Resultados de busca
360 resultados encontrados com uma busca vazia
- Gastronomia Funcional
Continuando a nossa nova coluna Gastronomia Funcional , hoje o chef Marcelo Facini vai falar um pouco sobre o termo, as inúmeras possibilidades alimentares e como essa é uma tendência que está crescendo e ganhando adeptos em restaurantes do mundo todo. " Gastronomia Funcional é um termo relativamente novo, portanto não se acham muitos artigos ou definições claras sobre o que seria. Falarei nesse post um pouco do que conheço do assunto, que está se transformando também numa nova oportunidade de negócio em vários países. A gastronomia funcional é o casamento perfeito entre a nutrição funcional e a alta gastronomia. Temos a aparência, o sabor, a sofisticação de um prato; unidos com as melhores propriedades funcionais alimentares. Não basta o prato ser somente perfeito em sua estética e sabor, tem que ser balanceado de tal maneira que se chega ao seu potencial máximo de aproveitamento alimentar. Por exemplo, como mostra a foto abaixo, um prato explorando o seu potencial máximo: a união do tomate com o abacate. Composições assim poderosas são conseguidas através da combinação de dois ou mais alimentos de grupos diferentes (exemplo: tomates no grupo de licopeno e abacate no grupo de lipídios). Existe um órgão de certificação chamado SPE (Sanitas per Escam - Health Through Food), ou seja, “Saúde Através da Alimentação” que realiza este trabalho para restaurantes, hotéis e universidades. Segundo duas diretoras responsáveis em NY (EUA) por esta empresa com quem conversei recentemente, Nil Sönmez (Chief Operation Officer) e Peggy Sousa (VP, Business Development), disseram que os melhores restaurantes já estão entendendo o conceito da gastronomia funcional e incluindo este balanceamento nutricional em seus menus. Desmistificando toda a questão de dietas, restrições e alimentos sem sabor, recentemente, o restaurante Rouge Tomate (NY) adotou este conceito funcional e, logo em seguida, recebeu a sua primeira estrela Michelin! Esta certificação para restaurantes, por enquanto, não chegou ao Brasil, mas isso não deve demorar. Vamos entender então a definição de alimento para compreender melhor a questão funcional. Segundo a maioria dos dicionários, alimento é qualquer substância consumida para prover suporte nutricional para o corpo. É usualmente de origem vegetal ou animal, e contém nutrientes essenciais, como os carboidratos, gorduras, proteínas, vitaminas ou minerais. A substância é ingerida pelo organismo e assimilada por suas células no esforço de produzir energia, manter a vida e estimular o crescimento. Diferente do que muitos pensam, existem inúmeros ingredientes que podem ser utilizados para atingir este balanceamento alimentar e, ainda, preservar a beleza e sabor do prato. A privação, aquele sentimento de “estar perdendo algo”, deixam de existir. A gastronomia funcional é um banquete, uma festa alimentar cheia de cores, sabores, texturas e novas sensações. Acreditem, pratos elaborados, sobremesas de dar boca na água, pães macios (mesmo sem glúten, viu?), bolos saborosos e leves, e até mesmo aquela boa macarrona, fazem parte do dia a dia da gastronomia funcional ." A partir de agora, passaremos dicas de como utilizar novas farinhas, massas, açúcares, leites, etc; mantendo o sabor e transformando a refeição de forma mais saudável. Enfim, temos que inovar, usar e abusar de novos ingredientes, cheirar, sentir, experimentar, criar, nos melecar. Afinal de contas, como já escreveu William Shakepeare: “É um péssimo cozinheiro aquele que não pode lamber os próprios dedos”. Fotografias : A foto de abertura do post é de um Risoto de arroz negro com trio de cogumelos, alho poró, tomate, vinho do porto, amêndoas, cheiro verde, anis estrelado e especiarias acompanhado com couve mizuna / a última foto é de um Bolo de banana com farinha de rosca integral, canela, cravo e cardamono coberto com versão de Aamor Haluwa e geléia de Alfazema - ambos os pratos eu provei num dos jantares especiais e reservados "Five Dinner Experience" servidos pelo chef Marcelo Facini
- Larousse da Cerveja
O livro Larousse da Cerveja o bra escrita pelo “cervejólogo” Ronaldo Morado foi lançado em Julho de 2009. Poder ser encontrado nas livrarias de todo o Brasil. A obra apresenta, além de centenas de fotos, mapas, infogramas e tabelas comparativas, uma série de apêndices informativos com endereços de cervejarias , microcervejarias e bares especializados no Brasil e no mundo; museus e festivais internacionais; sites interessantes e vasta bibliografia. Você vai, literalmente, mergulhar de cabeça no assunto.
