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  • Viajando pelo Vale dos Vinhedos

    Toda vez é assim, o EU que parte para uma viagem é diferente do que volta. Viajo inteiro, corpo, mente, espírito e coração, livres. Por isso, deixo um pouco de mim pelos caminhos que sigo e trago um pouco de tudo por onde quer que eu vá. Acho que deve ser assim com todo mundo! Não há como não voltarmos transformados se, verdadeiramente, mergulhamos nessa jornada. Aproveito o frescor da memória e aqui começo a contar pra vocês minha viagem pelo Vale dos Vinhedos. Tudo começou numa quarta-feira, peguei o táxi cedo para o Aeroporto de Congonhas com a mala cheia de roupas -especialmente as de frio, porque era assim que eu seria recebido nessa aconchegante região do Rio Grande do Sul- mas com espaço suficiente para trazer emoções, encontros, desencontros, risos, noites mal dormidas, dias bem vividos e vinhos, claro! Uma hora e pouco de viagem cheguei no Salgado Filho em Porto Alegre, sem saber o que me esperava, mas preparado para o que tivesse que acontecer. Hora de encontrar a turma que desembarcava de vários cantos do Brasil, para também como eu, seguirem nesse Enotour organizado pela .Doc Comunicação, do hoje amigo, Orestes. Era pra ser só um tour mas, na verdade, foi um encontro de espíritos livres que estavam prontos para se deixarem levar, assim como na dança. Impossível não rir com o Eduardo, não rir da risada da Fernanda e nem das tiradas bem à carioca do grande Landim. Impossível não ouvir atento as análises do Alain (um dos caras mais competentes do mundo do vinho que já cruzei na vida) e da Fabiana (uma das mulheres mais competentes do mundo do vinho que já cruzei na vida). Impossível não sacanear, por mensagem, o Christian após sua análise do “vinho de caráter”, enquanto estava lá em cima na banca de jurados da Avaliação Nacional de Vinhos Safra 2013. Impossível não admirar a capacidade do João em, no meio de toda a bagunça que fazíamos, conseguir gravar vídeos para seu programa em Florianópolis. Impossível não se tocar com a Izakeline dizendo que queria aproveitar ao máximo a viagem, porque não sabia quando isso aconteceria de novo (e ela tinha toda a razão: Nunca sabemos!). Impossível não chorar de rir dos vídeos divertidos armazenados no celular da Viviane e não curtir os nossos papos. Igualmente impossível não engatar uma gostosa conversa com a Annamaria e a Gláucia, que pareciam as quietinhas da turma, pareciam rs. Impossível não passar horas especiais ao lado da Jane. Cada um com seu estilo, estava preparado para esse encontro. Tivemos até uma Rainha da Fenachamp nos acompanhando no tour, mas para não causar constrangimentos, não citarei nomes, né Orestes? Hahahahahahahaha! Foi uma maratona! Cerca de 110 vinhos provados em 4 dias, que por vezes me deixou descabelado como nessa foto tirada pela Jane. Ao final da história, bastava colocar uma taça com água, suco ou qualquer líquido nas mãos de cada um de nós, que estávamos, automaticamente, rodando sem a mínima exitação. rs. Quase uma cena de “Tempos Modernos” do mestre Chaplin, tamanha a quantidade de giros que fizemos com vinhos por esses dias. Cheirar a água, o suco de laranja do café da manhã também foi fruto desse condicionamento. Rir era sempre a melhor saída. Confesso que provei muitos vinhos, como podem ver nos números que citei acima, gostei muito de alguns, gostei de tantos outros e desgostei de bem poucos. As experiências virão nos posts pela frente. O que posso dizer por aqui é que nessa viagem deixei muito mais de mim e trouxe muito mais do que esperava. O Vale dos Vinhedos é mágico, encantador e se souber prestar bastante atenção, pode te levar a encontrar até aquilo que você, embora desejasse muito, não foi por lá procurar.

