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  • 5 anos de Prazeres da Mesa - a Festa, o Antes e o Depois

    A festa de 5 anos da revista Prazeres da Mesa foi um grande sucesso!!!! Duro foi entrar e sair dela. Fiquei uma hora e pouco na festa e mais de 3 horas entre tentar deixar e tentar pegar o carro com o manobrista. Sem dúvida o troféu "Pior Serviço de Manobristas da História" vai para... o estacionamento da Estapar do Hotel Hyatt. E por toda essa ineficiência você paga a bagatela de R$20,00. Gente, duas tartarugas passaram por mim na Marginal Pinheiros entraram na festa beberam, comeram e saíram com um copo de saquê na mão tirando um barato da minha cara antes que eu conseguisse parar meu carro. Na saída a festa inteira que estava na fila entre desolação e irritação profunda, batia até palmas quando o carro de alguém chegava. Mas vamos à festa que estava deliciosa. Cheia de gente bacana do meio da gastronomia, com muita bebida e comida boa. Reparem nesse mix de frutas vermelhas com chantily feito de iogurte. Tudo bem levinho que, obviamente, eu devorei primeiro com os olhos e depois com a colher. Em outro post vou falar de um saquê delicioso que tomei e também de um produtor de queijo minas e ricota que gostei muito. O chef Paulo Barros ganhou como Melhor Chef do Ano. O Due Cuochi seu restaurante no Itaim também foi premiado como Melhor Restaurante do Ano E o prêmio Chef Revelação foi para...Rodrigo Oliveira do restaurante Mocotó que fica na Vila Medeiros na zona norte de São Paulo. A chef carioca Flávia Quaresma, mestre de cerimônia da festa O mais badalado chef brasileiro: Alex Atala do restaurante D.O.M. Aqui aguardando seu momento de subir ao palco e receber mais um prêmio Ricardo Castilho, diretor editorial da revista Prazeres da Mesa entrega o prêmio Personalidade da Gastronomia para o chef francês Claude Troigros Esse que vos escreve e Ricardo Castilho E aqui eu com o chef italiano Volmar Zocche - o grande responsável por hoje eu ser apaixonado pela cozinha. Aquele que me introduziu nesse delicioso universo, mostrando com sua competência e jeito de ensinar que a cozinha é um lugar delicioso e não um bicho de sete cabeças. Hoje ele comanda as panelas do restaurante Piove que fica no Itaim. Obrigado chef! E por fim, a equipe da Gastromotiva que ganhou um prêmio inédito, muito bem pensado pelo pessoal da Prazeres da Mesa: Responsabilidade Social. Quem tiver interesse pode conhecer e até apoiar o trabalho deles aqui

  • A incrível jornada do Bolinho Caipira em busca de seus verdadeiros pais

    Era uma vez um Bolinho chamado Caipira. Tal e qual uma lenda, sua história começou um dia faz muito tempo, mas ninguém sabe bem quando nem onde. Assuntando aqui e acolá tem gente que jura de pé junto que ele nasceu pelas mãos dos índios puris (que habitaram em tempos lá pra trás o Vale do Paraíba). Naqueles idos a sustância do moço era composta por farinha, água e peixe. Mas o causo vai além, outras línguas relatam que com a vinda dos portugueses, o bolinho ganhou carne de porco. E hoje também se acrescenta à formosura do dito cujo um bocado de linguiça. Enfim a cara está aí no retrato do Flávio André da Prefeitura de Jacareí. A briga da paternidade é boa, tanto que ele vai ser alvo de festa que começou hoje e vai até domingo. E sabem da maior? Vai virar Patrimônio Cultural de Jacareí. Se alguém tiver outro DNA do Bolinho Caipira que se habilite. Feira do Bolinho Caipira Data: 17, 18 e 19 de julho, das 18h às 21h Local: Pátio do Museu de Antropologia do Vale do Paraíba - Rua XV de Novembro, 143 – Centro – Jacareí Atrações: barracas com os três tipos de bolinho caipira e atrações musicais.