- Chefs na Rua
Chefs na Rua, uma nova atitude que tem tudo para revolucionar a gastronomia, especialmente em São Paulo. Aproveitando a Virada Cultural a KQi Produções com curadoria de Checho Gonzáles e Daniela Narciso criou o projeto Chefs na Rua. São ao todo 20 barracas com Chefs convidados oferecendo pratos de R$ 5,00 a R$ 15,00. Boa gastronomia e grandes chefs a preços muito acessíveis . O evento acontece no dia 06 de Maio de 2012, domingo, das 8h às 20h, em cima do viaduto Presidente Costa e Silva, o “Minhocão”. Abaixo o nome dos chefs confirmados, seus restaurantes e pratos que estarão servindo no evento. Que essa seja a primeira de muitas viradas gastronômicas e que o projeto se transforme numa deliciosa e constante mania em São Paulo e outras cidades do Brasil! Abertura do evento (à partir das 0h): Alex Atala – servirá a galinhada do Dalva & Dito para 500 pessoas. Sopa na madrugada (das 2h às 6h) Erick Jacquin (La Brasserie) – Sopa de Cebola Nas barracas (das 8h às 20h): Benny Novak (210 Diner) – costelinha de porco assada e grelhada, molho barbecue e milho verde Checho Gonzales (Curador do evento) – choripan de sabores e molhos variados Carlos Ribeiro (Na Cozinha) – buraco quente de picadinho campeão no pão francês Carol Brandão (Las Chicas) – mini monkey brownie, copinho de arroz doce com doce de leite e coco e quindim com nozes Dagoberto Torres (Suri) – ceviches e arepas Daniela França Pinto (Marcelino Pan Y Vino) – polenta cremosa com cogumelo crocante Danilo Rolim (La Tapa Bar) – montaditos e tapas variadas Heloisa Bacellar (Lá Da Venda) – pão de queijo e bolos da venda Henrique Fogaça (Sal Gastronomia) – sanduíche de copa lombo com vinagrete de maçã Janaína Rueda (Dona Onça) - puchero à Love Story Leandro Freitas e Henry Caceres (Nakombi) – kombinado da virada, temaki de salmão, guioza, sunomôno de lula Lourdes Hernández (La Cocinera Atrevida) – tostadas, caldo e costelinhas Luiz Emanuel (ex-Allez Allez) – steak tartare e batatas fritas Marcio Silva (Oryza) – arroz de carreteiro com pipoca Marco Soares (Oliva Restaurant) – espetinho de polpetini de cordeiro Raphael Despirite (Marcel) – hot dog à francesa Renato Carioni (Cosí) – hambúrguer de pato com maionese trufada Rodrigo Oliveira (Mocotó) – baião de dois ou dadinhos de tapioca Paula Labaki (Lena Labaki) – sanduíche de pernil em escabeche e de frango defumado com chutney e ervas Vitor Sobral, Hugo Nascimento e Luis Espadana (Tasca da Esquina) – bolinho de bacalhau e salada de grãos de bico
- Lena Labaki Catering
Muita gente chama ela de Lena, mas o nome dela é Paula. Para esclarecer o assunto, hoje a chef Paula Labaki conta um pouco da história do seu Lena Labaki Catering . Abaixo o texto dela que merece ser lido com bastante atenção! “Vamos começar no porque de Lena Labaki Catering se eu me chamo Paula Labaki...pois é, Lena porque era como meu pai chamava minha mãe (Maria Helena). Ela que era uma apaixonada por gastronomia, que foi professora de culinária em uma época que pouco se dava importância para gastronomia, ela que mesmo sem ter feito faculdade de gastronomia entendia muito mais que muitos chefs formados e reformados que já conheci por ai...ela que era chamada por grandes nomes e empresas para dar assessoria e montar cardápios...ela que quando um determinado chefe brasileiro recém chegado da Itália em meados de 1986, montou seu primeiro restaurante foi que realmente ensinou ele a fazer um bom bechamel ...pois é ela que me ensinou absolutamente tudo que sei ...inclusive que me ensinou a andar, falar...e a ser feliz. Então quando por volta de 1997 eu resolvi realmente trabalhar com gastronomia ( informalmente eu sempre trabalhei com isso) eu resolvi que daria o nome de Lena Labaki Catering em homenagem a ela, que ficou super orgulhosa e feliz e graças a Deus homenagem a gente faz em vida e não só depois da partida. Tenho trabalhado duro para fazer jus ao nome aqui no Lena Labaki Catering trabalhamos com todo tipo de evento tanto particular como corporativo, com 2 ou com 2000 pessoas...e trabalhamos duro por que cozinha é coisa séria.”
