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- Restaurante em casa
O casal de chefs Celia Miranda Mattos e Gustavo Mattos Vou contar a história da chef Celinha e do chef Gustavo que comandam o Chez Nous Chez Vous lá em Paris. Mas antes, aproveitando o post como sempre faço, gostaria de lançar uma ideia para que muitos estudantes e formados em gastronomia pensem seriamente. Chez Nous Chez Vous Todo mundo quer se formar em gastronomia e comandar um restaurante. Todo mundo quer ser Chef! Agora convenhamos: isso não é lá muito fácil! Um restaurante custa caro! Bem caro! Tanto que é um abre e fecha daqueles! A grande maioria não sobrevive, devido ao alto custo de manutenção. Agora me fala: Porque não abrir um restaurante na sua própria casa? É difícil? Com certeza! Mas, é bem mais provável. Hoje ninguém precisa ter placa, nem ponto. Você tem a internet: o blog, o twitter, o facebook, entre outras ferramentas virtuais. E os amigos, é claro! A proposta aqui é algo bem intimista: dez pessoas no máximo! Você cozinha, serve, interage com seus clientes, que mais parecerão convidados. E pode ter certeza que no final das contas será mais feliz e ganhará mais dinheiro. Mas e a mídia? E a fama? Com a ajuda dos Titãs eu te pergunto: Você tem fome de que? Os Chefs O casal de chefs brasileiros Celia Miranda Mattos e Gustavo Mattos alcançou o sucesso profissional e a realização pessoal sem sair de casa. Formados no Cordon Bleu, fazem de seu apartamento no 15ème arrondissement de Paris, um ponto de encontro da boa mesa. Com vista para a Torre Eiffel, o restaurante Chez Nous Chez Vous, sem nenhuma cara de restaurante, foi concebido para ser uma extensão da casa de seus frequentadores. A hora é marcada e os clientes podem participar do preparo do cardápio; desde um passeio pela feira para escolher os ingredientes até o próprio jantar. “Temos na rua de casa uma quitanda, três açougues, sendo que um deles é especializado em aves e caça. Ainda há padarias, lojas de chocolate, floricultura, especialistas em queijos e vinhos, supermercados e uma feira incrível, que acontece todas as terças e sextas. Em um passeio por ali, não se tem dúvida de que se está mesmo em Paris.”, conta a chef Celinha. Reconhecimento O reconhecimento do trabalho dos chefs, além da satisfação de seus clientes, que é bem mais importante: destaque do The New York Times como um dos melhores "lugares secretos" de Paris; matéria no Le Figaro e participação no programa do GNT "Fora de Casa" , entre outras coisas. Vale à pena viajar pelo site do Chez Nous Chez Vous para conhecer mais sobre o trabalho deles. Pegar receitas, ver fotos e vídeos, dicas de Paris e agora dá também para fazer reservas online. Serviço: Chez Nous Chez Vous Entre em contato para saber mais informações
- Comida de colono italiano - Rio Grande do Sul
No post anterior contei sobre a nova coluna do Cuecas na Cozinha, Calcinhas na Estrada , capitaneada pelas queridas Luiza Estima e Luna Garcia. Pois bem, lá elas começaram a narrar sua viagem ao Rio Grande do Sul , a parada no Mério’s Country Bar e Restaurante e, de lambuja, conseguiram duas receitas: Guimis e Farofa de Pão da Dona Marlize Scheidt. Hoje tem comida de colono e muito carinho que elas receberam da família "dal Pont". Sem mais delongas, fiquem com as belas fotos da Luna e o texto que provoca fome da Luiza. Vacaria "Rumo a Caxias do Sul, guiadas pelas mensagens carinhosas das calcinhas anfitriãs Maria Beatriz e Carol dal Pont, nossas amigas gastronômicas que nos aguardavam cheias de novidades, atravessamos a fronteira Santa Catarina-Rio Grande do Sul logo depois de Lages e de uma chuva fina. A chegada à região das maçãs, em Vacaria, se anuncia nas arvorezinhas típicas plantadas em carreiras sem fim ladeando a pista e no desfile das cooperativas e empresas produtoras. Vacaria é a segunda cidade brasileira produtora de maçãs no país e sede da Rasip, do Grupo Randon, que depois de um grande sucesso empresarial na indústria de carrocerias também bomba com os produtos alimentícios, entre eles a maçã e o saboroso queijo grana padano RAR, que frequenta as melhores mesas e prateleiras do varejo