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  • AE!Cozinha

    Grata surpresa se esconde num sobrado despretensioso na Vila Mariana, o AE!Cozinha. Por lá o chef Ygor Lopes executa o menu com técnica apurada e muito respeito aos ingredientes. A delicadeza dos sabores e os pontos de cocção cuidadosos, lembram a boa cozinha francesa. Os ingredientes brasileiros de pequenos produtores artesanais e os toques criativos do chef, dão ares de contemporaneidade e brasilidade ao AE!Cozinha. “Temos como objetivo aproveitar ao máximo o ingrediente disponível na época e usar produtos brasileiros, valorizando assim, o que temos de melhor” explica o chef. Dessa forma, ao elaborar um prato, Ygor pensa na utilização do ingrediente como um todo (caule, flores, folha etc), aplicando diferentes técnicas para aproveitar cada parte do alimento. Com cardápio enxuto e sazonal o restaurante recebe, por exemplo, semanalmente, a lista de vegetais ofertados por seu fornecedor de orgânicos. Então, a partir dessa lista, o menu é elaborado e não o contrário. O mesmo acontece com os peixes que, assim também mudam de acordo com o frescor e a oferta. Falando em vegetais, nos conta o chef: “Tenho como referência na minha cozinha a forte presença dos vegetais, pois isso me obriga a usar minha criatividade e a pesquisar novas técnicas e tendências, além obviamente do meu gosto pessoal. Em minha opinião, seria muito mais cômodo utilizar ingredientes que, por si só, trazem alto sabor e textura. O uso de produtos considerados mais simples, me ajuda a sair da minha zona de conforto. Abrangendo também um pouco do conceito sustentável do restaurante. O uso dos vegetais é um recurso para diminuição do consumo de carne, o qual sabemos que gera um grande impacto ambiental e, por isso deve ser reduzido”. Pastel de Queijo Lua Cheia, Croquete de Milho, Presunto Royale AE! e Picles AE!Cozinha Antes de mais nada cabe deixar claro, até mesmo por tudo que já escrevi, que o menu muda constantemente. Então, mergulhe de cabeça na proposta, sem medo de ser feliz! A gente por aqui está acostumado com longos cardápios cheios de mais do mesmo; quando, na verdade, deveríamos aprender a aceitar as sugestões do chef. Enfim, ninguém mais apropriado do que ele para indicar o que há de melhor em cada dia. Pois bem, dito isso vamos ao menu servido quando estive no AE!Cozinha Espaguete de abobrinha e peixinho (PANC). Menu Os pratos podem ser pedidos individualmente R$27 a R$48 ou então, no menu que inclui entrada, principal e sobremesa (R$95). Há sempre  três opções de cada à escolha, as mesmas do menu à la carte. Vale ouvir atentamente as sugestões do Felipe Fragione, um dos sócios da casa que cuida do salão. Couvert Desde já informo, esse não é um restaurante para se visitar com pressa. Então comece por uma ou mais sugestões do couvert. No melhor estilo política da boa vizinhança, o pão de fermentação natural do restaurante é da padaria Breading Co. , que fica ali pertinho do AE!Cozinha. Vem acompanhado de manteiga da casa e delicado parfait de foie de galinha com vinho do porto e cachaça (R$15) De comer aos montes, o Pastel de Queijo Lua Cheia é servido com molho de pimenta AE! (5 unidades - R$19) O queijo Lua Cheia tem casca de cinzas vegetais e mofo branco com interior macio e sabor marcante. Outra boa pedida é o Croquete de milho verde, ricota defumada, queijo Tulha e pó de pipoca (6 unidades - R$18). Preparado pelo chef,  o Presunto Royale AE! utiliza copa lombo suína, que passa por salmoura (sal, açúcar, ervas frescas e água), depois uma cocção a baixa temperatura e enfim, defumação. Vem acompanhado por picles de cebola e mostarda francesa (R$17). Em breve, Ygor Lopes também pretende introduzir no cardápio uma linguiça artesanal produzida no próprio restaurante. Porccini grelhado Entradas São três as opções de entradas Velouté de abobrinha com espaguete de abobrinha, peixinho (PANC) na tempurá e bottarga (R$29) O  espaguete de abobrinha chegou à mesa bem fininho e longo, tempo de cocção perfeito e foi servido com peixinho (folha de uma Planta Alimentícia Não Convencional – PANC) bem empanado e frito. Porccini grelhado, purê de macadâmia, beterraba defumada e dill (R$37) Macio e carnudo o Porccini veio grelhado ao ponto e escoltado por uma beterraba firme, harmonizando bem com o purê . Outra sugestão foi a Espuma de couve-flor, batata doce fondant, consommé de tomate e camarão seco (R$34). Peixe do Dia Pratos Principais O Peixe do Dia era o carnudo Cherne, preparado na brasa com pele para preservar a umidade, acompanhado de cenoura assada, rabanete e suave caldo de alho poró (R$48). Totalmente comfort food, o Arroz, preparado ao ponto, veio imerso num encorpado caldo de abóbora, acompanhado de rama de brócolis, salada fresca e amêndoas (R$39) Enfim, a Carne Braseada segue para a mesa com canjiquinha cremosa, pinhão tostado e ora-pro-nobis (R$48). E aqui vale destacar mais um ponto, a nobreza da carne está na qualidade do boi e na técnica de preparo do chef. Assim, não se limita ao manjado filé mignon, que é macio por natureza e nunca utilizado nas receitas do restaurante. Por lá, caso você se depare com a palavra “medalhão”, dessa forma mesmo, entre aspas. Creia que é apenas o formato, a carne pode ser, por exemplo, uma saborosa e macia bochecha bovina. Falando nela, se não provou ainda, não sabe o que está perdendo! Arroz com abóbora Sobremesas As sobremesas do AE!Cozinha são um capítulo à parte. Igualmente bem cuidadas pela chef confeiteira da casa Walkyria Fagundes. Seguem os mesmos princípios de técnica apurada, seleção criteriosa de ingredientes artesanais brasileiros e parceria com a vizinhança. Os sorvetes utilizados são da Walnuts , sorveteria artesanal também instalada na Vila Mariana. Entre as pedidas: Éclair de maracujá, ganache de manjericão e sorvete de mel Walnuts (R$27). Curd de limão Curd de limão, castanha do Pará e sorvete de café Walnuts (R$27). O creme de limão ganha o saboroso contraste com o sorvete de café, a maciez dos micro bolinhos e o crocante das castanhas do Pará. Entremet de chocolate de Ilhéus, cupuaçu, whiskey e crumble de cacau (R$27) Devo dizer que sou apaixonado por chocolate e amo essa combinação. Chocolate e cupuaçu é uma mistura deliciosamente azedinha. Pedi à Walkyria que contasse um pouco mais sobre o doce. “Apesar de ser uma sobremesa menos intensa comparada com as demais, ela expressa bem a minha linha de confeitaria. Uma base francesa bem presente com pouquíssimo açúcar e produtos brasileiros. Utilizamos um chocolate orgânico bean to bar da Casa Lasevicius para a mousse, brownie (sem glúten) e o chantilly. Já para o crumble, usamos uma farinha de cacau produzida por eles também. Para completar as camadas (por isso do nome entremet) entra o cupuaçu do Pará quase que in natura". Entremet de chocolate Curiosidades Bean to Bar  significa que o produtor participa de todas as etapas de criação do chocolate, desde a amêndoa até a barra. Tree to Bar significa que o produtor tem todo o domínio do processo, desde a plantação, porque a fazenda de cacau é dele até a produção do chocolate. Café Finalize a refeição com o suave Café (R$6) blend exclusivo da casa torrado pelo Martins Café . Coado na frente do cliente numa Hario V60. Não é sempre que você vai passar por um experimento que parece ter saído de um laboratório. Acompanha um chocolate branco 40% de cacau produzido com leite de cabra também pela Casa Lasevicius . Bebidas Do bar saem coquetéis clássicos como: Dry Martini (R$33) e Mojito (R$28). A novidade é o NetunAE! (R$27), que utiliza o Netuno Gengibre, um destilado típico da região de Caraíva na Bahia. Com apenas 17% de graduação alcoólica, tem cor escura, base de cachaça, forte sabor de gengibre e caju. Os vinhos servidos na carta igualmente seguem a pegada natural e orgânica. Entre as sugestões: Espumante Orgânico Brut Coopeg (Cooperativa de Produtores Ecologistas de Garibaldi) do Rio Grande do Sul (R$87). Bem como o vinho branco português do Alentejo - Argilla 2015  (R$109) Famiglia Faccin Cabernet Franc 2017 Natural (R$94) – produzido em Monte Belo do Sul no Vale dos Vinhedos – RS Há também sugestões em taça que variam em torno dos R$30 Visitado 20 de junho de 2019 Enfim, Anotae! o Serviço AE! Cozinha Rua Áurea, 285 -Vila Mariana tel: 11 3476-8521 Horário da casa: de 5a.feira a 6ª.feira das 18h às 23h Aos sábados das 12h às 15h e das 18h às 13h e aos domingos das 13h às 16h + dicas de restaurantes

  • Jantar Sex and the Kitchen no Wood Hotel Gramado

    Antes de mais nada cabe dizer que o Jantar Sex and the Kitchen no Wood Hotel Gramado foi uma grande experiência. Nada como uma equipe dedicada e pronta para realizar o melhor evento para os hóspedes do hotel e clientes do restaurante. Dessa forma, não só a lotação esgotou como foram necessárias vagas extras, logo preenchidas. E, mesmo assim, não foi possível atender à demanda da lista de interessados, que não parava de crescer. Quem sabe numa próxima? chef Rodrigo Bellora, Alberto G. Martins (B4T Comm ), Rafael Peccin (diretor do Wood Hotel Gramado) e eu. O evento foi planejado, desde o início, com atenção cuidadosa do chef Rodrigo Bellora, da direção do hotel e da assessoria de comunicação ( B4T Comm ). Meu muito obrigado a toda a equipe, pelo sucesso do Jantar Sex and the Kitchen no Wood Hotel Gramado! https://youtu.be/BMUQE1TqO7Q Jantar Sex and the Kitchen no Wood Hotel Gramado – Menu O chef Rodrigo Bellora desenvolveu um menu muito especial baseado na história do romance. Rodrigo é um dos mais talentosos chefs do Rio Grande do Sul, bastante conhecido por sua “Cozinha da Natureza”. Cozinha que já explora no seu restaurante Valle Rústico em Garibaldi, bem como no Wood Lounge Bar & Restaurante. Assim sua proposta é valorizar o orgânico, artesanal, pequeno produtor e local. Logo, seu trabalho é uma exaltação à cozinha gaúcha. Quer saber mais sobre a cozinha do chef? Leia na matéria . Ostras Gratinadas Menu Drink Sex and the Kitchen Ostra gratinada com salsa criola Gravlax ,mini rúcula, creme de butiá em ninho de batata yacon Risoto de aspargos com panceta e queijo artesanais Polpetone de cordeiro com chips de batata doce, espuma de iogurte com menta e tomate fermentado picante Sobremesa de colher de chocolate. Gravlax Experiência gastronômica, literária e artística. Os convidados foram recebidos num ambiente descontraído com DJ e decoração intimista. Logo, um coquetel apimentado assinado pelo barman da casa foi servido, enquanto todos chegavam. Na abertura do jantar Rafael Peccin, gerente do Wood Hotel Gramado deu  boas-vindas ao convidados, contando que aquele era o primeiro evento do hotel, recém-inaugurado. Cedeu então a palavra para o chef Rodrigo Bellora que, sem antecipar as surpresas, falou um pouco sobre o cardápio da noite e a experiência do jantar. Chegou a minha vez, hora de conversar com os presentes e assim também fazer a leitura do primeiro trecho da história. Posteriormente, foram servidos a Ostra gratinada, o Gravlax, bem como o Risoto de Aspargos. Muita animação e bate-papo correndo solto pelas mesas. Pessoas igualmente entusiasmadas com a experiência, que estavam passando naquela noite especial. De olhos bem fechados Hora de surpreender um pouco mais os comensais, propondo algo inusitado. Vendas de olhos foram distribuídas, bem como potinhos com água de lavanda para lavar as mãos. Tal proposta divertiu os convidados e trouxe entusiamo adicional ao jantar. Todos ansiosos pelo que estava por vir no escuro. Comecei então a leitura do segundo trecho da história. Dessa vez eles só podiam me escutar, despertando ainda mais esse sentido. Polpetone de cordeiro e olhos vendados. Logo após o fim da leitura, o próximo prato surgiu, dessa forma, sem talheres para ser degustado com as pontas dos dedos e olhos vendados. Era o Polpetone de cordeiro com chips de batata doce, espuma de iogurte com menta, bem como tomate fermentado picante. Claro que ninguém sabia, hora de colocar outros sentidos para perceber dessa forma os alimentos, sem olhá-los durante a refeição. Fim da experiência todos retiraram suas vendas e não se continham em conversar animadamente pelo que haviam vivenciado. Deixamos os comensais divertindo-se, conversando e bebendo vinho. Muito além da sobremesa. Enfim, chegou o momento que antecede a sobremesa. Fiz meu último trecho de leitura e, num ensaio combinado, minhas últimas palavras foram a deixa para a entrada de um número musical. Quão surpresos e extasiados não ficaram os presentes, mas a novidade não parou por aí e logo, entrou a bailarina vestida de espartilho e cinta liga. E os dois artistas talentosos fizeram uma performance sensual de música e dança. Claro que tudo isso seria mais que suficiente para tornar a noite inesquecível. Afinal, tínhamos boa comida, bebida, literatura, papo, música e dança. Bem como pessoas alegres e, nesse momento, totalmente envolvidas com a proposta do evento. https://youtu.be/szaUpf8nO9I E tem mais! Mas Felipe Peccin, diretor do Wood Hotel e responsável pela direção artística do pocket show, propôs algo ainda mais inusitado. O cantor e a dançarina terminaram sua performance, oferecendo um ao outro, uma colherada de sobremesa de chocolate. Logo em seguida, os dois começaram a servir pelo salão, colheradas de sobremesa aos presentes. A bailarina serviu aos homens e o cantor às mulheres. Podemos dizer que a platéia veio abaixo! No ensaio que fizemos de tarde não imaginávamos como as pessoas reagiriam e, muito menos que seria tão bem! Acho que todo mundo gosta de ser surpreendido positivamente. E é isso que fizemos no Jantar Sex and the Kitchen no Wood Hotel Gramado. Todos nós nos dedicamos com paixão a criar aquela experiência e os convidados, não só reagiram à altura, como nos surpreenderam! Concluindo, ninguém queria ir embora! Já era quase meia-noite quando comecei a autografar os primeiros livros de pessoas que, emocionadas me diziam o quanto aquela noite havia sido especial. Missão cumprida! painel de fotos da sessão de autógrafos com alguns dos presentes (fotos Janice Prado Fotografia ) Wood Hotel Gramado Enfim, agora que já terminei de contar sobre a experiência do jantar do meu livro, da mesma forma sugiro que leia a matéria que escrevi sobre minha estadia no Wood Hotel Gramado .