  • Drink com café do Mestre Derivan

    O livro Chefs – Café é uma obra-prima com relação ao tema. Fonte obrigatória de consulta aos apaixonados por Café. Uma parceria entre as editoras LCT e Melhoramentos, editada e deliciosamente diagramada por Carlos A. Andreotti e fotografada pelo grande Mauro Holanda que rendeu o 2o. lugar mundial como livro sobre Café no Gourmand Cookbook Awards 2012 . Livro Chefs Café Para começar uma crônica de Luis Fernando Veríssimo “antes de mais nada…que não lhe falte”. Em seguida o pesquisador e grande contador de histórias Jacques Schop fala um pouco sobre a história do café e as grandes transformações que provocou nos países, nas sociedades, nas políticas, nas economias e na ecologia. Depois, Nathan Herszkowicz , um dos maiores especialistas em café do mundo fala sobre o futuro e a influência crescente do café na economia, na saúde, na sustentabilidade e na importância social. Isabela Raposeiras, conta com toda a sua expertise para escrever sobre  o Café do plantio à xícara. Informações e dicas de como escolher, comprar, preparar e aproveitar os prazeres de um café especial. Eliana Relvas , outras especialista no grão, apresenta aos leitores as formas de preparo clássicas, que transformaram o café na bebida preferida por bilhões de pessoas ao redor do mundo. Receitas Fechando o ciclo o livro Chefs Café tem o grande mérito de desvendar de vez essa questão do café ser utilizado apenas como bebida ou no máximo para uma sobremesa. Não! Café é uma especiaria como tantas outras e pode ser utilizado para “temperar” a comida salgada também. Comprovando isso, chefs como : José Barattino, Benê Ricardo, Rodrigo Martins, Renata Braune, Sauro Scarabotta, Alain Uzain, Janaina Rueda, Gordon Ramsay, Hamilton Mellão, Alex Gomes, Rodrigo Oliveira, Alain Uzan, Ana Luiza Trajano, Ana Soares, Julien Mercier, Carlos Ribeiro, Salvatore Loi, Giuseppe Gerundino e o pesquisador e escritor Breno Lerner; contribuem com suas receitas de pratos salgados . Há também receitas de doces criadas pelos chefs : Rodrigo Oliveira, Ana Luiza Trajano, Carlos Ribeiro, Patricia e Michael Brock, Alex Gomes, Mara Mello, Arnor Porto, Renata Braune, Julien Mercier, Janaina Rueda, Raul Concer, Ana Soares, Salvatore Loi, Rodrigo Martins, Alex Atala, Alain Uzan, Rodrigo Libbos, Giuseppe Gerundino e o pesquisador e escritor Breno Lerner Os drinks foram criados por: Rodrigo Oliveira, Janaina Rueda, Rodrigo Libbos, Derivan, Eliana Relvas, Isabela Raposeiras Drink do Mestre Derivan Este drinque tem uma proposta diferente daquela à qual estamos habituados. É pensado para finalizar uma refeição. Você pode até fazê-lo em quantidades maiores, numa coqueteleira, para compartilhar. Um drinque coletivo mesmo. Só tome o cuidado de deixá-lo em um recipiente que mantenha a temperatura, porque ele é preparado com café quente. Tem o perfume do maracujá presente o tempo todo, ainda que o sabor do fruto apareça só no finalzinho. Aqueça um copo para conhaque. Coloque a cachaça, o licor de gianduia, o creme de leite, o mel e o café quente. Misture bem e finalize com a canela e a polpa de maracujá.   Iracema dos Lábios de Mel para 1 drink ingredientes 30 ml de cachaça 20 ml de licor de gianduia 20 g de creme de leite 1 colher de mel 60 ml de café quente canela em pó 1 colher de chá de polpa de maracujá