em todo o Brasil e se tornou um case de sucesso agro-alimentício. A Luna queria comer maçã no pé, mas optamos por ser mais discretas e invadir apenas uma barraca que pudesse nos vender a fruta desejada. Passamos pela banca que imaginamos ser a primeira voando as tranças, expressão tipicamente gaúcha para dar ideia de ligeireza, mas a frustração nos dominou quando, quilômetros depois, percebemos que era A ÚNICA!! Ai, ai, ai... Maçã, só no supermercado. Então, seguimos em frente até chegar, finalmente, em Caxias do Sul já tarde da noite, de novo sem bateria (o carregador de carro não funciona). Corremos para o hotel e uma tomada para ligar os fones e chamar as gringas Carol e Tiz, se não perderíamos o jantar que elas estavam preparando desde muito - acho que foram pra cozinha no dia em que pegamos a estrada... Comida de colono italiano - Rio Grande do Sul Comida de colono!! Gente muito fina que sabe cozinhar: galeto, tortei, radicci (hortaliça de sabor amargo típica da região) com bacon e vinagre de vinho e umas coisas muuuito próprias: pien pra comer com crem (assim mesmo), sagu com molhinho de leite, crostoli, a cueca virada. A Tiz e a Carol nos fizeram uma verdadeira festa e envolveram toda a família – a Simone e o Fabio, a Ana Lia e o Fabrício e a agregada Gabi – na nossa aventura gastronômica em busca das comidas de origem da região. Comemos na cozinha, todos reunidos, aconchegados por um carinho e alegria que nos comoveu e que, depois pudemos constatar, é tão típico do povo local quanto a boa comida e vinhos que os representam. Momento inesquecível, que se fosse traduzido em imagem bem poderia ser a Santa Ceia farta com ares mais festivos, com a Tiz ao centro, claro. A refeição se estendeu noite a dentro, regada a espumante brut da vinícola Perini – delicioso. Apresentação dos pratos A apresentação dos pratos e seus significados históricos foi feita pela Tiz, professora e ex-diretora de Gastronomia na UCS (Universidade de Caxias do Sul) e no SENAC Rio de Janeiro, enquanto a Carol, nutricionista da UCS e chef de cozinha graduada no ICIF ( Italian Culinary Institute for Foreigners ), escola de gastronomia italiana instalada na vizinha Flores da Cunha, intervinha com detalhes e curiosidades, ora técnicas, sobre o preparo, ora muito bem humoradas, com curiosidades hilárias. O bom humor do gringo, o descendente de imigrantes italianos que se instalou na Serra Gaúcha no século XIX, é refinado a ponto de rir de si mesmo. O cartunista Iotti , legitimo representante dessa vertente, criou o engraçadíssimo personagem Radicci para alegrar os oriundi com suas tragédias cotidianas em tirinhas nos jornais. Radicci O radicci foi o tema da entrada de nosso jantar. A salada de radicci com bacon é uma instituição na refeição colona. E também o máximo de salada com hortaliças que vamos encontrar – nada de alface, endívias e outras folhas com as quais costumamos colorir nosso prato contemporâneo. Secondo Piato A Tiz fez as honras com o secondo piato : o pien. No jantar, nos foi servido como acompanhamento das carnes (de frango e de boi) cozidas no próprio caldo que o prepara. Ficamos de boca aberta com a explicação e a receita, cheias de detalhes. Tudo muito complexo e com sabores desconhecidos para nós, algo entre a delicadeza e a rusticidade. O pien é, na verdade, o pescoço do frango recheado, ripieno (cheio, em italiano). Uma mistura de carnes, miúdos, pão, parmesão e temperos que recheia o pescoço do galináceo depois de retirado o osso. Um exemplo de sustentabilidade, com o aproveitamento de todas as partes das carnes disponíveis. É servido com crem, uma pasta feita com raiz forte que leva (ou não) beterraba para colorir. A Tiz dá a receita do pien. Pien ou pescoço recheado 1 fígado e 1 coração de galinha 3 colheres de queijo parmesão ralado 1 colher de pão ralado ovo pitada de sal noz moscada ralada a gosto alho, salsa e cebola picados 1 pescoço de galinha limpo ( do qual foi extraído o osso) Picar o fígado e o coração e juntar os demais ingredientes. Rechear o pescoço com a mistura e costurar dos dois lados (fica em formato de salame). Cozinhar o pescoço em um litro de caldo