  • Na Festinha do Cuecas cada um traz um pratinho

    No dia 20 de maio de 2008, o Cuecas na Cozinha comemora seu primeiro ano de existência, mas vamos festejar durante o mês inteiro. A partir do dia 1º até o dia 31 de Maio vários blogs amigos são "Convidados Especiais" e participarão da folia trazendo um pratinho diferente por aqui. Quem quiser participar, mesmo não tendo blog, é só enviar uma receita com foto para alesguerra@gmail.com

  • Slow Food não significa comer em Câmera Lenta

    O símbolo do Slow Food que foi fundado na Itália em 1989 é esse aí de cima. Só que não precisa ser lesma, caramujo, ou escargot pra participar do movimento. Na verdade, todo mundo que participa é prá lá de muito ativo. Gente que está preocupada com o que come e tem consciência que suas escolhas alimentares influenciarão o futuro do mundo. E não vá pensando que é aquelas coisas naturebas que o povo só come brotos, suco de alfafa e etc. E também ninguém segura plaquinha e fica falando no megafone na frente do McDonalds. É tudo gente normal, tranquila, limpinha e que come de tudo. Entrem no site https://www.slowfoodbrasil.com/ e vejam que projeto maravilhoso que pensa na biodiversidade, numa forma de produção limpa sem prejuízo ao ambiente ou ao bem-estar dos animais, que valoriza o produtor e motiva diversas comunidades a trabalharem em suas lavouras e perpetuarem a riqueza cultural alimentar de cada país. O site internacional é https://www.slowfood.com/ Ontem fui convidado pela Giu para participar de um evento aqui em São Paulo no restaurante Bananeira . O movimento Slow Food paulista começou a ganhar corpo com a nova líder do Convivium São Paulo - Cenia Salles, consultora de gastronomia e ex-proprietária do Empório Siriúba. A Neide Rigo também está como vice-líder do Convivium São Paulo, e elas já chacoalharam a agenda de encontros em diversos restaurantes, além de palestras e outros eventos culturais, visitas a pequenos produtores rurais e comunidades indígenas e também conseguiram um stand para a participação com apresentação de produtos numa grande feira do setor que vai acontecer em São Paulo. O líder do Convívium de Piracicaba, Paulo Chanel, veio para o encontro com o propósito de aumentar o número de associados nacionais para mil pessoas, a fim de criar o Slow Food Brasil - ganhando assim representatividade internacional. O encontro foi muito gostoso, cheio de gente bacana das mais diversas áreas, o que possibilitou inúmeros bate-papos interessantes. Num mundo tão individualista é bom demais conviver com pessoas, o Slow Food acerta assim um outro ótimo alvo: os relacionamentos. Para quem quiser no dia 17 de abril haverá outro evento no restaurante Dona Lucinha. Para se associar é só entrar no site brasileiro ou internacional. Ou então mandar email para saopaulo@slowfoodbrasil.com . Outra coisa, você pode começar a frequentar os eventos sem ser associado. Só mande seus contatos para o email acima dizendo que tem interesse em receber os comunicados. Dá uma olhada na pequena amostra do que comemos ontem e veja como não vai se arrepender.

  • Contra o espírito de manada ou Por que mataram o Pato Gordo?

    Como todo bom ariano, detesto o espírito de manada. Esse que tem dominado o mundo da gastronomia chega a “pesar no estômago”. Lá vem o seu crítico, que avalia comida como se fosse um CSI (peso, altura, medida, espessura, textura, técnica e por aí vai). E seu crítico diz que aquela comida é genial à imagem e semelhança do chef. E lá vem seu outro crítico que repete a mesma coisa, só que mais enfeitada (afinal não pode fazer feio frente ao outro colega). E logo aquilo vira um mantra e já ninguém sabe mais porque fica sendo repetido. Mas, e eu? Que sou um pobre mortal e gosto apenas que o gosto da comida seja bom. Como faço? Será que eu realmente não sei o que é comer bem? Lavei a minha alma! Eis que nessa semana no caderno Paladar, do jornal Estadão, surge Rogério Fasano dizendo exatamente o que pensa sobre o Fat Duck, restaurante caro e disputado, que fica nos arredores de Londres, com chef endeusado pela dona Crítica. Ele relata sua cara (no sentido monetário, diga-se de passagem) experiência gastronômica como uma das mais desastrosas que já teve. Também concordo com o Sr. Fasano, pra mim comida tem de ter sabor. Quem quer ver espetáculo que vá ao teatro. Não precisamos comer espuma ouvindo o barulho do mar num ipod, que já passou de orelha em orelha.

