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  • Onde Comer em Gramado

    Aqui vão algumas dicas de Onde Comer em Gramado . Viajei para essa cidade deliciosa do Rio Grande do Sul -com boa estrutura para o turismo e que tem sempre novidades a serem exploradas, especialmente as gastronômicas- e montei um roteiro saboroso. Para a seleção dos lugares Onde Comer em Gramado , levei em conta a relação de preço/qualidade e também pensei em espaços charmosos, gostosos de ficar, tanto para um café quanto para uma refeição completa. Dá pra fazer esse roteiro gastronômico em apenas 1 dia de comilança (eu fiz! rs). Onde Comer em Gramado Josephina Restaurante O Josephina Restaurante tem aquela cara de aconchego de bistrô parisiense, desde a sua fachada. Possui alguns ambientes, sempre com decoração diferente; mas o mais gostoso mesmo é ficar nas mesinhas da calçada observando o movimento da Rua Pedro Benetti, ao lado da igreja São Pedro, tão famosa em Gramado. O cardápio reúne sopas, cremes, massas, carnes e peixes. Mas já que a minha comilança pela cidade seria grande. Optei pelo Suflê Margherita – (mussarela, tomate e manjericão - acompanha Pão Josephina e saladinha ) um saboroso e suculento omelete, muito bem recheado e acompanhado do macio pão feito na casa. Eu sabia que iria comer outras guloseimas pela cidade, mas não poderia deixar de provar uma especialidade do Josephina Restaurante , o Eierbrot  (pão Josephina empanado com açúcar e canela. Acompanha calda de vinho).  Pensem numa coisa boa que dá vontade de comer outra vez! Josephina Restaurante Casa Vittorio Falando em ambientes aconchegantes, uma parada na Casa Vittorio é obrigatória! A Casa Vittorio  é um dos cantinhos mais charmosos de Gramado , dá pra ver pelas fotos que ilustram a matéria. A fachada convida para entrar e o interior pede uma pausa, para degustar qualquer das ofertas do cardápio, com bastante calma e um bom papo. São mais de 60 tipos de chá a granel, que você escolhe na hora, direto da gaveta de metal, para serem preparados. Se quiser, pode levar qualquer um deles pra casa. Para quem não gosta de chá, há opções de café. Horá do chá, lá vem os bules de porcelana branca sobre rechauds e com um detalhe na tampa, que identifica cada um deles para não haver confusão na hora de se servir. Algumas tortas descansam sob cúpulas de vidro, enquanto aguardam para serem degustadas. O apfelstrudel muito bom -maçãs abundantes, úmidas e saborosas + massa fina, crocante e sequinha- vem quente da cozinha e pode ser acompanhado por chantily ou sorvete. Falando nisso a Casa Vittorio também oferece alguns gelatos. Casa Vittorio Cafeteria Bello Gusto Olha que não foi fácil achar uma cafeteria que não oferecesse um espresso queimado. Vários dos que provei estavam com a crema marrom e quase sem nenhuma densidade. Aquele gosto de café queimado, sabem? Mas como eu sou teimoso, e queria dar pra vocês uma opção de café bem tirado em Gramado,  cheguei à Cafeteria Bello Gusto na esperança de que seria aquele o café. E foi! Grãos 100% arábica próprios para Espresso da Bom Jesus (os grãos vem de Minas Gerais para torra artesanal na cidade de Bom Jesus – que fica na Serra perto de Canela). Sidnei Aguiar, proprietário da Cafeteria Bello Gusto tirou um bom espresso e foi muito atencioso, não só comigo, mas com todos que estavam em volta. Prestei atenção nas outras mesas e vi, que muita gente estava voltando porque já havia provado e aprovado o café. Bom sinal! Cafeteria Bello Gusto Av. Borges de Medeiros 2193 Casa do Colono de Gramado Impossível sair da cidade sem passar na Casa do Colono de Gramado  e provar uma das cucas que saem fumegantes do forno à lenha. Difícil mesmo é escolher qual pegar e não cair na tentação de levar todas. Eu gosto muito da de uva! Há também pães fresquinhos recheados com linguiça ou queijo. Coisa boa demais! Dentro da Casa do Colono de Gramado há também outras opções de produtos artesanais como queijos, embutidos, sucos, geleias, biscoitos, etc. Casa do Colono de Gramado Praça das Comunicações ao lado da Rodoviária Casa Garibaldi Delicatessen Mais uma boa surpresa na cidade de Gramado é a Casa Garibaldi Delicatessen . Lá você encontra tudo para preparar uma refeição diferente. Se alugou casa e quer cozinhar, esse é um bom endereço para encontrar muitos ingredientes bacanas, importados de diversos países. Dá pra fazer cozinha Thai, Japonesa, Chinesa, Francesa, Árabe, Alemã, Italiana; enfim, tem ingredientes de muitos lugares do mundo, bem distribuídos nas elegantes prateleiras da loja. Na Casa Garibaldi Delicatessen , os sócios Giovani Marcarini e Márcio Sartori, contam com mais de 1600 itens entre massas, azeites, carnes especiais, frutos do mar, especiarias, temperos, cervejas, vinhos, biscoitos,  chocolates, geleias, etc. Há também uma sessão de Fiambres e Queijos, que podem ser fatiados na hora e produtos a granel como castanhas, frutas secas e cristalizadas. Para completar eles montaram um Café e o Deck para quem quiser fazer uma refeição rápida por lá. Casa Garibaldi Delicatessen Espero que tenha gostado dessas dicas de Onde Comer em Gramado! Caso tenha alguma sugestão, por favor, será um prazer se deixar nos comentários para compartilhar com todos os leitores desse nosso site de gastronomia.