- Coffee Lab
Quando você entra no sobrado do Coffee Lab cafeteria e escola de baristas na Fradique Coutinho 1340, Vila Madalena, encontra uma xícara de café e a cauda de uma raposa saindo dela ou seria a fumaça do café que estaria saindo da xícara? Perguntem à proprietária, a barista Isabela Raposeiras. Bom, você entra no sobrado do Coffee Lab e pensa que pode encontrar mesinhas e alguém tirando café do outro lado do balcão. Aquela coisa tudo muito certinha! Já sabe que não vai ter luxo porque é na Vila Madalena, lugar descolado. Lá não tem casas de meio milhão de decoração pra cima. Qual não é o susto das pessoas que gostam das coisas facilmente compreensíveis, quando ao passarem pela porta vêem logo de cara uma torneira, o adesivo H2O e uma estante com copos – tudo para você se servir à vontade. No pé da escada uma luminária, que na verdade é uma lata de café e joga foco sobre um São Benedito e sua oferenda: uma xícara de café. O restante do cenário do Coffee Lab ? Tem cara de bastidores! Parece que você entrou na oficina do café, os atendentes estão inclusive vestidos de macacões. Há azulejos brancos com anotações, máquinas espalhadas, fios pendurados (para conectar notebooks, etc), tudo muito aparente, tudo muito incompreensível. Vi uma família que entrou, olhou e saiu dizendo que voltava outro dia. Vai voltar nunca! Eles só queriam não ser surpreendidos. Mas eu gosto de experiências, gosto de fugir dessas xicrinhas de espresso queimado que dão azia e estão sendo servidas em larga escala por aí. Inclusive em redes de nome. E é aí que entra o lado Lab do Coffee. Coffee Lab A experiência começa no Coffee Lab ! A Anette, minha atendente, apresenta o cardápio cheio de supresas cafeinadas. Curti, vontade de provar tudo, só que eu já não durmo, se fizesse isso ia ficar pilhado no 330 até a semana seguinte. Depois de ler, aliás o cardápio também é diferente, a Anette se coloca à minha disposição para explicar qualquer dúvida. Mais uma experiência, uma pessoa que te atende, conhece do que está falando e melhor ainda: está ali pra te ajudar e não para mostrar que conhece. Eu não escolhi nada, disse para a Anette me surpreender, deixei que ela escolhesse os cafés e resolvi provar o tal método Aeropress, à primeira vista uma âmpola gigante que só não assusta porque não tem agulha. Lá vem ela com o primeiro café e a âmpola. Nesse método a pressão do ar é que empurra a água com o café, que vai sendo coado (no final da âmpola tem um pequeno coador de papel redondo). Delícia esse método! Parece que você consegue sentir melhor toda a riqueza de aromas e sabores de cada café. Depois a Anette sugere mais outro e lá vamos nós. Foi uma experiência e tanto. Se vou voltar? Várias vezes e tenho certeza que serei surpreendido em cada uma delas. Permita-se sair da zona de conforto!
- A culinária novoandina
Pedi ao chef Dylan Koishi que contasse um pouco sobre a culinária novoandina para os leitores e leitoras do nosso site de gastronomia. Leia também a receita de Ceviche Tradicional e do Leche de Tigre que o chef nos enviou e foi publicada aqui . e agora um pouco sobre a culinária novoandina . Influências na cozinha peruana O Peru, país de cultura inca, sofreu adaptações: os europeus introduziram na culinária azeitonas, carne e frango; trouxeram também os africanos que agregaram a técnica de aproveitar alimentos desperdiçados para a criação de novos pratos. No início do século XIX, os chineses inseriram a fritura, o óleo de gergelim, molho de soja e gengibre. Os japoneses trouxeram o costume do peixe e frutos do mar. Ingredientes importantes da futura culinária novoandina, a partir dos quais nasceu o ceviche e o tiradito, hoje muito apreciados pelo povo dos Andes. O Conceito Novoandino Surgiu no início da década de 80 com o jornalista e químico Bernardo Roca Rey, peruano que passou muitos anos na Europa e voltou com novas idéias para a gastronomia local. Sua proposta era resgatar a cultura nativa da região dos Andes levando pratos simples para restaurantes de alta gastronomia, com melhores técnicas e apresentação. Essa adaptação foi um sucesso e houve uma valorização do cultivo de ingredientes nativos. Alguns dos principais ingredientes e pratos - Ajies (pronuncia-se "Arríes"): todos os tipos de pimentas peruanas disponíveis em mais de 1000 variedades distintas. Grande parte das ajies só podem ser cultivados no Peru, devido ao clima e relevo únicos. - Anticucho : espetos feitos com coração bovino marinados em aji panca e especiarias. - Camote : batata doce peruana com coloração alaranjada. Utilizada no preparo de doces e massas. - Ceviche : prato típico peruano