  • Wood Hotel Gramado

    Visitei o Wood Hotel Gramado, lugar onde a hotelaria, o design e a gastronomia se encontram em perfeito equilíbrio. Conceito - é preciso contar uma história! Antes de mais nada, qualquer estabelecimento que inaugure hoje em dia, não importa o segmento, precisa contar uma história. Nos meus cursos de mídias sociais para empreendedores eu falo muito sobre a importância do conteúdo em cada negócio. Então, você só vai se comunicar direito com o público em geral, se souber qual história quer contar e como quer contá-la. Elegantemente por aí, isso é conhecido por storytelling. O Wood Hotel Gramado, nesse sentido, é um case de sucesso. Com uma boa história em mãos você desenha assim todo o seu projeto : valores, missão, arquitetura, decoração, mix de produtos, habilidades dos profissionais envolvidos, diferenciais, atendimento ao público, etc. Logo em seguida,  como tudo isso será comunicado, internamente, para a equipe e, externamente, para a imprensa, fornecedores, comunidade local e potenciais clientes. À princípio, a ausência de conceito é o melhor caminho para abrir um negócio e logo depois, fechá-lo. Porque afinal, nada te diferencia da concorrência. Nos dias de hoje, ninguém pode vender só hospitalidade, produtos, serviços, etc. Há de se ter uma boa história por trás de tudo isso. Os consumidores compram experiências! E a história, definitivamente, precisa ser verdadeira, pode até ser ficção - veja a Disney, por exemplo - mas não pode ser mentirosa. Nada adianta inventar que seu avô fazia algo que ele não fazia, logo todo mundo vai descobrir. Enfim, para ser real aos olhos dos outros, o conceito necessita ser desenvolvido com riqueza de detalhes. traquitana de madeira, favo e mel - Cozinha de Natureza Hotel Boutique e os mínimos detalhes Na hotelaria os padrões são altos: conforto; limpeza; enxoval de qualidade e design, mesmo que desprovido de personalidade - são o mínimo razoável. O atendimento cordial e eficiente é outro ponto que não acrescenta nada de novo no front. Então, cabe aos detalhes fazerem a diferença! Pequenos objetos espalhados aqui e acolá, mobiliário assinado, obras elaboradas por artesãos e artistas plásticos locais, livros, almofadas, tapetes, tags de avisos divertidas, cartões de boas-vindas escritos à mão, apenas citando alguns exemplos. Tudo sempre produzido com materiais que respeitam a natureza e a diversidade. O fato é que o todo vai muito além da soma de pequenas partes. Quem tiver a oportunidade de frequentar o Wood Hotel Gramado, entenderá o que estou falando sobre esse hotel boutique. delicadeza e preservação - água filtrada em garrafa de vidro Importar-se com o outro e com o universo Por outro lado, a atenção ao hóspede precisa ir muito além de um atendimento educado e eficaz. É preciso ser humano! É preciso que o hotel e sua equipe se importem, de verdade, com o bem-estar e a experiência. Isso requer alguns cuidados especiais, sem mesquinharias. Há custos insignificantes perto do retorno de satisfação do cliente. Do tipo, cortesia de água filtrada, à disposição no quarto numa garrafa de vidro. Um gesto tão simples! Todo mundo deve e precisa beber água, então porque não oferecê-la gratuitamente? Melhor ainda, porque não evitar o lixo plástico de tantas e tantas garrafinhas - algumas com absurdos 250ml de água ou menos - consumidas? Eliminamos os canudinhos plásticos mas e as garrafas? https://youtu.be/D0BZEcaA4U4 Dá o play que vou te conduzir a uma viagem por dentro do meu quarto. Outro detalhe, simples e aconchegante é colocar chá e café à disposição. E não precisam ser vários sachês ou cápsulas, apenas um por pessoa do quarto é suficiente . Carinho é oferecer, sem custo adicional, alguns snacks preparados na cozinha do hotel para que o hóspede possa petiscar em algum momento. Bem como, outras bebidas para horas de sede que não pedem água. Enfim, quem não fica esperando a gentileza do bombom de boa noite? Dormiu bem? Hora de começar o dia seguinte! Sentir-se especial! E nada como um café da manhã diferente, que não seja uma repetição preguiçosa de tudo que se pode comprar numa padaria qualquer. Café especial com itens selecionados de pequenos produtores, receitas preparadas na casa e sabores que remetem ao regional, expressando identidade local. E se a roupa amassar na mala? É tudo de bom ter à sua disposição no quarto, sem necessitar contratar os serviços de lavanderia, um passador de roupas portátil à vapor. E os amenities então? Quem não gosta de um sabonetinho ou shampoo de qualidade? Pois no Wood Hotel Gramado, encontrei tudo isso! Wood Hotel Gramado A fachada nos dá aquela sensação de casa da árvore. Sabe aquela que você um dia pode ter sonhado, junto a uma árvore linda, pra chamar de sua? Madeira toda arrumada, tipo um chalezinho aconchegante? Pois é, só que nesse caso a casa da árvore tem 23 unidades divididas nas categorias Wood Room e Wood Suite. Se por fora a sensação é de casa da árvore contemporânea, por dentro, logo na entrada, você é recebido pela “Árvore da Hospitalidade”. Uma enorme ilustração em preto e branco, estampada no chão pelo ilustrador, gaúcho de Porto Alegre, Renan Santos. Intitulado “Pincel”,  o desenho à mão livre tem traços marcantes e a técnica super-realista do artista, que nos conduz ao seu universo imaginário. Com projeto assinado pelo engenheiro civil Ricardo Peccin e design de interiores de Marlene Peccin, o hotel moderniza a rusticidade da madeira sem perder o aconchego que o material proporciona. A madeira aparece então em vários tons, formatos e texturas – quadrados e arredondados (que pendem, inclusive do teto), mesa de galhos, móveis com formas torneadas ou retas e design assinado. + Design local Como é o caso, por exemplo da obra “Topomorfose”, um painel texturizado de madeira que envolve a lareira do lobby, desenvolvido pela designer e artesã Heloísa Crocco. A madeira clara contrasta e harmoniza perfeitamente com o metal preto que emoldura a obra e as pedras dispostas abaixo da lareira. Complementando o ambiente, um tapete artesanal criado pela artista plástica Inês Schertel, conhecida pelas criações com lã de ovelha inspiradas nos cenários dos Campos de Cima da Serra (Rio Grande do Sul), e a mata nativa de araucária. Bem como, sofás confortáveis para longas horas de conversa, almofadas, pequenos objetos garimpados que remetem à região e uma incrível mesa natural. As Araucárias, árvores tão presentes na Serra estampam tecidos e pinturas. A designer Valentina Peccin é a responsável pelas estampas autorais dos tecidos utilizados na decoração do Wood Hotel Gramado. O conceito foi selecionar as texturas de madeira de uma forma explícita, deixando as mesmas em destaque sobre a impressão. Restaurante, Bar e Mini Biblioteca – ambiente Mais ao fundo avistamos o bar e o restaurante do Wood Hotel Gramado, igualmente trabalhados com a temática madeira em diversas formas, tudo integrado ao lobby. Os detalhes se estendem aos porta-copos , tábuas de madeira (feitas pela Monã , de Daniel Castelli, que assim aproveita as formas que encontra na natureza) e utilitários, que chegam à mesa para complementar o estilo do Wood Hotel Gramado, onde o natural e o regional ditam a estética. Logo após a entrada, à direita, avistamos uma pequena biblioteca. Lugar aconchegante para ler um livro ou conectar-se à internet com o notebook. Numa das paredes, uma obra de design contemporâneo e exclusivo,  “Caminhos e Fragmentos”, instalação da artista Neka Parmegiani, de Gramado. Feita com pratos de porcelana pintados à mão, representa os veios da madeira. Mas, e a recepção? Onde fica? Não tem! Esse é o conceito, receber as pessoas com certa informalidade. Fazendo o check-in enquanto o hóspede se serve da água aromatizada, sempre à disposição durante toda a estadia, ou mesmo de um café ou taça de espumante de boas-vindas. Conclusão O novo luxo é sair de casa se sentindo em casa, porém coberto de sutis gentilezas. Cercado de regionalidades para captar a essência do local onde estamos visitando. Antenado com o meio ambiente, porque essa é a própria essência de continuar existindo. Por fim, antes de mais nada, o novo luxo não ostenta e sim acolhe. Risoto de Abóbora com coalhada Wood Hotel Gramado - Gastronomia Totalmente conectada com o conceito do hotel, a gastronomia proposta pelo chef Rodrigo Bellora e pilotada pelo chef executivo Marko Culau merece atenção. Adepto do Slow Food e conhecido pelo seu trabalho à frente do restaurante Valle Rústico (Garibaldi), o chef propõe o conceito “Farm to Table”. Assim, seus cardápios são sazonais e utilizam ingredientes produzidos em um raio de até 30Km do hotel, valorizando então, o frescor dos ingredientes e a cadeia de produtores locais. O Wood Lounge Bar & Restaurante também possui horta própria para temperos e PANCs (plantas alimentícias não convencionais). Wood Hotel Gramado - Café da Manhã É bom demais encontrar em hotéis um café da manhã autêntico, com itens que representem a região. Não necessariamente é preciso produzir tudo na cozinha própria. É, igualmente, importante apoiar e ajudar a desenvolver pequenos produtores do entorno. No café da manhã do Wood Hotel Gramado encontramos queijos, embutidos, manteiga e requeijão, que refletem a produção do Rio Grande do Sul. Assim também, os pães caseiros tem características próprias da Serra Gaúcha, são mais intensos e massudos. https://youtu.be/GnAPafL5my4 Então, assiste e não fica bravo comigo! rs. Te levo a um passeio pelo café da manhã. O grostoli ou cueca virada (massa frita polvilhada com açúcar e canela) não poderia faltar. Bem como a cuca de uva e os bolos caseiros. Por lá tem suco de bergamota (e não vai dizer que é mexerica!) e de outras frutas da estação. Em uma traquitana de madeira, aparentemente simples, um favo pendurado deixa escorrer o mel de forma lenta pelos veios desenhados, até atingir dois vidros posicionados abaixo. Recipientes onde os comensais podem se servir do precioso adoçante produzido pelas abelhas, recobrindo talvez uma caprichada granola artesanal da casa servida com um iogurte natural fresco. Wood Morning! Os quentes são pedidos à la carte. Vale provar o Brioche com Ovo Mollet e Panceta frita . Ovos orgânicos de galinhas criadas soltas e alimentadas de forma natural. Sente a cor da gema, a vivacidade! Uma pedida tradicional é o Farroupilha , sanduíche típico gaúcho que leva cacetinho (não vai falar que é pão francês, ok?), presunto, queijo e uma boa manteiga. Pode ser prensado ou não. Se você for hóspede, o café da manhã (servido das 7h30 às 11h) está incluso. Se não for, ele custa R$65 por pessoa. Cuidado adicional para os que estiverem hospedados e não descerem a tempo do café da manhã é o Mini Breakfast estendido até às 17h. Paçoca da Pinhão Wood Lounge Bar & Restaurante A “Cozinha de Natureza”, assim intitulada pelo chef Rodrigo Bellora, é viva e mutante. Buscando, antes de mais nada, ingredientes de pequenos produtores, locais, frescos , orgânicos e sazonais. Utilizando um mix de técnicas ancestrais e modernas, a fim de exaltar o frescor e sabor, sempre com simplicidade. No capítulo “De Lamber os Beiços” encontramos a Paçoca de Pinhão (R$48). Vale compartilhar esses bocados preparados com pinhão (semente tão abundante por lá) e porco da raça Moura (típica do Rio Grande do Sul) + mostarda de batata crem (que lembra uma raiz forte), agrião e farinha de cítricos. Outra opção acolhedora é a Sopa da Colônia (R$41), que leva brodo de aves com capelletti artesanal e pão colonial de forno à lenha. Pintxo Mata de Araucárias “Para Comer com a Mão” é parte do menu que indica receitas para dividir como: Pintxo Mata de Araucárias (R$48) – Fatias de focaccia com lâminas de vazio, coalhada seca, cogumelos frescos, chimmichurri, tomatinhos, folhas amargas e legumes fermentados. Da mesma forma, outra sugestão para sujar os dedos é a Tábua de Queijos, Charcutaria e Fermentados (R$64). A Serra Gaúcha (com gado leiteiro) produz grandes queijos regionais. Bem como os Campos de Cima da Serra (com gado de corte) oferece uma charcutaria, trazida pelos imigrantes da Alemanha e Itália, levando um sabor único à Copa, Socol, Salame e Pancetta. Complementando a apresentação, legumes fermentados, picles e mostarda. Principais Hora de encarar os pratos principais. “Para Compartilhar com Talheres” sugere: O fumegante Risoto de Abóbora e Coalhada (R$48), preparado com abóbora de pescoço, coalhada seca, amendoim torrado e manjericão. Do Mar (R$89) nessa temporada, é o Peixe Meca grelhado no azeite de capim santo, camarão salteado com páprica defumada e espaguete de chuchu salteado na manteiga e sálvia. Assim também, entre os principais,  a Costela Laqueada (R$105) é prato de assinatura do chef. Elaborada com demi glace de Butiá, farofa aromática milho e legumes orgânicos feitos na grelha. Encerrando o cardápio, “Doce Fim” apresenta a sobremesa Angico e Nogueiras (R$39) - Fondant de mate doce, grostoli e farofa de nozes. Wood Mule Carta de Drinks A dica é aproveitar a Happy Hour para provar a mixologia do Wood Lounge Bar. Os drinks são bem executados pelo barman e, igualmente, utilizam alguns ingredientes locais. Entre as pedidas: Terroir (R$35) - Bulleit Frontier Bourbon Whiskey, Jerez, Vermute Roso e calda de limão bergamota. Wood Mule (R$36) - Gin Tanqueray, limão bergamota, gengibre, witbier e espuma de gengibre. Green Apple Spritz (R$35) – vodka, xarope de maçã verde, água gaseificada, espumante Casa da Montanha Brut. Dessa forma, com um Wood Morning (Good Morning - Bom dia!) é que você começa seu café da manhã. Serviço Wood Hotel Gramado Rua Mário Bertoluci, 48, Centro – Gramado/RS Contato: (54) 3295-7575 reservas@casadamontanha.com.br / www.hotelwood.com.br + dicas de Viagem Gourmet + dicas de Bares e Restaurantes fotos Sergio Azevedo e Alessander Guerra (Cuecas na Cozinha)

  • Restaurante Cepa

    Acho sempre bom conhecer restaurantes comandados por novos chefs, que conseguem oferecer ao público surpresas inusitadas ao paladar. Assim é o restaurante Cepa, que fica no Tatuapé. Por lá o chef Lucas Dante pratica uma cozinha autoral, sazonal e focada no respeito ao produto. Os ingredientes são fornecidos por produtores artesanais  e chegam ao cliente frescos ou, então, transformados pelo chef, que utiliza métodos como conserva, cura, confit, defumação e fermentação. “Todo dia curamos, aqui mesmo, carnes suínas, bovinas e peixes. Bem como, elaboramos picles, chutneys, compotas, além dos pães de fermentação natural. Essas técnicas de conservação são a essência e o diferencial do trabalho que fazemos no Cepa. Só usamos o freezer para as sobremesas. Todo o resto é extremamente fresco ou passou por um desses processos de conservação para manter suas propriedades” , conta Lucas explicando o conceito da sua casa. Cepa, segundo o dicionário, é para a biologia um grupo de seres vivos da mesma espécie e de características semelhantes, especialmente microrganismos como fungos e bactérias. Lembrando que os fungos e bactérias certos, trazem a alimentos como queijos, pães, embutidos, etc, nuances de sabor inigualáveis. Bem como, Cepa é também para a botânica um termo utilizado para designar variações de uma mesma espécie de plantas. Ou seja, videiras de Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay, Pinot Noir, Malbec, entre outras, são cepas da espécie Vitis Vinífera, uvas apropriadas para produzir vinho. Assim também, igualmente preocupada com a identidade e vivacidade dos vinhos,  a sommelière Gabrielli Fleming, sócia do chef Lucas Dante no Restaurante Cepa, selecionou sua carta. Restaurante Cepa – Menu Abri a matéria falando de surpresas inusitadas ao paladar, então, hora de citar uma das melhores propostas pelo chef - o sabor ácido. O aroma acre pode invadir, vez ou outra, as narinas sem pedir licença, mas traz aos pratos um ganho de sabor pouco comum nos restaurantes hoje em dia. Os picles e conservas estão presentes para provocar as papilas gustativas. Assim como o vinagre de jerez usado, por exemplo, no saboroso feijão branco que acompanha o dianteiro de Angus. O sucinto cardápio tem apenas oito opções de entradas, quatro de pratos principais e três sobremesas; que podem mudar de acordo com a sazonalidade. E pra mim é mais do que suficiente! Até porque, o frescor dos alimentos e a inspiração do chef, soprarão sempre novos ares aos pratos sugeridos. Vejo uma tendência em bons restaurantes com novos chefs de oferecerem menus enxutos, que valorizam o produtor e o produto. As técnicas dos cozinheiros estão à disposição do ingrediente e não ao contrário. Essa tendência, além de trazer mais personalidade às cozinhas, também permite melhor aproveitamento dos insumos e redução de custos com desperdícios. Definitivamente vivemos uma época em que o desperdício de recursos é inadmissível! Além do cardápio enxuto e bem executado, o Cepa oferece bons preços. Funcionando no bairro do Tatuapé (Zona Leste), ajuda a descentralizar a alta concentração de restaurantes do eixo Itaim/Jardins/Pinheiros. Restaurante Cepa - Entradas Poderia fazer toda a minha refeição apenas provando essas entradas. O Trio de Acepipes (R$22) oferece peperonata (de chuchar o pão no pote de tão boa), escarola marinada e ricota fresca, suave e saborosa, elaborada na casa. Acompanha pão de fermentação natural, também feito por lá e assado todos os dias. Casca crocante, miolo elástico e macio; enfim, felicidade em forma de glúten. Igualmente, sugiro pedir a Tábua de Curados (R$26), que serve copa-lombo, lardo, pancetta e guanciale; tudo delicadamente preparado pelo Lucas no restaurante. Chega com pão de campanha artesanal, citado anteriormente, e picles. Acidez em forma de rabanete e cebola. Outra boa pedida é a Batata, Reblochon e Manteiga Trufada (R$21). Desde já informo, essa mil folhas feita com lâminas uniformes de batatas, recheadas de queijo Reblochon e mergulhadas na manteiga trufada, pode exigir bis. A Terrine de Porco chega à mesa com chutney de maçã e manga e picles de rabanete + pão tostado (R$ 19). Para os apaixonados por Burrata (essa ainda não é feita na casa, mas fornecida pelo laticínio Sapore di Puglia - Vargem Grande Paulista) vem acompanhada de beterraba orgânica (Fazenda Santa Adelaide - Morungaba), vinagrete de mel e farofa de pão da casa (R$ 28); Curte peixe e frutos do mar? Então pergunte qual o Escabeche do Dia (R$19). Salada (R$18), assim também, é preciso consultar a do dia. Por fim, há Torrada de Cogumelos com Pancetta e emulsão de Gema Curada (R$ 19). Restaurante Cepa – Pratos Principais Comfort food é o Dianteiro de Angus (R$ 58) servido com deliciosos feijões brancos no jerez e farofa de pão da casa. Se o pão já é bom, essa farofa é de comer de colheradas sem medo de engasgar. Vegetarianos podem servir-se com Rigatoni, sálvia, abóbora e stracciatella (R$42), gratinado carinhoso acompanha. O Pescado (R$47), bem como seu acompanhamento, pode variar conforme o resultado da pesca. Enfim, entre as quatro sugestões de principais há Copa lombo ou Paleta de porco preto, purê de maçã, brócolis, picles de cebola e pururuca (R$48). Sobremesas Desenvolvidas e preparadas por Marcelo Escañuela, confeiteiro e padeiro da casa, os doces seguem os mesmos princípios do restaurante. As sobremesas, igualmente, brincam com o contraste entre elementos frescos e outros que passaram por processo de conservação. Fogem do lugar comum e encerram perfeitamente a refeição. Provei a deliciosa Compota de Tangerina e Ricota Fresca (R$16), que veio servida com amêndoas e pistaches picados, torrados e crocantes. A tangerina importada da Espanha, é pequena e ideal para compota. Servida com a casca, ganha resistência à mordida e oferece um azedo e ácido interessantes, que contrastam com a doçura da calda da compota. É nessa sobremesa que conseguimos perceber melhor quão boa é a ricota feita na casa. Sua cremosidade arremata o crocante das castanhas, o ácido e azedo da tangerina e a doçura da calda da compota. Super equilíbrio. Enfim, comeria toda hora! Falando em frutas, a casa oferece igualmente, uma Gelatina de Espumante e Pera confitada (R$16). Os chocólotras podem ficar tranquilos, que suas vontades são atendidas com o Bolo de Chocolate acompanhado de sorvete kefir (R$ 16). Carta de Vinhos Os rótulos selecionados por Gabrielli Fleming, sommelière e sócia do restaurante Cepa, estão anotados em três lousas afixadas na parede de tijolos à vista . À princípio, porque podem mudar com certa regularidade, de acordo com o fornecimento. Gabrielli seleciona, mundo afora, vinhos de pequenos produtores e que tenham o mínimo de intervenção humana. São vinhos mais naturais porém, não necessariamente, mais rústicos de leveduras selvagens. A seleção opta por rótulos mais frutados e com mais acidez, menos madeira, para harmonizar melhor então com os pratos do restaurante. A casa oferece, ao menos, duas opções de vinho em taça, um branco e um tinto. No dia da visita serviram em taça o branco Aracuri Chardonnay 2017, feito em Campos de Cima (RS) e o tinto Balança (62,5% Merlot + 37,5% Touriga Nacional) da vinícola Bertolini (Bento Gonçalves –RS) Outras Bebidas Para quem não deseja nada alcoólico, saborosa opção é o Cordial de gengibre (R$9) Bebida refrescante que leva laranja, limão Siciliano, gengibre, água com gás, tudo adoçado com a calda da compota de tangerina (que é utilizada na sobremesa). Seguindo o exemplo dos vinhos, assim também os drinks clássicos (R$28) estão descritos em uma lousa. Restaurante Cepa R. Antonio Camardo, 895 (antigo 15) – Tatuapé | fone: (11) 2096.0687 Preços conforme a data da visita em abril de 2019 Mais infos acesse o Instagram do restaurante Cepa . + dicas de restaurantes

