinho e crocante. Tudo acompanhado das pimentas do Dalva e Dito. Há também bolos, em formato de bolo inglês, como o de fubá (R$6), de chocolate com banana (R$ 9) e de maçã com canela (R$9) e  ainda, bolo de cenoura com cobertura de chocolate (formato redondo – R$ 15). Além de oferecer a opção de comer numa das mesinhas espalhadas por um amplo sofá, o lugar também funciona como uma rotisseria. É possível levar pra casa: Frango de TV (R$30), Galeto (R$20), Bife à milanesa (200 gr -R$20), Frango a passarinho (400g – R$20), Costelinha de porco (450g – R$20), Salada de batata (200g – R$10), Arroz Branco (150g – R$7) e Farofa Baiana (150g – R$7). No Mercadinho Dalva e Dito , homenagem de Alex Atala aos antigos empórios e mercearias da cidade, há ainda itens de diversas regiões do Brasil e da Retratos do Gosto, marca do chef que investe em pequenos agricultores apresentando seus produtos para o público. Produtos como: o mini-arroz, o fubá branco, a canjica, granolas doces e salgadas e a pimenta baniwa, produzida por uma comunidade indígena da Amazônia. Manteiga de garrafa, azeite de dendê, compotas, bolo de rolo e outros completam o sortimento de produtos. Mercadinho Dalva e Dito todos os preços foram consultados em julho de 2014 Endereço: Rua Padre João Manuel, 1.115, Jardins, São Paulo (SP) Telefone: (11) 3068-4444 Horário de funcionamento Segunda a sábado, das 11h às 21h. Domingo, 11h às 17h. Cc.: Visa, Mastercard, Amex, Diners Estacionamento com manobrista: gratuito Ar-condicionado: sim Área externa para fumantes: sim Wi-fi gratuito