  • Chocolate - Aula com o chef Frédéric Bau da Valrhona

    Contei por aqui e aqui que fui no coquetel de abertura da Semana Mesa SP , promovida pela pela revista Prazeres da Mesa e o Centro Universitário Senac (Campus de Santo Amaro). Pois bem, fui na abertura e na fechadura do evento. Dia 7 (sexta-feira) último dia, aportei (porque estava uma chuva torrencial) novamente por lá para frequentar algumas aulas. O chef francês Frédéric Bau, representante da marca de chocolates francesa Valrhona deu um espetáculo. Só para se ter uma idéia do nível, estavam presentes, como ouvintes, 3 dos principais chefs patissiers que existem hoje no Brasil: Flavio Federico , Mara Mello e Fabrice Le Nud . Quando falamos em chocolate na nossa cabeça açucarada vem a idéia de sobremesa, de doce. Mas não é por aí. Quando o dito cujo é amargo em torno de 70% de cacau, é um ingrediente com sabor acentuado que pode servir para todo o tipo de prato: entrada, prato principal e sobremesa. É estranho e inusitado para o nosso paladar. Uma experiência de muitas descobertas. Essa terrine de chocolate foi preparada com terrine de foie de pato. Parte do foie foi emulsionado no chocolate (para dar a textura) e outra parte cortada em cubos e misturada. Não me perguntem sobre o resto porque esse prato foi de enfeite, serviu para fotos e filmagens. Nós provamos pedaços da terrine. Ela dissolvia na boca. Era chocolate salgado com terrine de fígado de pato, como posso explicar-lhes isso? Os lagostins ao molho de chocolate, tinham um toque iodado. Mais uma surpresa para o paladar. O chocolate foi preparado como um caldo, entre diversos temperos. Os lagostins, rapidamente fritos. E esse prato também foi de enfeite não faço idéia do que é o vermelhinho. Mas é legal, né? Chef usa o prato como se fosse uma tela de pintura. E aqui umas trufas. Lena lembrei de você! Ganache de chocolate amargo com....com...queijo Roquefort. É minha gente! E ainda tinha um crocantinho, que eu não descobri o que é, porque essas trufas o Frédéric já trouxe prontas, parece que vieram de um evento dele com o Alex Atala. O chef Javier Guillén, assitente do chef Frédéric Bau, prepara as sobremesas. Agora sim, um chocolate que não era salgado. E esse prato não era de enfeite. Degustamos assim mesmo. Numa casquinha crocante um creme de chocolate branco maravilhoso coberto de grapefruit. Uma geléia de Physalis, creme de chocolate amargo e café da Nespresso.

  • 400g Técnicas de Cozinha

    Tudo que você gostaria de saber sem ter que ir para uma faculdade de gastronomia, está nesse livro 400g Técnicas de Cozinha, são: Técnicas, Termos, Métodos de Cocção, Facas, Cortes, Panelas, Fundos, Espessantes, Ervas, Especiarias, Molhos, Sopas, Legumes, Verduras, Cogumelos, Peixes, Crustáceos, Aves, Carnes, Frutas, Doces, Pães, etc, etc, etc. São vários capítulos bem didáticos que vão explicando como fazer, dicas, truques, para que serve, verdadeiras bases da cozinha. Para completar muitos ingredientes com textos informativos e receitas que podem ser preparadas para colocar todos os ensinamentos em prática. Conteúdo preciosamente elaborado com simplicidade por quatro mestres: Betty Kövesi, Carlos Siffert, Carole Crema e Gabriela Martinoli. Para melhorar ainda mais as coisas a chef Mara Salles do imperdível restaurante brasileiro Tordesilhas escreve o capítulo Cozinhas do Brasil. Obviamente, não dá pra aprender tudo só numa lida (o livro é uma fonte de consulta permanente) e claro que quando eu falo que ele traz informações de uma faculdade de gastronomia, vai servir apenas para os amadores como eu e a maioria que segue nosso site de gastronomia. Certamente, não substituirá a graduação daqueles que pretendem seguir carreira profissional. 400g Técnicas de Cozinha é para ser saboreado a cada capítulo, sem stress, sem a pressão do aprendizado rápido. Daqueles que relemos, relemos, relemos...e sempre temos uma coisa nova a aprender. 400g Técnicas de Cozinha - Companhia Editora Nacional