  • Dicas Gerais de Harmonização com Cervejas

    Essas Dicas Gerais de Harmonização com Cervejas  vieram do livro Larousse da Cerveja do cervejólogo Ronaldo Morado. Tal como ocorre em relação ao vinho, existem algumas sugestões básicas para se combinar cerveja e comida . Como princípio geral, as combinações devem sempre ser servidas das mais delicadas às mais robustas. Dicas Gerais de Harmonização com Cervejas Elas podem ocorrer por: • semelhança − pratos e cervejas com elementos comuns de doçura, acidez, tostados, frutados, herbais, ou de cores, entre outros; • contraste − pratos e cervejas com elementos contrastantes como, por exemplo, doçura e amargor, acidez e doçura, refrescância e picância, claro e escuro, leveza e robustez; • equilíbrio − pratos delicados com cervejas delicadas; pratos robustos com cervejas robustas. Dicas A cerveja é especialmente indicada para acompanhar molhos cremosos, chocolate, pratos com presença marcante de ovo ou vinagrete e pratos apimentados. Comidas cujo sabor permanece por muito tempo na boca requerem uma cerveja também marcante. Frutas e doces não vão bem com as cervejas Pilsen, mas são bem acompanhados por Lambic e Gueuze. Sobremesas à base de chocolate e/ou café harmonizam perfeitamente com cervejas dos estilos Stout e suas variações e Porter e suas variações, pelo contraste doçura e amargor e, por semelhança, em notas tostadas que lembram chocolate e café. A escolha da variação de estilo (por exemplo, Dry Stout, Imperial Stout, Oatmeal Stout) depende do grau de untuosidade que a sobremesa apresenta. Cervejas dos estilos Imperial Stout, Robust Porter, Baltic Porter, Old Ale e Barleywine são clássicos exemplos de cervejas de finalização. O que torna esse tema mais interessante é ser dependente da experiência pessoal. O que é um casamento perfeito para alguns, pode ser incompatível para outros; ou seja, o importante é experimentar e definir seus próprios pares. Sendo a bebida da confraternização, a cerveja pode e deve ser usada para aproximar as pessoas e não para segregá-las. Em uma reunião de amigos não há regras nem dogmas a seguir para a harmonização com comidas ; apenas sugestões.

  • Cachaças Premiadas

    Em junho aconteceu no Brasil o Concours Mondial Spirits Selection 2014 , um dos mais importantes concursos internacionais de destilados, organizado pelo Concours Mondial de Bruxelles . Em degustações às cegas, 215 destilados de todo o mundo foram premiados: 11 medalhas “dupla de ouro”, 100 de ouro e 104 de prata. Vamos aqui falar das nossas Cachaças Premiadas ! A cachaça foi o destilado com o maior número de amostras inscritas nesta edição: mais de 200 tipos. O Brasil teve o maior número de medalhas: 59. 2 dupla de ouro (Grand Gold Medal) que ficaram para a Cachaça Germana Umburana 2013 (MG) e Porto Morretes Cachaça Ouro 2010 (PR) 31 de ouro (Gold Medal) - as amostras de cachaça que recebem ouro são degustadas novamente para eleger a melhor entre todas. As vencedoras do concurso de 2014 como melhores cachaças do Bra sil foram Cachaça Famosinha de Minas 2013 (MG); Engenho Buriti de Minas Ltda (MG) e Cachaça Weber Haus Envelhecida em Amburana Destilado (RS) da H. Weber e cia. 26 amostras premiadas com prata (Silver medal). Abaixo lista com as cachaças premiadas com medalha de ouro: Aguardente de Cana Flor da Montanha Branca 2012 Brasilberg Cachaça 51 Gold Cachaça Alma da Serra 2012 Cachaça Bel Vedere “Premium” 3 anos Cachaça Bocaina Reserva Especial 2007/2008 Cachaça Cigana Envelhecida Cachaça Cigana Envelhecida Premium Cachaça Cobiçada de Minas Ouro 2009 Cachaça Cobiçada de Minas Ouro 2010 Cachaça Cobiçada de Minas Prata 2010 Cachaça da Quinta Amburana Cachaça Extra Premium Bento Albino 2003 Cachaça Fazenda Baviera - Rio da Preguiça 2008 Cachaça Germana Brasil 2011 Cachaça Harmonie Schnape Prata 2011 Cachaça Ouro 1 Cachaça Paratiana Prata 2012 Cachaça Rainha do Vale Classica 2012 Cachaça Reserva 51 Extra Premium Cachaça Salinas 2012 Cachaça Samanau Prata 2013 Cachaça Sào Miguel Cetéjeila 2012 Cachaça Taverna de Minas 2013 Cachaça Tiara Rainha Don Juan Cachaça Ouro 2013 Engenho d'Ouro 2 Years Barrel Jequitibá Ouro de Cana 12 Ouro de Morretes 2010 Porto Morretes Cachaça Prata 2012 Porto Morretes Finished Amburana 2009