  • NIT Bar de Tapas

    Quem gosta de sair pra papear com os amigos, beber drinks caprichados e compartilhar boa comida levanta a mão? \o/ \o/\o/ . Pois #ficaadica no Nit Bar de Tapas você pode fazer tudo isso! A nova casa do chef catalão Oscar Bosch, fica na Oscar Freire nos Jardins, ao lado do seu restaurante Tanit . "Eu decidi criar um bar de tapas , que é uma maneira tipicamente espanhola de se comer, adaptando tudo isso para o meu universo e permitindo adicionar novos ingredientes e sabores. O resultado é um bar despojado, vibrante, sem regras e capaz de unir diversas tribos na mesma mesa ”. explica o chef. Bocata de Calamares (foto Kato) Nascido em Cambrils, a 100 km ao Sul de Barcelona, na região espanhola da Catalunha, Oscar Bosch não pretende focar seu bar de tapas apenas em receitas catalãs. Não! Sua cozinha não é separatista! É antes de tudo agregadora. Assim, o que importa é mostrar o costume do bar de tapas espanhol, independente da região. Nas criações, inclusive o Oriente pode dar as caras e contribuir com seus sabores exóticos. Assim temos, por exemplo, o chá chinês Lapsang Souchong, utilizado com maestria na elaboração de suas costelas de porco. Enfim, se prepare porque abrirei seu apetite durante os próximos parágrafos. Catalunha Antes de mais nada, só para contextualizar, como sabemos a Catalunha é uma comunidade autônoma espanhola. Em 1º de outubro de 2017 aconteceu, inclusive, um referendo promovido pelos separatistas catalães. O então presidente, Carles Puigdemont, com 90% dos votos da população, proclamou a região uma república independente. Por outro lado, o primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, afirmou com ligeireza que a votação era ilegal e não reconhecida pelo Governo da Espanha. Ou seja, os desejos separatistas catalães continuam, mas o governo central espanhol, em Madri, garante que não passem de anseios. Minhas fotos da igreja Sagrada Família em Barcelona .  A área com cerca de 32 mil km² compreende então quatro províncias: Barcelona, Girona, Lleida, e Tarragona. Toda essa região fazia parte do extinto Principado da Catalunha, que também era composto por outras cidades, que agora pertencem ao sul da França. A capital e maior cidade é Barcelona, comparada ao restante da Espanha, fica atrás apenas de Madri (capital do país). Para fomentar sua identidade, entre outros costumes há uma língua própria, o catalão. Antes de mais nada, peça! Croquetas de Rabo de Buey (foto Kato) Nit Bar de Tapas - menu Agora sim! Vamos ao menu do Nit Bar de Tapas que oferece pedidas, igualmente saborosas, para compartilhar. O cardápio está em castelhano. Ainda bem! Porque se estivesse em catalão, garanto que seria bastante complicado. Exercite seu portunhol, porque afinal de contas não é tão difícil assim! Ainda mais que os garçons estão por lá, dispostos a te explicar tudo tim tim por tim tim. Fritos...Pero no Aceitosos! Desde já, pra começar vale pedir as famosas croquetas! Bolinhos tradicionais num bar de tapas espanhol , que podem ser recheados dos mais diversos sabores. Aqui, o chef leva as croquetas muito à sério, como em seu restaurante Tanit . Empanadas com farinha Panko, saem sequinhas e da mesma forma crocantes. O recheio é cremoso e muito bem temperado. Duas novidades: Jamon y Pollo (R$ 16 - 2 unidades), que leva uma mistura de presunto crú e frango. Bem como, a imperdível Rabo de Buey (R$ 17 - 2 unidades). Feita com rabo de boi (não foi tão difícil traduzir, vai!) Para os apaixonados pelas Patatas Bravas (R$25), outro clássico de um bar de tapas; elas estão por lá. Por isso que eu digo para ir com os amigos e tapear à vontade, dividindo os pratos sem medo de ser feliz! Logo depois vá de Bun de Panceta, mayo de curry y miel com cacahuetes crujentes (foto Ale Guerra - Cuecas na Cozinha) Bocatas É, igualmente necessário, provar o Bun de Panceta, mayo de curry y miel com cacahuetes crujentes (R$28 – 2 unidades). O bun ou bao é um pão fofinho daqueles que dá vontade de você dormir abraçado. A barriga de porco é suculenta e macia. Pra finalizar a maionese de curry e mel embala os sabores que é uma beleza e, então, os amendoins crocantes completam a festa! Há também Bocata de Calamares (R$32 – 2 unidades), um lanche caprichado feito com lulas. Guacamole con Chicharrones y Rabanos (foto Kato). Una Vuelta por el mundo y algún sítio mas... Assumindo a influência de outros países, o chef Oscar Bosch prepara no Nit Bar de Tapas: Guacamole con Chicharrones y Rabanos (R$39). O guacamole já conhecido dos brasileiros, ganha torresmos e rabanetes. Alerta! Desde já informo: coma as Costillas de cerdo marinadas com Lapsang Souchong, ajo negro y trufa (R$ 35 - 2 unidades). Salivo enquanto vos escrevo só de lembrar! Marinadas por 12 horas no chá que dá seu toque defumado. Posteriormente, cozidas à perfeição. Costelas de porco bem carnudas, com boa camada de gordura que dá untuosidade. Descolam do osso e desmancham na boca. A foto não tem como traduzir a delícia que é, porque o prato não é instagramável mas, simplesmente, prove! Igualmente imperdíveis são as Costillas de cerdo marinadas com Lapsang Souchong, ajo negro y trufa (foto Ale Guerra - Cuecas na Cozinha). Lapsang Souchong : Pausa para mais uma curiosidade. Afinal, nesse portal de gastronomia e estilo de vida o que mais cozinhamos são ideias. O Lapsang Souchong é um chá preto produzido originalmente na China. Seu toque defumado lembra, por exemplo, bacon. A primeira secagem das folhas é feita sobre fogueiras com madeira de pinho, o que lhe confere o sabor característico. Parece que a pressa, nesse caso, não foi inimiga da perfeição. Diz a lenda,  que as terras de LapSang, produtoras de chá, foram invadidas por tropas chinesas durante uma época na dinastia Qing. A invasão atrapalhou a secagem das folhas. Os produtores pensaram então, em acelerar o processo fazendo fogueiras com o pinho abundante na região. Hoje esse chá custa a bagatela de R$500 o kg. Esse que vos escreve flagrando o chef Oscar Bosch em ação no seu forno Josper. Classicos un poco modernos Falando em preparos tradicionais de um bar de tapas… Um encontro de duas paixões espanholas Tortilla de Patata y Pan con Tomate (R$ 35). Essa tortilla é uma espécie de omelete preparado com finas fatias de batata e os pães com tomates são servidos até no café da manhã na Espanha. Bem como, Gambas al Ajillo (R$71). Camarões preparados no azeite e alho. Huevos Surpresa (foto Kato). Los crudos y no tan crudos Crus ou nem tanto é uma parte do menu que oferece: Ensalada de Stracciatella com Tomatitos a la brasa y pesto (R$34). De antemão comunico: o toque defumado da brasa muda completamente o sabor do tomate e sua harmonia com o queijo desfiado. Huevos Surpresa (R$ 32 - 4 unidades) ganham o toque irreverente do chef recheados de creme de funghi, funghis salteados, gema de ovo crua e espuma de batata quente trufada. Confesso que esses também ficaram para um próxima visita. Definitivamente esse Pulpo à la brasa a R$60 concorre ao melhor na relação custo-qualidade da cidade de São Paulo. A la brasa Hora de fazer valer a fortuna investida pelo Nit Bar de Tapas no forno Josper . Combinação de grelha e forno numa só máquina, que cozinha e defuma ao mesmo tempo. A princípio, só pelo Pulpo à la brasa , já posso dizer que valeu o investimento. O toque defumado que o forno dá ao polvo, servido bem carnudo e tenro é indescritível! A R$60, o polvo com batatas concorre ao melhor na relação custo-qualidade da cidade de São Paulo. Também saem da brasa o Fideua en su tinta con calamarcitos (R$110 para duas pessoas ou R$220 para 4 pessoas). Fideua lembra uma paella, mas ao invés de arroz leva macarrão capellini quebradinho. No Nit Bar de Tapas é preparado com lulas em sua tinta. Já vai embora? Nem pensar sair sem provar a Torta de Queso – La Autentica de La Abuela. (foto Ale Guerra - Cuecas na Cozinha). Postres Nada como uma boa sobremesa para finalizar bem a refeição. Então vamos a elas: Se tivesse que escolher depois de ter comido tanto diria a vocês… Em hipótese alguma deixe de provar a Torta de Queso – La Autentica de La Abuela (R$26). Primeiramente, receita de vó a gente respeita! Rústica e com açúcar na medida, é então assada no jeitinho para ficar ao mesmo tempo consistente e cremosa. Um toque especial pode ser dado pela compota de fruta e farofinha que acompanham. Definitivamente, eu comeria ela sozinha com um café sem medo de ser feliz! Assim também, vale provar a Espuma de Crema Catalana (R$22). A releitura do creme catalão leva crocante de pistache e caramelo. Da mesma forma se sobrar espaço prove a Espuma de Crema Catalana (foto Ale Guerra - Cuecas na Cozinha). Nit Bar de Tapas – drinks E que tal começar sua experiência no Nit com um vermut? O chef Oscar Bosch criou o seu VerNIT (R$ 25), com receita exclusiva da casa. A ideia é espalhar por aqui algo que é praxe em Barcelona e resgata a tradição familiar de seus pais e avós, que iniciavam todas as refeições com um Vermut. Bem suave e fácil de beber, eu te aconselho que é um ótimo começo! Para quem prefere uma caña (não é cachaça é cerveja, ok?). A dica é pedir o chopp da Estrella Galícia que sai de um chopeira feita em porcelana, especialmente para o Nit. Logo entendi o costume de tomar VerNit. Há uma pequena e interessante carta de vinhos, mas sugiro que volte suas atenções para os drinks criados pelo bartender Márcio Silva . Resultados de um trabalho combinado de pesquisa do Márcio e do Oscar. O preço é único, R$34. Provei dois drinks igualmente refrescantes e bem equilibrados. Sangria Spritz , que leva brandy de Jerez, licor triple sec, Santropa, frutas de época e vinho espumante seco. Bem como, Cobbler de Jerez y Manzanilla preparado com Jerez Amontillado, vino Manzanilla, purê de frutas vermelhas, bitter de laranja e especiarias. Outra sugestão é o Barcina - gim, vermute seco, jerez e licor de sabugueiro. Entre os G&T tem o Azafrán. Gin Amázzoni com infusão de açafrão, água tônica e folha de limoeiro. Sangria Spritz - afinal estamos aqui pra tapear! (foto Ale Guerra - Cuecas na Cozinha). Nit Bar de Tapas – ambiente O projeto arquitetônico assinado por Guille Amadeos, do Coletivo de Arquitetos  conta com decoração de Maria Magalhães, bem como os garimpos de peças espanholas do chef Oscar Bosch. Os 55 lugares estão dispostos em mesas e banquetas em torno do amplo balcão de 11m², a famosa “barra” tradicional nos bares de tapas espanhóis. Igualmente ao cardápio, a proposta da decoração do Nit Bar de Tapas é trazer um pouco de diversos símbolos da Espanha para os brasileiros. Por exemplo, as placas informativas em castelhano e as camisetas dos atendentes com dizeres em espanhol e catalão. Bem como, utensílios de bar, talheres, cerâmicas, tufões de vodka e outras peças trazidas na bagagem. Logo na entrada, avista-se pendurado sobre o balcão, Jamones (presuntos) dourados feitos de resina e pendurados de modo a ilustrar uma das mais típicas iguarias espanholas. Chopeiras de louça da Estrella Galícia, feitas em porcelana de Sargadelos (considerada uma das melhores do mundo) foram criadas artesanalmente para o Nit Bar de Tapas. Salvador Dalí Oposta ao bar encontramos uma parede pintada com releitura do pintor surrealista catalão Salvador Dalí. Na pintura há um polvo gigante, feito sob uma mapa cartográfico da Espanha, além de outros elementos artísticos de Dalí. Da mesma forma vemos por lá as faixas da bandeira catalã. E ainda, trabalhos de artistas como Xavier Medina, que fez uma cabeça de touro trançada em homenagem à região de Andaluzia. Bem como, subindo as escadas em direção aos banheiros, os visitantes encontrarão uma instalação artística que rememora a tradicional festa de San Fermín. Celebração religiosa da cidade de Pamplona, que insere-se em uma ancestral tradição ibérica relacionada aos touros, considerados como representantes das forças da terra. Concluindo a decoração, um arremate pra lá de divertido, um croquetômetro, para contar a quantidade de croquetas vendidas desde o primeiro dia na casa. Levando em conta o que provei na minha visita, esse croquetômetro vai girar que é uma maravilha! De antemão saiba que uma visita ao banheiro é necessária. Você encontrará touros! O que significa um Bar de Tapas? Antes de mais nada, se você viajar para a Espanha e alguém te chamar para “salir de tapas” , fique calmo porque ninguém vai estapear ninguém. Na verdade, muito pelo contrário, é um convite para curtir uma das instituições gastronômicas mais populares do país,  o Bar de Tapas. Tapas, segundo o dicionário da RAE (Real Academia Espanhola) é: “Pequeña porción de algún alimento que se sirve como acompañamiento de una bebida”. Ou seja, o jeitão dos espanhóis aproveitarem a vida, partilhando pratos variados em pequenas porções, igualmente, regados a bons goles. Dessa forma entre as tapas mais populares: jamón (presunto cru), queso (queijos), aceitunas (azeitonas), patatas bravas (cortadas em formato irregular, fritas e acompanhadas de molho picante), pulpo (polvo), tortilla (tipo de omelete de batatas), calamares (anéis de lula), boquerones (anchovas), mejillones (mexilhões), gambas (camarões) e por aí vai. Enfim, existe até um verbo – tapear – que, segundo o dicionário da RAE (Real Academia Espanhola) , é definido como: “Tomar tapas en bares y tabernas”. Fideua en su tinta con calamarcitos (foto Kato). Tapas e lendas A origem das tapas é secular e faz parte da cultura e da história da Espanha. Na versão mais conhecida, diz-se que pedaços de pão, fatias de jamón, chorizo, outro embutido ou queijo eram utilizados para cobrir, tapar as taças de vinho ou garrafas de bebidas. Assim, evitava-se que sujeira ou insetos caíssem no líquido precioso e essa função do aperitivo deu origem ao seu nome: la tapa. Fotos da minha viagem a Madri - Mercado San Ildefonso. Espanha – minhas dicas de viagem Dicas de Madri Dicas de Barcelona Cavas Freixenet Merlí!  Catalunha – Cinema e TV Acrescentando mais um pouco de caldo cultural. #ficaadica para assistir! Merlí – série de TV Quer ouvir como se fala o catalão? Aqui está um bom exercício! Merlí, o personagem que intitula a série é um professor de filosofia que provoca e incentiva seus alunos a pensarem livremente. Resultado, quem faz pensar inspira confusões! Cada episódio se baseia então nas ideias de algum pensador ou escola filosófica. Assim temos, os Peripatéticos (forma que ele também chama seus alunos), os Céticos, os Sofistas; bem como: Sócrates, Aristóteles, Platão, Maquiavel, etc. Muito além da exposição das ideais de filósofos e pensadores, a série criada por Héctor Lozano do mesmo modo aplica suas lições no dia a dia para resolver questões da vida. Líder de audiência desde que estreou na Catalunha, a série protagonizada por Francesc Orella foi dublada em espanhol, bem como teve os direitos comprados pela Netflix para exibição na América Latina e EUA. Vicky, Cristina, Barcelona Mais uma vez Woody Allen mira suas lentes em uma bela cidade do mundo! Assim, as americanas Vicky (interpretada por Rebecca Hall) e Cristina (feita por Scarlett Johansson) viajam para Barcelona em férias. A primeira estuda cultura catalã para o seu mestrado e irá se casar em breve, por outro lado, a segunda ainda não sabe o que fazer da vida. Em Barcelona, visitam então uma galeria de arte onde conhecem Juan Antonio (o sedutor artista espanhol de Javier Bardem), que as convida para um fim de semana em Oviedo. Tudo se transforma com a chegada da pintora temperamental Maria Elena (que, a saber, rendeu Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante para Penélope Cruz), ex-namorada de Juan Antonio. Enfim, saúde! NIT Bar de Tapas Rua Oscar Freire, 153 – mapa Mais infos acesse o Instagram do Nit

