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  • Comida di Buteco

    Anota na Agenda! Vem aí mais um Comida di Buteco ! Entre os dias 15 de abril e 15 de maio, 49 estabelecimentos de todas as regiões da capital, disputam o título de Melhor Boteco de São Paulo e nessa eleição seu voto e dos seus amigos é muito importante para consagrar o petisco e o boteco campeão. ( esse da foto de abertura da matéria é do Bolinho de arroz recheado com carne seca do Bar do Jão ). Pelo histórico do Comida di Buteco , que existe em 20 cidades brasileiras e surgiu há 16 anos, mais que o título, o prêmio promove a transformação na vida das pessoas. Só são convidados para a disputa (e não há qualquer forma de pagamento por parte dos inscritos – eles são selecionados pela equipe do evento e convidados mesmo!) botecos cujos donos estão à frente no dia a dia, aqueles que tem a cara do proprietário. Não são admitidos estabelecimentos ligados a redes ou franquias. Por isso, é fácil imaginar, o quanto a vitória muda os negócios desses pequenos empreendedores. Bar: Beijú de Tapioca - Petisco: Porco Louco na Canoa Funciona assim: público e júri irão visitar os concorrentes e avaliá-los em 4 quesitos: o petisco (item responsável por 70% da nota), a higiene do local ( 10% do peso ) , o atendimento( 10% )  e a temperatura da bebida (10% ), dando notas que vão de 1 a 10. O voto do júri vale 50%; o do público, também 50%. O Instituto de Pesquisas Vox Populi é o responsável pela apuração dos votos em todas as 20 cidades que participam do Comida di Buteco . Esse ano uma novidade, a eleição nacional do Melhor Boteco do Brasil . Por isso foi dada a opção do tema do petisco ser livre, para que cada participante possa demonstrar bem sua identidade. Em junho, finalizadas todas as premiações regionais, um comitê de jurados vai conhecer os vencedores de cada uma das 20 cidades, dará suas notas e, dessa forma, será eleito o melhor boteco do país. Abaixo listei todos os participantes do Comida di Buteco São Paulo com endereço, nome e descrição do petisco para que você possa montar seu próprio roteiro. Lembrando que o preço máximo dos pratos concorrentes é R$ 25,90 nas 20 cidades onde o evento é realizado (para ver a lista das outras cidades acesse o link ) . Bar do Mané - Petisco: Ricotinha Comida di Buteco 2016 – São Paulo BAR AMIGO GIANNOTTI - Rua Santo Antônio, 1106 - Bela Vista Bolinnotti - Bolinho de calabresa curada com ricota seca,ricota fresca tudo moído. empanado no macarrão cabelo de anjo.Acompanha molho de alho poró. BAR BAMBU - Rua Conselheiro Moreira De Barros, 1084 - Santa Terezinha O Quinto - Bolinho de rabada envolto em uma massa de arroz crocante servido em uma cama de chucrute, acompanhado de um shot com caldo da rabada. BAR DE VIDRO - Av. Álvaro Machado Pedrosa, 476 - Tucuruvi ... CADE ... DE Q ?- Escondidinho feito com receita caseira de purê de mandioquinha recheado com camarão e moranga, coberto com catupiry. BAR DO BERINJELA - Praça 20 de Janeiro, 67 - Tatuapé Kiberinjela - Kibe de Berinjela, com recheio de mussarela e orégano. Acompanha molho de ervas. Porção com 6 unidades. (foto acima) BAR DO CELSO - Rua Brejo Alegre, 414 - Brooklin Quem é do mar não enjoa - Iscas de Filé de Abadejo passada no creme de leite c/ especiarias e empanada na bolacha cream craker, acompanhada de molho especial da casa. BAR DO JÃO - R. Antônio Lobo, 33 - Penha Bolinho de arroz da Padroeira - Bolinho de arroz recheado com carne seca. BAR DO MANÉ - Rua da Cantareira, 306 - Mercado Municipal - Rua E - Box 14 Ricotinha - Porção de bolinhos de peito de frango com ricota e