  • Degustação de Brunello di Montalcino

    Estive recentemente no restaurante Parigi em São Paulo para uma Degustação de Brunello di Montalcino . Foi a primeira degustação horizontal (vinhos da mesma safra, do mesmo tipo e de produtores diferentes) de Brunello di Montalcino 2009 de diversos produtores. Essa Degustação de Brunello di Montalcino  foi promovida pela Cooperativa La Spiga Montalcino , criada em 1953 na vila de Montalcino (Toscana – Itália) com o intuito de apoiar os agricultores locais. Primeiro de trigo, depois de azeitonas e, como muitos campos de oliva convivem com vinhedos na mesma propriedade, em 1980 foi criada a DOCG (Denominação de Origem Controlada e Garantida) Brunello di Montalcino,  a primeira da Itália. O vinho  engarrafado só chegou ao mercado em 1988, conforme explicou Jorge Lucki, grande entendedor de vinhos, consultor e colunista de diversos veículos de comunicação brasileiros, durante sua Master Class no evento. Os viticultores presentes na  Degustação de Brunello di Montalcino são associados da La Spiga , todos tem pequeno e médio porte, geralmente empresas familiares, com produção que varia entre 12 mil e 250 mil garrafas/ano. Os vinhos feitos a partir das uvas Sangiovesi (chamadas de Brunello na região de Montalcino) são dos mais icônicos na Itália e no mundo. Não é para menos, a produção desses vinhos segue rigorosas exigências para obter a DOCG Brunello di Montalcino. Para se ter uma ideia, o vinho só pode ser colocado no mercado em janeiro do 5o. ano de produção. Ou seja, os vinhos que degustei produzidos em 2009 só chegaram no mercado agora em 2014, o que denota a preocupação com o tempo de envelhecimento do vinho. Para ser considerado um Brunello di Montalcino Riserva só acima de 6 anos e se as qualidades do vinho possibilitarem tal título. Apenas para termos uma padrão comparativo do nível de exigência, os vinhos denominados Rosso di Montalcino (também feitos com 100% de uvas Brunello) podem ser colocados no mercado 1 ano após a safra, a partir de setembro. Provei 13 vinhos de 13 viticultores na Degustação de Brunello di Montalcino , a maioria deles, buscando importador no Brasil. Interessante ver como a partir de uma mesma matéria-prima (a uva Brunello) os produtores conseguem criar vinhos tão singulares. A safra 2009 foi considerada como excepcional pelo Consorzio Vino Brunello di Montalcino pela qualidade das uvas, graças à Primavera úmida que compensou o Verão quente e seco. Esse é daqueles vinhos para dividir com os amigos, não só pelo preço superior a R$300 por garrafa (claro que se você viajar pra lá vai pagar bem menos do que na Pátria Amada Brasil), mas também pelo prazer único de compartilhar uma bebida que poderá ser relembrada durante anos. Brunellos são intensos, encorpados, complexos (nos aromas e sabores) e devem ser degustados com a mesma reverência com que são produzidos. Um dos Brunellos que provei e mais gostei vem para o Brasil, o produtor  italiano Adriano Rubegni da Podere La Vigna  (última garrafa da foto acima) estava na minha mesa durante a degustação e o jantar, assim como o importador Rodrigo Assunção da Fonseca da Premium Wines . A vinícola Podere La Vigna é propriedade da família Rubegni há muitas gerações,  tem 4 hectares de vinhas, produz apenas 30 mil garrafas/ano,  fica 7 km a nordeste de Montalcino numa colina, a quem deve o seu nome. Colina conhecida pela produção de vinhos tintos italianos de alta qualidade, o que levou, inclusive, o órgão de registro de vinhos a atribuir a denominação “La Vigne” mantida até hoje. Também foram degustados os Brunellos di Montalcino 2009 das vinícolas (em ordem alfabética, todas linkadas com o site): Azienda Agricola Bellaria Azienda Agricola Capanna Azienda Agricola Collelceto Collemattoni Tenuta Fanti La Fornace La Mannella La Rasina La Serena Azienda Agricola Lazzeretti Cantine Luciani 1888 Palazzo