  • Cochinchine

    O Cochinchine , restaurante vietnamita nos Jardins, é parada certa para os que apreciam boa comida. Não tenha medo de experimentar! Por lá as influências da chef Dani Borges vem do norte do Vietnã. Portanto, o menu oferece pratos mais suaves em pimentas e temperos. Antes de mais nada, a culinária francesa tem grande influência sobre a cozinha vietnamita. Dumpling Consomê (foto Ale Guerra -  Cuecas na Cozinha) Conexão culinária Vietnã-França Um dos pratos mais tradicionais do Vietnã, por exemplo, é o Pho. O Pho é um prato bastante consumido por lá no café da manhã e tem várias casas especializadas. Preparado com um caldo suave e delicado, lembra então o consommé francês. É um caldo de ossos de boi, que leva especiarias diversas como aniz, canela e cardamomo. A esse caldo límpido é possível acrescentar macarrão de arroz, vegetais, carnes, camarão, bem como outros ingredientes. “Em Hanói, onde o Pho nasceu, essa leveza é levada a sério. Garantir a suavidade do caldo é o desafio que todos enfrentam diariamente no seu preparo” explica a chef Dani Borges. No Cochinchine o caldo do Pho é servido, à princípio,  num prato chamado Dumpling Consomê (R$37). Dumpling é um delicado pãozinho cozido no vapor, aqui recheado com carne de porco. Outra indicação da França bem presente no Vietnã é, por exemplo, o lanche na baguete. Conhecido por Bahn Mi é um sanduíche tradicional servido pelas ruas do país, recheado com os mais diversos sabores. No Cochinchine, que oferece uma cozinha do Vietnã mais elaborada, não há sanduíche. Por outro lado, quem for ao Bia Hoi , o boteco vietnamita que fica no Centro de SP e também é comandado pela chef Dani Borges, encontrará o Bahn Mi em três versões: Com tiras de alcatra, peito de frango ou almôndegas de lombo de porco. mapa de 1746 de Nicholas Bellin - Cartógrafo Chefe da Marinha Francesa (fonte Antique Print & Map Room ) Cochinchine? Que nome de restaurante é esse? Convido a uma viagem no tempo! Lá no século XVI, Portugal, como sabemos, lançava-se ao mar em busca de descobertas de outras terras e das preciosas especiarias. Numa dessas viagens encontrou então, um lugar que ficava entre Cochim (Índia) e a China. O ano era 1516 e os portugueses chamaram o lugar de Cochinchina. Não sei vocês mas, quando eu era pequeno, escutava dos mais velhos: “É lá na Cochinchina!” Diziam eles, em suma, quando queriam se referir a algo que ficava muito longe. Nessas trocas comerciais vale dizer que Portugal levou a brasileiríssima mandioca para os vietnamitas, bem como, nos trouxe a jaca. Pois bem, a França dominou a região e o nome adaptou-se à língua, Cochinchine. E, como era de costume, por onde os franceses passavam, sua famosa cozinha seguia junto. parte essencial da cozinha vietnamita, o arroz possui campos que desenham paisagens incríveis do país, como esse em Ha Giang (foto Instagram Cochinchine ). Vietnã O atual Vietnã, continua influenciado pelas técnicas e preparos franceses, entretanto, utilizando ingredientes e costumes locais. À propósito, a mandioca levada pelos portugueses continua sendo utilizada naquele país. Contudo, diferente do Brasil onde a utilizamos das mais variadas formas, por lá ela serve apenas como espessante para alguns pratos. Vou dizer uma coisa pra vocês: Ainda bem que os portugueses levaram a mandioca pro Vietnã! Porque um dos pratos mais interessantes que provei no Cochinchine foi o Banh Bot Loc (R$36), traduzindo: Dumplings de polvilho doce (fécula de mandioca) cozidos no vapor, recheados de lombo de porco e camarão, servidos com cebola crocante e molho vietnamita. Os saborosos pãezinhos tem textura um tanto gelatinosa, que contrasta muito bem com as cebolas crocantíssimas. Para completar, aquela clássica e infalível mistura terra e mar, ou seja, porco e camarão, nesse caso. O molho vietnamita é complemento necessário, abaixo falarei mais sobre ele. Thit Kho To (foto Ale Guerra -  Cuecas na Cozinha) Menu do Cochinchine Antes de mais nada #ficaadica : não comece a ler esse menu, sem antes ter lido tudo o que escrevi anteriormente! A leitura anterior é fundamental para o entendimento. Ainda mais, que já citei dois pratos servidos no restaurante. Outra coisa, como nesse nosso site de gastronomia e estilo de vida vivemos cozinhando ideias, para facilitar o entendimento do cardápio vietnamita (vai que um dia você se anima a ir pra lá!), mais abaixo pedi para a chef Dani Borges que me ajudasse com um tipo de glossário alimentar. Dito isso, vamos a alguns pratos servidos no restaurante Cochinchine. Para começar, sugiro que vá com uma turma de amigos e dividam as porções para compartilharem um pouco de tudo, inclusive, os pratos principais. Meta a colher no prato alheio sem medo de ser feliz! Só combine antes para não levar desnecessárias garfadas na sua mão! rs Antes de mais nada, prove o Banh Bot Loc (foto Ale Guerra -  Cuecas na Cozinha) Para Compartilhar Já citei acima o delicioso Banh Bot Loc , mas devo dizer que existem outros Banh no cardápio. Banh Bot Loc Chay (R$34) é a versão veggie, ao invés de porco e camarão, são recheados com abóbora, cogumelo, gengibre e aromatizados com folhas de limão. Banh Beo (R$34), provenientes da região de Hue, no Centro do Vietnã, essas panquequinhas são preparadas com farinha de arroz e tapioca e polvilhadas com farofa de camarão seco e cebolinha. Banh Beo Chay (R$31), versão vegetariana, que leva mix de cogumelos salteados. Bahn Mi Tartine (R$33) - Tartines com patê de fígado, conservas, lâminas de alcatra defumada com capim limão e um toque de Sriracha (molho de pimenta). Baseado no que escrevi acima você me pergunta: Mas Banh é pãozinho no vapor, panqueca ou tartine? Te digo, leia mais abaixo as Dicas para traduzir o cardápio vietnamita. A arte da Charcutaria foi outra herança francesa. Tábua de embutidos (foto Ale Guerra -  Cuecas na Cozinha) Chamada de Cochinchine a tábua de embutidos feitos na casa apresenta: Carne de pato curada no aniz, entre outras especiarias; Alcatra no capim limão; Chalua – tipo de presunto com base de carne de porco e especiarias. Tudo acompanhado de pão no vapor. Claro que uma das comidas mais famosas do Vietnã que conhecemos por aqui é o rolinho vietnamita. Pois o Goi Cuon , tradicional rolinho vietnamita de papel de arroz, também está no menu do restaurante Cochinchine. Nas versões Camarão (R$28) ou Veggie (R$24), ambas recheadas com ervas (manjericão, hortelã e coentro), pepino, nabo, cenoura e macarrão de arroz. Acompanha molho vietnamita picante e doce ao mesmo tempo. Goi Cuon (foto Ale Guerra -  Cuecas na Cozinha) Dois molhos que temperam a cozinha do Vietnã E aqui, uma parada para falar de dois molhos tão presentes na culinária do país. O primeiro é o molho de peixe (Nuoc Mam), que é algo bem salgado e de cheiro muito forte, que chega a ser desagradável. Usado, normalmente, no preparo de diversos pratos locais. No Cochinchine, por exemplo, todo o cardápio é preparado tendo o Nuoc Mam entre seus ingredientes. Exceto, naturalmente, os pratos vegetarianos ou veganos. Fazendo um paralelo esse Nuoc Mam seria como um shoyu. Mas, os vietnamitas tem um molho mais delicioso para chucar coisas, como fazemos com sushis e sashimis no shoyu (fiz aqui um trava-língua!). Eles tem o Nuoc Cham, que leva em sua composição: molho de peixe, limão, gengibre, pimenta, alho e açúcar mascavo. O tal molho ganha bastante equilíbrio com essa mistura toda e assim, o aroma forte do Nuoc Mam desaparece. Fica ideal para chucarmos nosso rolinho vietnamita, acompanhar as várias formas de Banh, etc, etc. Ao centro o molho Nuoc Cham (foto Instagram Cochinchine ) Receita do molho Nuoc Châm Truyen Thông A chef Dani Borges nos ofereceu, gentilmente, a sua receita de Nuoc Cham que, na verdade, tem o nome completo de Nuoc Châm Truyen Thông . É fácil de fazer e tenho certeza que você vai curtir. Ingredientes 3 colheres de molho de peixe 100 ml de suco de limão 1 colher de vinagre de arroz 1/2 copo de açúcar mascavo 3 dentes de alho bem picados 1 pimenta dedo de moça sem as sementes, bem picada. 1 colher de gengibre bem picado Modo de Preparo : Combine todos os ingredientes e mexa até que o açúcar se dissolva. Vai super bem para incrementar a salada do dia a dia :) Hoa Chuoi ( foto Keiny Andrade ) Entradas e Saladas Voltando ao menu. Definitivamente, vá com os amigos e compartilhem a experiência, dividam os pratos. Lá em cima já citei uma das entradas o Dumpling Consomê , aqui informo que ele também pode ser servido, igualmente, na versão vegana. Dumpling Consomê Chay (R$33), leva dumplings recheados de legumes, tofu e gengibre; servidos em caldo à base de cogumelos e especiarias. Entre as saladas, Hoa Chuoi (R$42) – salada de flor de bananeira, cenoura e mix de repolho, picles de maçã verde, ervas aromáticas e camarões ao molho de leite de coco. Bem como, Nam Gion (R$35) –  mix de repolho, broto de feijão e cenoura, folhas aromáticas e cogumelos crocantes. Cha Ca Cochinchine (R$70) – Peixe do dia grelhado, servido com macarrão de arroz em molho de gengibre e cúrcuma e vinagrete de dill, salpicado com amendoim torrado e cebolinha (foto Ale Guerra -  Cuecas na Cozinha) Pratos Principais #ficaadica – mantenha as garfadas no prato alheio! Uma das pedidas mais instagramáveis é o Thit Kho To (R$56)- stinco de porco assado, servido em molho perfumado de leite de coco queimado. Vale a mordida independente da foto, carne desmanchando e molho rico e denso com toque adocicado. Dica: coma com a fatia de abacaxi, que ajuda o stinco a ficar de pé no prato. A terra e o mar se encontram no Da Nang (R$74), cozido de frutos do mar e barriga de porco com polvo, lula, camarões e mexilhões brancos em molho de caramelo e especiarias. Se o apetite está para carne vermelha há o Bo Kho Chanh (R$68), corte alto de alcatra defumada finalizada na grelha à carvão, servida com vinagrete de capim limão e salada vietnamita. Ca Ri Ga (foto Ale Guerra -  Cuecas na Cozinha) O curry, conhecido na gastronomia indiana, também tem sua versão vietnamita. Mais suave e cítrico o Ca Ri Ga (R$53) leva peito de frango e legumes crocantes. Sua versão vegetariana Ca Ri Chay   (R$45) só leva os legumes. A base do curry preparado no Cochinchine utiliza pasta de tamarindo e especiarias. A maioria dos pratos é acompanhada de arroz branco. French Quarter ( foto Keiny Andrade ) Sobremesas Entre as três opções de sobremesa: French Quarter (R$22) é um delicado creme brullée de jaca que, como disse lá em cima, é fruta típica do Vietnã e foi trazida ao Brasil pelos portugueses. Para os apaixonados por coco, Ben Tre (R$22), suave mousse da fruta que leva molho de manjericão. Há ainda o Mekong Crème Caramel (R$22) – creme com calda de caramelo, com compota de carambola e mamão verde. Como curiosidade cultural, falando em mamão verde, lembrei então de um belo filme de 1993 chamado “O Cheiro do Papaia Verde”. Sinopse : Mui, uma camponesa de 12 anos, é contratada para trabalhar como empregada na casa de uma família abastada no Vietnã. De temperamento sereno e doce, a menina conquista a matriarca da família, que a vê como uma substituta da filha, que morreu há sete anos. Enquanto Mui se transforma numa bela mulher, a situação financeira da família se complica e ela é encaminhada  para um novo patrão, um jovem pianista que está prestes a se casar. Logo depois, Mui se apaixona pela primeira vez. O tempo passa e o aroma do papaia verde, da mesma forma, a faz relembrar do passado. típico Bia Hoi (chopp e choperia) no Vietnã (foto Instagram Bia Hoi ) Drinks Conversei com Fernando Brito, marido e sócio da chef Dani Borges,  para falar sobre bebidas típicas do Vietnã. A mais popular, de longe, é a cerveja. Bia, cerveja em vietnamita, vem do francês bière. Afinal, foram eles que introduziram a bebida no país. Acrescenta-se nessa equação a palavra Hoi (gás) e temos a expressão: Bia Hoi (cerveja fresca). Traduzindo, chope, não pasteurizado e super leve, ainda mais que por lá é feito de arroz e não de milho como no Brasil. Bia Hoi é o chope mais barato do mundo (também carrega a fama de ser o pior), custa centavos por copo, por isso é bastante consumido pela maioria da população. Os lugares que servem as bebidas, choperias bastante simples, também receberam o nome de Bia Hoi. Então, nesse cenário, é fácil entender que os drinks, que custam o equivalente no Brasil, são muito caros para a população em geral. Logo, são preparados em lugares mais sofisticados e quem frequenta esses lugares tende a pedir os drinks clássicos. Bloody Mekong ( foto Keiny Andrade ) Carta de drinks Assim, no Conchinchine a carta de drinks foi pensada levando em conta os clássicos, com um toque de ingredientes do país. Phu Quoc Daiquiri (R$26) leva rum Havana Club 3 anos, limão e dill. O daiquiri ganhou um toque de dill, também conhecido com endro e utilizado na cozinha vietnamita. Outro clássico que, igualmente, conquistou sua regionalização foi o Bloody Mekong (R$35). Preparado com vodka, suco de tomate, Nuoc Mam (molho de peixe), Sriracha (molho de pimenta) e limão. Portanto, uma pedida diferente para quem gosta de Bloody Mary. E, como a jaca é uma fruta daquele país, nada como aproveitá-la num drink. Por isso o Jaca Amiga (R$33) mistura vodka, compota de jaca e limão. Certamente brinca com o famoso Caju Amigo conhecido por aqui. Enfim, entre os não alcoólicos duas sugestões interessantes: Suco de água de flor de laranjeira (R$16) e Mate da Casa (R$16). corredores da Cidade Imperial de Hue  - foto de Aaron Joel Santos para o site de turismo oficial do Vietnã Dicas para traduzir o cardápio Vietnamita A chef Dani Borges e seu marido Fernando Brito são entusiastas do Vietnã, já foram diversas vezes para lá. Então, pedi essas dicas porque, vai que depois dessa matéria você começa a estudar a possibilidade de viajar pro país. Assim também, aproveita e dá uma olhada nesse site de turismo oficial do Vietnã . Ha Long Bay - foto de Aaron Joel Santos para o site de turismo oficial do Vietnã Pequeno glossário Bahn - palavra que indica massa - macarrão, pão, panquecas, etc. Dumpling - é Bahn recheado de qualquer ingrediente. Bahn Mi – é todo sanduíche feito com baguete. Pode levar os mais variados recheios. Nem – indica preparos em forma de rolinhos. Pho – é um caldo preparado com ossos de boi, que pode levar macarrão de arroz, ervas (manjericão, coentro, hortelã e cebolinha), bem como carnes, peixes e frutos do mar. Chay – vegetariano. Bo  - boi/vaca. Ga -  galinha/frango. Thit – porco. Tôm – Camarão. Ca – peixe. Ca Ri – versão vietnamita do curry (Ca Ri – o som parece, né?) que pode levar vegetais, carnes, peixes e frutos do mar. Bia é cerveja, vem do francês bière. Hoi é gás. Bia Hoi é cerveja fresca ou chope. Ben Tre - mousse de coco e calda de manjericão (foto Instagram Cochinchine ) Serviço Conchinchine Rua Haddock Lobo, 1002 - Cerqueira César - mapa Fone: (11) 3063-0718 www.cochinchine.com.br Visita e preços em Março/2019 + dicas de restaurantes + dicas de Cafés, Docerias e Outras delícias