que mais sofreu adaptações com influências de todos os povos que habitam o Peru. Há diferentes receitas para seu preparo. - Chicha (Tchitcha) morada: bebida feita à base de milho roxo peruano, canela, cravo e frutas cítricas como o limão (também pode conter abacaxi e maçãs). - Chirimoya : fruta peruana com alta concentração de vitamina C, da mesma família da Atemoya brasileira. - Choclo : tipo de milho peruano, com grãos mais claros e maiores, servido normalmente com o ceviche. - Chuño (pronuncia-se "Tchúnho"): batata seca peruana geralmente utilizada para a fabricação de farinha. Sua função é semelhante a do amido de milho,mas não tem sabor de milho e deixa a fritura mais crocante. - Cuy : conhecido como "porquinho da índia", o Cuy tem carne macia e é preparado normalmente frito. - Leche de tigre : parte muito importante do ceviche. Pode ser elaborado com ingredientes e maneiras diferentes. Sua base é composta de limão, caldo de peixe, pimenta e alho. - Maiz Chulpe : maiz em espanhol significa qualquer tipo de milho, a variedade Chulpe é utilizada para tostar. - Maiz Morado : milho roxo utilizado no preparo da chicha morada, da mazamorra, do sorvete. - Papas : são as batatas. Só no Peru são mais de 300 tipos de papas com cor, textura e sabor diferentes. Cada receita leva um tipo específico de batata. - Papa seca : esse tipo de batata passa por secagem à frio próxima da cordilheira dos Andes, onde a temperatura chega abaixo de zero e a umidade é muito baixa. O resultado é uma batata bastante rígida que necessita de reidratação para que possa ser utilizada. - Pisco : muitas pessoas acham que o Pisco é chileno, mas a bebida é um destilado de uva branca, originalmente do Peru, da região de Pisco. É feito a partir das melhores uvas da colheita, cultivadas única e exclusivamente para elaboração da bebida. Possui três variações mais conhecidas: o Pisco Quebranta - mais seco, elaborado com a uva quebranta, apropriado para o preparo de coquetéis como o pisco sour. Pisco Acholado - mais aromático, fabricado a partir de diferentes tipos de uvas, indicado como aperitivo e o Pisco Mosto Verde - produzido com uva moscatel é o mais adocicado. - Pisco Sour : - coquetel mais famoso feito com Pisco. Preparado com limão, pisco, clara de ovo, xarope de goma e gotas de angostura. Está para os peruanos como a caipirinha está para o Brasil. - Quinua : planta nativa da Colômbia, Peru e Chile. Com alto teor nutricional, há mais de 3120 tipos diferentes. Chamado de "grão de ouro" foi recentemente inserida no cardápio de astronautas. - Rocoto : espécie de pimenta peruana parecida com pimentão, sua coloração vai do amarelo e verde até o vermelho. Utilizado em ceviches, sopas e cozidos, o rocoto é bastante picante. - Tiradito : prato peruano com influência japonesa. O Tiradito é feito com tiras de peixe cru regadas com leche de tigre.
- Slow Food Carlo Petrini
Sabe quando você ouve algumas palavras de alguém e aquele alguém te sacode? E esse alguém fala outra língua, mas você consegue entender perfeitamente o que ele quer dizer? Assim foi minha experiência com Carlo Petrini, presidente internacional do Slow Food , que encerrou o congresso Mesa Tendências (organizado pela revista Prazeres da Mesa e o Senac de São Paulo ). Eu resolvi publicar algumas frases que ouvi durante a palestra emocionante desse italiano incansável que utiliza a gastronomia para fazer um mundo melhor. Caro Carlo Petrini desculpe se eu não conseguir reproduzir literalmente suas palavras, aqui vai o muito que elas significaram para mim: - Quem semeia a utopia colhe a realidade. - Não há futuro se não houver respeito à memória. - Peguem os saberes dos humildes e coloquem em circulação. - “Ora e Lavora”. - O Valor está na Reciprocidade. - Devemos respeitar algo que nos pareça pouco útil hoje, porque amanhã pode ser de grande valor. - A Gastronomia não é só o alimento. É a história, a geografia, a política, a economia. Porque desde sempre, para se comandar as pessoas não é preciso comandar as cabeças, é preciso comandar as barrigas. - Cada povo necessita ter sua soberania alimentar. - Os sabores tradicionais e a tecnologia devem caminhar juntos. - Chefs coloquem os camponeses ao seu lado, porque sem eles vocês não conseguem ser quem são. - A transformação é melhor que a revolução. A transformação é lenta, mas definitiva. Ela não rompe com os valores, só os transforma. E por fim ele disse que acredita muito no potencial de transformação do Brasil e citou o Albatroz, que na terra tem as pernas tão pequenas que mal consegue equilibrar-se com seu peso, mas a hora que bate as asas e alça vôo é magnífico.