  • Bota Gelo no Whisky!

    Passou a época em que o whisky só podia ser escolhido pela marca, tempo de envelhecimento e, na hora de servir, o consumidor optava entre com ou sem gelo. A cada dia o whisky se moderniza, ganhando novos aromas e sabores em drinks criados sob medida por mixologistas. Aliás, essa é uma tendência mundial com relação a todas as bebidas, a fim de romperem a sisudez do jeito de beber e ganharem novos adeptos. Bota Gelo no Whisky! É chegada a hora de  preparar seu gelo para fazer novos drinks com whisky. A dica vem do restaurateur e grande apreciador da bebida Benny Novak, que lança essa semana no seu Ici Bistrô , em parceria com o mixologista Marcio Silva, sua Carta de Whiskies chamada ON THE ROCKS. O negócio agora é botar gelo no whisky e a criatividade para funcionar. Afinal quem disse que gelo precisa ser feito só de água? Abaixo alguns #ficaadica da carta ON THE ROCKS do Ici Bistrô . CARTA ON THE ROCKS Coconut Honey Servido sobre gelo de água de coco e mel Silvestre. Whisky com guaraná Servido sobre gelo de Guaraviton de Açaí. Spice Whisky Servido sobre gelo de especiarias (baunilha, gengibre, cravo, canela e anis estrelado ). Ruby Sparks Servido sobre gelo de chá de hibiscos com morango e bitter Peychaud's. Passion Touch Servido sobre gelo de maracujá e um toque de xarope artesanal de pimenta calabresa.   CRISTAIS DE GELO Scotch Old Fashioned Whisky mesclado com bitter aromático Angostura e aromatizado com óleos da casca de laranja, servido com um único cristal de gelo. Rusty Nail Whisky com licor Drambuie, servido com um único cristal de gelo. Rob Roy Whisky com vermute tinto e bitter aromático Angostura, servido com um único cristal de gelo. Whisky Mac O Whisky com vinho de gengibre e bitter de laranja, servido com um único cristal de gelo.   Fotos: Rodrigo Erib