  • Santovino - restaurante italiano e vinhos

    OBS: o Santovino encerrou suas atividades! Atitude! Você tem duas formas de encarar a vida: uma é reclamar e a outra é tomar atitudes. Vinho no Brasil é caro! Blá, blá, blá! Cada um diz que é caro por um motivo. O Governo é o motivo favorito de todos. Não duvido; porque já se vai longe o tempo do Império, mas a Derrama continua. Lá se cobravam os quintos da arrecadação e cá, vamos todos para o quintos e a sanha arrecadatória não se satisfaz. Mas enfim, atitude! ( na abertura do post, foto que fiz da entrada da ampla adega que fica no subsolo do Santovino ) OLIVE ALL'ASCOLANE DEGLI ACCORSI - Azeitonas verdes empanadas recheadas com carnes e embutidos italianos. Receita da famíliaAccorsi, de Venarotta (AP) - Daqueles petiscos que não paramos de comer nunca! Crocantes por fora com o sabor carnudo das olivas verdes logo em seguida! O restaurante Santovino , por exemplo, resolveu colocar em toda a sua interessante Carta de Vinhos o preço da importadora. Isso mesmo! Você paga no vinho bebido no restaurante, o mesmo valor que pagaria comprando direto da importadora. Então os vinhos no Santovino são baratos, você me pergunta? E eu te respondo: Não, não são! Vinho no Brasil é caro! rs. Mas, complemento dizendo que se você pagar por lá R$70 a R$100 numa garrafa de vinho, estará levando essa qualidade à sua taça.  E, não se deixar ser enganado levando gato por lebre,  já é uma das atitudes positivas que podemos começar a tomar para melhorar a situação desse Brasil. Há também na Carta de Vinhos do  Santovino  boas opções em meia garrafa e em taças; inclusive nos vinhos de sobremesa. Só falta, por enquanto, mais opções de vinhos brasileiros. Grande Prosecco Brut italiano do Treviso, que acompanhou muito bem as olivas à moda de Ascoli (foto anterior) e o bacalhau mantecato ( foto abaixo). BACCALÀ MANTECATO - Bacalhau desfiado com azeite extra virgem, fatias crocantes de polenta, azeitonas pretas, tomates sweet grape, aspargos, ovos de codorna e crocante de pancetta - A maciez e delicadeza do bacalhau aveludado e bem temperado, contrastando com a crocância da polenta. Conversando com o chef Paulo Kotzent, descobri que essa prática de vender pelo preço da importadora, foi boa não só pelo fato do consumo de vinho no restaurante, mas também porque muitos clientes acabam comprando os vinhos que bebem por lá para levarem pra casa. Enfim, ganham a importadora e o restaurante, mesmo que os dois tenham que abrir mão de uma fatia da sua margem de lucro. TORTELLI DI COSTOLA DI MAIALE - Massa recheada com costelinha de porco ao molho do próprio assado, erva-doce (funcho), radicchio, favas, cogumelos frescos e Porcini Secos - Meu preferido da noite, daqueles pratos carregados de sabor que ficam na lembrança! Esse Chianti Classico Marchese Antinori acompanhou perfeitamente o Tortelli de costela de porco. Mas vamos à comida!  Porque se os vinhos são de qualidade a comida também é muito boa! Utilizando as raízes italianas de sua família originária do Vêneto, o chef Paulo Kotzent, que anteriormente comandava a cozinha do Piselli, faz no Santovino uma comida autêntica, sem ceder às tentações dos brasileirismos. Seus molhos são rústicos, bem elaborados, tem corpo, ingredientes de qualidade, cuidados no preparo. É bom ver isso numa cidade como São Paulo, um menu que tem personalidade, que está ali para quem aprecia aquele tipo de comida. As massas são produzidas na casa. Seu cardápio é relativamente enxuto, mas atende bem os comensais que esperam uma boa comida italiana (polentas, massas secas, frescas, recheadas, risotos, pescados e carnes, além das sobremesas). É possível pedir meia porção de alguns itens do menu. BRASATO DI VITELLO AL VINO ROSSO - Vitelo marinado e assado lentamente em vinho tinto, servido com purê de batatas com pastas italianas de Tartufo Bianco e Nero, e Mostarda di Cremona (compota italiana de frutas)  - Na degustação que fiz o chef deixou fora as pastas italianas de Tartufo Bianco e Nero para harmonizar melhor com o vinho escolhido (veja abaixo) - achei perfeito o contraste da compota adocicada com a carne ao vinho. Tinto toscano da Tenuta Guado Al Tasso - 50% Cabernet Sauvignon, 30% Merlot, 20% Syrah - ótima combinação com o Brasato de Vitelo e a Mostarda di Cremona. Outro detalhe interessante é a arquitetura do prato: “São as texturas do olhar! Quando o prato não exala calor, em pratos frios e sobremesas, por exemplo, você pouco conta com o aroma. Então é legal brincar com as formas e as texturas” comentou o chef no nosso bate-papo pós jantar. CIOCCOLATO, POLENTA, PERE AL MOSCATO E GORGONZOLA - Mousse de chocolate belga 70%, folhas crocantes de polenta doce, pera cozida ao vinho Moscato e sorvete artesanal de Gorgonzola italiano - Sabores inusitados fazem a minha cabeça! Essa instigante combinação de chocolate com gorgonzola, pera e polenta me conquistou. Para finalizar a refeição, esse interessante vinho de sobremesa grego O ambiente é bastante agradável, bem próprio para degustar uma garrafa de vinho sem pressa, acompanhado de uma boa refeição e um bate-papo em fogo brando. Ao final do saboroso jantar, c onversa com o chef Paulo Kotzent  que me contou tudo sobre seu trabalho no Santovino  e também  a proposta da Carta de Vinhos a preço de importadora. Visitei o Santovino no final de 2013, chequei o valor dos pratos principais agora no início de 2014  e, em sua maioria, oscilavam entre R$42 e R$65. Santovino Ristorante

  • i Dolci do chef Flavio Federico

    Fui visitar a i Dolci , empreitada do premiado chef confeiteiro Flavio Federico , que fica no térreo do Shopping JK Iguatemi. Um quiosque bem bacana com bastante espaço pra comer, tranquilamente, um ou alguns dos doces que enfeitam a vitrine. Pra quem gosta de chocolate , como eu, a i Dolci é o lugar certo para adoçar o paladar. E não é aquele doce doooooceeee que estou falando, é um doce na medida. Aliás, fazer doces na medida, sempre saborosos e intensos, sem serem enjoativos, é marca de Flavio Federico , que mantém há anos um alto padrão de qualidade do que produz. O chocolate reina em forma de Bolo, Mousse, Biscuit, Ganache, Éclair; mas, diferente do que se possa pensar, todos os doces tem seu sabor peculiar. Não é porque tudo é feito com chocolate que precisa ter o mesmo sabor, a mesma textura e apresentação. Para ilustrar,  dois exemplos “chocolatuosos” que provei na minha visita e me deixaram, espantosamente feliz (: Suprema – é o doce mais vendido, pra mim o melhor – Bolo especial de chocolate , recheado com ganache de chocolate e coberto com…. com… CHOCOLATE . Porto – Mousse de chocolate com Vinho do Porto, recheado de geleia de vinho do Porto, sobre base de bolo especial de chocolate . Mas quem não estiver a fim de comer chocolate no dia em que passar por lá tem também Cannoli, Cheesecake, Panna Cotta, Tarte Tatin, Torta de limão, opções é que não vão faltar. Outra dica: o chef faz dos melhores macarons que já provei no Brasil. E, pra completar, os preços dos doces, pela qualidade apresentada e o serviço, são muito bons. Na minha visita a maioria deles custava R$11 (agosto/2014).   Shopping JK Iguatemi - Piso Térreo Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041 Itaim Bibi, São Paulo, 04543-011 T 55 11 3152-6222