- Gastón Acurio e sua visão holística da gastronomia
Gastón Acurio é daqueles chefs raros, dos que extrapolam as paredes de seus restaurantes e vão muito além de exigir a excelência de sua cozinha. É, antes de tudo, um chef consciente, que sempre soube que a revolução do alimento só poderia ser feita se tivesse a participação do povo. E foi isso que ele fez! Saiu às ruas e convocou uma nação inteira, o Peru, a resgatar suas raízes alimentares. Mais que isso, fez os peruanos sentirem orgulho dos seus ingredientes, das suas influências culturais de vários povos e assim, da sua gastronomia. Uma gastronomia que se espalhou pelas ruas e ultrapassou as fronteiras. Um resgate do passado com um olhar no futuro. O evento Mistura é um grande exemplo do que acontece no Peru. Hoje, a gastronomia peruana é fonte de renda turística e os ingredientes e pratos típicos conquistaram paladares nos mais diversos cantos do planeta. Foto tirada no meu celular durante o jantar de abertura da Semana Mesa SP no Bourbon Street - a foto que abre o post eu tirei na minha câmera fotográfica durante a palestra do Gastón Acurio no Mesa Tendências da Semana Mesa SP Enfim, Gastón Acurio , deu sua palestra no Mesa Tendências da Semana Mesa SP organizada pela revista Prazeres da Mesa e pelo Senac de São Paulo e só por estar lá naquele palco já era muita coisa; mas ele resolveu contarnos a história do Peru para mostrar a importância de cinco produtos fundamentais para o país: batata, milho, cebola, aji e pisco. Conhecer a história, a política, a geografia, etc. O trabalho desse grande chef é um ótimo exemplo do que disse um outro mestre presente no Mesa Tendências da Semana Mesa SP , o italiano Carlo Petrini presidente do Slow Food : A gastronomia só avança com uma visão holística!
- Alice Waters: Fast Food ou Slow Food, que tipo de vida queremos levar?
Essa mulher me fez pensar! Subiu ao palco para abrir o Mesa Tendências , congresso internacional de gastronomia da Semana Mesa SP (organizada pela Prazeres da Mesa ) que acontece no Senac São Paulo – Campus Santo Amaro e com sua voz embargada e doce, me deu uma chacoalhada daquelas! Creio que ela também balançou muita gente naquele auditório. Saí de lá com isso martelando na cabeça e queria compartilhar com vocês: Fast Food ou Slow Food, que tipo de vida queremos levar? A gente pensa que Fast Food é só uma forma rápida de se alimentar ; não vamos nem levar aqui em consideração a qualidade da comida oferecida, ok? Vamos pensar além disso! Alice Waters: Fast Food ou Slow Food, que tipo de vida queremos levar? Fast Food é um estilo de vida, uma cultura disseminada pelo mundo. É a sociedade como um todo: “Time is money!”. Uniformizar é preciso! Eficiência é o que todo mundo espera! O consumidor quer o mais barato pouco importa o produtor! Quanto mais escolhas melhor! (mesmo que seja uma mera ilusão de escolher mais do mesmo). Quais as consequências? As pessoas estão perdidas no seu tempo e espaço. Os relacionamentos são Fast Food; não há paciência, tempo de reflexão, o negócio e comunicar-se rápido. Que valores são esses? Slow Food também não é só a nossa forma de se alimentar. É pensar nos valores humanos, na comunidade. Ter integridade, honestidade, paciência,… Enfim, um movimento mais lento, mas bem mais profundo. “A hora que alguém absorve o conceito Slow Food, é capaz de contagiar todos à sua volta”. Alice Waters com sua humanidade contagia! E então: Fast Food ou Slow Food, que tipo de vida queremos levar? Alice Waters Alice Waters , chef do Chez Panisse em Berkeley, Califórnia (EUA) é vice-presidente do Slow Food Internacional. Ativista da gastronomia sustentável, pioneira na defesa da utilização de ingredientes frescos, locais e sazonais; criou o Edible Schoolyard, em 1996. Nesse seu projeto educacional em escola pública, os alunos têm acesso a um jardim comunitário e são orientados a entender o ciclo do alimento: plantar, colher e cozinhar. O projeto deu origem ao programa Schoolyard, ONG com foco em levar às grades escolares desde o jardim da infância até o ensino médio os conceitos do Slow Food. P.S. A foto de abertura do post, minha com Alice Waters, foi tirada no meu celular durante o jantar de abertura da Semana Mesa SP, ontem no Bourbon Street.