  • Piano Bar do Terraço Itália

    O Piano Bar do Terraço Itália é um dos lugares mais charmosos e românticos que nós paulistanos conhecemos. Um ambiente iluminado com suavidade para deixar a cidade de São Paulo brilhar sozinha, às vistas de quem está lá no topo. Mesinhas para dois, clima intimista, luz baixa, lamparinas, charme e elegância com um toque de passado; combinação perfeita para os casais viverem uma noite de romance à moda antiga. Esse lugar tradicional e histórico da cidade acaba de ganhar um toque extra. Tive a oportunidade de ser convidado para o primeiro show “Sala de Estar” do Quinteto de Jazz, nova programação musical do Piano Bar do Terraço Itália que acontece todas às 5as feiras . Clássicos do jazz e da MPB são apresentados e comentados com muita propriedade pelo querido Bira (Programa do Jô). Osmar Barutti (Programa do Jô) também está lá ao piano, Sérgio Reze na bateria, Sidney Filho no baixo acústico e Marcos Pedro na guitarra. Marcos Hasselmann canta hits como Dindi (Tom Jobim), Georgia on My Mind (Ray Charles) e obras de Thelonius Monk e Duke Ellington. Nos outros dias da semana continuam as apresentações do Trio de Jazz do Terraço. fotos que eu fiz de celular durante o show “Sala de Estar” do Quinteto de Jazz Outra novidade é a carta de drinks, tipicamente italianos, do novo barman Simon Volpato, que acaba de chegar de Milão para comandar as taças da casa. Entre eles: Aperol Spritz (prosecco, aperol e água com gás), Spruzzato (prosecco e campari), Belini (prosecco e suco de pêssego), Dorato (vodca e vinho Moscatello), Vesper (gin, vodca e Vermouth bianco). “A nova carta de drinks está muito mais italiana, com drinks à base de proseccos e sucos de fruta, aperitivos clássicos e uma parte dedicada somente aos martinis”, explica Simon. Para acompanhar as bebidas, o chef italiano do restaurante Terraço Itália , Pasquale Mancini, criou um novo cardápio de petiscos para o bar: Crocchette di formaggi e rúcola (croquete de queijo e rúcula), Arancini di gorgonzola (bolinho de arroz recheado com gorgonzola) e Spiedini di caprese (mussarela de búfala, tomates cereja e manjericão, servidos no palito), entre outros. Para o Cuecas na Cozinha o barman Simon Volpato ofereceu sua receita do novo drink: Dopocena Dopocena Ingredientes : 40 ml de licor de menta 60 ml de Gin 20 ml de creme de leite Preparo : Em uma coqueteleira misture o creme de leite, o gin e o licor de menta, ambos gelados até obter uma mistura homogênea. Sirva em seguida em uma taça de Martini. Dica : Mergulhe um pedaço de chocolate ao leite ou amargo e saboreie após o drink. SERVIÇO Couvert artístico Quinteto de Jazz – R$ 40 Recomenda-se reserva Contato acesse: Piano Bar do Terraço Itália

  • Museu da Cachaça de Salinas

    A cachaça entra para a história! Foi fundado em Salinas (MG) o Museu da Cachaça de Salinas! História, peculiaridades e mais de 1700 rótulos compõe o espaço de 13 mil metros quadrados, projetados pela arquiteta Jô Vasconcelos; que conta ainda com salas de reuniões, cozinha gourmet e a Sala de Aromas onde podem ser observadas as etapas de produção da cachaça. O museu custou R$ 4 milhões e surgiu de uma parceria da Secretaria de Estado e Cultura de Minas Gerais, com a Prefeitura de Salinas e a Universidade Federal de Minas Gerais. Além de conhecer os mais diferentes tipos de cachaça, os visitantes poderão participar de cursos e ações educativas, onde são explicadas todas as etapas de produção, desde o plantio da cana até a distribuição e o consumo responsável. Os visitantes também poderão degustar algumas das melhores cachaças do país. Em Salinas (MG) a cachaça é uma das principais bases econômicas da cidade que produz cinco milhões de litros anuais entre os mais de 50 rótulos de produtores artesanais; entre eles a Cachaça Seleta, uma das mais vendidas no Brasil e um dos maiores produtores artesanais de cachaças do país. Em 2012, Salinas recebeu o Selo de Indicação Demográfica pelo INPI. “Considerada a capital mundial da Cachaça, Salinas possui as condições climáticas e geográficas ideais para a produção da bebida com qualidade ímpar. Isso ocorre porque é produzida de maneira tradicional que, associada a fatores climáticos (pouca chuva, calor) e geográficos (tipo de solo, altitude), além de leveduras consideradas endêmicas, faz com que a bebida tenha sabores e aromas únicos, enriquecidos pelo envelhecimento em dornas antigas de madeira”, explica Cristiane Correia, gerente de produção das Cachaças Seleta, Boazinha e Saliboa. Com a chegada do museu, espera-se que o Turismo da região aumente e traga muitos brasileiros e estrangeiros para conhecer a história da cidade e de sua cachaça. Museu da Cachaça de Salinas Avenida Antônio Carlos, 1.250, Salinas (MG) - (38) 3841-4778 Funciona de quarta-feira a domingo, das 9h às 19h. Entrada gratuita. fotos: Wellington Pedro