  • Casa Mathilde

    O nome da doçaria portuguesa Casa Mathilde está ligado à Fábrica das Queijadas Mathilde fundada em 1850 por Mathilde Soares Ribeiro, em Ranholas,no caminho entre Lisboa e Sintra em Portugal. O rei D. Fernando II, era o mais ilustre admirador das queijadas, tanto que concedeu o selo de fornecedora da Casa Real. De lá pra cá, em 2013, a Casa Mathilde desembarcou no Brasil, com sócios portugueses, e instalou-se na Praça Antonio Prado, no prédio da Bolsa de Valores, no Centro da cidade de São Paulo. O salão amplo, envidraçado, com ares de antigamente, mas completamente reformado, pertenceu nos anos 50 ao primeiro restaurante Fasano. a famosa Queijada da Mathilde De Portugal, além das receitas, vieram os dois chefs confeiteiros (pasteleiros, como se diz por lá), os balcões envidraçados e os fornos. Algumas preparações são iniciadas na casa dos cremes, também conhecida como “casa dos segredos” (fica no subsolo da confeitaria), lá só entram os dois confeiteiros, o acesso é proibido até para os sócios, tudo a fim de manter o sigilo das receitas. No fundo do salão, cozinhas envidraçadas mostram o movimento de funcionários que não param de assar, especialmente os pastéis de nata (ou de Belém como são mais conhecidos). Queijinho do Céu (massa de amêndoas recheada de creme e fios de ovos)  Na longa vitrine da Casa Mathilde mais de 30 tipos de “queijos” (como são chamados os doces em Portugal), a grande maioria com o tom amarelado das gemas. Há ainda pães (que podem ser levados pra casa) como o rústico Pão Alentejano e o Pão com Chouriço (linguiça portuguesa), empadas (camarão, galinha e palmito), folhados e algumas opções de sanduíches que podem ser provados por lá. Mas o que há de sal ocupa um espaço bem mais modesto, quem reina no amplo salão é o açúcar. Entre os doces conventuais (assim chamados porque nasceram pelas mãos das freiras nos conventos): Pastel de Nata (o doce português mais famoso aqui no Brasil - minha foto de abertura da matéria), Pastel de São Bento (com massa folhada e recheio de amêndoas), o Queijinho do Céu (massa de amêndoas recheada de creme e fios de ovos)  os Travesseiros de Sintra (massa folhada enrolando um creme de amêndoas) e as famosas Queijadas da Mathilde (que tem um interior cremoso, bastante característico, como podem ver na foto); para citar algumas opções saborosas que despertam a gula no amplo balcão envidraçado. o tradicional Pão Alentejano Acesse o site da  Casa Mathilde  - clique para ver o  Mapa

  • Bar do Seu Zé empanadas

    O Bar do Seu Zé na Vila Madalena, faz deliciosas empanadas chilenas . O Seu Ananias… -é, o dono do Bar é o Seu Ananias e não o Seu Zé ( e isso é uma longa história!), capricha tanto na saborosa massa de suas empanadas, quanto nos recheios, sempre generosos e bem temperados. Há uma boa variedade de sabores que levam queijos, carnes, frutos do mar, cogumelos e outros vegetais. Já provei com gorgonzola, escarola, abóbora com carne seca, frutos do mar, shimeji, marguerita, carne tradicional, chilota (foto abaixo), três queijos (foto de abertura da matéria), entre outras. Tem algumas que podem ser escolhidas com massa integral. É só chegar, olhar na "vitrine das empanadas" e escolher as que estão em exposição no momento, sem medo de ser feliz! Se você quiser alguma que não estiver por lá, pode pedir que eles assam na hora (desde que a empanada esteja pronta). Vai demorar um pouquinho mas, e daí? Prova outra, enquanto espera! A rotatividade das empanadas no Bar do Seu Zé é grande, o que garante que os salgados na estufa estejam sempre frescos. Os ingredientes são de primeira linha. Nas muitas vezes que comi por lá, tive boas experiências. O molho de pimenta com cebolinha e azeitona, bastante concorrido, é um caso de amor à parte. Chilota - carne picada com ovo, azeitona e passas O ambiente do Bar do Seu Zé é bastante simples: mesinhas e cadeiras no melhor estilo de boteco; com direito a muitas geladeiras de cervejas de amplo consumo, sem espaço para as artesanais. O foco é comer empanadas e tomar uma gelada sem gastar os tubos, em plena Vila Madalena ou Itaim, onde abriu uma nova casa. Acesse o face do Bar do Seu Zé .

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