  • Restaurante Escola Senac Blumenau chef Heiko Grabolle

    Durante o  SC Gourmet (leia a matéria completa com dicas de onde comer e beber em Blumenau no link ) tive a oportunidade de provar a boa comida alemã do chef Heiko Grabolle no Restaurante Escola Senac Blumenau . O   Restaurante Escola Senac Blumenau funciona num prédio tombado, restaurado pelo Senac, que já abrigou, em outras épocas, a primeira maternidade da cidade de Blumenau (SC). Além da restauração interna, o Biergarten foi revitalizado. Assim, o restaurante pode se utilizar do espaço e servir no melhor estilo alemão de comer e beber num belo jardim ao ar livre. A comida do  chef Heiko Grabolle  é leve e saborosa. Sinaliza para possibilidades menos encorpadas, da cozinha alemã. Afinal, nem só de  Eisbein (joelho de porco) com Chucrute (repolho) é feita a gastronomia dos alemães. Assim seguiu o cardápio do chef: Currywurst  – salsicha assada com molho de especiarias – o lanche mais vendido nas ruas alemãs. Wurstauflauf - Escondidinho de linguiça Blumenau  (o chef forneceu a receita – leia no próximo post). Zigeunerschnitzel - Escalope de carne suína ao molho de pimentões - o prato mais vendido nos restaurantes alemães. Bananenstrudel - strudel de banana com sorvete e molho de nata – aqui ele quis promover um encontro da cozinha alemã com a brasileira. Para quem quer aprender sobre cozinha alemã  – fica a dica do livro Cozinha Alemã que o chef Heiko Grabolle  lançou pela editora Senac. Créditos foto do ambiente restaurante - imagem do blog do Senac Santa Catarina fotos dos pratos: Alessander Guerra foto do livro: imagem do blog do chef Heiko Grabolle

  • Dicas do que comer em Montevidéu

    Aí vão algumas Dicas do que comer em Montevidéu , capital do Uruguai: Chivitos , Panchos , Fainá, Parrilla, Medialunas , Dulce de Leche e Bocaditos. Pra começo de conversa, os uruguaios são campeões na arte de fazer sanduíches, os Chivitos . Pode ser com queijo, jamón (presunto), carnes, saladas, etc, mas sempre será no capricho. Pode ser no pão ou no prato e, na maioria das vezes, acompanhados de papas fritas. Você encontra em restaurantes, e nos diversos carrinhos espalhados pelas ruas da capital uruguaia. Um lugar, bastante tradicional e que funciona ao ar livre, numa praça bacana, é a Cerveceria La Pasiva na Praça Entrevero . Outra das  Dicas do que comer em Montevidéu  - é imperdível  comer Panchos – um tipo de cachorro quente feito com pão aberto e salsichas Frankfurters e Húngaras. Às vezes cobertos abundantemente com queijo! Fainá é um tipo de pizza, no cardápio fica na parte das pizzas, feita com grão de bico – a textura parece mais com uma torta, é boa pra petiscar. Parrilla , churrasco dos uruguaios, você encontra em vários restaurantes da cidade, mas um dos lugares mais tradicionais é o Mercado Del Puerto , onde vários estabelecimentos expõe suas grelhas erguidas com carnes prontas para saltar no prato. O Roldós , restaurante  centenário, é dos mais procurados no Mercado Del Puerto . Veja esse assado de tira que eu pedi! Bommm Medialunas são um pão folhado em formato de meia lua, parecido com o croissant, mas bem sequinho e crocante. Daqueles que eu como de montão quando chego por lá. Podem ser salgados ou doces. Dulce de Leche pra mim os uruguaios são imbatíveis! Deliciosos, encorpados! Como no café da manhã, no almoço, no jantar, rs. Encontro sempre um bom motivo para comer o Dulce de Leche uruguaio. Bocaditos – uma base fina de bolacha ou alfajor, por cima doce de leite abundante e depois cobertura de chocolate. Fala a verdade! Coisa boa demais! E se você tiver mais  Dicas do que comer em Montevidéu , pela capital do Uruguai ou qualquer outra cidade do delicioso país vizinho, por favor, deixe nos comentários.