  • Espumantes nacionais bons e baratos

    Antes de mais nada, anota essas dicas! Fiz uma seleção especial de Espumantes nacionais bons e baratos, para quem quer beber bem, pagando um bom preço. Vai chegando o final de ano e então todo mundo quer comprar espumantes para brindar o Natal e Ano Novo. Pois temos rótulos brasileiros realmente muito bons e, melhor de tudo, com preços bastante razoáveis. Selecionei algumas dicas de Espumantes nacionais bons e baratos - o valor das garrafas gira em torno de R$36 a R$60 (claro que os valores mudam de um lugar para outro, pesquise. Esses preços foram atualizados em dezembro de 2022). Espumantes nacionais bons e baratos Domno Brasil .Nero Brut e .Nero Brut Rosé (R$60) – os dois espumantes que fizeram sucesso na festa de lançamento e noite de autógrafos do meu livro Sex and the Kitchen – produzidos pela Domno Brasil . .Nero Brut leva 60% de uvas Chardonnay, 30% de Pinot Noir e 10% de Riesling . Feito pelo método Charmat (fermentação em tanques de inox) é um espumante refrescante, de cor amarelo palha, perlage fino e persistente, equilibrado, com boa cremosidade e aromas de frutas tropicais. .Nero Brut Rosé , também do terroir do Vale dos Vinhedos, leva 60% de uvas Chardonnay e 40% de Pinot Noir. Igualmente produzido pelo método Charmat tem uma sedutora coloração vermelho cereja, perlage fino e persistente. No aroma frutas vermelhas como morango e framboesa. Refrescante, frutado, persistente e equilibrado. Vinícola Garibaldi Provei recentemente esse caprichado espumante brasileiro produzido pela Vinícola Garibaldi . E o preço é ótimo: em média R$38 Garibaldi Chardonnay Produzido na Serra Gaúcha, com uvas 100% Chardonnay. Elaborado pelo método Charmat. Tem cor amarelo palha e ótima formação de perlage. Estruturado e cremoso, possui acidez equilibrada, bem como  aromas com notas de abacaxi, maçã e um toque de pão tostado. Temperatura ideal de serviço 6°C. Amitié Linha exclusiva de espumantes premium, produzida em Farroupilha na Serra Gaúcha, por duas mulheres que entendem bastante do assunto, a sommelier Andreia Gentilini Milan e  a enóloga Juciane Casagrande Doro. AMITIÉ no francês é AMIZADE no português - traduz assim também o intuito da marca, ser o elo de celebração de bons momentos. Tive uma ótima aula de espumantes com a Juciane e experimentei os dois rótulos no Sparkling Festival aqui em São Paulo. Gostei bastante, enfim #ficaadica vale provar! Amitié Brut (R$50)- produzido com uvas 60% Chardonnay e 40% Malvasia. Aroma de flores com toque de frutas tropicais. Equilibrado e com acidez refrescante. Amitié Brut Rose (R$50) - aqui as produtoras resolveram utilizar 60% Chardonnay,  35% Malvasia e 5% de Merlot,  fornecendo ao espumante, além da acidez e cremosidade, um toque de aroma de frutas vermelhas como morango e cereja. Casa Perini Prosecco Casa Perini (R$47) - Elaborado exclusivamente a partir de uvas da variedade Prosecco, esse espumante brut é bem refrescante, leve e tem acidez equilibrada. Foi uma feliz descoberta, porque é daqueles espumantes gostosos de beber, bem leves. Bons para provar sem ou com o acompanhamento de comida. Enfim, para os que preferem um espumante mais doce, característica daqueles feitos com a uva Moscatel, uma saborosa opção é o bem equilibrado, entre doçura e frescor, Casa Perini Moscatel . Elaborado com as uvas moscatéis da região da Indicação de Procedência de Farroupilha, famosa e reconhecida por sua excelência na produção desta variedade no Brasil. Tem aromas de flores e frutas como pêssego. Don Guerino Don Guerino Brut Rosé (R$56) - Outra boa surpresa na linha dos Espumantes nacionais bons e baratos, é esse produzido, curiosamente, com uvas 100% Malbec. Antes de mais nada, cabe informar que há uma influência argentina sobre o enólogo Bruno Motter. Elaborado pelo método Charmat, com segunda fermentação em tanques de inox, o espumante tem uma bela coloração cereja suave, é refrescante com perlage (bolinhas) intenso e persistente. Tem espuma cremosa e um delicioso aroma de frutas vermelhas, rosas e goiaba. Muito bom o espumante e o preço também. Salton Pois falando em espumante rosé, outra dica é o Salton Brut Rosé. (R$36) Elaborado 80% com uvas Pinot Noir e 20% Chardonnay, colhidas manualmente e selecionadas no vinhedo.  Passa por duas fermentações com temperatura controlada: a primeira para elaboração do vinho e a segunda para formação natural do gás carbônico nas autoclaves (método Charmat). Finas borbulhas. Aromas frutas vermelhas e cítricos. É cremoso, leve e refrescante no paladar. Outra excelente pedida entre os Espumantes nacionais bons e baratos é esse Salton Brut ,  (R$36) espumante feito com Uvas: Chardonnay, Prosecco e Trebbiano . Passa então por duas fermentações, ambas com temperatura controlada: a primeira para elaboração do vinho e a segunda para formação natural do gás carbônico nas autoclaves (método Charmat). No aroma notas de frutas de polpa branca, cítricos e flores brancas. O paladar tem boa acidez, bem como é refrescante e cremoso. Vinícola Hermann O Bossa N°1 (R$58) é feito com uvas 100% Chardonnay pelo método Charmat (fermentado em tanques de alumínio). Produzido pela Vinícola Hermann (pertence a importadora Decanter), que fica na região de Bento Gonçalves (RS). No aroma apresenta frutas cítricas (abacaxi), florais e leve aroma de pão (fermento). Na boca é fresco e equilibrado, igualmente cremoso e tem boa persistência. Com colaboração de Jane Prado - Château de Jane