provolone, com um delicioso molho de laranja levemente apimentado. Casa do Norte Luizão - petisco: Carne seca bagunçada do Paraná BAR DO PINU - Rua Félix de Sousa, 284 - Vila Congonha Carpaccio di Leucosia - Finas fatias de lagarto com brotos de rúcula, molho de alcaparra e parmesão ralado. BAR DO SEU ZÉ - Rua Fradique Coutinho, 875 - Vila Madalena Xodó do Ananias - Empanada chilena recheada com costela de boi e mandioca. BAR DO TRIPINHA - Av. 09 de julho, 1971 - Bela Vista Porção de coxinha de fango com catupiry (6 un) BAR DO VARDEMA - Rua Guaimbé, 412 - Mooca Bolinho da Vovó - Bolinho de tutu de feijão com carne seca. BAR DO VITO - Av. Zelina, 851 - Vila Zelina Blinai - Panqueca de batata recheada BAR DO XANDÃO - Rua Gil de Oliveira, 477 - Vila Matilde Siciliano Grill Xandão - Dois tipos de carne moída (bovina e suína) temperadas e moldadas em palitos de churrasco. Acompanha farofa, molho de ervas, molho vinagrete de cebola e salsa e tomate recheado com maionese. (foto acima) BODEGA ROCK BAR - Av. Leôncio Magalhães, 84 - Jd São Paulo Faroeste Caboclo - Croquete de arroz com mortadela BAR E PETISCARIA ALVARÁ - Rua Coriolano, 1400 - Vila Romana Stick do Alvará - Isca de filé de frango à milanesa. BAR ZUR ALTEN MÜHLE - Rua Princesa Isabel, 102 – Brooklin Bolinho da Oma (Vovó) - Bolinho de carne bovina com linguiça toscana recheado de queijos gorgonzola e mussarela temperados com orégano. Acompanha molhos: Mostarda, Pimenta e Barbecue. Bar: Parada do Gouveia - petisco Marisco Lambe Lambe BEIJÚ DE TAPIOCA - Rua Coriolano, 1160 - Vila Romana Porco Louco na Canoa - Carne de porco cozida na cerveja, desfiada e acebolada, servidas em canoinhas de massa. BOTECO DO MURRUGA - Av. Mascote, 57 - Vila Mascote Mignonzinho 10 do Murruga - Porção de 10 Mini Medalhões de Filet Mignon enrolados no bacon a Milanesa. Acompanhado com molho vermelho de ervas finas e pão Ciabata com patê de berinjela. BOTECO SÃO JOAQUIM - Rua Taguá, 16 - Liberdade Bolinho de Batata Louca - Bolinho de Batata Doce, recheado com Carne Louca. Acompanhado de Molho Chimichurri Cremoso (10un). BOXIXO CARIOCA - Rua Inhambu, 800 - Moema Croquete do Boxixo - Porção de croquete de polenta recheado com costela bovina assada por 4 horas. CAIUBIER - Rua Caiubi, 928 – Perdizes Pernil Embriagado - Pernil desfiado cozido na cerveja e servido na cestinha de pastel. Acompanha mandioca cremosa frita. (foto acima) CALÇADA DA LAPA - Rua Faustolo, 403 - Vila Romana Moela da Casa - Moela ao molho com farofa de cuzcuz. CANTINA POVEIRINHA - Rua Lord Clemente Atlee, 70 - Pirituba Sardinha Frita - Sardinha empanada no trigo, temperada e frita. CASA BOLINHO DE BACALHAU - Rua Azevedo Soares, 499 - Tatuapé Ouriço de Bacalhau - Bolinho de molho bechamel com bacalhau. CASA DO NORTE LUIZÃO - Rua Frederico Abranches, 451 - Santa Cecília Carne seca bagunçada do Paraná - Porção de carne seca desfiada, puxada na manteiga de garrafa e servida com mandioca frita. CASA GALLIANO - Av. Jurucê, 803 – Moema Bruschetta do Chef - Fatias de pão Italiano cobertas com Catupiry, Jamon, Brie, Damasco, Alecrim e Azeite. CHOPP DO ALEMÃO - Rua Doutor José Paulo, 103 - Vila Matilde Esconde-Esconde - Creme de abóbora Cabotiá com boi ralado e parmesão. (foto acima) CHOPPERIA DELMAR - Rua dos Andradas, 157 - Santa Efigênia Charutinho do Mar - Charutinho de couve recheado de linguado e farofa de camarão, acompanhado de molho de hortelã. CINEASTA BAR - Rua Fernandes Moreira, 591 - Chácara Santo Antônio Pastel do Elvis - Pastelzinho de costela de ripa no bafo com mandioca cozida. Acompanha molho vinagrete e a maionese da casa. (8 un) CONFRARIA