  • A História e Onde Comer Cheesecake em NY

    Hoje na coluna Fala Chef quem escreve é o chef patissier Lucas Corazza , que conta pra nós um pouco sobre a A História e Onde Comer Cheesecake em NY , terra da sobremesa icônica. O chef agora tem foodtruck e você acompanha onde estará estacionado pelo no link . A História do Cheesecake A história do cheesecake é mais interessante do que parece. É uma história moderna, diferente do que muitos podem imaginar. Apesar de muitas culturas terem sua versão (os italianos tem a torta de ricota, os franceses um musselina densa entre outros), é nos Estados Unidos que nasce o cheesecake como conhecemos. Antes de tudo é necessário definir os parâmetros do que é considerado um cheesecake. A principal característica dele é um ingrediente básico: Cream Cheese. Sem ele o Cheesecake, mais especificamente o mundialmente famoso NY Style Cheesecake, não existiria. Apesar do nome “Philadelphia cheese” o cream cheese é nativo da cidade Nova Iorque. Esse cremoso queijo nasceu em meados de 1880, onde era fabricado pela empresa Empire Cheese & Co., comprada em 1909 pela Kraft Company. Por volta de 1928 o Reuben’s Restaurant vendia seu cheesecake com o seguinte slogan: "Gather ye all here who have forsaken gloom” (reunam-se aqui todos que esqueceram a escuridão). Pasticceria Rocco Depois de ganhar uma medalha de ouro no “world's fair”, a receita secreta do restaurante virou motivo de inveja. Tanto que seu cozinheiro foi “roubado" e contratado pelo Lindy’s. Lá ele recebeu uma crosta de bolacha e era mais facilmente fatiado, dando o tom da receita como conhecemos hoje em dia. Em pouco tempo, diversos lugares começaram a produzir sua própria versão do cheesecake, mas mesmo depois de o Lindy’s fechar suas portas em 1969, seu sucesso ainda ecoava na cena gastronômica, se tornando um ícone do que era o verdadeiro cheescake. Decidido a quebrar o código da receita secreta do Lindy’s, o editor Craig Clairbone fez um pouco de jornalismo investigativo junto ao Chef Guy Pascal. Por mais de seis meses, o Chef observou um de seus cozinheiros que trabalhara no Lindy’s, fazer seu cheesecake e sorrateiramente criou sua própria receita que muito se assemelhava ao Lindy’s, mas com seus próprio toque. Epicerie Bouloud Ele completou o cheesecake com zests de frutas cítricas, deu um toque de creme azedo e publicou a receita em 17 de Maio de 1977 na Clairbone’s e é esta a receita oficial e aclamada até hoje pelo grande público. Apesar de no mundo moderno o cheesecake ser considerado atualmente pelos chefe patissier uma receita caricata, ele ainda atrai multidões nos lugares mais famosos de NY e diversos chefes fazem releituras cada vez mais complexas dessa sobremesa. No Brasil ele começa a ganhar expressão por suas características de frescor e leveza, mas ainda está longe do sucesso icônico que representa quase como um marco da cidade de NY. Em breve em parceria com o empreendedor Paulo Baroni, abrirei uma loja especializada em cheesecakes, com receitas que estou organizando através de pesquisas e visitas a cidade berço dessa sobremesa. A seguir você pode conferir algum dos melhores (e piores) cheesecakes que provei na cidade de Nova Iorque em um roteiro de dar inveja a qualquer um ! Roteiro do Cheesecake em NY Pasticceria Rocco Acho que um dos melhores - se não o melhor, que provei. Apesar de ser servido em uma folha de papel manteiga e ter comido ele na rua pois a loja estava fechando, desde a leveza do recheio até os morangos doces e frescos por cima, tudo agradou! Imperdível. Epicerie Bouloud Um cheesecake sofisticado, combinando técnicas francesas e americanas. Não poderia esperar menos do que a excelência quando se trata deste chef. Daniel Bouloud é um mago ao criar receitas e dar seu toque pessoal. A própria Epicerie vale a visita, não apenas pelo cheesecake mas pelos doces maravilhosos, pães muito diferentes e queijos que você encontrará apenas por ali. Um programa para passar algumas horas da tarde e se deliciar. Two little red hens Delicioso. Comi o com bluberries por cima e fiquei muito feliz. Na realidade apesar de não surpreender como o do Rocco, é ainda um dos melhores da cidade (considerado pelos moradores) e está nos tops que experimentei. Junior’s Talvez um dos mais tradicionais cheesecakes de NY, tem diversas lojas na cidade. Aconselho visitar a da Grand Central Station depois de comer algumas ostras. é um ponto turístico imperdível da cidade, o lugar é lindo e o cheesecake muito bom. Denso, servido fresco e comi ele puro. Lady M Uma patisserie americana. É a que mais se diferencia entre as "bakeries" e "pastries shops". Sofisticada, com arquitetura clean e sabores novos com acabamentos impecáveis. O cheesecake chama-se "nuage blanche" e é delicado. Mas ao visitar não deixem de comer também o "crepe cake" de chá verde. Cheesecake Factory Apesar de sua fama, o cheesecake não é tão bom quanto outros que comi. Mas foi o lugar com maior variedade de sabores, alguns chegando a ser esdrúxulos e exagerados. A experiência vale à  pena, mas definitivamente não é o melhor que existe e as porções valem por uma refeição. Carlo’s Bakery A bakery do cake boss foi o primeiro lugar que visitei, e depois visitei de novo. Não por que era bom, mas por que quis dar uma outra chance. Foram definitivamente os piores doces da viagem inteira. O cheesecake era mais caro do que os outros e não eram gostosos. Não é de meu feitio falar mal de um lugar, mas a experiência foi decepcionante. Sou um admirador de seu trabalho em modelarem e seus programas, mas definitivamente sua confeitaria sobrevive apenas da fama consolidada pela mídia, pois acredito que com seu crescimento a qualidade em relação a outros lugares com valor igual está muito abaixo deles. Esperamos que tenha curtido  A História e Onde Comer Cheesecake em NY .