  • Comidinhas: O Livro

    É isso aí minha gente, quem acompanha o blog da Ale Blanco com aquelas dicas de lugares deliciosamente escondidos, vai se esbaldar com esse livro. Agendem aí: 4a feira - 25/03 a partir da 19:30 h lá na Saraiva Mega Store no Shopping Pátio Higienópolis. Eu estarei lá! Parabéns e sucesso! Não disse que eu ia! O livro está uma delícia!

  • Doce Lembrança

    Mais uma vez era véspera de seu aniversário. Ela nasceu numa data tão importante que até a Pátria parava em comemorações. E nós, novamente reunidos em torno daquela panela tão gasta pelas inúmeras raspadas dos anos, tínhamos os olhos vidrados naquele creme espesso de cor marrom caramelo. As forminhas já abertas lutavam por seu espaço nas bandejas. Sim, bandejas, porque era uma festança! E lá ia a minúscula colher de café rumo ao centro do tão utilizado recipiente. Sobe o primeiro naco, pequeno e ainda disforme. Mas logo vem o dedo, a palma da mão e a forma já é redonda, uma bolinha pronta para deslizar na grama de chocolatinhos. Eu cuidava de rolar a pelota no saboroso campo e finalizava a peleja nos recipientes de papel, já bem dispostos no estádio arredondado de metal. Algumas bolotas escapavam das forminhas e entravam por outro canal que mais me apetecia. Lá vinha bronca, e depois sorriso diante de minhas desculpas esfarrapadas. Ela se foi em outra data comemorativa, mas como era importante a tia Cida, merecia mesmo os dois feriados. Embora não tivesse filhos, foi a única mãe que conheci. Há mais de doze anos, eu não provo esse brigadeiro, mas o sabor dessa lembrança: jamais vou esquecer!