VILA MARIANA - Rua Luis Goes, 985 - 04043-300 - Vila Mariana Filet à Moda do Naldo - Tiras de Filet Mignon flambadas no conhaque e com molho especial do chefe DI PRIMEIRA - Rua Carneiro da Cunha, 585 – Saúde Churros Salgados da Dona Florinda - Seis churros salgados, recheados com purê de mandioquinha com provolone e cobertos com carne desfiada. DISTINTA FREGUESIA - Rua Enéias Carrilho, 63 - Freguesia do Ó No Tabuleiro da Baiana Tem… - Canudo recheado com creme de camarão. ESPAÇO PAU BRASIL - Rua Pedro Cacunda, 147 – Jd. São Paulo (foto acima) Galetinho Primo Canto - Galeto desossado, recheado com brócolis, calabresa, mussarela, provolone e queijo prato. FAMOSO BAR DO JUSTO - Rua Alferes Magalhães, 25/29 – Santana Kit Devaneio - Porção com duas coxinhas de peito bovino desfiado envolto por massa de mandioca e batata baroa, acompanhado de morango com molho agridoce e maionese de alho. FLAMINGO BAR - Rua Guaimbé, 205 - Moóca Enroladinho de File mignon - File Mignon a Milanesa Recheado c/ Catupiry, mussarela, tomate e orégano. LEPORACE GRILL E BAR - Rua Édson, 1362 - Campo Belo Tirinha Suína com Legumes Grelhados - Assado de tira suíno grelhado, servido com berinjela, abobrinha, e tiras de pimentão grelhado. Acompanha geléia de gengibre. LEWIS BAR - Rua Crasso, 140 - Água Branca Bolewis - Porção de Bolinho de coxa sobre coxa, lombo suíno, calabresa apimentada, castanha de caju moída, creme de gorgonzola com alho poro e ovo de codorna. Acompanha o molho especial da casa: Maionese com pimenta. LINS SUSHI - Praça Olavo Bilac, 99 - Campos Elisios Bolinho de Frutos do mar - Porção de bolinho recheado com carne de siri, vongole, lula, peixe branco, kani e camarão, servido com molho especial de limão. LUAR DO SERTÃO - Av. Jardim Japão, 604/606 - Jardim Brasil  (foto acima) Lagarto ao molho madeira - Largarto ao molho madeira recheado com lingüiça e com um tempero especial. MERCEARIA ZN - Rua Casa Forte, 438 - Jd. França Tri Delícias ZN - Porção de três bolinhos: Bolinho de arroz com recheio de mussarela de búfala; Bolinho de carne com recheio de milho verde; e Bolinho de aipim com recheio de carne seca e queijo coalho. NAÇÃO NORDESTINA - Rua Kaneda, 886 - Vila Maria Asa Branca - Mini Pasteis de Carne de Sol, com Queijo de Manteiga e Maionese Verde. O ALEMÃO - Av. Engenheiro Caetano Álvares, 5131 - Imirim Biricutico - Bolinho de batata com queijo parmesão recheado com salame e pinga. OSCAR GRILL - Av. Antônio Barbosa Da Silva Sandoval, 65 - Interlagos Bolinho de Picanha - Croquete de picanha desfiada com Catupiry. (foto acima) PARADA DO GOUVÊIA - Rua Júlio de Castilhos, 1.110 - Belenzinho Marisco Lambe Lambe - Marisco na concha ao molho de tomate e tempero da casa. PICANHARIA DO BARÃO - Rua Barão de Ladário, 1001 – Brás Tuback do Barão - Deliciosa kafta libanesa assada na brasa dentro de pão sírio com pétalas de batata, parmesão ralado gratinado, feito com muita arte. RANCHO NORDESTINO - Rua Manoel Dutra, 498 - Bela Vista Bolinho de Siri - Bolinho de Siri com cream creese e pimenta biquinho. SANTA PANELA - Rua Emilia Marengo, 225 - Tatuapé Frigideria ao Mar do Santa - Deliciosos espetinhos do mar grelhados e acompanhados de batatas cozidas e abobrinhas quadradinhas em ervas finas e uma saborosa farofa de vongoli. (foto acima) TIRO-LIRO - Rua Cotoxó, 1185 - Vila Pompéia Bob Almôndegas - Porção de almondêgas de carne temperada à moda do tiro-liro. ZÉ GORDO - Rua Clodomiro Amazonas, 321 - Itaim Bibi Bolinho do Gordo Cremoso - Bolinho de batata com carne moida e Bolinho de batata com carne moída com requeijão. (fotos de divulgação dos festival)