  • Madame Formiga brigadeiros

    Madame Formiga , o nome não poderia ser mais apropriado para essa doceria especializada em brigadeiros com atelier no bairro Cambuí, em Campinas. Estou sabendo, e não revelo a fonte, que a Dona Madame Formiga, deseja abrir lojas em São Paulo. Afe! Haja esteira pra correr! Não, ela não é uma brigaderia! Ela tem sim muitos brigadeiros , aqueles redondinhos, confeitados, que a gente está acostumado. São mais de 40 sabores como: Frutas Secas, Pistache, Limão siciliano, Castanha do Brasil, Vinho do Porto, Whisky, Tiramissù, Caramelo Noir, After Eight, Pimenta, Gengibre, Curau e Hortelã, entre tantos outros. Mas o negócio do doce, tão tipicamente brasileiro, extrapola as formas arredondadas, ou mesmo, a versão mais mole, conhecida como brigadeiro de colher . Falando nisso, esse pote amoroso da foto, é recheado com brigadeiro de colher feito com chocolate Lindt. Leva o nome de Panelinha Paris , é conforto puro e merece um Merci Madame! Lá na Madame Formiga , a massa de brigadeiro invade tapiocas, churros, waffles, bolos, mini bolos, tortas e outras sobremesas criativas, que vão fazer com que você queira voltar muitas vezes. Pensa nessa Taça Desejo , que leva mini brownies com 50% de cacau ou branco com amêndoas, redução de frutas vermelhas, brigadeiro tradicional e sorvete (foi sem sorvete na foto). Pensou? Faça uma reflexão profunda sobre esse S’mores com massa de cookies, brigadeiro tradicional e marshmallows tostados. Refletiu? Então, agora é só ir pra Campinas e provar tudo isso in loco, rs. Desculpa aí, hein! Ah! Ia esquecendo de um detalhe, de um carrinho que eu gostaria de ter em casa, para qualquer momento do dia ou da noite, na alegria ou na tristeza. O, já famoso, “Brigadeiro no Tacho” da Madame Formiga invade festas, casamentos e eventos, pronto para cada um dar sua colherada. Babei!  crédito das fotos do “Brigadeiro no Tacho” – Riguetti fotografia e cinema Madame Formiga