de galinha, durante 30 minutos. Quando estiver fervendo, furar o pescoço com uma agulha para sair o ar. Servir em fatias acompanhado de crem. Tortei de abóbora Em seguida, o terceiro prato assumiu seu posto à mesa: tortei de abóbora com ragu de moela. Que beleza! O pien nos surpreendeu e com ele vivemos a experiência de comer um prato ancestral, com toda a sua história, mas encontrar uma massa recheada coberta com suculento e caloroso molho é como achar hotel com internet (que funciona), banho quente e forte e cama de lençóis muitos-fios que nós, Calcinhas caprichosas, a-do-ra-mos! Galeto Depois da massa, chegamos à hora da verdade, o momento para o qual nos guardamos e que inspirou nossos sonhos mais loucos desde que definimos a serra gaúcha na rota das Calcinhas: ele, o galeto! A Carol se superou – sabíamos que a guria cozinha bem, mas arrasou! O galeto já estava perfumando a cozinha desde que chegamos e saiu do forno dourado e crepitante, para nosso júbilo. Atacamos com as mãos, como deve ser, todas as partes do bichinho que não chega a completar 45 dias de vida para se entregar a nós assim, tenro e saboroso (perdão, Senhor!). Em êxtase, fartas e briacas (Calcinhas responsáveis, fomos de táxi para o jantar), ainda faltava a dose de glicose para nos manter em pé – e vivas. O sagu e os doces ouviram nossas preces e surgiram à mesa, conduzidos pelas mãozinhas da Carol e apresentações da Tiz. Nosso primeiro sagu! Uma receita secreta da Tiz que ela confessou, sob muita pressão abaixo de Perini brut, ter encontrado no pacote de sagu da Corsetti, desaparecida fabricante das bolinhas - ou seja, a receita não existe mais. Mas Maria Beatriz é generosa e abriu o baú para nos ofertar seu segredo nunca revelado. ( a receita do sagu no próximo post ) Fechamos a noite com cafezinho coado e os crostoli (bolinho frito salpicado de açúcar e canela), que ganha o nome de cueca virada por conta do formato divertido: a massa faz uma volta por dentro de si mesma, que lembra a peça masculina quando os “cuecas” chegam em casa e deixam tudo jogado..." “Opa! Acho que isso é com a gente, meus amigos Cuecas! Senti a indireta das Calcinhas na Estrada”
- Restaurante Araucária - Grande Hotel Campos do Jordão
O Restaurante Araucária pertence ao Grande Hotel Campos do Jordão – Hotel-Escola do Senac . Salão do restaurante Araucária - Grande Hotel Campos do Jordão No facebook já postei várias imagens da minha visita ao Grande Hotel Campos do Jordão – Hotel-Escola do Senac . No sábado tive a oportunidade de provar um Menu Degustação do chef Rodrigo Mezadri, que comanda a cozinha do Restaurante Araucária (uma estrela no Guia 4 Rodas). Restaurante que fica dentro do hotel e é aberto às sextas-feiras e sábados, não só para hóspedes, mas também ao público em geral. Anexo ao Restaurante Araucária uma adega com mais de 160 rótulos do velho e novo mundo - premiada como a melhor da região pela Revista Veja Vale & Montanha. O jantar foi harmonizado pelo Ronne, Maitre e Sommelier do Restaurante Araucária. Restaurante Araucária Lombo de bacalhau assado com purê de batatas e miolo de pão crocante e ervas frescas restaurante Araucária - Grande Hotel Campos do Jordão Meu destaque nesse jantar vai para o impecável “Lombo de bacalhau assado com purê de batatas e miolo de pão crocante e ervas frescas”. O lombo do bacalhau estava perfeito, foi dessalgado mas ainda manteve seu sal, o sabor do peixe não foi mascarado por qualquer tempero. O ponto de cozimento deixou-o firme porém macio para soltar em lascas ao toque do garfo. Enfim, o bacalhau estava todo lá, intenso, tenro e bem acompanhado pelo suave purê de batatas, as ervas frescas e os pedacinhos de pão crocante para dar um contraste de textura. vinho neozelandês Saint Clair Vicar´s Choice Sauvignon Blanc 2010 - restaurante Araucária - Grande Hotel Campos do Jordão O vinho sugerido para acompanhar o bacalhau também foi uma das minhas maiores surpresas. O vinho neozelandês Saint Clair Vicar´s Choice Sauvignon Blanc 2010 . Aroma intenso de maracujá maduro e sabor extremamente leve e refrescante, boa acidez - uma harmonia gostosa com um bacalhau tão bem preparado.