  • Museu da Imigração

    Em primeiro lugar, se você ainda não foi ao Museu da Imigração (MI) no bairro da Mooca em São Paulo, não sabe o que está perdendo! Não raro, comento por aqui, nesse nosso site de gastronomia e estilo de vida , sobre a importância de se modernizar sem perder a história. Um país precisa ter memória! O passado não é descartável! Antes de mais nada, ele ajuda a construir um futuro melhor. Pois em 1887, foi inaugurada a Hospedaria de Immigrantes do Estado de São Paulo , no mesmo local onde hoje funciona assim também o Museu da Imigração (MI) . Hospedaria que funcionou até 1978, quando o espaço recebeu então, pela última vez, um grupo de imigrantes coreanos. O local transformou-se no primeiro e principal abrigo dos imigrantes recém-chegados ao Brasil durante todos esses anos. Foram cerca de 2,5 milhões de pessoas que chegaram de mais de 70 países, buscando uma vida melhor. Vieram, principalmente, trabalhar nas lavouras de café e na indústria paulista. Trouxeram na bagagem: esperanças, expectativas e angústias. Bem como sobrenomes, sotaques, costumes, culinária e vestimentas; que contribuíram para a formação cultural paulista e brasileira de forma definitiva. Hoje o Museu da Imigração (MI) vai muito além de um retrato do passado. Os fluxos migratórios continuam existindo pelos mais variados motivos: fome, guerras, intolerâncias raciais, religiosas, perseguições políticas, etc, etc. Portanto é, antes de mais nada, contemporâneo! Um lugar de reflexão, respeito às diferenças e fomento ao diálogo. Museu da Imigração (MI) – Passado A Hospedaria de Immigrantes do Estado de São Paulo, também conhecida como Hospedaria de Imigrantes do Brás, foi construída entre os anos 1886 e 1887 para cumprir as seguintes funções: receber, acolher e encaminhar trabalhadores imigrantes a postos de trabalho no Estado de São Paulo. O amplo complexo contava com edifícios e estruturas que tinham funções específicas. À princípio os imigrantes, em sua maioria, chegavam à Hospedaria pela Estação Ferroviária . Duas importantes linhas férreas partiam de Santos e Rio de Janeiro, ou seja, de lugares portuários, em direção ao interior do Estado de São Paulo. Para dar conta desse fluxo, foi construída uma estação de trem no complexo, que servia exclusivamente para o recebimento e encaminhamento das pessoas que chegavam ao Brasil. Ao desembarcarem na estação, os estrangeiros e também brasileiros (porque alguns vinham de outros Estados para trabalharem em São Paulo) eram encaminhados ao serviço de recebimento de bagagens. Nas malas, baús e sacolas chegavam embalados: roupas, objetos, fotos, diários; enfim, memórias de uma outra vida que ficou para trás. Mas também acreditava-se que com elas vinham bactérias e vírus transmissores de doenças. Assim, o Armazém de Bagagem era o setor responsável pela recepção, desinfecção e redistribuição de todo o material. Na Sala de Matrícula os imigrantes e migrantes, recém-chegados, faziam seu registro na Hospedaria. Procedimento burocrático que consistia em: entrevistas, verificação de informações em documentos pessoais e nas listas de bordo dos respectivos navios, registro de dados no livro de matrícula e entrega dos cartões de permanência. Funcionários da Hospedaria, como escriturários e tradutores, acompanhavam o procedimento. Para a espera da realização desse processo, longos bancos de madeira eram dispostos pelo ambiente. Hospedagem Por fim, os imigrantes e migrantes eram encaminhados para os Dormitórios . No primeiro andar haviam quatro amplos dormitórios com capacidade para abrigar 150 pessoas em cada, além de outros dois que ficavam no térreo. Durante os anos, o mobiliário foi mudando: esteiras, camas e beliches que serviram de leito. Para evitar epidemias, a preocupação com a higiene era constante, com trocas de roupas de cama que eram lavadas e limpeza do chão. objetos então utilizados pelos imigrantes na Hospedaria em exposição Durante o dia, os dormitórios ficavam fechados. Apenas era permitida a permanência de idosos ou pessoas que necessitassem de repouso. Lembrando que o abrigo era provisório… O objetivo principal, em suma, era encaminhar, o mais breve possível, as pessoas para seus novos postos de trabalho e moradia por todo Estado de São Paulo. Assim, o complexo contava com  a Agência Oficial de Colonização e Trabalho. Além dos alojamentos, foram criados: Central de Serviço Médico com Farmácia e Laboratório de Análises, serviços de Correio e Telégrafo, Posto Policial, Lavanderia, Cozinha, Refeitório e um setor de Assitência Odontológica. Muitos dos móveis e objetos utilizados durante todos esses anos hoje estão em exposição no Museu da Imigração (MI). Museu da Imigração (MI) – Presente O complexo restaurado conta com diversificada programação cultural com cursos, música, dança, cinema, teatro, entre outras atividades. Sempre com vistas a valorizar a cultura dos diversos povos que por aqui aportaram. Há Visitas Monitoradas (agendadas previamente no Núcleo Educativo do Museu), Encontros de Formação para ajudar educadores em sala de aula, Festas Típicas de países, Oficinas de Artesanato. Bem como, a tradicional Festa do Imigrante, que reúne gastronomia, arte, música e dança de nacionalidades que compõe a diversidade cultural de São Paulo. Risoto do Imigrante que será servido na feira Comida de Herança. E, ainda, a feira Comida de Herança, da qual falaremos mais abaixo. Da mesma forma, o Projeto Raízes da Cidade, coordenado pela Migraflix - ONG, sem fins lucrativos, criada em 2015 ajuda a integrar refugiados e imigrantes social e economicamente. O Museu da Imigração conta igualmente com exposições de Longa Duração como Migrar: experiências, memórias e identidades   , Exposições Temporárias, Itinerantes e Exposições Virtuais que podem ser visitadas pela internet. Migrar: experiências, memórias e identidades A exposição de Longa Duração tem como objetivo apresentar aos visitantes os trabalhos de preservação e pesquisa realizados pelo Museu da Imigração (MI) a respeito de seu tema central. Aborda o processo migratório e seu caráter permanente na história da humanidade. Em especial, a grande imigração ocorrida nos séculos 19 e 20 com suas políticas próprias. A ideia é mostrar, durante a visita, o cotidiano da então Hospedaria de Imigrantes do Brás. Bem como, todas as contribuições dos povos de diversas nacionalidades na nossa formação cultural. Há uma coleção de mobiliário, objetos, diários, documentos, fotos, cartas que ajudam a contextualizar as épocas. Antecipadamente aviso, é curioso observar nesse painel para onde seguiam os imigrantes em cada época. Em painéis eletrônicos, que retratam o mapa do Estado de São Paulo, percebemos para onde seguiam as levas de imigrantes em cada momento da história. Num amplo painel esculpido em madeira, sobrenomes que deram origem a tantos descendentes que hoje vivem no Brasil. O desafio é encontrar o seu! Gavetas iluminadas igualmente guardam histórias, cartas e documentos de diversos estrangeiros. Um painel dedicado à religiosidade, sinaliza a variedade de credos que por aqui chegaram e convivem de forma pacífica. A exposição é, portanto, não só um retrato do passado como uma reflexão para boa convivência no presente e futuro. Estrutura Além do espaço de exposições, o Museu da Imigração (MI) conta também com: Jardim -  são 2.900 m2 com diversas espécies de árvores e plantas. Bancos rústicos espalhados convidam para uma leitura ou parada contemplativa e áreas verdes sugerem piqueniques, prática de atividades e encontros. Loja do Museu – oferece souvenirs ligados ao tema imigração – canecas, cadernos, livros, camisetas, bolsas, mala de viagem, cartões-postais, guarda-chuvas, entre outros. Cantina – inaugurada em junho de 2017 o Café do MI tem ambiente vintage. Nas mesinhas do deck é possível apreciar o jardim. No cardápio opções de brunch, cafés especiais, focaccia assada em forno à lenha, tortas e cookies. Auditório – espaço com 96 lugares para palestras, workshops, seminários e apresentações em geral. Retratos de Época – local em que os visitantes podem tirar fotos em cenários típicos, utilizando figurinos à moda antiga. O estúdio fica na estação ferroviária do Museu da Imigração (MI). Valores e serviços devem ser consultados diretamente no local ou pelo www.retratosdeepoca.com.br Espaços de eventos – áreas disponíveis para locação. Passeios de Maria-Fumaça Sim, ainda é possível ouvir o apito de uma legítima locomotiva de 1922, totalmente restaurada. Percorrendo, igualmente, os mesmos trilhos, a Maria-Fumaça desembarca passageiros na estação tal e qual em tempos antigos. As viagens são promovidas pela Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF). O trajeto de 3km entre as estações Mooca e Brás, dura cerca de 25 minutos. Monitores aproveitam o passeio para contar um pouco sobre o contexto histórico daquela viagem. Para realizar o passeio, o público pode escolher entre um vagão de 1950 (R$20) ou 1928 (R$25). Os carros foram recuperados na Oficina de Restauração da ABPF – que realiza um trabalho de restauração respeitando as características originais como: tipo de madeira, cor, dimensões e montagem. Os equipamentos restaurados ficam expostos no Pátio de São Paulo, local próximo ao viaduto Alcântara Machado e podem ser visualizados durante o trajeto. Então, sabe aquele painel de gavetas da foto que publiquei mais acima? Olha que beleza dentro! (foto Ale Guerra) Atenção!!! Público em Geral Apenas no primeiro final de semana de cada mês,  o trem sai, entre 11h e 16h (viagens de hora em hora), da estação ferroviária do Museu da Imigração (MI). Nos demais sábados, domingos e feriado os embarques são realizados então na plataforma da sede da ABPF, que fica bem próxima ao museu, na Rua Visconde de Parnaíba, 1253 - Fone: (11) 2695-1151 e site www.abpfsp.com.br As compras de passagens podem ser feitas no local ou antecipadamente. Grupos De terça a sexta feira grupos interessados podem fazer o passeio de Maria-Fumaça (mínimo 40 pessoas) vinculado com a visita ao Museu da Imigração. Para esses grupos é preciso agendamento prévio pelo agendamento@museudaimigracao.org.br ou pelo fone (11) 2692-1866 Leia mais no link . Enfim, visitar o Museu da Imigração (MI) é um ótimo passeio para ir sozinho, com amigos ou a família. Acervo Digital do Museu da Imigração É possível visitar, da mesma forma, virtualmente, o museu. Acessando uma série de informações no Acervo Digital . Há, inclusive, um ebook que explica: Como encontrar os registros daqueles que passaram pela Hospedaria de Imigrantes do Brás . Entre os itens disponíveis para pesquisa: Iconografias Banco de imagens da Hospedaria de Imigrantes, cartões postais, fotografias de viagens e retratos dos imigrantes. Requerimentos SACOP Documentos que solicitam restituição das despesas de transporte dos imigrantes até a chegada ao Brasil. Registros de matrícula Dados do livro de registro das pessoas que passaram pela Hospedaria de Imigrantes. Cartografias Mapas e plantas referentes a núcleos coloniais, plantas da antiga Hospedaria de Imigrantes e do Museu da Imigração. Jornais Publicações de colônias de imigrantes no Brasil, com edições entre os anos de 1886 e 1987. Cartas de chamada Documentos que declaravam uma garantia de auxílio ao imigrante que pretendesse se juntar à sua família já instalada no Brasil. Listas de bordo Relação dos imigrantes embarcados entre 1888 1965, principalmente em portos europeus, com desembarque previsto no porto de Santos. Simultaneamente ao passeio, o desafio é encontrar seu sobrenome na parede de madeira esculpida. Histórico do Museu da Imigração Para acrescentar ainda mais curiosidades à matéria segue uma cronologia histórica. 1886 – Início da construção da Hospedaria de Immigrantes do Estado de São Paulo 1887 – Ainda inacabada a Hospedaria recebe então os primeiros imigrantes 1892 – A Hospedaria é vinculada à recém-criada Secretaria da Agricultura, Comércio e Obras Públicas 1905 – Instituído o Departamento de Terras, Colonização e Imigração (DTCI), que passa a administrar a Hospedaria 1924 – A Secretaria de Segurança Pública utiliza algumas dependências da Hospedaria como presídio político durante a Revolução de 1924. 1932 – A Hospedaria é ocupada pela Força Pública e utilizada nesse sentido como prisão para os getulistas (partidários do presidente Getúlio Vargas) durante o Movimento Constitucionalista 1936 – O prédio passa por reformas, alterando algumas das suas características originais 1939 – O Departamento de Terras, Colonização e Imigração (DTCI) é transformado em Serviço de Imigração e Colonização (SIC) 1952 – Início de novas obras no edifício da Hospedaria 1967/68 – Com a criação da Secretaria de Estado da Promoção Social, a Hospedaria recebe o nome de Departamento de Migrantes (DM) ligado àquele órgão 1978 – Encerramento das atividades da Hospedaria de Imigrantes Num painel emoldurado, malas juntamente com baús e documentos de imigrantes. 1982 – O conjunto arquitetônico é tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT) 1986 – Criação do Centro Histórico do Imigrante, vinculado à Secretaria de Estado da Promoção Social 1993 – Criação do Museu da Imigração que, subordinado à Secretaria de Estado da Cultura passa a administrar o acervo do Centro Histórico do Imigrante 1996 – Realização da 1a Festa do Imigrante 1998 – Criação do Memorial do Imigrante 2010 – início do restauro do prédio da antiga Hospedaria de Imigrantes. O Memorial do Imigrante passa a ser denominado Museu da Imigração. 2014 – Inauguração do novo Museu da Imigração do Estado de São Paulo. foto Ale Guerra OBSERVAÇÃO IMPORTANTE O serviço abaixo, incluindo horários e valores, é referente a Março/2019 – portanto, consulte o site do Museu da Imigração (MI) antes de sair de casa. O mesmo vale para o Passeio de Maria-Fumaça consulte o site da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF) Museu da Imigração (MI) Rua Visconde de Parnaíba, 1316 – Mooca Funcionamento 3a a sábado – 9h às 17h e domingos 10 às 17h Ingressos para visitar as exposições R$10 (inteira) R$5 (meia) fone: (011) 2692-1866 Todo o primeiro final de semana do mês (11h às 16h com intervalo de saídas de 1 hora) passeio de Maria-Fumaça saindo da estação do Museu (R$20 a R$25 por pessoa) Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF) Rua Visconde de Parnaíba, 1253 Fone: (11) 2695-1151 Passeio Maria-Fumaça – veja mais no www.abpfsp.com.br Sábados, domingos e feriados Agradecimentos: acervo de fotos do Museu da Imigração Comida de Herança Entre os dias 16 e 17 de março de 2019 (sábado e domingo das 10h às 19h30) acontece a segunda edição da feira Comida de Herança . “A ideia é trazer uma gastronomia que conta história. Além do tom afetivo, queremos, também, proporcionar o sensorial, a experiência. Um pouco de surpresa e emoção por meio da contação de histórias e degustação dos produtos”, diz Fawsia Borralho produtora do evento. Definitivamente você precisa guardar espaço para as doçuras da Bolo na Agulha. O Comida de Herança, que acontece nos Jardins do Museu da Imigração (MI), tem valor de entrada R$5, que dessa forma dá direito também à visita ao museu. Entre os expositores, produtores artesanais de queijos, biscoitos, cafés, pães, cachaça, bebidas e comidas típicas. O Quituti do Perucci , por exemplo, seleciona azeitonas premium pelo mundo afora e tempera com um toque especial: muito azeite e mix de ervas com sabores ítalo-brasileiros. Por outro lado, o laticínio Capril do Bosque produz queijos de cabra na Serra da Mantiqueira com algumas receitas inspiradas na Europa. Bem como conhecer a cozinha mateira do chef Idolo Giusti Neto. Pratos Quentes A feira Comida de Herança oferecerá igualmente, pratos quentes, feitos na hora. Entre as pedidas, a famosa comida de imigrante do chef Fellipe Zanuto. Seu restaurante na Mooca, que leva o nome de Hospedaria , homenageia suas avós italianas. Lembrando que os imigrantes na época não conseguiam reproduzir suas receitas exatamente como em seus países. Os italianos, por exemplo, precisavam fazer risoto com arroz agulhinha, ao invés de arbóreo, e queijo meia-cura no lugar do parmesão. E é assim, que o chef Zanuto oferecerá seu Risoto de Imigrante, além das massas artesanais. Da mesma forma, o chef Idolo Giusti Neto com descendência italiana, portuguesa e espanhola apresenta sua cozinha mateira. Entre as sugestões de pratos, por exemplo, Arepas (comida Venezuelana). Enfim, complementando a feira gastronômica Comida de Herança: Apresentação do grupo Canja Música Árabe (sábado, dia 16, 13h) Meditação com foco na experiência do paladar e história da comida (sábado e domingo) Palestra e degustação sobre Pancs (plantas não convencionais), com a equipe do Mato no Prato  (domingo, dia 17, a partir das 15hs) Assim também, acontece bate-papo com o chef Zanuto e a jornalista Mariana Weber – autora do blog O Caderno de Receitas e do livro Cozinha de Vó, que será autografado nos dois dias da feira. De acordo com a foto do Instagram da Deliciss dá pra ver que esses embutidos merecem prova. Lista de Expositores Ale Marche (oleaginosas), Ana Box 54 (baião de 2 e polenta), Ane Lelis (granola), Apothek Gin (bebidas), Arepas Piccata SP (comida Venezuelana), Bahrs (tapioca), Beeliving Mel (mel), Bolo na Agulha (bolos), Bottega di Nino (porchetta), Borriello (azeite), Cachaça Colombina (cachaça), Café Cremoso Supreme (café), Café Santa Mônica (café), Canolleria Brasil (canolli), Capril do Bosque (queijos), Christophe e Zaide (queijos), Comida Árabe (árabe), Da Villar (food truck), Das Tress, Delicias do Zinha (geléias), Deliciss (defumados artesanais), Desenrolha (vinho), Di Nonno (porchetta), É dos Anjos (doces e salgados russos), Farfalla (gelato), Fazenda Atalaia (queijos), Hospedaria (cozinha do imigrante), Idolo (comida mateira), Isabel Moreli (touca de cozinha), Kiro (bebidas), Kombucha (bebidas), La Crepe Cuisine (crepe), Los Compadres (cerveja artesanal), Mapuche (cerveja), Mistho (acessórios), Monte Bello (salumeria), O Chá Lá (chás e bebidas), Oficina Tempo (madeira artesanal), Pain Vert (pães), Pancs (plantas alimentícias não convencionais), Pão de Queijo da Mineira (pão de queijo), Piatto Antepasto (antepasto), Quituti do Perucci (azeitonas), Sr. Acepipes (temperos artesanais), Sweet Mac (macarons), Tâmara – granolas e afins tudo a base de tâmara (tâmara), Vida no Forno (pães). Impossível, da mesma forma é olhar um pão desses da Vida no Forno e não querer morder. Serviço   - Comida de Herança Enfim, anote na sua agenda: 16 e 17 de março de 2019 (sábado e domingo) Hora: 10h às 19h30 Entrada: R$ 5 Local: Museu da Imigração Rua Visconde de Parnaíba, 1.316 – Mooca – São Paulo/SP Tel.: (11) 2692-1866