  • Onde Comer em Barcelona

    Vou contar aqui algumas Dicas de Barcelona e de Onde Comer em Barcelona . Lugares que visitei na minha viagem e achei que vale conhecer. A capital da região espanhola da Catalunha é uma cidade cara, especialmente pra nós brasileiros que temos essa paridade louca com relação ao euro! Por isso, nessas dicas de Onde Comer em Barcelona , procurei citar estabelecimentos possíveis, com preço acessível. Viajar para a Europa é sempre caro e, na grande maioria das vezes, priorizamos o passeio, conhecer os lugares, e acabamos comendo em restaurantes, bares, cafés, lanchonetes, etc, mais compatíveis com o que podemos gastar naquele dia (muitos casais definem 100 euros como orçamento diário) e dentro do nosso roteiro, quando a fome aperta. Basílica de La Sagrada Familia - passeio imperdível Eu acho que é por aí mesmo, aí vão minhas Dicas de Barcelona, que servem para tantas outras cidades européias: - Descubra lugares por onde estiver andando, fique atento a letreiros, portinhas, praças com mesas na calçada, espaços onde escuta muitos espanhóis ou catalães conversando (um bom sinal que não é só para turistas); - Leia os menus, que ficam à disposição em placas na rua ou portas dos estabelecimentos, é comum terem preço; - A língua catalã (diferente do espanhol, que a gente até consegue entender um pouco) pode te atrapalhar um bocado. Por isso, o ideal, como em toda a viagem, é que você pesquise o nome dos pratos antes de viajar - especialmente pra saber se é carne, peixe, frango, porco, frutos do mar ou vegetal e se é assado, cozido ou frito. sucos naturais no gelo encontrados no  La Boqueria - Fique atento se optar pelo menu com preço fechado (entrada, prato, sobremesa e bebida) será mais vantajoso, ou não, do que pedir apenas seu prato principal e uma taça de vinho (normalmente bons vinhos espanhóis são servidos a 3 ou 4 euros a taça). - Cuidado com as tapas! São convidativas, deliciosas, diferentes e você vai pegando um monte, porque parece tão baratinho 2,3, 5 euros ; mas quando soma tudo o que pegou, sai bem mais caro do que comer uma refeição completa, por exemplo. Cafè d´estiu  lugar idílico que funciona dentro do  Museu Frederic Marès - Água, a gente sempre precisa beber muita durante uma viagem, especialmente quando vamos no verão. Aviso que é bem cara em todos os estabelecimentos! Melhor comprar suas garrafas de água nos supermercados (que custam menos de 1 euro as grandes) e andar com elas durante seus passeios. Na hora da refeição, aproveite e beba vinho ou cerveja, creia, sairá mais barato do que pedir água. Onde Comer em Barcelona , assim como onde comer em qualquer lugar do mundo, é mais uma decisão sua, do seu momento, das suas condições e se eu puder contribuir com minhas dicas, será um prazer! BlackLab  - cervejaria que é parada obrigatória para os apreciadores Abaixo listo 10 Dicas de Barcelona e de Onde Comer em Barcelona: 1 - Se precisar escolher uma obra de Gaudí pra visitar, vá à Sagrada Família (foto de abertura da matéria)! Garanto que é o tipo de obra que nunca verá em outro lugar na sua vida, sem contar que seu ingresso ajuda a continuar a construção imaginada pelo arquiteto. De uma grandiosidade e riqueza de detalhes impressionante, gaste um bom tempo na sua visita. Tem guia de áudio em português de Portugal (alugue porque vale à pena ouvir a descrição de tudo que seus olhos não acreditam estar vendo). Precisa comprar ingresso antes, veja no site . A Casa Batlló , La Pedrera e o Park Güell , são outros bons exemplos do trabalho modernista do famoso artista catalão. 2 - Passeando pelo Bairro Gótico (um labirinto de ruas e praças medievais), próximo à Catedral de Barcelona e do antigo Palácio Real, você encontra um idílico café dentro do Museu Frederic Marès . O Cafè d´estiu é o lugar certo para um descanso nas pernas, enquanto toma um cafezinho e aprecia a paisagem com cara de algum lugar bem distante do passado. 3 – Já que está circulando pelo Bairro Gótico, aproveite para dar um pulo na La Colmena , que existe desde 1849 . Nas vitrines, entre uma ampla variedade de sobremesas, os chamativos Merengues de várias sabores e cores – altos, crocantes por fora e cremosos por dentro; e os tradicionais (produzidos desde a abertura da confeitaria) Caramelos de la casa – preparados e embalados, artesanalmente, são 18 sabores como: mel, eucalipto, alecrim, café, baunilha, groselha, menta e anis. 4 – Certamente em Barcelona você vai circular por La Rambla, avenida histórica que leva até o mar e está sempre apinhada de gente. Claro que acabará passando no Mercat de Sant Josep , mais conhecido como “La Boqueria” , onde encontrará todas as barracas típicas de um mercadão, de frutas e verduras até carnes diversas, peixes e frutos do mar; passando por temperos, especiarias e claro muitos bares e restaurantes, que preparam itens frescos na frente do cliente. Uma boa dica, se estiver por lá no verão, é pegar alguns dos muitos sucos e saladas de frutas, expostos no gelo em algumas barracas. Em viagens comemos tanta coisa, que às vezes só queremos um suco natural e uma salada de frutas para assentar o estômago. 5 – Aproveite seu passeio por  La Rambla e visite a Escribà – tradicional confeitaria catalã, desde 1906, que também tem escola, a  Escribà Academy .  Provei a saborosa Angie – chocolate 70% de cacau com geleia de framboesa e um toque crocante. A sobremesa Rambla, tem bizcocho de naranja (biscoito é bolo),  geleia de laranja, mousse e banho de chocolate 70%, fora a decoração inusitada comestível. 6 – Conhecer o Mercat El Born   é passeio mais que interessante para quem busca um pouco da história do lugar por onde passa. O Mercat El Born é um Centro Cultural moderno, que abriga ruínas e história da cidade de Barcelona. Há um bar e restaurante, bacanas para comer por lá ou então você pode aproveitar pra circular pelas redondezas e conhecer os muitos cafés com mesinhas pra rua e restaurantes como o Orígens – que tem cozinha orgânica, trabalhando com produtores da própria região para fazer pratos típicos catalães ou o Sagardi de culinária basca. Perder-se no labirinto de ruazinhas é uma boa opção para encontrar lojas bacanas de moda e decoração como as da Carrer de Montcada. 7 – Falando em perder-se para encontrar boas surpresas, eis uma delas o Mercat Princesa , que também fica nessa região do El Born. Mercado de tapas, charmoso e aconchegante, com várias paraditas , lugares para comer e beber, como a Croqueta e Co - que oferece uma série de bolinhos fritos na hora, entre eles a Bomba de la Barceloneta (foto acima - batata, carne, empanado e frito na hora. Picante , bastante alho - muito saborosa). 8 – Na região entre o Porto Velho e Barceloneta, encontra-se o Museu de História da Catalunha . Nos arcos desse prédio de tijolo à vista, que abriga a história da região desde o período Paleolítico, muitos cafés e restaurantes, como a cervejaria  BlackLab  onde é possível provar diversos estilos de cerveja produzidas na própria casa, acompanhadas de hambúrgueres, sanduíches e outros pratos rápidos que a BlackLab   oferece. O ambiente descolado, deixa à vista todo o equipamento para a produção das cervejas e é um ponto de encontro para os apreciadores da bebida. Existem por lá umas garrafas retornáveis que as pessoas podem encher com seu chopp favorito e levar para a praia, depois é só devolver na cervejaria, que eles devolvem o valor pago pelo vasilhame. Circulando pela Barceloneta, uma vila de pescadores, há muitos pequenos restaurantes onde é possível provar a tradicional paella de frutos do mar. 9 – Fazer um piquenique no Parque de la Ciutadela , é mais uma deliciosa opção para aproveitar a cidade, especialmente num domingo ensolarado. Bastam um bom vinho ou cava, pão, queijo, jamón e a vontade de apreciar a natureza. 10 – Para finalizar vou dar uma dica de lugar que, na verdade, reúne vários estabelecimentos, são 4 espaços gastronômicos e 4 barras (balcões). O El Nacional Barcelona , construído em 1889, tem uma entrada um tanto escondida na Passeig de Grácia na região do Eixample e faz a linha mais chique. Os preços são um pouco mais caros, mas vale conhecer o prédio e dar uma olhada nos cardápios. Acessando o site do El Nacional Barcelona  você consegue ver todos os preços dos estabelecimentos. Vale uma parada, para essa viagem no tempo, quer seja para uma refeição completa, provar uma tapa ou beber uma taça de vinho. Você viajou pra Barcelona e tem uma lista de lugares especiais? Aproveite o espaço de comentários para deixar suas Dicas de Barcelona e de Onde Comer em Barcelona - se tiver o site do lugar ou endereço será ótimo, porque aí todos os que lerem a matéria, poderão ver também suas sugestões nos comentários. Obrigado pela contribuição!