- O Staroceské Trdlo de Praga
Voltando à nossa programação normal. Hoje tem nova edição da TV Cuecas na Cozinha. Vou dizer pra vocês uma coisa: Praga é um lugar maravilhoso!!! Vale à pena visitar. No mercado de rua eu provei o Staroceské Trdlo (detalhe em cima da letra c tem um tipo de acento que parece a letra v, que eu não pude colocar porque não existe em meu teclado). Agora pronuncia esse negócio! Nem torcendo a língua e contorcendo o maxilar. Mas, nada que um dedinho apontando não resolva. TV Cuecas na Cozinha Viagem Gourmet
- Budapeste e seu Vörösmarty tér
É nos mercados de rua que encontramos a verdadeira gastronomia local. Nas festas de fim de ano vários deles se espalham por cidades europeias. Uma boa mostra da culinária, artesanato e cultura local a bons preços! Em Budapeste (Hungria), sejam bem-vindos ao Vörösmarty tér. Viagem Gourmet TV Cuecas na Cozinha
- Croque Monsieur pelas ruas de Paris
Hoje é dia de Croque Monsieur! Paris é sempre uma delícia! Em qualquer canto onde estiver andando novas descobertas acontecerão. Para quem gosta de comer, como o dito que vos escreve, é o paraíso na terra. O Croque Monsieur, é um sanduíche francês tradicional - tão simples, quanto delicioso. Gravei esse vídeo ao lado da Catedral de Notre Dame, onde se espalham inúmeros estabelecimentos que colocam as tentações nas vitrines. Na hora que a gente pede eles esquentam e... Afe! O monsieur aqui agradece o croque. Aproveitando, segue uma receita de Croque Monsieur . Viagem Gourmet TV Cuecas na Cozinha
- Opa's Kaffeehaus - Café Colonial
Nova Petrópolis é um reduto alemão, próximo a Gramado famoso por seus Cafés Coloniais e o Opa's Kaffeehaus , uma homenagem ao avô (Opa em alemão), é o único café colonial do Brasil merecidamente estrelado pelo Guia 4 Rodas e agora também pelo Guia Cuecas na Cozinha. O negócio é um capricho! Vestidas com trajes típicos alemães, as moças vão colocando em sua mesa, primeiro ao redor do açucareiro como que formando uma flor, potes diversos - requeijão, requeijão temperado, nata, manteiga, chucrute (é alemão, né gente! e é muito bom), geléias variadas (todas feitas apenas com frutas), mel e aí cesta de pães especiais, frios, queijos, torta de cebola e requeijão, pastelzinho de palmito e tortinha de frango, linguiça cozida, mostarda (mais alemão aí gente), bolos (coco, chocolate com amêndoa, mel, maçã) e ainda tem um carrinho com tortas doces (um seis tipos). Também tem café, leite e um insuperável chá de maçã. Devo ter esquecido alguma coisa porque são 45 especialidades e todas com sabor diferente e bom, pasmem! Olha o cara aí na foto abaixo, pasmou!!!!! Vamos ao carrinho de tortas do final. Tudo é bom, mas há uma inesquecível torta de uva. As uvas (tipo Isabel) estão todas lá com semente e tudo, bem molinhas e azedinhas, com um toque de vinho formando um recheio intenso de uma torta que tem a massa extremamente saborosa e leve. Algo bem rústico e campestre! Só pra sacanear vejam abaixo. Curiosidade – A Origem do Café Colonial Quando os primeiros imigrantes alemães vieram ao Brasil, suas casas eram muito longe umas das outras e por isso, as visitas entre eles eram raras. Dessa forma, quando os colonos se reuniam em uma casa, a dona dessa casa preparava tudo o que sabia cozinhar premiando os visitantes com muita fartura à mesa. Em Nova Petrópolis, o café colonial surgiu na década de 1950, com