  • Tudo o que você gostaria de saber sobre Sakê

    No dia 01 de outubro, é comemorado o Dia do Sake ou Saquê . Não importa o seu jeito de dizer ou escrever sobre essa bebida japonesa, importa se você tem curiosidade para saber o que está bebendo e aprender um pouco dessa cultura, que conhecemos tão pouco, por isso escrevi essa matéria: Tudo o que você gostaria de saber sobre Sakê. Pois bem, nesse post a Yasmin Yonashiro (sake sommeliere do restaurante Kinoshita e embaixadora do sake Jun Daiti no Brasil, que agora pertence ao grupo Diageo) deu uma aula muito paciente e explicada sobre o assunto: história do sake, curiosidades, tipo de arroz e processo de preparo do sake, categorias de sakes, tipos de sakes, como servir e conservar o sake , entre outras coisas Porque 01 de outubro se comemora o Dia do Sake? Porque é o dia que inicia o processo de produção do sake e termina o processo de produção de arroz no Japão E a história do sake? Os primeiros indícios sobre sake surgiram em 300 A.C. Sake era considerada a bebida dos deuses, e existe uma lenda que só podia ser produzido por mulheres virgens por serem puras. Então, elas mastigavam o arroz cozido e morno e cuspiam no tacho. Então era produto puro do processo de fermentação da saliva e nesta época o sake ainda era comido e depois passou a ser bebido. O ideograma sake significa bebida alcoólica ou bebida com mais de 1% de teor alcoólico, mas no Brasil e no resto do mundo sake é conhecido como o fermentado de arroz. Qual o tipo de arroz usado e como é o processo de preparo e fermentação da bebida? O arroz próprio para produção de sake chama-se “Sakamai” ou “Shuzoh Koutekimai”. Porém, alguns sakes são produzidos por uma mistura do Sakamai com o “Shokumai” ou “Ippan Mai” que é o arroz para consumo no dia a dia do japonês. Após a colheita do arroz, o grão é polido e lavado. Essa etapa é bem importante, pois define muito a característica do produto e a categoria que ele vai ocupar. O objetivo é usar o “miolo” do grão de arroz (a parte mais branca do grão), onde há a maior concentração de amido, a real matéria-prima da bebida. O processo de fermentação para a produção do sake envolve duas etapas: inicialmente é necessária a transformação do amido contido no grão de arroz em glicose e então ocorre a transformação da glicose em álcool. A primeira etapa ocorre com a participação de um fungo chamado de “koji-kin”, que contém a enzima capaz de transformar o amido do arroz em glicose. O koji-kin é obtido através da cuidadosa manipulação de uma massa inicial de arroz cozido e água, chamada de “koji”. Essa massa koji, repleta do fungo cultivado e propagado, será adicionada à mistura de arroz e à água e transformará o amido em glicose. A transformação da glicose em álcool ocorrerá com a adição do levedo responsável pela fermentação alcoólica, chamado “shubo”. Depois, mistura-se o koji ao shubo, à água, e ao arroz cozido e inicia-se o verdadeiro processo de fermentação chamado de “moromi”. Num determinado tipo de sake – denominado Honjouzou-shu – é acrescido álcool etílico após o processo de fermentação concluído. Depois de fermentada, a bebida é filtrada, pasteurizada e maturada, quantas vezes o tipo do sake indicar necessidade. Quais as categorias dos sakes? O detalhe principal que determina a categoria do sake é o percentual de polimento ou o seu beneficiamento. Existem também outros quesitos como: o fabricante, a região, a definição de grãos de arroz, o trabalho do mestre de produção (Toji),e etc. Daiginjo : “daí” significa “mais” e “guinjo” é de “selecionar para fabricar sake”. Então para a produção de um daiginjo é preciso ter um selecionar um arroz de qualidade 100% sakamai (arroz próprio para sake) e o processo de polimento é artesanal de mais de 50%. Guinjo : “guin” significa “selecionar” e “jô” é “fabricar sake”. O percentual de polimento é de 40% a 49%. O sake Guinjo, são categorizados como premium. Devido às técnicas e procedimentos diferenciados, artesanais e grãos selecionados. Tokubetsu : Significa “especial”. O sakes podem ser produzidos com arroz sakamai (próprio para produção de sake, com núcleo maior) e ippan mai ou kakemai (próprio para comer) Este tipo de sake, devem usar mais de 51% de arroz Sakamai e o restante pode ser preenchido de Ippan Mai ou 100% de arroz Sakamai para premium. O Percentual de polimento deve ser de menos 60%. Os sakes Tokubetsu, podem ser Honjouzou ou Junmai. Honjouzou / Junmai – Sakes mais comuns, com percentual de polimento de menos 70% à 61%. São mais simples, independente de seco ou suave, encorpado ou leve. Quais os tipos? As categorias de