- NOH Bar
Visitar o NOH Bar é sempre uma experiência! Para começar a sigla NOH (significa Nitrogênio Oxigênio Hidrogênio), por aí já dá pra ter uma ideia do que vem pela frente. O mixologista e sócio da casa Pablo Moya desenvolve seus drinks autorais com toques de ousadia. Drinks que se utilizam das mais modernas técnicas da coquetelaria mundial, como: Mojito NOH - utiliza-se uma técnica de preparo à vácuo onde o Mojito é injetado na melancia, substituindo a água da fruta (muito bom comer melancia desse jeito. rs) Vaporização – A base dessa técnica é a inserção do vapor de água quente na bebida, que dilui levemente a graduação alcoólica do coquetel; embora a percepção seja exatamente ao contrário, aumente a percepção alcóolica, por conta da temperatura elevada. Os drinques são preparados com o auxílio do vaporizador da máquina de café espresso em uma pequena jarra de metal. Depois o coquetel é transferido para a xícara, onde é servido, lembrando um chá, mas, neste caso, alcoólico. Margarita, Negroni e Jaqy Apple - coquetéis tradicionais ganham vapores e são aquecidos (como não sou chegado em quentes, não foram meus preferidos, mas são interessantes para provar a técnica) Defumação – técnica que veio da gastronomia e tem por finalidade alterar aroma e sabor dos alimentos com o uso da fumaça. Na mixologia também é possível alterar a densidade e textura nos coquetéis. Utiliza-se um equipamento munido de um pequeno motor e um sistema simples de exaustão. Em um compartimento é colocada a matéria prima seca ou desidratada, como especiarias, madeiras, ervas. O aparelho é ligado o produto queima e sua fumaça chega por uma mangueira em um recipiente de vidro que contém o copo com o drink preparado para defumação. Amarula Foam Storm - Amarula, espresso, espuma de limão siciliano, cardamomo e defumação de canela (muito interessante o efeito da defumação no drink) Carbonatação – técnica moderna de produção de drinques com efeito gasoso. No NOH Bar, é utilizado um equipamento importado, desenvolvido especialmente para a carbonatação de coquetéis, com dupla válvula (uma possibilita a inserção do gás carbônico e outra, a vazão do gás excessivo), resultando em uma carbonatação bastante homogênea. O equipamento é transparente e funciona também como uma coqueteleira. Long Beach Tea - Rum, gin, vodka, triple sec, limão e suco de cranberry (olhando assim parece apenas um chá refrescante. É refrescante, saboroso, mas de chá....) Teas – coquetéis mundialmente famosos, que combinam de três a quatro bebidas alcoólicas, mas, mesmo assim, ficam suaves. Os teas foram criados na época de Lei Seca americana, eram servidos como “chás” pareciam com eles, só que eram compostos de bebidas alcóolicas combinadas. Finalizando a diversão o drink "interativo" - Amarula Ultimate - funciona assim: um copo de Guinness e um shot de Amarula com Whisky, vc solta o copinho no centro do copão e vira. É um desafio entre amigos então vem com 2 doses. Bem saboroso, na hora de beber não se sente o teor alcoólico, mas depois de 1 minuto... Na foto eu com meus amigos Giuliana Bastos e Estevan Chaves. Cabe informar que meus olhos estão vermelhos por causa do reflexo do flash,ok! Obs: Fotos do meu celular e as produzidas são de divulgação do NOH Bar
- Sabor de São Paulo
O Sabor de São Paulo é um projeto da Secretaria de Turismo do Estado, que tem como objetivo resgatar a culinária paulista . O projeto é promovido pela revista Prazeres da Mesa, com apoio educacional do Senac São Paulo. Restaurantes, bares, hotéis e até mesmo quituteiras dos 645 municípios paulistas podem inscrever suas receitas para as quinze etapas, que abrangem as macroregiões de: Sorocaba, São José do Rio Preto, Taubaté, Marília, Santo André, Barretos, Registro, Araçatuba, Ribeirão Preto, Franca, Presidente Prudente, Campinas, Bauru, São Carlos e Santos. A seleção acontece entre os meses de fevereiro e novembro, quer participar? Veja como no site Sabor de São Paulo . Foto de abertura do post: Leitão de gravata - Leitão de Gravata (Mogi Das Cruzes) - fotos de divulgação da revista Prazeres da Mesa. Linguiça mista defumada - Rancho dos Defumados (Tupã) Pois bem, está na hora de conferir o resultado da edição 2014 . No próximo sábado e domingo dias 22 e 23 de novembro de 2014, das 11h às 19h , acontecerá no Parque Villa Lobos uma grande feira com barracas das 62 receitas selecionadas (leia abaixo). Pratos vendidos por até R$15 + barracas do Slow Food Convívio São Paulo, com alimentos orgânicos de pequenos produtores. Com base no projeto Sabor de São Paulo , em janeiro de 2015 