  • Zel Café

    Em um casarão dos anos 1930, tombado pelo Patrimônio Histórico e próximo a avenida Paulista, está o Zel Café. O endereço - Rua Pamplona, 145, no Jardim Paulista -  é, desde 1952, sede da Fundação Instituto de Física Teórica - agora Instituto Principia . Completamente restaurado, o imóvel, que fica numa área de 6,5 mil metros quadrados, é cercado por árvores, jardins, um planetário, bem como, o prédio de pesquisas acadêmicas, passarelas e uma torre comercial de 28 andares. Uma mostra que a modernidade e o interesse comercial podem andar lado a lado com a preservação. Há poucos metros de distância, vejam o que fizeram no Shopping Cidade de São Paulo! Logo, ninguém mais vai se lembrar que lá na Av. Paulista ficava o palacete da família Matarazzo. O projeto arquitetônico do complexo de prédios não foi capaz de conservar um mínimo pedaço que fosse da antiga história. Lembro quando, caminhando pela Paulista, passava pela propriedade e avistava o imponente portão de entrada da mansão. Enfim, um país que não preserva sua história é um país que fica sem memória. Por isso, da mesma forma que  é  importante crescer e se modernizar, é importante restaurar e preservar. Zel Café – história A marca Zel Café, que hoje assim também empresta nome à cafeteria instalada no Casarão, surgiu da vontade do empresário Lauro Megale e sua filha Carolina. Lauro cria cavalos premiados da raça Mangalarga Marchador no Haras Zel e resolveu também investir no mercado de cafés especiais. A lavoura com 50 mil pés de café das variedades Icatu, Catuaí Amarelo e Mundo Novo é cultivada na fazenda Talismã, em Borda da Mata (MG). Localizada a 1.100 metros de altitude nas montanhas da Serra da Mantiqueira. Pedro Costa é o responsável pela plantação e colheita. “Encontramos frutas secas, frutas vermelhas e uva passa no aroma dos cafés naturais da Mantiqueira”, explica Pedro. Os grãos são cuidadosamente selecionados para a torra . Além de comercializar os pacotes de café da marca, moídos ou em grãos, o Zel Café agora conta também com sua primeira cafeteria instalada no Casarão da Rua Pamplona, 145 – Jardim Paulista. No mesmo espaço, descendo as escadas, é possível acessar a charmosa Livraria do Comendador . Outras cafeterias estão nos planos do empresário. Zel Café – Gastronomia Quem comanda a cozinha do Zel Café é o chef neozelandês Shaun Dowling. Há sete anos no Brasil, ele mescla técnicas clássicas e os costumes neozelandeses com a sua paixão pela gastronomia brasileira. Conversando com Shaun, que fala português, ele me disse que traz para o Zel Café o estilo da Nova Zelândia. Por lá o café não é só uma cafeteria como estamos acostumados por aqui, vai muito além disso. É um misto de cafeteria e restaurante, adaptando o menu para cada hora do dia. Portanto, é possível iniciar manhã (7h30 às 11h30) com, por exemplo Pão ciabatta acompanhado de manteiga e cream cheese (R$10). Bem como, Granola Zel com iogurte grego, compota de frutas vermelhas, manga, coco fresco (R$18). E, ainda, Bagel, cream cheese, avocado, tomate (R$25) e Ovos Benedict, bacon, espinafre e yuzu hollandaise (R$24). Abrasileirando o menu tem Tapioca de peito de peru e queijo branco (R$15). Os mesmos itens são servidos igualmente no final da tarde (16h30 às 18h). Para compartilhar (11h30 às 15h e 16h30 às 22h), entre as opções por exemplo: Camembert empanado com molho de damasco (R$38) - foto acima e Batata Zel aioli (R$18). Saladas, sanduíches, cookies e bolos, são preparados, diariamente, e expostos na vitrine do dia , por isso os preços são desenhados na própria vitrine. Zel Café – almoço e jantar Almoço (11h30 às 15h) e Jantar (18h30 às 22h)  tem menu especial de pratos principais. Para os mais curiosos, há uma interessante criação do chef para o menu do Zel Café:  Siri, camarão, mariscos ao creme fraîche com waving bonita (R$53). Waving Bonita (Bonito) Existe uma forma de usar o peixe seco em conserva, na culinária japonesa, ralado sobre um prato quente. As lâminas do peixe, finas e delicadas, (pode ser bonito ou atum, por exemplo) em contato com a comida quente se movimentam lembrando ondas. Esse efeito de ondulação se chama . https://www.cuecasnacozinha.com.br/wp-content/uploads/2019/03/Zel-Café-_Waving-Bonita.mp4 Assim, o chef Shaun Dowling  criou para o Zel Café a sua receita utilizando o peixe bonito, seco, sobre o prato que tem siri, camarão, mexilhões, pescada amarela com Dijon e creme fresco. W aving bonita , assim mesmo, no feminino, é, antes de mais nada, uma homenagem ao sotaque do chef - Shaun é de Auckland, Nova Zelândia. Mesmo morando há sete anos no Brasil e se comunicando perfeitamente em português, às vezes troca algumas palavras. Seguindo com o menu de almoço e jantar da casa, opções a saber: Hambúrguer wagyu 180g  - Blend da casa - queijo cheddar inglês, cebola caramelizada e maionese de manjericão (R$38) - foto acima. Fish’n chips, purê de ervilha, molho tártaro, batata rústica R$52 Bife ancho, aligot, cavolo nero e jus (R$52) Gnocchi de mostarda dijon, pato confit e crisp de cebola R$38 Risoto de parmesão R$38 – acrescentando mignon sai por R$52 Steak frites com mignon e molho rôti R$42 Por outro lado, há menu especial para as crianças como Iscas de frango com arroz e fritas ou salada R$16 Sobremesas Durante o dia todo na vitrine do Zel Café você encontra, por exemplo: Caramel brownie com flor de sal e sorvete de baunilha (R$16) NY cheesecake - desde já escolha sua cobertura preferida: frutas vermelhas, doce de leite ou ganache (R$18) E, igualmente, opção glúten free como a Torta de chocolate com farinha de nozes (R$16). Café Latte Caramelo Bebidas Para esse que vos escreve, uma das características mais marcantes do blend Zel Café é sua doçura tanto no aroma quanto no paladar. Uma ótima oportunidade para aqueles que ainda tomam café com adoçante ou açúcar, arriscarem beber puro. O café pode ser espresso (R$6) ou preparado na Hario V60 ou French Press (R$11,50). coador Hario V60 Servido ainda como Cappuccino ou Café Latte Caramelo (R$9,50). Assim também na versão gelada temos o Frappé e o Orange Cold Brew (R$14,50). Ao mesmo tempo, fora os cafés, há sucos como a Pink Lemonade Joy (R$9). Bem como, Smoothies de Manga com Banana e de Frutas Vermelhas (R$14,50). E ainda, Chás, Shakes, Cervejas, Drinks (Caipirinha R$18,50 e Gin Tônica R$28)  e uma carta de vinhos enxuta com opções 750ml, 375ml ou 187ml. scone neolezandês Receita de Scone Neozelandês Então, aproveitando a oportunidade, pedi ao chef Shaun Dowling uma receita tradicional na Nova Zelândia e ele passou pra nós essa receita de scone preparada por sua avó. Tempo de preparo: 20 minutos Rende 12 scones INGREDIENTES 3 xícaras de farinha de trigo 6 colheres de chá de fermento em pó ¼ colher de chá de sal 75g de manteiga 1 a 1 ½ xícaras de leite integral PREPARO Pré-aqueça o forno a 220oC. Unte e enfarinhe uma assadeira. Em uma tigela, peneire a farinha, bem como, o fermento e o sal. Junte a manteiga e amasse tudo com as pontas dos dedos até que a mistura se assemelhe a um pão ralado fino. Adicione o leite e misture rapidamente com uma espátula para que se torne uma massa macia. Para bolinhos leves e fofos, a mistura deve ficar tenra e um pouco pegajosa. Abra a massa com 2 cm de espessura sobre uma superfície enfarinhada. Logo depois corte em 12 pedaços redondos iguais com a ajuda de um aro ou faca enfarinhada. Separe os scones com um espaço de 2cm entre eles. Dessa forma pincele a parte superior com leite. Asse então por 10 minutos ou até dourar. Afinal, coloque em uma grade para esfriar, embrulhando em uma toalha de mesa limpa para mantê-los macios. Livraria do Comendador Ao mesmo tempo, parte do programa da visita ao casarão restaurado é, além de comer e beber um bom café,  descer as escadas para acessar a charmosa Livraria do Comendador . Sob os cuidados das irmãs Carol e Talita Camargo, que têm família de tradição no mercado livreiro, a livraria é independente do Zel Café. “Investimos atenção e cuidado nos projetos inovadores e editoras com propostas diferenciadas”, explica Talita Camargo. Entre os livros encontrados por lá, temas como : café, gastronomia, Ciência e Física e cavalos. Acompanhe a programação cultural no Instagram Livraria do Comendador . Frappé de café Zel Café – Casarão Rua Pamplona, 145 – Jardim Paulista – SP Instagram  e site  – mapa Livraria do Comendador: Instagram Livraria do Comendador + dicas de cafés visitados acesse fotos Caio Ferrari

  • Charco restaurante

    O Charco restaurante é daqueles lugares que comprovam que o menos é mais e que o respeito aos bons ingredientes reina na nova cozinha. Mirabolante por lá, apenas o domínio do fogo. Aquele que o homem tem, desde os primórdios, a insana mania de tentar controlar. chefs Tuca Mezzomo e Nathalia Gonçalves - foto Elisete Borim Pois o chef Tuca Mezzomo conseguiu a proeza, extraindo o melhor de cada ingrediente em sua forma assada, tostada, defumada e/ou caramelizada. São carnes, peixes, frutos do mar e vegetais sempre frescos. Oriundos de produtores que se preocupam com a excelência do que produzem. O menu do Charco restaurante é bastante enxuto, outra tendência da gastronomia. E dispensa grandes descrições, porque o que se lê no cardápio é o que se recebe à mesa. Tuca, que já foi subchef do Dalva e Dito e chef executivo do Grupo Nino , sabe o quão fundamental é a qualidade da matéria-prima. Charco Restaurante - foto Rogério Voltan Tanto que produz em sua nova casa a própria manteiga, stracciatella, queijo de cabra fresco, tahine e embutidos como cotechino, linguiças e morcilha. A cozinha do chef é inspirada no Sul do Brasil, remetendo às suas origens, mas não se prende a receitas ou modos de preparo tradicionais. O restaurante tem ambiente rústico com elementos naturais como as mesas de toras de madeira. Enfim, os tijolos aparentes complementam a rusticidade e a luz cria uma ambiente intimista. São 40 lugares espalhados entre o salão principal, sala privativa e mesas no quintal, localizado na entrada da casa. Cotechino - foto Alessander Guerra  (Cuecas na Cozinha) Charco restaurante - Menu O Cotechino , um embutido de carne de porco, é entrada imperdível! Servido fatiado sobre pão brioche, tem perfeita finalização de uma fatia de cebola, que dá um toque adocicado, e picles de grãos de mostarda que trazem picância e acidez interessante ao prato. Mas antes do Cotechino (R$22 o par), vale pedir o couvert. Pãozinho em formato arredondado que tem gostinho de caseiro, feito em casa, casa de vó, com cheirinho de saído do forno. Bem como Manteiga feita na casa e flor de sal para acompanhar (R$8). Cuscuz Dona Dalva  - foto Alessander Guerra  (Cuecas na Cozinha) Outra opção de entrada que vale compartilhar é o saboroso Cuscuz Dona Dalva feito com charque e linguiça (R$29). Os amantes de morcilha (linguiça de sangue), vão se deliciar com a opção servida com compota de maçã, cebola e ovo (R$32). Completam as entradas do Charco restaurante: Salada de abobrinha, creme de ervilha e iogurte, folhas (R$24) e Camarão Rosa, avocado e quinoa (R$32) Arroz pegado de Polvo  - foto Alessander Guerra  (Cuecas na Cozinha) Charco restaurante - Pratos Principais Vegetais assados, tahine e sementes (R$49) são uma opção vegetariana e vegana do cardápio do chef Tuca Mezzomo. O fogo carameliza os vegetais, mas mantém sua integridade. O Arroz pegado de Polvo (R$69) é sugestão para os apaixonados pelo molusco. Frito até pegar na panela, o arroz ganha um toque tostado e crocante. Continuando nessa pegada aquática, há Peixe do dia na brasa (R$74). Ovelha assada (R$54) é um prato bem tradicional no Rio Grande do Sul, aqui seu acompanhamento é purê de milho tostado e radiche (R$54). A opção para quem quer carne de porco é a Copa lombo com feijão mexido (R$59). Chuleta  - foto Alessander Guerra (Cuecas na Cozinha) Enveredando pelas carnes vermelhas, o domínio do fogo continua preciso. Bem como, a excelência dos cortes. Infelizmente não pude provar a Costela na lenha (R$74) porque estava em falta no dia. Segundo o chef, veio fora do padrão e foi devolvida. Prezar pela qualidade tem seus contratempos. Mas nós clientes devemos entender quando um chef nos explica isso, porque é um atestado do quanto ele se preocupa com o que vai servir. Felicidade foi encarar a tenra Chuleta (R$119 – 400 g). Assada à perfeição, com marmoreio que lhe trazia um toque amanteigado, desmanchando na boca. Só de escrever deu vontade de comer outra agora! Completando as opções de carne há Bife de Vacio (R$59). Todas as carnes vermelhas acompanham vegetais na brasa, folhas e vinagrete. Detalhe, a salada de folhas é tão fresca e tem sabor tão intenso, que nos dá a impressão de ter sido colhida naquele momento. Perceberam que, mesmo o menu do Charco restaurante sendo enxuto, há diversas opções contempladas? Butiá, laranja e iogurte  - foto Alessander Guerra (Cuecas na Cozinha) Charco restaurante – sobremesa – capítulo à parte! Ok, a comida é muito boa, mas quantos restaurantes bons que você frequenta que na hora da sobremesa não há sintonia? Pois no Charco restaurante a chef confeiteira Nathalia Gonçalves, também sócia da casa,  é criativa e executa bem os doces que oferece. Há apenas três sugestões e não precisa mais. Butiá, laranja e iogurte (R$24) é uma pedida certa! O butiá, fruta bem conhecida no Sul do Brasil, vem de uma palmeira e tem forma de um coquinho. Existe até uma expressão gaúcha “Me caiu os butiá do bolso” para declarar espanto ao ouvir uma notícia inesperada. É tipo assim, você pegou vários butiás, coquinhos pequenos, e encheu seus bolsos. Então sai andando e, de repente, alguém te conta uma bomba, você breca e bah! Os butiás, dessa forma, caem dos seus bolsos, tamanha a surpresa. Para quem quiser conhecer mais sobre o butiá acesse esse link do Slow Food Brasil que explica o fruto em detalhes. Nathalia aproveitou muito bem o toque ácido da fruta para fazer o seu sorbet. Servido sobre fatia de laranja caramelizada, que empresta o cítrico e o doce ao prato. Finalizando com um levíssimo iogurte batido e caramelo de maracujá. Cacau e suas variações  - foto Alessander Guerra (Cuecas na Cozinha) Cacau e suas variações (R$26) é outra preparação que encanta os olhos e o paladar. Nessa leitura temos o sorbet de mel do cacau, geleia de cacau, semente de cacau, manteiga de cacau, bolo de chocolate branco e chocolate ao leite e amargo. Tudo muito bem apresentado com contraste de texturas e intensidades variadas de potência do sabor do cacau. Outra sugestão é um clássico revisitado da cozinha gaúcha Cuca, maçã e canela (R$18). Charco restaurante – bebidas Em uma adega aparente, que fica no corredor na lateral da cozinha, estão dispostos os vinhos da carta. Quem comanda o serviço de vinhos é João Pichetti, ex-sommelier do D.O.M , que também gerencia o salão. Uma combinação inusitada proposta pelo João para acompanhar as entradas foi o vinho fortificado espanhol La Ina Fino , um Jerez premiado servido em taça R$30 ou garrafa R$245. Outra dica da mesma forma certeira para acompanhar bem a Chuleta é o tinto brasileiro Reserva dos Pampas . Corte de Cabernet Sauvignon , Tannat e Merlot é envelhecido 5% em barris de carvalho por 12 meses. Produzido na vinícola Cordilheira de Sant´ana em Sant'Ana do Livramento (Campanha Gaúcha). Igualmente servido em taça R$25 ou garrafa R$85. À frente do bar está Márcia Martins (ex-bartender do Maní ), preparando drinks autorais e grandes clássicos. Assim já que estamos numa casa que homenageia o Sul do Brasil nada como provar drinks que se inspiram na região. Loco de Especial – vodka Tito´s, bergamota (e não venha dizer que é mexerica!), bitters de Angustura, tônica e espuma de gengibre R$32 foto Julia Rodrigues Charco Rua Peixoto Gomide, 1492  ( mapa ) Tel: (11) 3063-0360 Serviço completo no Instagram do Charco restaurante Quer mais dicas de restaurantes ? Acesse a nossa coluna .