a senhora Maria Hertel. Dona Maria oferecia a seus hóspedes um Chá das Cinco, mais tarde transformado em Café Colonial, que começou pelo boca-a-boca a fazer tanto sucesso que muita gente de outras cidades passou a visitá-la apenas para degustar as famosas delícias que ela preparava. A idéia pegou e muitas famílias da Serra Gaúcha começaram a oferecer Cafés Coloniais. O Opa’s surgiu em 1986, quando o professor Gerald Kolb, querendo preservar a residência construída por seus pais em estilo bávaro, resolveu juntamente com a família transformá-la em Café Colonial como forma de preservar nesse local a cultura alemã por meio da culinária de da música. Sim, você fica escutando diversas músicas alemãs enquanto degusta o delicioso Café Colonial do Opa’s . Tem coisa melhor!!!! Opa's Kaffeehaus
- Onde comer em Holambra
Estive na cidade das flores, Holambra , cerca de 134 km de São Paulo, e montei um roteiro delicioso de Onde Comer em Holambra . Aproveitando também para dar dicas de pratos holandeses e o que comer em Holambra . Cidade gostosa para passar um final de semana, não só na primavera, quando é tomada por uma multidão de turistas interessados na festa das flores, mas todos os outros meses do ano, quando é mais tranquila para passear e provar a gastronomia local. Vamos lá às dicas de Onde Comer em Holambra . The Old Dutch Restaurante tradicional holandês, que vale muito a visita. Não fica na rua principal do Centro, é um pouco mais afastado, mas dá pra caminhar até lá, tranquilamente. A especilidade do The Old Dutch é o Jachtschotel ( Prato do Caçador ) que pode ser feito com filé mignon (Rund), coelho (Konjin) ou pato (Eend). O restante do prato é igual leva o molho do caçador – um molho escuro, encorpado, forte – feito com cerveja, cebola, maçã e temperos típicos + Hutspot , que é um purê de batatas típico da Holanda – as batatas são cozidas num caldo de vegetais com cenoura, noz moscada, entre outros ingredientes que deixam sabor característico e depois amassadas de forma rústica, você ainda sente alguns pedaços + Appelmoes , que é um purê de maçã bem leve, adocicado, que combina totalmente com o conjunto + Maçãs cozidas + Arroz. Zoet en Zout Confeitaria que tem a deliciosa vista do lago. Enquanto toma um café, prove a tradicional Amarena Gebak (doce de amarena - foto acima), alguma das Vlaai Taart (tortas holandesas) e não esqueça de levar pra casa um pacotinho dos saborosos biscoitos amanteigados, como as Speculaas (bolachas de especiarias). Martin Holandesa Confeitaria e restaurante bem conhecido na cidade, serve, entre outros pratos, uma seleção de panquecas holandesas, as Pannekoek. Panquecas “robustas” (valem uma refeição), preparadas com diversos recheios salgados - que levam queijo gouda, queijo prato e bacon, entre outros ingredientes- ou doces, como maçãs, açúcar e canela. Para completar, ainda podem ser regadas de Schenk stroop – melaço de beterraba. Outra sobremesa, que vale a prova é o bolinho de maçã (Appelbollen). Schornstein Krug Seguindo o mesmo padrão do Schornstein Kneipe, bar da fábrica matriz, localizada em Pomerode (SC), o Schornstein Krug alia roteiro gastronômico com cultura cervejeira. Todos os 6 chopes produzidos pela Cervejaria Schornstein podem ser degustados no local e harmonizados com petiscos típicos da culinária holandesa. É possível fazer uma visita monitorada pela cervejaria.