será lançado o Guia de Turismo Gastronômico oficial da Secretaria de Turismo, com redação da revista Prazeres da Mesa. Rojão - Casa de Carne Balaio (Riberão Grande) Confira os finalistas de cada macroregião: Sorocaba Bolinho da Avó – Amélia Tapas e Beliscos (Sorocaba) Porpetone de Alcachofra - Mondiale Restaurante (São Roque) Rojão - Casa de Carne Balaio (Riberão Grande) Sfogliatella Italo-Brasileira - Nona Grazia Pasticceria (São Roque) São José do Rio Preto Bolinho Uai Sô - Frei Caneco Choperia (São José do Rio Preto) Brigadeiro de Banana - Brigadeiro Real (Fernandópolis) Doce de Pimenta - Restaurante Carne de Sol (Monte Aprazível) Kafta de Porco - Nhô Botequim (São José do Rio Preto) Taubaté Caiçarinha – Quiosque ponto 13 (Ubatuba) Medalhão de Anchova – Mar e Arte Bistrô e Galeria (Ilhabela) Merengue com Morangos – Barão Bistrot e Empório (Tremembé) Sorvete de massa tipo italiano – Laticínios HT Indústria e Comércio LTDA ME (Santo Antônio do Pinhal) Marília Chocolove - Café do Lado (Marilia) Linguiça mista defumada - Rancho dos Defumados (Tupã) Hot Dog Maçaricado – Friend’s Dog (Paraguaçu Paulista) Bolo de mandioca com goiabada - Vovó Formiga Bolos Caseiros (Marília) Sorvete de massa tipo italiano – Laticínios HT Indústria e Comércio LTDA ME (Santo Antônio do Pinhal) Santo André Biscoitão de Parmesão - Biscoitos Vô Joel (Biritiba Mirim) Costela Suína com Geleia de Cambuci e Arroz Negro - Estação Cavern Club (Santo André) Leitão de Gravata - Leitão de Gravata (Mogi Das Cruzes) Polenta com Ragu de Rabada - Cachaçaria Central (Santo André) Barretos Torresmo de Quilo - Barretos Country Hotel (Barretos) Pão com Linguiça - Orquidário Rancho da Serra (Barretos) Macarron de brigadeiro com cajá manga – Paraíso dos Sabores, Doce Café (Barretos) Costelinha com arroz caipira – Macadamia (Barretos) Registro Champuru de Tofu – Restaurante Kazuko (Itariri) Moqueca de manjuba - Manjuba & Cia (Iguape) Galinhada Caipira da Lene - Sitio São José (Juquiá) Araçatuba Calda de Jegue – Mané Simpatia (Birigui) Cocada do Sol – Matha Benez Doces (Araçatuba) Sorvete de Erva Cidreira com Gengibre – Restaurante Vó Luiza (Bilac) Moqueca de Tilápia – Bar e Restaurante Brão (Birigui) Moqueca de Tilápia – Bar e Restaurante Brão (Birigui) Ribeirão Preto Lingüiça oriental – Casa Veronesi (Dumont) Sorvete de Laranja com Morango – Sorveteria Adriano (São Simão) Bombom de Jabuticada – João Brigadeiro Gourmet (Ribeirão Preto) Arroz de Rabada com Demoiselle – Colorado Cervejarium (Ribeirão Preto) Franca Batata Suíça com Leitão na Cachaça – Bangalo Batataria (Franca) Pingado Crocante – Pastel do Lú (Franca) Escalopes de Filé Mignon Suíno a Romeu e Julieta – Padaria e Cozinha Flor de Lis (Orlândia) Bisteca Invertida – Bar Devassa (Franca) Presidente Prudente Tripla - Bar João Porquinho (Presidente Prudente) Batata sotê de colher de pau – Colher de Pau (Presidente Prudente) Risoto de costela com mandioquinha salsa e cebola frita - Tacchino Restaurante (Presidente Prudente) Biscoito artesanal de café - Dolce Ana Cacau e Trigo (Presidente Prudente) Campinas Bolo de brigadeiro crocante com café - Sweet Café (Espírito Santo do Pinhal) Jachtschotel prato do caçador - The old dutch (Holambra) Porquinho foi à feira – Linguiçaria Real Bragança (Bragança Paulista) Pintado cheio de encantos – Navegantes Restaurante (Piracicaba) Bauru Sorvete de café com macadâmia - Sorveteria Fazendinha Tropical (Lins) Coxinha de Leitoa - La Donosti (Agudos) Lanche Bauru – Empório Teodoro (Bauru) Choppão Cristal - Frango ao Bacon (Lins) X-Costela – Zequinha Lanches (Barra Bonita) São Carlos Ximango recheado – Fundação Educacional (São Carlos) Coxinha especial – Gula e Cia (São Carlos) Nhoque ao creme e ragu com pinhão – Gustattori Confort Food (São Carlos) Porco na lata com batatonese – Braseiro Santo Antonio (São Carlos) Santos Costela da folha de bananeira – Casa da sogra (Itanhém) Sabores do mar e da terra – Pousada Casa no Tombo (Guarujá) Boquerones – Restaurante Taberna Basca (Itanhém) Costelinha de porco na jabuticaba – Restaurante Almoço por André Anh (Santos) Meca com molho de agrião e risoto – Oca Restaurante (Santos) Serviço : Festival Sabor de SP – 22 e 23/11 de 2014 Local: Parque Villa Lobos - Av. Professor Fonseca Rodrigues, 2001. Alto de Pinheiros - São Paulo/SP Horário: das 11hs às 19hs
- Salmão Selvagem