  • DUO – Bruschetteria & Bottega

    DUO – Bruschetteria & Bottega , está aí um lugar gostoso para quem estiver em Campinas (SP); da cozinha comandada pelo chef Erick Alsaro saem saborosas bruschettas, petiscos e pratos típicos italianos. Penso eu, que um bom italiano a gente reconhece provando os molhos. As massas, certamente, precisam ser boas, mas os molhos… São eles que nos emocionam e nos fazem querer voltar. No DUO – Bruschetteria & Bottega me conquistaram os molhos Bolonhesa e  Pesto, muito bem orquestrados pelo chef Erick Alsaro . O Bolonhesa provei numa entrada imperdível, no melhor espírito chucar o pão na panela fumegante do fogão da nonna. É a Scarpetta alla bolognesa (minha foto de abertura) – molho bolonhesa na cumbuca, acompanhado de pão para raspar o fundo (tá escrito assim no cardápio minha gente, então vamos lá!). O saboroso e equilibrado Pesto , veio sobre a Bruschetta Caprese – tomate italiano, mussarela de búfala, azeitona e pesto. Falando em Bruschettas , no DUO – Bruschetteria & Bottega são 18 tipos. Só ir lá para prová-las, já vale a visita. Os ingredientes, frescos e bem cuidados, harmonizam perfeitamente sobre o pão torrado que lhes dá suporte. Mais duas dicas: a Siciliana (tomate italiano, anchova, cebola roxa, alcaparras, manjericão, azeitona preta, passas e parmesão) e a  Bruschetta de Figo, Queijo de Cabra e Mel. Mesmo que sua opção for ficar nas bruschettas e petiscos da casa, como o Supplì al Telefono (bolinhos de arroz arbóreo com presunto Parma, recheados de mussarela acompanha molho picante), não avançando para os pratos principais, vale à pena dar uma olhada na  Carta de Vinhos do DUO – Bruschetteria & Bottega .   Boa seleção que contempla tintos, brancos, rosés e espumantes; entre italianos, argentinos, chilenos, espanhóis e portugueses, em sua maioria. Ampla variedade de uvas -da temperamental Sangiovese (italiana dos Montalcino e Chianti) às brancas (Chardonnay, Sauvignon Blanc, Torrontés, Viognier e Alvarinho), passando pelas tintas conhecidas (Malbec, Syrah, Cabernet Sauvignon e Pinot Noir) e outras uvas típicas, como a espanhola Tempranillo e a portuguesa Touriga Nacional. O preço das garrafas caem bem em todos os bolsos, sugestões interessantes em torno de R$60 e R$70. Servem também Mezza Bottiglia (375 ml), Quarto litro (250 ml) e Mezzo litro (500 ml). Se o apetite permitir, avance nos pratos principais; algumas pastas como a especialidade da casa – Gnocchi al Gorgonzola (com molho de gorgonzola e espinafre). Quatro opções de risotto como o Alla Zucca, que leva abóbora e linguiça artesanal com erva doce no vinho branco. Entre as carnes: Costelette di Maiale (costelinha suína, assada lentamente, servida com cavatelli (tipo de massa) ao molho do assado. O cardápio é enxuto, mas contempla uma razoável mescla de pratos a bons preços (maioria entre R$30 e R$40 – base Janeiro/2015). É isso minha gente: ambiente bacana, boa comida, vinho de qualidade a preço razoável; tudo convida a uma passada sem pressa pelo DUO – Bruschetteria & Bottega .

  • Restaurante em casa

    O casal de chefs Celia Miranda Mattos e Gustavo Mattos Vou contar a história da chef Celinha e do chef Gustavo que comandam o Chez Nous Chez Vous lá em Paris. Mas antes, aproveitando o post como sempre faço, gostaria de lançar uma ideia para que muitos estudantes e formados em gastronomia pensem seriamente. Chez Nous Chez Vous Todo mundo quer se formar em gastronomia e comandar um restaurante. Todo mundo quer ser Chef! Agora convenhamos: isso não é lá muito fácil! Um restaurante custa caro! Bem caro! Tanto que é um abre e fecha daqueles! A grande maioria não sobrevive, devido ao alto custo de manutenção. Agora me fala: Porque não abrir um restaurante na sua própria casa? É difícil? Com certeza! Mas, é bem mais provável. Hoje ninguém precisa ter placa, nem ponto. Você tem a internet: o blog, o twitter, o facebook, entre outras ferramentas virtuais. E os amigos, é claro! A proposta aqui é algo bem intimista: dez pessoas no máximo! Você cozinha, serve, interage com seus clientes, que mais parecerão convidados. E pode ter certeza que no final das contas será mais feliz e ganhará mais dinheiro. Mas e a mídia? E a fama? Com a ajuda dos Titãs eu te pergunto: Você tem fome de que? Os Chefs O casal de chefs brasileiros Celia Miranda Mattos e Gustavo Mattos alcançou o sucesso profissional e a realização pessoal sem sair de casa. Formados no Cordon Bleu, fazem de seu apartamento no 15ème arrondissement de Paris, um ponto de encontro da boa mesa. Com vista para a Torre Eiffel, o restaurante Chez Nous Chez Vous, sem nenhuma cara de restaurante, foi concebido para ser uma extensão da casa de seus frequentadores. A hora é marcada e os clientes podem participar do preparo do cardápio; desde um passeio pela feira para escolher os ingredientes até o próprio jantar. “Temos na rua de casa uma quitanda, três açougues, sendo que um deles é especializado em aves e caça. Ainda há padarias, lojas de chocolate, floricultura, especialistas em queijos e vinhos, supermercados e uma feira incrível, que acontece todas as terças e sextas. Em um passeio por ali, não se tem dúvida de que se está mesmo em Paris.”, conta a chef Celinha. Reconhecimento O reconhecimento do trabalho dos chefs, além da satisfação de seus clientes, que é bem mais importante: destaque do The New York Times como um dos melhores "lugares secretos" de Paris; matéria no Le Figaro e participação no programa do GNT "Fora de Casa" , entre outras coisas. Vale à pena viajar pelo site do Chez Nous Chez Vous para conhecer mais sobre o trabalho deles. Pegar receitas, ver fotos e vídeos, dicas de Paris e agora dá também para fazer reservas online. Serviço: Chez Nous Chez Vous Entre em contato para saber mais informações