sakes definem o nível de sofisticação, porém alguns tipos de sakes também podem valorizar a bebida. Honjouzou-shu – Além de classificar como um sake “padrão” indica que o sake teve a adição de álcool etílico (destilado) após o processo de fermentação. Cerca de 10% do volume contém o álcool extraído de outros ingredientes, o que deixa o sake com um aroma mais fino, leve e fresco. Seu sabor fica mais alcoólico o que agradam bons bebedores. Junmai-shu – “Jun” quer dizer “puro, autêntico e inocente”. “Mai” significa “arroz”. Enquanto o Honjouzou leva álcool etílico na sua composição, no Junmai ele é puro do processo de fermentação do arroz. Nigorizake – Quase todos os sakes, depois da fermentação realizam a filtragem. Com a exceção desse sake, onde o líquido fica turvo e branco. Tem um sabor encorpado, presente e doce. Koshu – Os saquês envelhecidos durantes 5 à 6 meses, os sakes ficam prontos para o consumo. Toda a produção é engarrafada, porém alguns voltam para o interior da adega e continuam o seu envelhecimento em baixa temperatura (15ºC). Um sabor mais presente e envolvente, aroma mais frutado e a cor levemente amarelada. Para as remessas que atingiram o envelhecimento de 3 anos, ganha o título de Chouki Kikan Chozu Shu , e aqueles que chegaram a 5 anos, ganham o nome de Hizoushu. Happou-shu ou Sparking – Sakes com a adição de gás. Normalmente mais doce e devem consumir bem gelado. Sabor refrescante e doce. Namazake – Os sakes passam por duas pasteurizações para neutralizar e eliminar possíveis bactérias que tenham entrado nos tanques. “Nama” quer dizer “original” ou “bruto” e mantém um sabor macio e doce com um tom cítrico. Durante a fermentação, os tanques de sakes não pasteurizados, devem ficar em baixa temperatura, para eliminar possíveis bactérias. Nama Chozou-shu – Após a filtragem, o sake segue para a maturação em baixa temperatura. Após o período, passa somente por uma pasteurização e embalado. Namazumê-shu – Como os demais sakes, a bebida é pasteurizada uma única vez e maturada. Muroká-shu – Sakes que não passam pelo filtro usando carvão vegetal. A filtragem retira as impurezas e purifica o líquido dos resíduos. Sem a filtragem em carvão, o liquido não fica transparente. Genshu – O sake Genshu não passa pelo processo de maturação que a baixa o teor alcoólico de 20º a 16º. Futsu-shu – Sakes produzidos com arroz que não é próprio para sake, ou a predominância do mesmo. Taruzake – Taru, quer dizer, barril de pinho usado até o ano de 1700, quando foram substituídos por tanques de aço. Porém alguns lotes de sakes continuam sendo feitos no taru e apresenta um aroma amadeirado. Sambaijouzou-shu – Durante a 2ºGuerra Mundial devido o momento histórico, o arroz era escasso, e prejudicou a produção do sake na época. Para isso, resolveram adicionar artificialmente, glicose, xarope, ácido sucucínico, ácido láctico e glutamato. O resultado é uma fermentação que rendia, 3 vezes o volume normal, o que apelidou o sake de Sambai (3 vezes) Jouzou (Fermentação). Há classificação por graduação alcóolica? Classificação, não. Mas o sake tem de 14 a 16% de graduação alcoólica na maioria dos casos. Qual a melhor forma para degustar um sake? Ritual de servir, Temperatura adequada, Copo apropriado,... A temperatura varia: o sake pode ser bebido quente, frio, em temperatura ambiente ou gelado, dependendo do gosto da pessoa. O copo adequado é ou uma taça como uma taça de vinho – pois assim o sabor, aroma e gosto podem ser apreciados e avaliados da melhor forma – ou o choko, um copo de cerâmica, muito comum no Japão. O Masu – aqueles copinhos quadrados que são bem populares aqui no Brasil – não são usados para tomar sake no Japão; ele serve apenas para a contagem do arroz e nos rituais de abertura dos tonéis. Depois de aberta, como conservar a garrafa do sake? Em geladeira, dura até uma semana depois de aberto. Depois desse tempo, começa a perder as principais características. Existem sakes ideais para serem tomados puros e outros melhores para serem tomados em drinks? Sim, existem. Os sakes daiginjo e guinjo por serem considerados Premium não podem ser tomados como drink. O consumo dos brasileiros tem aumentado? Quantos %? A que atribui essa procura? De acordo com uma pesquisa encomendada pela Diageo, o consumo do sake tem crescido 30% ao ano. Isso pode ser atribuído à popularização dos restaurantes japoneses e maior acesso ao consumo. Drink Jun Daiti Martini 45 ml de sake Jun Daiti Uma pitada de wasabi 35 ml de Contreau 10 ml de suco de limão siciliano   Onde comprar  Adega de Sake - uma adega onde você acha tudo sobre sake e mais um pouco