  • Kebab Salonu - muito mais do que o Salão do Kebab

    fotos Cris Paz Queria abrir esse post dizendo que o Kebab Salonu entrou na lista dos meus restaurantes preferidos da cidade (aqueles de querer voltar sempre para provar novos sabores). É um lugar simples, mas muito alegre e dinâmico. É o que eu sempre falo, não adianta restaurante ter cenário se os atores são insossos. Cabe esclarecer que a casa não é simplesmente um fast good (perdón Adrià) de kebab. É um restaurante com cardápio construído à base de muita pesquisa do chef Rodrigo Libbos ( amanhã publico uma entrevista com ele sobre essa cozinha que atinge uma ampla faixa territorial e cultural que vai do Marrocos à Índia). No cardápio, além dos kebabs com origem em diversos países da região, pratos típicos do Irã, Afeganistão, Índia, Tunísia, Marrocos, Turquia, Síria e Líbano. Muitas entradas que levantam dúvidas sobre qual escolher, bebidas diferenciadas e sobremesas...hum!!!!. Sabores bem mais inusitados, nada a ver com os restaurantes árabes abrasileirados que conhecemos. Foi tudo muito corrido porque eu e a Cris tínhamos um filme para assistir depois. É bom porque a casa fica na Augusta bem perto de um monte de salas de cinema. Mas aqui está o que deu para provarmos, mais do que suficiente para dizer o quanto é bom. Arabiya Mezze – Cestinha de crocantes de zaatar, acompanhado de trio de pastas do dia (coalhada, homus e babaganush) e 2 porçõezinhas de mix de castanhas, sementes e passas. Os crocantes são muito saborosos e fazem muito croc. As pastas bem suaves. Agora o Lassi é um capítulo à parte, azedinho na medida certa, saboroso, aromático. O meu era de cardamomo com água de flor de laranjeira e o da Cris de tamarindo com água de rosas. Eu pedi o Kebab Merguez (bem picante) – 100 grs de linguiçinhas de cordeiro à moda marroquina grelhadas, citronete de limão, tomate, cebola, coalhada seca e um toque de molho harissa. O pão utilizado para enrolar os kebabs (que também podem ser servidos abertos no prato) é o Lavosh de origem Armênia (fino, macio, feito na hora). Shish Kebab de Alcatra – 180 grs de alcatra grelhada à moda shawarma, folhas, citronete de limão, tomate, cebola e homus. Salada bem fresca e crocante, carne bem temperada e suculenta. O chef me explicou que a palavra Shish quer dizer que ele assa a carne no carvão em espeto normal - não no giratório. Mhalabie – rústico de arroz com blueberry, framboesa e água de rosas em calda perfumada de ameixa e flor de laranjeira. Sobremesa, todos os que frequentam aqui já sabem, é a minha perdição. Essa estava boa demais contrastando o doce com o azedinho do blueberry. O creme também é interessante foi feito com arroz moído como é feito nos países de origem, segundo contou o chef Rodrigo Libbos (ao invés do amido de milho que estamos acostumados). Kebab Salonu

  • Vamos almoçar na Casa da Li?

    Porchetta cobiçada O título do post apareceu no twitter via @RobertaSudbrack . Na verdade estava escrito assim: Vamos almoçar na @CasadaLi na sexta-feira às 13 horas? E uma rede de confirmações se forma. Eu chego e três mesas lotadas já estão atravessadas no salão da Casa da Li . Cumprimento a @RobertaSudbrack , o @mandacaru , o @CaBertolazzi , a @DanielaAF ,  conheço a @abocanervosa e o @bronza . Pego a última cadeira ao lado da @AilinAleixo , só não sabia que era do @bennynovak , que tinha subido e quando desceu já não tinha onde sentar. Vamos encaixar uma cadeira? E se a gente inverter o sentido da mesa e juntar mais uma? “Li, podemos tirar a Porchetta dessa mesa para acrescentar na nossa?” A famosa Li e sua assadeira de Focaccia Casa da Li Logo estávamos todos mudando tudo de lugar. E bota mais papel em cima das mesas, coloca mais pratos,  copos, talheres e guardanapos. Senta novamente, agora já chegaram a @TalithaBarros e a @LuBetenson . E o pessoal faz tudo isso sem perder o foco de devorar a Porchetta. Que delícia provar essa suave carne de porco bem temperada! Mas saem do forno assadeiras de focaccia! Uma com rodelas de tomate e outra com cebolas roxas e lá vai a @TalithaBarros prá trás do balcão da Li (bom informar que lá também continua funcionando a rotisseria) e começa a ajudar a cortar, eu fotografo. O povo se serve e quer muito mais. Franguinho!!! Franguinho Lá vem o franguinho assado partido ao meio, cheio de sabor de feito em casa. Um franguinho não, vários! Um deles é colocado em frente a esse que vos escreve, do outro lado a responsável pela convocação @RobertaSudbrack começa a fatiar. A assadeira redonda gira sobre o prato, então eu começo a cortar o frango pelo meu lado. Força de lá e força de cá, a assadeira pára de rodopiar. Silêncio…. Aquele momento mágico quando todo mundo leva ao mesmo tempo seu garfo à boca. Ai esse Pernil!!!!!! Agora o pernil, que vem desfiado, desmancha na boca e tem um molho…, que vai te lembrar daqueles lanches da casa da avó. Lasanha “Queremos lasanha! Queremos lasanha!” Ok, saem as travessas de lasanha. “Como é que eu vou servir?” pergunta a Li. Coloca aqui e dá uma colher que a gente se serve. E os pratos vão rodando frente à lasanha, ao melhor estilo “escravos de jó”. O silêncio se fez novamente, agora um pouco mais profundo, eu até fechei os olhos quando levei aquela lasanha à boca. Do outro lado da mesa a @abocanervosa parou para me observar e estava rindo quando eu abri os olhos. A massa fininha e os sabores…(enquanto escrevo estou salivando de lembrar). Inesquecível! Talvez seja meu melhor adjetivo para aquela lasanha. Lasanha – Inesquecível! Comida normal! Enfim, já deu para perceber que a Casa da Li é a Casa da Li (ou da Eliane André). Fica num sobrado vermelho, as mesas são aquelas quadradas que a gente vai juntando, as toalhas coloridas são de papel, os guardanapos também. Não há porcelana chique, nem copos de cristal e titânio com nome estrangeiro que raspa a garganta, muito menos garçons que se aproximam assim que você respira. Não, não é daqueles lugares para “ver e ser visto”. É apenas para quem gosta de comer e, principalmente, quem gosta de comer comida normal (Eu amo comida normal!). A Li é uma cozinheira emocionada, feliz em receber. Mal sabe ela, somos nós que saímos de sua Casa com uma daquelas experiências de vida que a gente sabe que vai recordar. P.S. Cabe registrar que se comer é bom, sentar à mesa com todos esses @s citados por aqui é melhor ainda. Fotos do post: Alessander Guerra – Cuecas na Cozinha Casa da Li