  • Comida de colono italiano - Rio Grande do Sul

    No post anterior contei sobre a nova coluna do Cuecas na Cozinha,  Calcinhas na Estrada , capitaneada pelas queridas Luiza Estima e Luna Garcia. Pois bem, lá elas começaram a narrar sua viagem ao Rio Grande do Sul , a parada no   Mério’s Country Bar e Restaurante e, de lambuja, conseguiram duas receitas:  Guimis e Farofa de Pão  da Dona Marlize Scheidt. Hoje tem comida de colono e muito carinho que elas receberam da família "dal Pont". Sem mais delongas, fiquem com as belas fotos da Luna e o texto que provoca fome da Luiza. Vacaria "Rumo a Caxias do Sul, guiadas pelas mensagens carinhosas das calcinhas anfitriãs Maria Beatriz e Carol dal Pont, nossas amigas gastronômicas que nos aguardavam cheias de novidades, atravessamos a fronteira Santa Catarina-Rio Grande do Sul logo depois de Lages e de uma chuva fina. A chegada à região das maçãs, em Vacaria, se anuncia nas arvorezinhas típicas plantadas em carreiras sem fim ladeando a pista e no desfile das cooperativas e empresas produtoras. Vacaria é a segunda cidade brasileira produtora de maçãs no país e sede da Rasip, do Grupo Randon, que depois de um grande sucesso empresarial na indústria de carrocerias também bomba com os produtos alimentícios, entre eles a maçã e o saboroso queijo grana padano RAR, que frequenta as melhores mesas e prateleiras do varejo em todo o Brasil e se tornou um case de sucesso agro-alimentício. A Luna queria comer maçã no pé, mas optamos por ser mais discretas e invadir apenas uma barraca que pudesse nos vender a fruta desejada. Passamos pela banca que imaginamos ser a primeira voando as tranças, expressão tipicamente gaúcha para dar ideia de ligeireza, mas a frustração nos dominou quando, quilômetros depois, percebemos que era A ÚNICA!! Ai, ai, ai... Maçã, só no supermercado. Então, seguimos em frente até chegar, finalmente, em Caxias do Sul já tarde da noite, de novo sem bateria (o carregador de carro não funciona). Corremos para o hotel e uma tomada para ligar os fones e chamar as gringas Carol e Tiz, se não perderíamos o jantar que elas estavam preparando desde muito - acho que foram pra cozinha no dia em que pegamos a estrada... Comida de colono italiano - Rio Grande do Sul Comida de colono!! Gente muito fina que sabe cozinhar: galeto, tortei, radicci (hortaliça de sabor amargo típica da região) com bacon e vinagre de vinho e umas coisas muuuito próprias: pien pra comer com crem (assim mesmo), sagu com molhinho de leite, crostoli, a cueca virada. A Tiz e a Carol nos fizeram uma verdadeira festa e envolveram toda a família – a Simone e o Fabio, a Ana Lia e o Fabrício e a agregada Gabi – na nossa aventura gastronômica em busca das comidas de origem da região. Comemos na cozinha, todos reunidos, aconchegados por um carinho e alegria que nos comoveu e que, depois pudemos constatar, é tão típico do povo local quanto a boa comida e vinhos que os representam. Momento inesquecível, que se fosse traduzido em imagem bem poderia ser a Santa Ceia farta com ares mais festivos, com a Tiz ao centro, claro. A refeição se estendeu noite a dentro, regada a espumante brut da vinícola Perini – delicioso. Apresentação dos pratos A apresentação dos pratos e seus significados históricos foi feita pela Tiz, professora e ex-diretora de Gastronomia na UCS (Universidade de Caxias do Sul) e no SENAC Rio de Janeiro, enquanto a Carol, nutricionista da UCS e chef de cozinha graduada no ICIF ( Italian Culinary Institute for Foreigners ), escola de gastronomia italiana instalada na vizinha Flores da Cunha, intervinha com detalhes e curiosidades, ora técnicas, sobre o preparo, ora muito bem humoradas, com curiosidades hilárias. O bom humor do gringo, o descendente de imigrantes italianos que se instalou na Serra Gaúcha no século XIX, é refinado a ponto de rir de si mesmo. O cartunista Iotti , legitimo representante dessa vertente, criou o engraçadíssimo personagem Radicci para alegrar os oriundi com suas tragédias cotidianas em tirinhas nos jornais. Radicci O radicci foi o tema da entrada de nosso jantar. A salada de radicci com bacon é uma instituição na refeição colona. E também o máximo de salada com hortaliças que vamos encontrar – nada de alface, endívias e outras folhas com as quais costumamos colorir nosso prato contemporâneo. Secondo Piato A Tiz fez as honras com o secondo piato : o pien. No jantar, nos foi servido como acompanhamento das carnes (de frango e de boi) cozidas no próprio caldo que o prepara. Ficamos de boca aberta com a explicação e a receita, cheias de detalhes. Tudo muito complexo e com sabores desconhecidos para nós, algo entre a delicadeza e a rusticidade. O pien é, na verdade, o pescoço do frango recheado, ripieno (cheio, em italiano). Uma mistura de carnes, miúdos, pão, parmesão e temperos que recheia o pescoço do galináceo depois de retirado o osso. Um exemplo de sustentabilidade, com o aproveitamento de todas as partes das carnes disponíveis. É servido com crem, uma pasta feita com raiz forte que leva (ou não) beterraba para colorir. A Tiz dá a receita do pien. Pien ou pescoço recheado 1 fígado e 1 coração de galinha 3 colheres de queijo parmesão ralado 1 colher de pão ralado ovo pitada de sal noz moscada ralada a gosto alho, salsa e cebola picados 1 pescoço de galinha limpo ( do qual foi extraído o osso) Picar o fígado e o coração e juntar os demais ingredientes. Rechear o pescoço com a mistura e costurar dos dois lados (fica em formato de salame). Cozinhar o pescoço em um litro de caldo de galinha, durante 30 minutos. Quando estiver fervendo, furar o pescoço com uma agulha para sair o ar. Servir em fatias acompanhado de crem. Tortei de abóbora Em seguida, o terceiro prato assumiu seu posto à mesa: tortei de abóbora com ragu de moela. Que beleza! O pien nos surpreendeu e com ele vivemos a experiência de comer um prato ancestral, com toda a sua história, mas encontrar uma massa recheada coberta com suculento e caloroso molho é como achar hotel com internet (que funciona), banho quente e forte e cama de lençóis muitos-fios que nós, Calcinhas caprichosas, a-do-ra-mos! Galeto Depois da massa, chegamos à hora da verdade, o momento para o qual nos guardamos e que inspirou nossos sonhos mais loucos desde que definimos a serra gaúcha na rota das Calcinhas: ele, o galeto! A Carol se superou – sabíamos que a guria cozinha bem, mas arrasou! O galeto já estava perfumando a cozinha desde que chegamos e saiu do forno dourado e crepitante, para nosso júbilo. Atacamos com as mãos, como deve ser, todas as partes do bichinho que não chega a completar 45 dias de vida para se entregar a nós assim, tenro e saboroso (perdão, Senhor!). Em êxtase, fartas e briacas (Calcinhas responsáveis, fomos de táxi para o jantar), ainda faltava a dose de glicose para nos manter em pé – e vivas. O sagu e os doces ouviram nossas preces e surgiram à mesa, conduzidos pelas mãozinhas da Carol e apresentações da Tiz. Nosso primeiro sagu! Uma receita secreta da Tiz que ela confessou, sob muita pressão abaixo de Perini brut, ter encontrado no pacote de sagu da Corsetti, desaparecida fabricante das bolinhas - ou seja, a receita não existe mais. Mas Maria Beatriz é generosa e abriu o baú para nos ofertar seu segredo nunca revelado. ( a receita do sagu no próximo post ) Fechamos a noite com cafezinho coado e os crostoli (bolinho frito salpicado de açúcar e canela), que ganha o nome de cueca virada por conta do formato divertido: a massa faz uma volta por dentro de si mesma, que lembra a peça masculina quando os “cuecas” chegam em casa e deixam tudo jogado..." “Opa! Acho que isso é com a gente, meus amigos Cuecas! Senti a indireta das Calcinhas na Estrada”