  • Receitas para o verão

    Quando as temperaturas sobem dá até preguiça de cozinhar, então selecionei Receitas para o Verão a fim de que você refresque suas ideias. Afinal, eu sei bem como é isso, chega na hora de comer e estamos com tanto calor que não conseguimos pensar em nada. A única coisa que a gente tem certeza nessa época é tomar água, água e mais água, sucos e demais líquidos para hidratar e simultaneamente matar a nossa sede. Em primeiro lugar, isso é muito importante, mesmo! Fundamental! Água, água de coco e sucos naturais de frutas para hidratar. Naturalmente caso compre água mineral, leia o rótulo para ver a quantidade de sódio. Prefira as que tiverem menor teor de sódio. Falando em ler rótulos a dica é: leia sempre! Em suma, seja consciente do que você está ingerindo. Cervejas, drinks e vinhos gelados também são muito bons para refrescar. Só precisamos lembrar que álcool desidrata, então beber água junto é dica básica. Mas Ale, diga lá: quais são suas sugestões de Receitas para o Verão ? Como montar uma salada Para começo de conversa, pode parecer lugar comum mas não é, vamos abusar das saladas. Mas não pense que as receitas de saladas precisam ser sem graça, um amontoado de folhas difícil de digerir. Não, nada disso! As saladas devem, definitivamente, além de folhas, serem incrementadas com legumes, frutas, queijos, castanhas, grãos, carnes, peixes e tudo mais que sua imaginação permitir. Enfim, são receitas de saladas que valem por uma refeição mesmo! E não tem problema nenhum se você acrescentar uma bela fatia de pão de fermentação natural, torrada ou tapioca. Precisamos parar com essa ideia que salada é coisa de regime. Não! Salada é algo muito bom, saboroso e nutritivo, que deve ser acrescentado na nossa alimentação de forma natural. Não pode virar tortura. Ai que saco, tenho que comer salada! É prazer! Melhor ainda você vai ingerir algo frio e refrescante. #ficaadica - Saia do amontoado de folhas, adicione diversos ingredientes e tempere sempre com molhos diferentes. Dicas de Receitas para o Verão Comecei pelas saladas exatamente por essa característica principal, o frescor. Afinal, é isso que estamos procurando nos dias quentes. Ninguém vai querer ligar o forno para assar alguma coisa que leve tempo de cozimento, porque daí a casa vai ficar ainda mais quente. Da mesma forma, ninguém vai querer encostar a barriga na boca do fogão cozinhando algo que demore para ficar pronto. Naturalmente no verão o que todo mundo deseja é estar o mais longe possível do fogo. Por isso, as receitas de verão que separei ou utilizam ingredientes totalmente frios ou usam muito pouco o fogo para ficarem prontas. No caso de utilizar carnes de frango ou de boi, por exemplo. Ou ainda, peixes. Assim também, opte por filés que podem ser grelhados com um fio de azeite e pouco tempo de cozimento. Legumes crus são uma maravilha! Daí  se você preferir mais cozidos a dica é cortá-los em pequenas fatias para passar na panela com um fio de azeite dando uma leve cozida. Por outro lado, frutas trazem a doçura de seus sabores e mais frescor nas nossas receitas para o verão. Quanto aos grãos, uma dica prática e rápida é o couscous marroquino, sêmola de trigo. Fácil de encontrar no mercado. Hidrata rapidamente e não tem como errar o ponto. Sem contar que não dá calor quando comemos. Enfim, grãos diferentes é que não faltam: quinoa, grão de bico, cevada, lentilha, etc. Onde servir? Se é preciso ânimo para comer e a gente come primeiro com os olhos. Então a dica é caprichar na apresentação. Em primeiro lugar, quando você mistura diversos ingredientes coloridos de formatos diferentes o prato já fica bonito. Mais uma dica é servir em bowls (pequenas tigelas). Não em pratos. Fica mais bacana de arrumar a salada, espalhar o molho. E, igualmente, mais interessante para comer com os olhos. Ou seja, aposte em bowls de cerâmica diferentes. Existem muitos modelos por aí. Prefira, desde já, os criados por artistas plásticos. Além de serem mais bonitos, você está incentivando a produção artesanal. Quer dizer, valorizar a produção artesanal é apoiar a criatividade, a diversidade e o trabalho familiar. Compre de quem faz! Dessa forma, ajudamos a construir um Brasil e um mundo melhor. Voltando aos bowls, eles são fáceis de guardar, empilhando um no outro. E, da mesma forma, no inverno poderá utilizá-los para servir sopas! Cozinhando ideias, nosso lema aqui nesse site de gastronomia e estilo de vida, conseguiremos utilizar esses bowls em muitas apresentações. Azeites Antes de mais nada #ficaadica : utilize azeites! Tenha vários em casa. São saborosos e fazem bem pra saúde. Ao mesmo tempo, trazem um toque todo especial para os pratos. A dica aqui é: conheça os azeites brasileiros! Temos ótimos exemplares dos Estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul. Há, inclusive, um Guia de Azeites do Brasil – editado pelo especialista Sandro Marques. O Sandro visitou os produtores de mais de 40 azeites e dessa forma mapeou a produção nacional. Receitas para o Verão Claro que muitas dessas receitas de verão são, na verdade, uma sugestão para misturar ingredientes. Nosso lema aqui no Cuecas na Cozinha sempre foi cozinhar ideias. Então misture e invente novos pratos. Salada de rúcula com manga, queijo de cabra e nozes O amarguinho da rúcula é perfeitamente equilibrado pelo adocicado da manga bem carnuda. Queijo de cabra é tudo de bom! Bem como as nozes picadas que trazem um crocante adicional. Dessa forma a cor também convida a comer. Pra mim, essa salada regada com um bom azeite + sal moído na hora está de bom tamanho. Salada de rúcula com pera e gorgonzola Outra opção de fazer salada de rúcula que, aliás pode ganhar também outras folhas de sua preferência. É servir juntamente com pedaços de pera e gorgonzola. Nesse sentido um bom contraste é o molho de mostarda e mel Como faz o molho de mostarda e mel? 1 colher de sopa de azeite, 1 de mel e 1 de mostarda. Mistura tudo e tá pronto! Couscous Marroquino E como falei pra vocês anteriormente, entre as receitas para o verão, uma ótima dica é fazer couscous, conhecido por aqui como marroquino. Lendo na embalagem você vai hidratar o grão e misturar o que bem entender de ingredientes. Veja essa sugestão de receita do Le Vin Bistro. Ingredientes : 500g de couscous marroquino 150g de cebola roxa picada em brunoise (pequenos cubos) 300g de aspargos verdes frescos 300g de tomate concassé (sem pele e sem sementes cortado em pequenos cubos) 80g avelã torrada 30g uvas passas brancas hidratadas em vinho branco seco de boa qualidade Azeite de oliva extra virgem a gosto Sal e pimenta do reino branca moída na hora a gosto Cebolete finamente cortada a gosto Folhas de manjericão verde a gosto Preparo : Separe então uma tigela grande para acomodar o couscous (lembrando que depois de hidratado ele irá dobrar de tamanho). Nessa tigela, adicione água fervente e o couscous de modo que a água fique 2 cm acima dos grãos. Tampe por três minutos ou até a água ser completamente absorvida. Logo depois que estiver macio e úmido, sem excesso de líquido, junte todos os ingredientes. Misture e sirva em temperatura ambiente. Receita prática com camarão Mistura 500 g de camarão limpo (pode ser fresco ou congelado) 1 pacote de ervilha congelada (cerca de 300g – deixa descongelar naturalmente) 1 bandeja de tomatinhos (aproximadamente 200g) 30 a 40 folhas de hortelã bem picadas azeite alho-poró picado pimenta síria sal Modo de preparo Leve o alho-poró para refogar no azeite por cerca de 1 minuto, acrescente os demais ingredientes, inclusive os temperos, e misture bem, mexendo de vez em quando até cozinhar. (cerca de 5 minutos). No final do cozimento salpique um pouco mais de hortelã picada (pode fazer assim metade das folhinhas picadas você usa na mistura durante o cozimento e a outra metade você coloca no final). Couscous 1 caixa de 500 g serve bem de 6 a 8 pessoas Antes de começar a fazer a mistura. Hidrate o couscous de acordo com as instruções da caixa ou pacote (você encontra nos mercados na sessão de importados – o couscous marroquino é uma sêmola de trigo, ou seja, contém glúten). Normalmente para 500g de couscous eles falam pra ferver 500 ml de água, eu fervo um pouco mais, cerca de 600 ml (acho que hidrata melhor). Montagem Couscous hidratado e mistura pronta é só juntar um no outro e mandar ver! Rolinhos de Abobrinha Excelente petisco! Rolinhos de abobrinha são super frescos e práticos. Dá pra fazer e levar num piquenique, por exemplo. Eu já fiz, levei várias vezes e sempre faz sucesso. Levam abobrinha, tomate seco e mussarela ou outro queijo de sua preferência. Dessa forma é só enrolar a abobrinha com os outros ingredientes no meio e espetar com um palito pra segurar Uma boa regada de azeite deixa ainda mais saboroso. Salmorejo Quando estive na Espanha, num agosto quentíssimo, o Salmorejo e o Gaspacho me salvaram um bocado. Essa receita de  Salmorejo fazemos sempre em casa. Temos uma amiga, a Dê, que viveu um tempo na Espanha para estudar flamenco e aprendeu-a com uma outra amiga espanhola. É aquela história da receita que vai passando de mão em mão e atravessando oceanos. Elas ensinaram exatamente assim: Salmorejo 1 Kg de tomate bem maduro (com ou sem pele – como preferir) 2 tiras de pimentão verde 1/2 dente de alho 3 pães francês ou ciabata amanhecidos (pan de pueblo na Espanha) 1/4 de copo de água gelada (opcional) 1/3 xícara de azeite 1/3 xícara de vinagre de vinho pitada de sal, pimenta do reino, páprica doce e cominho. Bater tudo no liquidificador Uma das dicas para servir essas sopas frias é cobrí-las com pedaços de ovos cozidos e cubinhos de jamón (presunto curado típico espanhol). Entrada Diferente e Saborosa Quem já frequentou o Grande Hotel Senac São Pedro sabe bem do nível de atendimento e da qualidade da comida que estou falando. O comandante das panelas por lá é o grande Dijalma Boa Sorte. O chef tem uma cozinha dotada de técnica francesa, aliando leveza de execução e suavidade de sabor nos pratos. Crocante de Goiabada e Queijo Minas com creme de Mascarpone 10 a 12 unidades Ingredientes: 400g Massa Filo (tipo de massa folhada encontrada em mercados) 200g Goiabada Cascão 200g Queijo Minas Fresco Manjericão Fresco à gosto 100g de Manteiga derretida Modo de preparo: Abra uma folha de massa filo sobre uma tábua e pincele manteiga derretida sobre a mesma, repita esse processo por três vezes, uma folha em cima da outra. Em uma das laterais da massa, coloque goiabada cascão, o queijo minas fresco e algumas folhas de manjericão fresco. Enrole em formato cilíndrico, corte no tamanho desejado e congele. Após congelado, coloque em uma forma com papel manteiga e asse em forno já aquecido a 200°C, até ficar dourado. Dica do Chef: Devemos congelar a preparação antes de assá-la para que o queijo não saia da massa filo. Substituir o queijo minas por queijo Brie, também é uma opção muito saborosa. Creme de Queijo Mascarpone 500g Queijo Mascarpone 150 ml Creme de leite fresco Flor de Sal a gosto Modo de preparo: Bater tudo até ficar homogêneo. Entrada diferente e saborosa Montagem Espalhe o creme de queijo em taças de vinho e sirva com os rolinhos crocantes de goiabada e queijo Minas. Salada Especial Preparei com: Folhas de alface picadas (pode usar crespa, lisa, americana) – se quiser, acrescente mais folhas verdes à sua salada, quanto mais variada, melhor. Tomate sweet grape (tomatinhos em geral – nesse caso os sweet grape, são mais adocicados) – mas pode colocar tomates em rodelas. Castanha do Pará (dá pra utilizar essa ou outras castanhas que preferir. Elas darão um toque crocante na receita). Ovo cozido bem picado. Cubos de queijo (mozzarella, brie, mineiro, prato, gorgonzola – aqueles que estiverem à mão e te apetecerem) – o parmesão ralado ou em lascas também é uma ótima opção. Fatias finas de presunto Parma ou Jamón Ibérico – esses presuntos curados são tudo de bom! Quem é vegetariano, basta não colocar o presunto. Tudo regado com: Creme balsâmico (é o aceto balsâmico mais concentrado, pode ser encontrado nas prateleiras de importados de empórios ou supermercados) – uma bela regada na salada faz uma diferença incrível no resultado. Azeite (um bom azeite extravirgem pode transformar muito o sabor de uma salada). Flor de sal (ou sal). Se quiser colocar mais temperos, fique à vontade, eu prefiro não utilizar muito, porque gosto que a salada especial mantenha o sabor de cada ingrediente. Salada fácil e deliciosa Usei folhas verdes (alface e rúcula picadas), tomatinho sweet grape, croutons (colocar esses pãezinhos torrados na salada também é tudo de bom!) e uma boa ralada de parmesão por cima – toque que faz toda a diferença! Pra temperar azeite nacional de qualidade e sal. Espaguete com camarão, rúcula e parmesão Receita super fácil, prática e rápida. Primeiramente, o espaguete você cozinha de acordo com as instruções do pacote. Põe uma boa quantidade de água para ferver e quando levanta fervura coloca sal. Obs : se colocar o sal antes vai levar mais tempo pra ferver a água, porque o sal ajuda a baixar a temperatura. Tanto que quando a gente quer conservar por mais tempo o gelo num balde que está gelando cerveja ou vinho, por exemplo, jogamos sal. Macarrão cozido e escorrido rega com azeite e salga à gosto. O camarão também você leva na fervura logo depois apenas para cozinhar rapidamente. Ou então, se preferir, leva na panela para refogar no azeite com seus temperos prediletos. Uma boa dica para temperar camarão dando um toque especial é usar Lemon Pepper, que dá um ótimo toque cítrico. Logo depois basta lavar e secar a rúcula. Enfim, mistura tudo: o espaguete, o camarão, a rúcula. Rega com azeite, rala parmesão e tá pronto! Cestinha de pastel com atum e salada As cestinhas desse patê de atum são feitas com massa de pastel. Não precisa ser só aquelas massas que vão ao forno, também funciona com a massa de pastel da feira. Para preparar as cestinhas : Simples assim, você pega um rolo de massa de pastel e corta em quadrados de 10 cm – se quiser moldar a cestinha na mão, molde. Mas, pode utilizar também uma forma de empada ou outra forminha individual que tiver. Mas, ao invés de usar o lado de dentro da forma, você vai usar o de fora. É como se fosse cobrir a forminha com a massa de pastel. Unte a forma com azeite, ajeite a massa cobrindo a forminha e leve ao forno até assar. A massa fica sequinha e com aspecto crocante. Para preparar o patê de atum 1 lata de atum sólido – sem óleo 2 colheres de sopa de maionese 1 colher de sopa de salsinha picada pimenta síria ou do reino sal mistura tudo muito bem misturado e tá pronto. Aí é só rechear as cestinhas de massa de pastel. Eu decorei com meio tomate cereja e um pedacinho de alface crespa. Sirva em seguida. Terrine de Cream Cheese Essa receita de Terrine de Cream Cheese com Jabuticaba e Castanha do Pará, acompanhada por Chips de Batata Roxa, Caqui e Banana foi um presente da chef Dani Padalino da Banqueteria Nacional para a noite de autógrafos e festa de lançamento do meu livro Sex and the Kitchen – o Sexo e a Cozinha . Terrine de Cream Cheese com Jabuticaba e castanha do Pará acompanhada por chips de batata roxa, caqui e banana Tempo de Preparo: 40 minutos + 8h de geladeira Rendimento: 1 terrine redonda média (para 6 pessoas) Ingredientes: 700g cream cheese 200g geléia de jabuticaba 100g de castanhas do Pará picadas 200g caqui chips 100g banana chips 200g batata roxa chips Modo de preparo: Forrar uma forma de 16 cm de diâmetro com filme plástico. Dividir o cream cheese em três partes iguais; a geléia em duas partes e a castanha em três partes. Enformar uma parte de cream cheese, uma de geléia e uma de castanha, espalhando pela forma com uma espátula. Repetir o processo reservando uma parte da castanha. Levar à geladeira por 8h. Depois, desenformar em um prato e salpicar com a última parte de castanha reservada. Dispor os chips no prato ao redor da terrine. Ostras com cachaça Em primeiro lugar quem gosta de ostras a dica é essa Caipiostra com toque de cachaça e limão do chef Alain Uzan Ingredientes: 12 ostras 100 ml cachaça limão siciliano (1 unidade) ramo de Dill (1 ramo)  grão de pimenta rosa por unidade de ostra (um grão) toque de pimenta preta moída na hora 400 g de sal grosso Preparação e Montagem: Abra as ostras e corte então delicadamente o músculo que segura as conchas. Em um prato coloque inicialmente o sal grosso (para suporte das ostras) e por cima as conchas com as ostras. Dentro de cada ostra, coloque uma pitada de raspa de limão, esprema um pouco do caldo do limão, coloque uma colher de cachaça. Assim também um grão de pimenta rosa e a ponta do ramo do dill. Finalize então com pimenta moída e deixe marinar por cinco minutos na geladeira. Mix de cogumelos na manteiga Outra receita igualmente refrescante e simples de fazer . Ingredientes: 2 colheres (sopa) de manteiga sem sal 3 xícaras (chá) de shiitake, em lâminas (200 g) 3 xícaras (chá) de shimeji separados (200 g) 2 colheres (sopa) de shoyu 1 colher (sopa) de saquê Modo de Preparo Em uma panela média, coloque a manteiga. Leve ao fogo alto para derreter. Junte então o shitake, o shimeji, bem como, o shoyu e o saquê. Refogue por 5 minutos, ou até os cogumelos murcharem. Posteriormente, retire do fogo e sirva em seguida. Dica Não deixe os cogumelos por muito tempo no fogo para manterem a textura adequada. Drinks gelados de café Receitas do barista Edgar Martins ( Dga), Urbe Café. São bem simples de fazer, requerem poucos ingredientes e, por isso, deliciosas pedidas para quem não abre mão da cafeína nos dias mais quentes. Café Cremoso com Laranja 150 ml de café coado 50 ml de suco de laranja (natural) 5 pedras de gelo Então, bata todos os ingredientes no liquidificador, em velocidade máxima, por ao menos 30 segundos. O café ficará bem cremoso e com toque de laranja. Cappuccino Gelado 100 ml de café coado 100 ml de leite gelado 1 colher de sopa de açúcar Então, bata todos os ingredientes em uma coqueteleira, mexendo bem e constantemente por, no mínimo, 30 segundos. Sirva em seguida para não perder a cremosidade. É isso! Espero dessa forma que tenha curtido as diversas dicas e receitas para o verão!