  • Oryza restaurante

    Risoto de beterraba com pasta de limão siciliano e aspargos verdes Todo mundo que frequenta o blog sabe o quanto eu me esforço para achar opções boas e baratas de restaurantes para poder indicar. Pois fiquei sabendo do menu 45 que o restaurante Oryza está lançando e fui conferir de perto. O menu 45 vai variar a cada semana e oferecerá sempre (almoço e jantar): couvert + duas opções de entrada, prato principal e sobremesa para o cliente escolher; tudo ao preço de R$45,00. Gostei muito do trabalho que os chefs Daniela Amendola e Marcio Silva do Oryza fazem. Uma comida leve e saborosa, cheia de surpresas agradáveis aos olhos e paladar. O restaurante chama Oryza (arroz em latim) exatamente porque essa é sua maior especialidade. Boa parte dos pratos leva arroz, cerca de 12 tipos diferentes de países como: Brasil, Itália, Portugal, Índia, Japão; em suas mais variadas formas – inclusive a líquida, o sakê. O pão da casa, casquinha crocante e miolo macio, servido no couvert também é feito com arroz. A carta de vinhos é enxuta, mas variada. São espumantes, brancos, tintos, rosados e de sobremesa de diversas nacionalidades: Brasil, Áustria, França, Itália, Espanha, Portugal, Alemanha, Grécia, Austrália, Estados Unidos, África do Sul, Nova Zelândia, Argentina, Chile, Uruguai e Hungria. E há opções para você beber 125 ml, 250 ml, 500 ml ou 750 ml., o que é ótimo caso queira harmonizar vinhos com a comida porque não precisa pedir uma garrafa. Gostei muito do vinho sul africano que é servido nas opções 125 – 250 – 500 – 750 (ml); o Danie de Wet Chardonnay Bio 2011, feito com uvas da região de Robertson pelo produtor De Wetshof (especialista em vinhos brancos da África do Sul). É Bio porque respeita a biodiversidade da região. Tem bom corpo, é equilibrado, frutado, fresco e aromático. Tem teor alcóolico de 13,5% vol e deve ser servido entre 7 a 9ºC. Importado pela Mistral . Além de restaurante o Oryza agora também conta com serviço para eventos. Vou destacar alguns pratos que provei e gostei bastante. Risoto de beterraba com pasta de limão siciliano e aspargos verdes – (foto no início do post) Alguém fala em beterraba e já vem à nossa cabeça que aquilo vai ser doce, mas nesse risoto cremoso -com arroz perfeitamente no ponto de cozimento- o doce é bem equilibrado pela pasta de limão siciliano. Uma contraste interessante e provocante de sabores. Os aspargos verdes vieram bem frescos e crocantes. Steak Tartar com toque defumado, sorvete de mostarda e batata rústica Primeira vez que o chef testava essa receita de Steak Tartar. Serviu como entrada, mas fez tanto sucesso que vai transformar em prato principal. Carne muito fresca, bem temperada e com um toque defumado que faz toda a diferença no aroma e paladar. É carne crua, mas lembra churrasco. Quem gosta de Steak Tartar precisa conhecer esse! Panceta de porco com purê de maçã e alecrim, espinafre e pururuca light Carne de porco bem suave e macia, desmancha na boca. Complemento perfeito, como sempre, um purê de maçãs que aqui ganhou um toque de alecrim. A pururuca recebe toda uma atenção especial dos chefs, que se utilizam de técnicas de preparo que a deixam bem leve, sem perder o sabor e a crocância. Riz au lait Nessa sobremesa, o arroz, em ótimo ponto de cozimento - dá para mastigá-lo, está numa mistura líquida suave de leite e baunilha, acompanhada de calda espessa de caramelo e flor de sal. Um sobremesa pouco doce e bem diferente do sabor do arroz doce que conhecemos. Vale à pena provar! Blondie de Butterscotch Esse bolo quente de manteiga e caramelo ao rum acompanhado de sorvete de pistache, também acabou de ser criado pelos chefs. É um bolo tudo de bom e mais um pouco! Úmido, macio, saboroso,…. Daqueles de pedir bis. Servido quente para contrastar com o cremoso sorvete de pistache feito na casa + um toque crocante de caramelo.