  • Dicas Gourmets de Punta del Este

    Viajei para Punta del Este (Uruguai) à convite do Conrad Hotel . Além de conhecer o hotel, cassino e toda a gastronomia do Conrad Punta del Este Resort & Casino , que você lerá em outros posts; tive a oportunidade de visitar lugares bem bacanas dessa região encantadora do Uruguai. Pois aí vão algumas Dicas Gourmets de Punta del Este : Alto de La Ballena – Bodega Y Viñedos ; Finca Babieca ; Quesos Nonno Antonio , Casapueblo e L'Auberge . Alto de La Ballena – Bodega Y Viñedos Grande surpresa da viagem, encontrar uma vinícola que produz vinhos surpreendentes em Punta del Este. O casal Paula Pivel e Alvaro Lorenzo, além da simpática recepção, produz vinhos em pouca quantidade e extrema qualidade como é o caso de seus: Cabernet Franc Reserva (provei o 2008 – se você ainda não provou um vinho com a uva Cabernet Franc, vale à pena conhecer), Tannat – Viognier Reserva (provei o 2010 – aqui a agressividade da uva Tannat foi muito bem suavizada pela delicadeza da uva Viognier – frutas vermelhas, vinho encorpado - harmonizando com flores, muito equilíbrio ), Merlot Reserva (provei o 2006 – esse em uma prova mundial de Merlot se sairia muito bem) e o Cetus Syrah 2010 – que traz no rótulo o olho de uma baleia, representando a região de Punta Ballena, passa por 18 meses em barricas novas de carvalho francês e é daqueles vinhos inesquecíveis, preciosos). Vale a visita pelos bons vinhos (que podem ser comprados por lá com preços que variam de R$50 a R$100 – só que precisa ser em dinheiro – vale pesos uruguaios, reais e dólares) e também pela linda paisagem. Os vinhos são importados para o Brasil pela  La Charbonnade . É preciso agendar a visita – veja no site Alto de La Ballena – Bodega Y Viñedos Finca Babieca Um cenário incrível! A Finca Babieca fica na Ruta del Olivo na Sierra de Los Caracoles, Maldonado, próxima a Punta del Este. Uma paisagem de oliveiras, onde produtores artesanais preparam seu azeite com foco na pequena quantidade e maior qualidade, a fim de competirem no mercado sem disputar com marcas de volume. Victor González levou a um passeio pela sua Finca Babieca , quer dizer, antes nós degustamos seus azeites, servidos copinhos; provamos uma saborosa Paella e depois que fomos andar (porque ninguém é de ferro e tínhamos acabado de provar os vinhos da Alto de La Ballena ). Bem abastecidos, andamos pelo campo de azeitonas, aprendendo que umas são verdes e outras negras, apenas pela exposição ao sol.Todas seguem juntas para a prensagem e tem sabor similar. Outra dica é que, durante a colheita, as azeitonas não podem tocar no solo, para não serem contaminadas pelos organismos que vivem na terra. Bom lembrar  também que não são os tipos de azeitonas que comemos em casa, seu sabor para provar direto do pé é amargo. Imediatamente após colhidas as azeitonas precisam ser prensadas e já se transformarem em azeite. Quanto mais rápido, menor a oxidação e maior a qualidade do azeite. Então vale a dica: ao contrário de alguns vinhos que a idade pode ajudar a melhorarem, os azeites precisam ser consumidos o mais rápido possível, o que vale neles é o frescor. A temperatura de extração do suco das olivas tem de ser sempre menor que 28 graus Celsius, é a chamada extração à frio, que traz mais qualidade ao azeite. Temperatura de extração que é um dos requisitos para que seja considerado extravirgem. Na Finca Babieca são produzidos azeites varietais (feitos com um só tipo de azeitona) e também blends (que misturam mais de um tipo de azeitona). Entre as variedades de oliva plantadas na propriedade estão: Arbequina, Frantoio, Coratina, Leccino, Empeltre e Picual. Um dos grandes e saboros diferenciais da Finca Babieca são os azeites saborizados. Os ingredientes são prensados com a própria azeitona e não colocados depois para aromatizar. Por exemplo, o Alecrim (Romero) vai para a prensa junto com as azeitonas, o mesmo acontece com a casca da Laranja (Naranja), o Gengibre (Jengibre), o Alho (Ajo), o Manjericão (Albahaca) e a Pimenta (Ají picante). É preciso agendar a visita – veja no site Finca Babieca Quesos Nonno Antonio Visita obrigatória para os amantes de queijo, essa queijaria comandada por Marisa Carvalho produz queijos artesanais curados ou frescos, a partir de leite de vaca e de cabra. São receitas exclusivas, cheias de personalidade e preparadas há muitos anos pela mestre queijeira da casa. Entre eles, os tipo: Gorgonzola, Reblochon, Quartirolo Lombardo, Cabrales, Mascarpone, Petit Suisse. Falando em Mascarpone, rola por lá um Tiramissù que também merece ser provado! Você pode passar na Nonno Antonio apenas para experimentar e comprar queijos ou  agendar uma degustação de tábua de queijos e vinhos no próprio local. Se for visitar num sábado à noite, capaz que se depare com show de música ao vivo. É recomendável agendar a visita – veja no site Quesos Nonno Antonio Casapueblo Um lugar único no mundo,obra do artista uruguaio Carlos Páez Vilaró, morto em 2014. Lá funciona um hotel e, ao seu lado, o museu Taller, com obras de Vilaró tanto em exposição quanto à venda. Há ainda um charmoso café que fica na parte mais alta do museu e tem vista deslumbrante para o mar. A Casapueblo foi construída pelo artista durante anos e se tranformou numa escultura gigantesca a céu aberto. O conjunto arquitetônico debruça-se pelo penhasco em direção ao mar e numa tomada aérea é possível perceber que o desenho final da construção lembra o mapa do Brasil.  O pôr do sol é emocionante e fica ainda mais mágico, quando escutamos a linda poesia dedicada ao Astro Rei, que Vilaró gravou e é tocada, todos os dias, enquanto o sol parece mergulhar no oceano. L´Auberge A casa de chá (ou Salón de Té para os uruguaios) L´Auberge   faz parte, embora seja independente, do luxuoso hotel de mesmo nome. Um lugar encantador onde é possível provar uma boa variedade de chás e, melhor de tudo, os waffles que fizeram e ainda fazem a fama da casa. Tudo regado a doce de leite, chocolate, ou o que mais lhe apetecer. Imperdível! Começa assim Aí.... Então....Afe!!!! Todas as fotos desse post foram tiradas por mim.