  • Fitó

    A chef Cafira Foz e a equipe de seu restaurante Fitó em Pinheiros criaram um lugar de grande sucesso. Fitó - fachada do restaurante e chef Cafira Fozfoto: Marina Nacamuli Localizado no Largo da Batata, o Fitó (nome que vem do apelido de infância da chef) está fora da rota dos restaurantes. Isto é, funciona numa área pouco movimentada durante a noite e ainda assim atrai um grande público. A inspiração nordestina traz ao local pratos tradicionais do Piauí com apresentações contemporâneas. Nascida em Fortaleza (Ceará), posteriormente a chef mudou-se, ainda pequena, para Teresina, no Piauí. Fitó - salão e cozinha  Na casa dos avós, Cafira cresceu então em contato com a natureza, entre palmeiras e cachos de buriti e árvores de bacuri. Dessa forma observava a criação de animais: capotes, galinhas d’angola, porcos e caprinos. E práticas e rituais culinários, assim como a carne-de-sol e a paçoca (seu prato preferido). “A proposta do Fitó é ser uma extensão da minha casa, um espaço com amigos e para amigos. Receitas com uma aura familiar, num ambiente despretensioso. A principal inspiração acaba sendo o Piauí, Estado onde cresci e tenho familiares, mas a proposta é uma culinária brasileira sem muitas fronteiras nem rótulos” , segundo Cafira Foz, sócia do Fitó. Fitó Barfoto: divulgação Fitó restaurante em Pinheiros Em primeiro lugar, o que se vê por lá é uma comida que aconchega, bem temperada, totalmente brasileira, com cara de restaurante mas jeito de feita em casa. Talvez por essas e outras, porque, além de boa comida, o restaurante é totalmente engajado na bandeira da inclusão, diversidade sexual e igualdade de gêneros. Bem como, atua em defesa do trabalho dos pequenos produtores, ingredientes e cultura nacional. Fitó - Dadinho de Tapioca foto: divulgação Tudo isso, bem arrematado por um preço acessível, pratos entre R$29 e R$55, acompanha água filtrada. Afinal, igualmente faz parte da inclusão não fazer um restaurante que apenas poucos podem se dar ao luxo de comer. O espaço, em pouco tempo, conquistou no Guia Michelin a categoria Bib Gourmand pela excelente qualidade e relação custo-benefício. E, assim também foi indicado pelo The New York Times como um dos melhores programas para se fazer em São Paulo. Sem contar as indicações entre melhores do ano do Comer & Beber da Veja São Paulo e do Guia da Folha de São Paulo. Carneiro no Leite de Coco Fitó – Almoços – Prato do Dia Da cozinha envidraçada, o menu preparado e servido por uma equipe feminina, oferece pratos do dia nos almoços de segunda à domingo. Pratos que dão vontade de visitar o local todos os dias. Assim, às segundas tem o saboroso e bem temperado  Arroz Maria Isabel (arroz com carne-de-sol da casa em cubos, acompanhado de macaxeira cozida e vinagrete de tomates) – R$32; Terças tem Carne de Panela (acém marinado no molho de tomate, cachaça e tucupi preto, com cenoura, cebola, quiabo e arroz vermelho cremoso) – R$32; Quartas pertencem aos suínos, Costelinha de Porco (temperada com especiarias e pincelada com geleia de cajá, servida juntamente com legumes do sertão refogados – maxixe, abóbora, quiabo e batata-doce) – R$32; Às quintas servem Caril de Frango (coxa e sobrecoxa de frango ao leite de coco fresco e especiarias, bem como arroz e quiabo, salteado no óleo de babaçu) – R$32; Caril de Frango Para às sextas, Peixe do Dia na Tapioca (peixe do dia, como pescada branca, trilha ou pargo, empanado na tapioca, vinagrete de feijão fradinho, maionese de coentro e arroz) – R$36; Aos sábados tem o desejado Carneiro no Leite de Coco (pernil marinado e depois cozido no leite de coco fresco e caseiro, assim também acompanhado de cuscuz de milho com manteiga de garrafa e legumes assados) – R$52; Por fim, os domingos são de Arroz de Capote (feito com galinha d’angola, favas, maxixe e farofa de miúdos com coco) – R$52. Bolinho de Costela de Porcofoto: divulgação Fitó – Menu Além dos pratos do dia, nos almoços é também possível escolher à la carte. As opções do menu são as mesmas servidas no jantar. Então dá pra petiscar bebendo, por exemplo, um Cajuína Sour (R$25) – drink que leva cajuína, limão, cachaça artesanal João Mendes prata e clara de ovo. Quem não quiser alcoólicos pode beber apenas a cajuína gelada. O suco dourado de caju é patrimônio cultural do Estado do Piauí. Clarificada e esterilizada, de preparo artesanal, a bebida de fato é resultante da caramelização dos açúcares naturais do suco. Cajuínafoto: divulgação Abrindo a refeição, entre os petiscos: Tem a porção de Bolinho de Costela (R$20 - 5 unidades), onde a costela de porco empanada na farinha panko é servida com geleia de pimenta da casa. Para os apreciadores dos Dadinhos de Tapioca (R$12 - 8 unidades), a porção que mistura tapioca e queijo coalho chega à mesa com saborosa geleia de pimenta. Já que um pastel vai sempre bem, aqui você pode pedir a unidade de Pastel (R$9) com recheios diferentes como: Carne de sol com banana da terra ou Bobó de camarão ou Queijo coalho com melaço. Casquinha de Siri (R$16) é outra opção do restaurante Fitó. O siri catado leva tempero de tomate, cebola, dendê e farofa da casa. Paçocafoto: Mario Rodrigues Pratos Principais Feita na casa a Carne de Sol (R$42)  é selada na manteiga de garrafa e servida juntamente com purê de cará e vinagrete. Preparada com menos sal e pouco tempo de desidratação, a técnica foi dessa forma trazida ao Brasil pelos portugueses. No processo de cura, as enzimas da própria carne a amaciam e  nesse sentido potencializam seus sabores. Apesar do nome, hoje em dia não é exposta ao sol. A cura do contra-filé é feita em ambiente refrigerado (2º C), por um período curto (normalmente até 3 dias), entretanto suficiente para desidratar um pouco. Na época, a técnica tinha o objetivo de prolongar a vida útil da carne, suportando as expedições sertanejas e assim também falta de recursos em uma região árida e isolada. Carne de solfoto: divulgação Outro prato é a Paçoca (R$37) feita  à base da carne-de-sol pilada e farinha de mandioca. Considerada um alimento completo para sustentar os vaqueiros em suas longas viagens. Daí que se transformou em um dos pratos mais tradicionais do Piauí. A Paçoca feita na manteiga de garrafa é servida no Fitó com baião de dois, banana da terra e queijo coalho. Por outro lado a reconfortante Peixada (R$55) também merece destaque. Preparada com peixe Pintado cozido no caldo com camarão, pimentão, tomate, cebola, leite de coco da casa e dendê. Acompanha arroz, farofa e abacaxi grelhado. Para os que não comem carne tem Baião de Dois Vegetariano (R$29). Servido com arroz e feijão de corda com queijo coalho + legumes do sertão assados (maxixe, abóbora, quiabo e batata-doce), ovo caipira frito e vinagrete Baião de Dois Vegetarianofoto: divulgação Extras Mais um diferencial bastante democrático do restaurante Fitó é a possibilidade de pedir extras. Em suma dá pra ter repeteco por exemplo de: Ovo frito R$ 3 - Queijo coalho R$4 - Farofa da casa R$3 - Manteiga de garrafa R$2 - Arroz (100g) R$4  Purê de cará (100g) R$9 - Baião de dois (100g) R$9 - Paçoca (80g) R$25 - Geléia de pimenta R$3  Tartar de banana da terra (100g) R$9 e Legumes assados (maxixe, abóbora, quiabo e batata doce) R$9 Bolo de Chocolatefoto: Alessander Guerra Sobremesas Posteriormente para adoçar o final da refeição seguem duas dicas: Bolo de Chocolate 70% de Cacau R$16 – de consistência mais cremosa, o bolo é servido com calda de cupuaçu e nibs de cacau Ou então, o tradicional Doce de Caju do Piauí, servido com requeijão nordestino. Enfim, fala a verdade: Depois de ler dá vontade de comer tudo, né? Eu disse! Visitar várias vezes se faz necessário! Naturalmente, levar os amigos ajuda, com a condição de dar ao mínimo uma garfada no prato de cada um. Conversei com a chef Cafira Foz e de acordo com o que ela me disse, deve colocar alguns pratos do dia do almoço também no jantar. Cajuína Sourfoto: Mario Rodrigues Fitó – Bebidas Vale destacar que, além das opções de drinks autorais como: PORENQUANTO (R$32) - Gim Vitória Régia, Nolly Prat, polpa de cupuaçu e bitter da casa. Ou então, o DIGA MEU BEM (R$25) , que leva Rum, chope, suco de limão, geleia de cajá da casa e hortelã. Há igualmente clássicos da coquetelaria, caipirinhas e degustação de cachaças artesanais (dose R$18). Assim, entre as cachaças: Engenho São Luiz de Lençóis Paulista, como 3 anos em barris de carvalho Ou então, a Sanhaçu Umburana de Chã Grande – PE, que descanda por 2 anos em barris de umburana. Caipirinhasfoto: divulgação Além disso, quem preferir vinhos, o Fitó oferece uma carta enxuta de rótulos nacionais, todos ao preço de R$99 a garrafa. Por exemplo: Geise Cave Amadeu Brut – Espumante com método tradicional, 80% Chardonnay e 20% Pinot Noir e 12 meses de maturação Espumante Guatambu Noite do Pampa - Espumante tinto (100% Merlot bem como 18 meses de maturação); Marie Gabi, um vinho rosé produzido com Cabernet Sauvignon da região de Rosário do Sul na Campanha Gaúcha. Tinto Don Guerino Reserva Teroldego (6 meses em carvalho francês e da mesma forma 6 meses na garrafa em caves com temperatura e umidade controlada): Assim também, há refrescos não alcoólicos como Cupuaçu Soda R$7 - Cupuaçu, açúcar e água com gás. E, igualmente, o Sossega Lampião R$7, que leva maracujá, mel de camomila e água com gás. Rooftop do Fitófoto: Ludmilla Bernardi Fitó – Ambiente A fachada branca com janelas azuis, se apresenta então ao estilo das casas nordestinas. Sob o mesmo ponto de vista, o logo do Fitó remete às xilogravuras populares, do cordel nordestino. Antes de mais nada, a dica é ficar no piso superior, um rooftop com deck de madeira e muitas plantas. Um espaço agradável para compartilhar com os amigos durante o dia ou logo depois do trabalho à noite, onde ganha iluminação que dá charme extra. O projeto arquitetônico é da dupla Claudia Bicudo e Marta Levy . Entretanto, a obra foi toda executada por Thomaz Foz, sócio do restaurante. O salão  apresenta, logo na entrada, o bar 360º (dá pra ficar em torno dele todo) e logo depois a cozinha envidraçada. Destacando as plantas, madeira de demolição, paredes de cimento queimado e da mesma forma os azulejos geométricos do artista plástico Pedro Ivo Verçosa. Serviço www.fitocozinha.com.br Endereço: Rua Cardeal Arcoverde, 2773 Pinheiros – São Paulo Tel. 11 3032-0963 Restaurante visitado em novembro/2018 + Dicas de Restaurantes

  • Mandioca Cozinha

    Antes de mais nada, é sempre muito bom quando em meio a tantos restaurantes que abrem em São Paulo um traz seu toque inovador, assim é o Mandioca Cozinha! Projeto da chef pernambucana Madu Melo que tem como estrela principal a mandioca. Mandioca, inhame, aipim, macaxeira, pão da terra, pão de pobre, maniva. A rainha do Brasil atende por muitos nomes de Norte a Sul do país. Inclusive você, que agora lê essa matéria, deve ter um nome pelo qual a conhece. No Mandioca Cozinha, o ingrediente 100% nacional, então é utilizado da folha à raiz. Em forma de tapiocas, beijus, farinhas, polvilhos, caldos, para citar alguns. E ainda, bebidas fermentadas e destiladas, como  a Tiquira. Uma aguardente de mandioca servida no copinho biodegradável feito com amido do próprio aipim. Bobó sem Mar (foto Mauro Holanda) Vale destacar! O menu completo do Mandioca Cozinha, restaurante localizado na Vila Buarque, é glúten free! Lembrando que a macaxeira é rica em fibras, carboidratos, vitaminas, minerais, mas não tem glúten. Madu Melo procura utilizar, na sua maioria, ingredientes orgânicos, produtos agroecológicos e de pequenos produtores. O cardápio igualmente oferece opções veganas e vegetarianas. Quem me atendeu no restaurante foi a Hortênsia, que chegou ao país vinda da Angola. A casa está antenada com a importância de refletir em sua equipe a diversidade étnica, de gênero e cultural, tanto na cozinha quanto no salão. Gosto quando as pessoas não apenas falam, mas fazem a diferença! Madu emprega imigrantes de países como Angola e Congo, vindos de uma parceria com o Adus (Instituto de Reintegração do Refugiado), bem como hostess e atendentes transexuais, selecionados por meio da Transempregos. Frango do Cerrado (foto Mário Rodrigues) Mandioca Cozinha e o ingrediente principal A casa traz receitas das cinco regiões brasileiras. Utilizando diferentes tipos de mandiocas  mansa, branca e amarela, fermentada e não-fermentada. A versatilidade do ingrediente, que é patrimônio cultural, faz com que possa ser apresentado nas formas: - doce ou salgado; - em petiscos de boteco ou pratos principais de grandes restaurantes; - no café da manhã, almoço ou jantar; - nas mesas brasileiras mais simples ou abastadas de Norte a Sul do Brasil. Segundo a Embrapa, existem cerca de 250 tipos de mandiocas catalogadas em solo brasileiro e uma dezena de variações de subprodutos e usos. Assim, entre eles, temos algumas opções utilizadas pela chef no Mandioca Cozinha. A farinha do Uarini (Amazonas), o tucupi amarelo (Pará), a farinha de copioba (Bahia), a de tapioca (com massa feita na casa) e outras farinhas de diferentes cantos do país. Provando o prato Cangaceiro - de acordo com a chef um dos mais pedidos da casa. Bommm! Mandioca Cozinha – Menu A proposta é ter uma boa relação custo-benefício, com pratos que variam de R$ 29,90 (preço do prato do dia, no almoço executivo de terça a sexta) a R$ 48. Entre as opções do cardápio: Cangaceiro (R$48) - cabrito grelhado com manteiga de garrafa, queijo coalho assado, macaxeira cozida, vinagrete e mexido de arroz, feijão verde (ou de corda, depende da temporada) e farofa de talos. Bom demais! Carne macia, úmida, prato saboroso, bem temperado. Macaxeira desmanchando. Frango do Cerrado (R$36) - galinhada de coxa e sobrecoxa de frango com pequi. Acompanhada de angu de mandioca e quiabo assado ; Porco Sulista (foto Mauro Holanda) Porco Sulista (R$38) - mignon suíno preparado com melado de rapadura, farofa de pinhão e abóbora assada, ao estilo dos pampas. O toque adocicado do melado e da abóbora assada bem como a crocância da farofa de pinhão, trazem uma mistura saborosa para a carne de porco. Mamma Brasiliana (R$ 35) - nhoque de mandioca dourado na frigideira com legumes sazonais e molho de tomate. Polvilhado com queijo da Fazenda Atalaia. Mamma Brasiliana Assim também uma opção vegetariana é o Bobó sem Mar (R$ 32) - O creme de mandioca leva castanhas de caju tingidas no suco de beterraba. Acompanhado de arroz branco e farofa de dendê. Conforme a chef um dos seus favoritos, pela lembrança emocional é o Cozido da Vó Nenzinha (R$ 38) - ensopado de carnes bovina e suína com legumes. Acompanhado de pirão de carne e arroz branco. Delícia do Uarini (R$ 45) - peixe assado na folha de couve, regado com tucupi, acompanhado de farofa de farinha do Uarini com pimenta cumari, castanha-do-pará e jambu. Pudim da Casa Doces Enfim, chegamos às sobremesas! Queria destacar: Pudim da Casa (R$12) - de consistência mais firme feito com mandioca, toque cítrico, calda de cumaru e crocante de castanha do Pará. Bem como vale provar o inusitado Da Terra (R$18) - tipo de brigadeiro de mandioca com farofa de cacau e ganache apimentado. Para Beber Na carta de cervejas artesanais brasileiras, da mesma forma, tem rótulo com mandioca na composição, a Colorado Cauim, de Ribeirão Preto. Dica da chef é provar a Cangaço´s Kingdom (Double IPA), da Caatinga Rocks (AL) - seca, longa e amarga, rica em aromas e sabores cítricos, decorrente da utilização de fortes lúpulos americanos, ideal para harmonizar com pratos marcantes e apimentados. A carta de vinhos, igualmente nacional, destaca rótulos das vinícolas Guaspari, de Espírito Santo do Pinhal (SP) e Rio Sol, de Petrolina (PE). No capítulo de drinks, o mixologista consultor Rafael Vidiri sugere, por exemplo: Tiquira Tônica (tiquira, água tônica, gelo, limão, hortelã e mel de abelhas nativas); Galo do Norte (cachaças branca e de jambu e cynar), releitura do clássico Rabo de Galo. Da Terra SERVIÇO Mandioca Cozinha www.mandiocacozinha.com.br Rua Doutor Cesário Mota Junior, 187 Vila Buarque (próximo ao metrô Santa Cecília) Tels: 11 2936-9427 e 99282-7556 (whats app) Restaurante visitado em novembro/2018 + Dicas de Restaurantes

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