  • Dona Felicidade restaurante

    Ai, essas almôndegas!!! O restaurante Dona Felicidade é daqueles em que os garçons conhecem as famílias e que a dona, nesse caso chamada Felicidade, está sempre circulando pelo salão para dar um “Oi” aos clientes e ver como estão sendo servidos. Você é recebido com um sorriso e, talvez, um caldinho de feijão. Escolhe com calma alguma das fartas porções, enquanto olha a movimentação da cozinha envidraçada e aprecia a decoração cheia de detalhes e recordações. A comida é caseira, tudo muito simples, mas estamos aqui para confortar o estômago e a apaziguar o espírito; melhor ainda, se o bolso não sair espantado. Peça o que quiser, mas prove essas almôndegas! Bem servidas, crocantes por fora e na mordida…hum! Elas enchem a boca com sua textura cremosa. A carne macia e bem temperada vai te levar certamente ao bis.  O restaurante Dona Felicidade  fica no bairro da Vila Romana (zona oeste de São Paulo). Vale a visita para provar o cardápio variado, mas sempre com toque de comida caseira.   E com vocês: Dona Felicidade!

  • Mangiare Gastronomia

    Já fiz há um tempo esse post sobre o Mangiare Gastronomia , um restaurante na Vila Leopoldina com proposta bem interessante ( leia no post anterior ) e que agrega ao seu conceito uma loja de vinhos e um empório. Hoje queria sugerir um dos capítulos do menu de pratos do Mangiare Gastronomia , as chamadas: Cosa Nostra. Uma nova leitura, nada tradicional, das pizzas. Para começo de história o formato é oval. A massa é fina e crocante e os recheios caprichados como a Mangiare (pasta de alcachofra com ervas, parmesão e presunto parma). Vale à pena provar! Você depois até poderá me dizer: mas isso não é pizza! E eu respondo: Ok, mas é boa ou não é? Outra dica, agora de sobremesa, é o Trio Dell´Amore (Brigadeiro feito com chocolate Amma 30% de cacau, Mousse feita com chocolate Amma 60% de cacau e Bolo de xícara de chocolate Amma 75% de cacau). É muito bom! Coma sem medo de ser feliz! fotos da Cris

  • O Aprazível fica na Aprazível

    Quando fiz o lançamento do livro no Rio de Janeiro tive tempo de visitar alguns lugares. Um deles foi o restaurante Aprazível, localizado na rua de mesmo nome no bairro de Santa Teresa. Fica no topo da colina. Chegar lá a pé pode ser um exercício e tanto, mas depois que chegou o restaurante é simplesmente delicioso! E dá para ir de carro, eu é que estava me aventurando num sobe e desce pelo bairro carioca que parece estar em algum lugar do passado. O serviço de 12% pode não ser um dos melhores que você já experimentou na sua vida, mas a comida e a paisagem valem o esforço. Mix de Pastéis – pastéis de queijo e de lingüiça mineira grelhada – acompanhados de chutney de tomate. Desmanchavam na boca. Meu prato principal: Galinhada caipira – arroz de frango caipira e lingüiça mineira, acompanhado de couve refogada, feijão escaldado e banana da terra assada. Uma delícia de sabores bem combinados e com suavidade. Minha sobremesa inesquecível: Carimbó – sorvete de castanha do Pará e doce de cupuaçu (na foto está na lateral esquerda - Eu sonho com ela). E tem também o Baião de Dois – sorvete de tapioca e calda de açaí (muito bom também). Lá no fundo a Banana Santa Teresa - grelhada com canela e açúcar e servida com sorvete de creme, calda quente de chocolate e amêndoas picadas.