  • Harmonização de Cervejas com Aves

    Hoje é dia de  Harmonização de Cervejas com Aves . Cortesia do  livro Larousse da Cerveja Harmonização de Cervejas com Aves Frango assado:  Light Lager, Pilsner, European Amber Lager, Light Hybrid Beer, Porter, German Wheat & Rye Beer Frango frito:  Light Lager, Pilsner, European Amber Lager, Light Hybrid Beer, Amber Hybrid Beer, English Pale Ale, American Ale Pato: Bock, English Pale Ale, Scottish & Irish Ale, American Ale, English Brown Ale, Porter, Stout, Belgian & French Ale, Belgian Strong Ale, Strong Ale Codorna: Dark Lager, Bock, English Pale Ale, Scottish & Irish Ale, American Ale, English Brown Ale, Porter, Stout, Belgian & French Ale, Belgian Strong Ale, Strong Ale Peru:  European Amber Lager, Dark Lager, Bock, English Pale Ale, Scottish & Irish Ale, American Ale, English Brown Ale, Porter, Stout, Belgian & French Ale, Belgian Strong Ale, Strong Ale Faisão:  English Pale Ale, Scottish & Irish Ale, American Ale, English Brown Ale, Porter, Stout, Belgian & French Ale, Belgian Strong Ale, Strong Ale Chester:  European Amber Lager, Dark Lager, Bock, English Pale Ale, Scottish & Irish Ale, American Ale, English Brown Ale, Porter, Stout, Belgian & French Ale, Belgian Strong Ale, Strong Ale Linguiça de frango:  Light Lager, Pilsner, European Amber Lager, Dark Lager, Bock, English Pale Ale, Scottish & Irish Ale, American Ale, English Brown Ale, Porter, Stout

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