Estive num almoço com o diretor da Alaska Seafood Marketing Institute (ASMI Brasil) , José Madeira, onde aprendi um pouco sobre os peixes selvagens do Alasca (Estados Unidos), especialmente o Salmão Selvagem, Black Cod (Sablefish ou Guindara do Alasca), Bacalhau do Alasca sem adição de sal (Cod) e a Polaca , que agora podem ser encontrados no Brasil, em alguns restaurantes e pontos de venda para o consumidor final. Antes de tudo, é bom destacar que a pesca no Alasca é assunto bastante sério! A Constituição do Estado em 1959, já estabelecia que os peixes deveriam ser utilizados, desenvolvidos e mantidos com base no princípio de produção sustentável. Há também uma determinação legal que proíbe a criação, de forma que todos os peixes nativos precisam ser selvagens. Leis estaduais e federais são bastante rígidas com relação a preservar o meio ambiente e garantir a sustentabilidade. Todos os anos, cientistas do Alasca , realizam e analisam pesquisas sobre clima, meio ambiente e fatores socioeconômicos que afetam as pescas . Essas pesquisas ajudam os cientistas e biólogos a determinarem o que seria um nível de pesca sustentável e, a partir daí, são definidas as cotas de pesca individuais ou da comunidade. De qualquer forma, a própria população do Estado é bastante consciente, com 34 mil milhas de costa e uma densidade populacional que raramente ultrapassa 2 mil habitantes, as comunidades tem poucas oportunidades de trabalho além da pesca e seu processamento. Fica claro o interesse na sustentabilidade das indústrias pesqueiras. O almoço foi no restaurante Na Mata - Black Cod Selvagem do Alasca marinado no molho missô, acompanha arroz com perfume de jasmim e cogumelos – esse peixe é uma loucura de bom, parece que passaram manteiga nele todinho, derrete na boca. Mais da metade dos produtos do mar capturados em águas norte-americanas tem origem no Alasca , nas águas geladas do Mar de Bering e do Golfo do Alasca (ambos somam 200 mil milhas náuticas da Zona Econômica Exclusiva), onde várias espécies de peixes brancos são encontradas no fundo do oceano ou próximo ao fundo. O peixe branco do Alasca passa toda a sua vida no oceano, nunca entra em zonas de água doce. Em diferentes fases da sua vida alimenta-se de plâncton, camarão e outros crustáceos, peixes e organismos marinhos. Bacalhau (Cod – Gadus macrocephalus) , Black Cod (Sablefish) e Polaca - alguns dos peixes brancos do Alasca - são bem conhecidos por sua fecundidade, fêmeas desovam muitas vezes durante a vida e sempre dezenas a centenas de milhares de ovos por vez; estabilizando assim as populações no oceano. Agora falando do Salmão Selvagem do Alasca , são cinco espécies: Vermelho (Sockeye/Red) , Keta (Chum) e Rosa (Pink) vem pro Brasil; Real (King/Chinook) e Prateado (Coho / Silver) ainda não. Cada um tem suas características particulares, mas todos vivem no mar e desovam na água doce. É a famosa migração dos salmões que retornam exatamente no local onde nasceram para reproduzir. Por não se alimentarem em água doce, machos e fêmeas precisam guardar boa gordura corporal quando deixam o oceano, a fim de aguentar a viagem contra a corrente. Durante esse retorno às origens, passam por baías fechadas e águas rasas, sendo observados e contados em cardumes pelos gestores da indústria pesqueira do Alasca, que deixam passar um número suficiente de adultos prontos para a desova, a fim de que o ciclo se renove. O restante é capturado em áreas específicas e controladas, dentro das águas territoriais do Estado em até três milhas náuticas da costa. Tartar de Salmão Selvagem Sockeye do Alasca, abacate, tomate, cebolas roxas, limão, dill e crispy de alho-poró – reparem na cor do salmão como é intensa – seu sabor é marcante, ômega 3 nas veias! De qualquer forma, o ciclo de vida do Salmão Selvagem do Alasca vai terminar na primeira e única procriação. Ao chegar no local de nascimento, a fêmea escava uma área para depositar os ovos na parte mais limpa do leito da corrente e depois escolhe um macho para fertilizar os seus ovos, à medida que os deposita no cascalho. Depois disso eles não retornam ao mar e morrem. Mas na primavera, os alevins de salmão recém-nascidos, emergem do cascalho e iniciam sua viagem rumo ao oceano. Porém, de nada adianta a captura dos peixes selvagens , se eles não forem processados rapidamente. A atividade pesqueira no Alasca emprega tecnologias que permitem a limpeza e o congelamento dos peixes em barcos-fábrica, ainda em alto mar, poucas horas após a pesca, preservando assim, todas as propriedades e o frescor dos produtos. Para saber mais sobre os peixes selvagens do Alasca , onde comprar e algumas receitas, leia o site da Alaska Seafood Marketing Institute – Brasil . foto de abertura da matéria extraída do site da Alaska Seafood Marketing Institute – Brasil .