  • PAO Padaria Artesanal Orgânica

    Fui na PAO !   Não pessoal , eu não errei na concordância. Também não virei a dona Armênia que queria "os predinhos do Paulista na chon". Realmente eu fui na PAO Padaria Artesanal Orgânica . Conheci a unidade da Bela Cintra nos Jardins, o lugar é um charme, deliciosamente apertado com um balcão pequeno, poucas mesas e cadeiras, que estão sempre ocupadas. Mas há também outras unidades consulte no site da  PAO Padaria Artesanal Orgânica . Mesmo se não conseguir um lugar pra ficar, vá até o balcão e tente escolher entre as tantas opções que parecem apetitosas, para viagem. Eles colocam no saquinho e você come andando pelo bairro dos Jardins (SP). O passeio é gostoso, tem bastante lugar pra conhecer e você já aproveita para queimar as calorias, enquanto come. rs Cake aux Olives (pão com azeitonas) O que dizer sobre a   PAO Padaria Artesanal Orgânica  ? É tudo de bom e mais um pouco. Vou ser uma pessoa repetitiva e voltar mais vezes pra provar de tudo que tem lá. Gougère (pão de queijo à francesa) Deixo-os babando com as fotos e digo: esse pão com azeitonas é bom, o Gougère (tipo de pão de queijo francês com tomilho) é bom e o Pudim de Pão com Frutas Vermelhas é bom. Ou seja, sem querer ser repetitivo: É tudo de bom!!!!!!! Pudim de Pão com Frutas Vermelhas  PAO - Padaria Artesanal Orgânica

  • Gastronomia solidária

    Sobre a Gastronomia Solidária - Eu creio no poder transformador das pessoas, como acredito que alimentar transcende o estômago. Mata-se a fome com qualquer naco de pão, mas para alimentar é preciso um ingrediente mágico: o afeto. O verdadeiro “banquete” não sacia apenas a fome, preenche o ser humano como um todo. Resgates de vidas sempre me emocionam e quando acontecem entre panelas e temperos, então...! Fui no lançamento do livro Gastronomia Solidária, primeiro resultado do projeto de mesmo nome, comandado pela psicóloga Sandra Simões (na Paróquia São Domingos em Perdizes/SP). De um lado moradores de rua que queriam resgatar seu caminho e de outro chefs com corações imensos que dedicaram horas de seu trabalho para capacitar e gerar oportunidades. As deliciosas receitas do livro (que tem fotos de babar do Ricardo D’Angelo) foram criadas pelos chefs: Ana Luiza Trajano ( Brasil a Gosto ), Benê Ricardo ( Buffet e Eventos Benê ), Carlos Ribeiro ( Na Cozinha ), Dijanira Trindade ( Arte em Bolos ), Ida Maria Frank ( Due Cuochi Cucina ), Lúcia Velloso Verginelli (Luana Gastronomia e Eventos), Paulo Pereira ( Di Cunto ) e Rodrigo Oliveira ( Mocotó ). Parabéns também à equipe da revista Prazeres da Mesa que cedeu seu trabalho e possibilitou a criação do livro: Ricardo Castilho, André Clemente, Claudia Esquilante, Horst Kissmann e ao fotógrafo Ricardo D’Angelo que já citei. Enfim, parabéns a todos que contribuíram para a realização desse sonho que ganhou, desde o início, o apoio do Frei Betto. Sandra de Fátima representou os estudantes, em seu depoimento disse que perambulava pelas ruas buscando mais que alimento. Um dia a convidaram para participar do projeto. Quase não topou, porque não gostava muito de cozinhar e achava que seria um “curso de mulherzinha”. Mas enfim, embarcou no Gastronomia Solidária com o objetivo de trabalhar para comprar um colchão e roupas novas. Descobriu que cozinhar era coisa de mulherzinha, de homenzinho, de mulher, de homem,...

  • Reunidos pelo Estômago

    Ontem teve pré-estreia do filme Estômago e a Liga da Justiça... Ôpa! a Liga da Comida foi chamada para digerir essa história em primeira mão. O filme que estreia dia 11 de abril nos cinemas é bem legal e teremos surpresas em breve. Como eu não sou repórter de coluna social não peguei os créditos de todo mundo, mas vai de quem eu sei e alguém completa a frase por favor. Pela ordem Chris, Dadivosa, Tatu (que está prestes a), esse que vos escreve, Faby , Leandro e..... Vamos lá acrescentando os nomes que faltavam Renata Gallo, Fran Jubran e Miki. Filme Estômago na matéria da Revista da Folha Tem Cuecas na Revista da Folha!!!! Isso mesmo saímos numa matéria de 3 páginas na revista de hoje. Tudo pelo Estômago! Outros blogueiros muito legais também estão no texto que foi tocado à quatro mãos pelas repórteres Luiza Fecarotta e Giuliana Bastos. LIVRO DE RECEITAS DO FILME ESTÔMAGO

  • Kebab, Kabab, Kabob ou será Michui?