- Vinícola Salton
Na minha visita ao Vale dos Vinhedos e Serras Gaúchas passei mais uma vez pela imponente Vinícola Salton . Tudo lá é gigante, tudo é mega, tanques e mais tanques de inox para a fermentação Charmat dos espumantes mais vendidos do Brasil. Cerca de metade de toda a produção brasileira é vendida pela Vinícola Salton , o que equivale a mais de 7 milhões de garrafas; além de vinhos produzidos para atender padrões internacionais de qualidade, muitos deles, inclusive, desenvolvidos para o mercado externo; como a linha Salton Intenso , nas variedades Cabernet Franc, Marselan, Tannat e Teroldego. Investir em vinhos com a cara do Brasil, leves, sem ou com pouca madeira, frutados, foi o que ouvi de Daniel Salton, atual presidente da Vinícola Salton , na recente press trip que fiz por lá com a .Doc . Os números da Vinícola Salton são sempre gigantes e crescem de forma exponencial, sempre novos campos a desbravar, novas linhas a produzir. Bom é que 95% da produção de uva é comprada de parceiros, ocupando mão-de-obra de muitas famílias de toda a região. A aposta no turismo do vinho também é grande por lá. Além de agendar visitas pelo site , com acompanhamento competente e profissional, a Vinícola Salton começa a investir em um restaurante próprio para atender os turistas. Segundo Daniel Salton e a chef Idana Spassini, o restaurante deve abrir em breve com a tradicional comida italiana do sul e também com cozinha variada. Foi o que ouvi no nosso almoço em outro restaurante da Vinícola Salton , que hoje só é aberto para jantares com reserva uma vez por mês ou então para eventos. Agora, entre tantos vinhos provados, vejam só uma descoberta bem baratinha esse Classic Cabernet Franc (que custa em média R$15). Falando em Cabernet Franc, está aí outra uva que nós devemos começar a prestar atenção na hora de comprar vinhos de vinícolas brasileiras. Uma uva que foi quase substituída pela Cabernet Sauvignon, volta muito bem para o cenário de produção de vinhos nacionais. Em post anterior já falei para darem atenção a uva Teroldego , agora falo da Cabernet Franc e aproveito para citar mais uma, a Marselan . Na sua próxima compra de vinhos não deixe de levar essas uvas em consideração. Vinícola Salton
- Vinícola Don Guerino
Nessa viagem pela Serra Gaúcha e o Vale dos Vinhedos tive muitas boas surpresas. Algumas já relatei no meu primeiro post de viagem . Agora queria falar sobre uma uva e uma vinícola que me surpreenderam logo de chegada. A uva é Teroldego, anotem aí porque ela começa a produzir grandes vinhos brasileiros e a vinícola é Don Guerino , responsável pelo primeiro e feliz contato que tive com essa uva, bastante nova no Brasil e que, com certeza, veio pra ficar. A vinícola Don Guerino nasceu no ano de 2000, fica em Alto Feliz (RS) é uma empresa familiar, comandada pelo seu Guerino Motter. Bruno Motter é o enólogo (passou bom tempo de seu aprendizado em Mendoza – Argentina) e seu irmão Maicon é o diretor comercial da marca. O primeiro produz vinhos de boa qualidade e o segundo tem uma ótima visão de negócios. A apresentação da marca e dos vinhos foi feita pelo Maicon, que logo destacou seus pontos: para competir no mercado internacional, na verdade, para ganhar mercados, o Brasil precisa apostar no que as pessoas esperam de vinhos brasileiros, que sejam mais jovens, frescos. As frutas devem ganhar das madeiras, o consumo deve ser rápido – ninguém quer mais deixar um vinho por anos na adega; o Brasil também precisa investir em uvas diferentes como a Teroldego (uva italiana que está sendo resgatada no terroir do sul do Brasil) e a Ancellotta (outra uva italiana que também começa a fazer sucesso nas vinícolas brasileiras do Sul) – uvas que são um resgate das origens das famílias italianas que imigraram para a região pelos atuais descendentes, jovens enólogos que comandam as vinícolas gaúchas; as vinícolas precisam se tornar um grande pólo turístico no Sul e, para isso, devem vender sim, em suas lojas próprias, os vinhos a preços mais baixos (que os praticados nas lojas de vinhos espalhadas pelo Brasil) para incentivar o turismo; devemos lutar por bons vinhos brasileiros com bons preços. Muitas das coisas ditas acima parecem óbvias, mas o fato é que poucas pessoas defendem abertamente esse discurso prá lá de correto do jovem diretor comercial da vinícola Don Guerino . Agora vamos falar dessa uva com nome de gente estudiosa. A Teroldego é uma uva que você precisa provar. Pra mim uma deliciosa surpresa. De coloração vermelha rubi intensa, tem aromas de chocolate e frutas vermelhas maduras. Produz vinhos equilibrados com taninos macios e retrogosto agradável. Interessante pra beber com ou sem acompanhamento de comida. Don Guerino Teroldego Reserva foi o vinho provado lá na degustação do Sul – segue a elaboração clássica de tintos, com 50% do vinho repousando por 6 meses em carvalho. Gostei bastante deste vinho que tem um ótimo preço - em torno de R$37. Don Guerino Teroldego Gran Reserva foi o vinho que trouxe na mala com 14 meses de carvalho – excelente vinho, vale a compra, com preço em torno de R$60. Outra boa surpresa que provei da vinícola, foi o espumante Don Guerino Brut Rosé feito 100% com uvas Malbec, com certeza uma influência argentina sobre o enólogo Bruno Motter. Elaborado pelo método Charmat, com segunda fermentação em tanques de inox, o espumante tem uma bela coloração cereja suave, é refrescante com perlage (bolinhas) intenso e persistente. Tem espuma cremosa e um delicioso aroma de frutas vermelhas, rosas e goiaba. Muito bom o espumante e o preço também - em torno de R$30.