  • Restaurante Araucária - Grande Hotel Campos do Jordão

    O Restaurante Araucária pertence ao  Grande Hotel Campos do Jordão – Hotel-Escola do Senac . Salão do restaurante Araucária - Grande Hotel Campos do Jordão No facebook já postei várias imagens da minha visita ao Grande Hotel Campos do Jordão – Hotel-Escola do Senac . No sábado tive a oportunidade de provar um Menu Degustação do chef Rodrigo Mezadri, que comanda a cozinha do Restaurante Araucária (uma estrela no Guia 4 Rodas). Restaurante que fica dentro do hotel e é aberto às sextas-feiras e sábados, não só para hóspedes, mas também ao público em geral. Anexo ao Restaurante Araucária uma adega com mais de 160 rótulos do velho e novo mundo - premiada como a melhor da região pela Revista Veja Vale & Montanha. O jantar foi harmonizado  pelo Ronne, Maitre e Sommelier do Restaurante Araucária. Restaurante Araucária Lombo de bacalhau assado com purê de batatas e miolo de pão crocante e ervas frescas restaurante Araucária - Grande Hotel Campos do Jordão Meu destaque nesse jantar vai para o impecável “Lombo de bacalhau assado com purê de batatas e miolo de pão crocante e ervas frescas”. O lombo do bacalhau estava perfeito, foi dessalgado mas ainda manteve seu sal,  o sabor do peixe não foi mascarado por qualquer tempero. O ponto de cozimento deixou-o firme porém macio para soltar em lascas ao toque do garfo. Enfim, o bacalhau estava todo lá, intenso, tenro e bem acompanhado pelo suave purê de batatas, as ervas frescas e os pedacinhos de pão crocante para dar um contraste de textura. vinho neozelandês Saint Clair Vicar´s Choice Sauvignon Blanc 2010 - restaurante Araucária - Grande Hotel Campos do Jordão O vinho sugerido para acompanhar o bacalhau também foi uma das minhas maiores surpresas. O vinho neozelandês Saint Clair Vicar´s Choice Sauvignon Blanc 2010 . Aroma intenso de maracujá maduro e sabor extremamente leve e refrescante, boa acidez - uma harmonia gostosa com um bacalhau tão bem preparado.

  • Budapeste e seu Vörösmarty tér

    É nos mercados de rua que encontramos a verdadeira gastronomia local. Nas festas de fim de ano vários deles se espalham por cidades europeias. Uma boa mostra da culinária, artesanato e cultura local a bons preços! Em Budapeste (Hungria), sejam bem-vindos ao Vörösmarty tér. Viagem Gourmet TV Cuecas na Cozinha

  • Croque Monsieur pelas ruas de Paris

    Hoje é dia de Croque Monsieur! Paris é sempre uma delícia! Em qualquer canto onde estiver andando novas descobertas acontecerão. Para quem gosta de comer, como o dito que vos escreve, é o paraíso na terra. O Croque Monsieur, é um sanduíche francês tradicional - tão simples, quanto delicioso. Gravei esse vídeo ao lado da Catedral de Notre Dame, onde se espalham inúmeros estabelecimentos que colocam as tentações nas vitrines. Na hora que a gente pede eles esquentam e... Afe! O monsieur aqui agradece o croque. Aproveitando, segue uma receita de Croque Monsieur . Viagem Gourmet TV Cuecas na Cozinha

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