    foto: Mauro Holanda Vou tentar traduzir em texto a aula de uma hora que tive com Rodrigo Libbos, chef do Kebab Salonu e professor de gastronomia do Senac (escola onde também se formou). “Além da minha origem, eu tive que estudar muito a história do mundo e visitar alguns países para entender a cozinha de cada região” explicou o chef, ao sentir esse que vos escreve atarantado com tantas informações. Gente é de pirar e olha que eu estava com um mapa mundi na minha cara! Vejam só como não é tão simples assim. A avó materna de Rodrigo veio da Síria, fugindo da invasão turca. Só que hoje a região faz parte da Turquia. Então quem ficou lá agora é turco ou turco/sírio como preferem ser chamados. Seu avô materno é libanês. Ou seja, a mãe de Rodrigo é uma verdadeira fonte de consulta. Agora me digam o que é que pode reunir cozinhas de países com culturas diversas partindo do Marrocos e chegando a Índia? Peguem um globo terrestre para localizar bem essa faixa que passa por países do Norte da África, do Oriente Médio e chega aos indianos. Quem respondeu o Kebab acertou. O Kebab O nome Kebab é de origem turca e significa grelhado. Basicamente é uma carne que foi levada para grelhar no carvão. Nos países árabes leva o nome de Michui (carnes em pedaços) ou Kafta (carne moída). Já na Índia chama-se Kabab ou Kabob e assim pode mudar de nome conforme cada região. É servido no prato ou enrolado no pão. A carne mais utilizada é a de cordeiro, certamente porque é a mais abundante nos países dessa região com poucas áreas de pastagem e que necessitam de animais de pequeno porte. A diferença básica para o nosso churrasco é que tradicionalmente no churrasco temperamos a carne com sal e os kebabs são marinados em muitos temperos que variam a cada país. Devemos nos lembrar das rotas das especiarias entre a China e a Europa que passavam por essas regiões disseminando o uso de temperos como: canela, cardamomo, pimenta-do-reino, noz-moscada, entre outras. A pimenta vermelha chegou mais tarde vinda das Américas. Existe também o Döner kebab (turco) ou Shawarma (árabe) que foi a forma mais difundida como comida de rua na Europa, conhecido também como churrasquinho grego (nada a ver com aquelas gororobas que já vimos rodando em algumas ruas suspeitas por aqui, hein! Aquilo é presente de grego) – num espeto giratório pedaços de carne bem temperados são intercalados por vegetais. Fatiados finamente e servidos no pão. O Pão O pão é a base da alimentação desses países, tal e qual o nosso arroz com feijão. Também muda muito de nome e de receita, mas em semelhança todos são achatados e precisam ser levados para assar em fornos de alta temperatura para assarem rápido. No Kebab Salonu (Salão do Kebab) os kebabs são enrolados em pães Lavosh de origem Armênia feitos com trigo integral. A bebida: Ayran/Lassi Ayran é uma bebida de origem turco/síria que leva basicamente iogurte, água e sal. Quando chegou à Índia recebeu o nome de Lassi e foi transformada também numa bebida doce. É dessa forma que o resto do mundo conheceu esse refresco tradicional com sabor azedo (dado pelo iogurte natural). A mais conhecida é a Lassi de Manga. No Kebab Salonu provei as deliciosas opções de Cardamomo e de Tamarindo. Os Doces A abundância de açúcar na região, com o domínio árabe no comércio desse ingrediente, explica a tendência adocicada da confeitaria típicas desses países. Receita do chef Rodrigo Libbos veja mais aqui Sharbat (que significa refresco em árabe ou persa) Para um copo de 300ml: 200ml de água gelada Duas pedras de gelo 3 colheres de sopa de Xarope de Rosas (ou um xarope de sua preferência) * Pode-se fazê-lo com água com gás, bem como acrescentando suco de limão para aumentar um pouco a acidez da bebida, quebrando o sabor muito adocicado.

  • 10 dicas para não queimar o seu “peru” nessas festas

    Novidade minha gente! Estréia hoje a minha coluna no Papo de Homem , considerado - segundo a revista Época - um dos 50 blogs brasileiros que ninguém pode perder. O Guilherme está mandando tão bem que bateu 1 milhão de page views e foi um dos blogueiros convidados pela TV Globo para um bate-papo com a autora Glória Perez sobre sua próxima novela "Caminho das Índias", com direito a foto com a Juliana Paes. Esse que vos escreve agora integra a equipe que já conta com: Dr. Health, Dr. Money e Dr. Love. Já imaginaram qual Doctor que eu sou? Dr. Cook, é claro! E como estamos em época de comemorações o primeiro post é: 10 dicas para não queimar o seu “peru” nessas festas

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Escritor • Palestrante • Redator • Mediador • Colaborador Criativo em Projetos Especiais de Alimentos e Bebidas

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