- Harmonia dos Sabores - Sofitel Jequitimar
O evento Harmonia dos Sabores - Sofitel Jequitimar do Guarujá já é bastante tradicional. Com edições de Verão e Inverno, a proposta é, sempre em fins de semana determinados no calendário do hotel, levar chefs brasileiros e estrangeiros para apresentarem sua gastronomia aos hóspedes e passantes. (chef Salvatore Loi durante seu workshop) Nesse final de semana fui convidado pelo hotel para conhecer o evento. O chef convidado para o Harmonia dos Sabores - Sofitel Jequitimar era Salvatore Loi, italiano bem conhecido do meio gastronômico por comandar os restaurantes Fasano e, mais recentemente, o Girarrosto do grupo Egeu. A grande novidade, que o chef me revelou em nossa conversa após seu workshop, será a abertura, em breve, do seu restaurante, agora em vôo solo, que levará o nome de Loi. O que esperar? “Vou fazer a minha comida, que é o que as pessoas gostam de comer!” contou Salvatore. Agora deixa eu contar como funciona o Harmonia dos Sabores - Sofitel Jequitimar . Na 6a feira os hóspedes têm direito a um workshop gratuito com o chef convidado, seguido de degustação da receita, tudo acompanhado por taças de vinho. No sábado tem Beer Wave onde o beer sommelier de uma marca de cerveja, apresenta seus rótulos e explica as características de cada uma das cervejas degustadas. Nesse fim de semana foi a Paulaner (evento também gratuito e só para hóspedes) Na noite de sábado é que acontece o grande jantar harmonizado (R$350 por pessoa) no Les Épices sob o comando do chef convidado e com harmonização de vinhos pelo carismático Patrício, maitre sommelier do restaurante . Esse evento pode ser reservado por hóspedes e passantes. Programação 17 a 19 de janeiro - Emmanuel Bassoleil apresentando as influências da França na gastronomia paulistana 24 a 26 de janeiro - Rodrigo Oliveira apresentando as influências nordestinas na gastronomia paulistana 31 de janeiro a 02 de fevereiro - Tsuyoshi Murakami apresentando as influências do Japão na gastronomia paulistana Menu Salvatore Loi Amuse Bouche - Polenta gratinada com gorgonzola e ervas frescas harmonizado com Casillero del Diablo Brut Reserva Valle de Limari Chile Degustação de Massas - Ravioli de Ricota, Lasanha Clássica e Nhoque de batata recheado com cordeiro harmonizado com Terrunyo Sauvignon Blanc Valle de Casablanca Chile Primeiro Prato - Ossobuco de vitela (carne saborosa desmanchando) com gremolada servido com risoto de açafrão harmonizado com Marques de Casa Concha Syrah Valle de Maipo Chile Segundo Prato - Costela de manzo (além de derreter na boca tinha um sabor tão intenso do molho de vinho entre temperos , bacon e cogumelos... que estou nesse momento quase babando no teclado de lembrar) , molho de vinho tinto e purê de batata cremoso harmonizado com Marques de Casa Concha Syrah Valle de Maipo Chile Sobremesa - Tiramisu e cannoli à siciliana harmonizado com Trivento Brisa de Otoño Late Harvest Mendoza Argentina
- Provei a Sachertorte do Hotel Sacher de Viena
Estive em Viena fui ao Hotel Sacher (construído em 1876) e provei a lendária Sachertorte , criada por Franz Sacher em 1832. Antes de mais nada, existe uma controvérsia quanto ao ano da criação. Alguns dizem que a torta foi criada pelo confeiteiro em 1814 para o Congresso de Viena. TV Cuecas na Cozinha Viagem Gourmet