  • Restaurante em casa

    O casal de chefs Celia Miranda Mattos e Gustavo Mattos Vou contar a história da chef Celinha e do chef Gustavo que comandam o Chez Nous Chez Vous lá em Paris. Mas antes, aproveitando o post como sempre faço, gostaria de lançar uma ideia para que muitos estudantes e formados em gastronomia pensem seriamente. Chez Nous Chez Vous Todo mundo quer se formar em gastronomia e comandar um restaurante. Todo mundo quer ser Chef! Agora convenhamos: isso não é lá muito fácil! Um restaurante custa caro! Bem caro! Tanto que é um abre e fecha daqueles! A grande maioria não sobrevive, devido ao alto custo de manutenção. Agora me fala: Porque não abrir um restaurante na sua própria casa? É difícil? Com certeza! Mas, é bem mais provável. Hoje ninguém precisa ter placa, nem ponto. Você tem a internet: o blog, o twitter, o facebook, entre outras ferramentas virtuais. E os amigos, é claro! A proposta aqui é algo bem intimista: dez pessoas no máximo! Você cozinha, serve, interage com seus clientes, que mais parecerão convidados. E pode ter certeza que no final das contas será mais feliz e ganhará mais dinheiro. Mas e a mídia? E a fama? Com a ajuda dos Titãs eu te pergunto: Você tem fome de que? Os Chefs O casal de chefs brasileiros Celia Miranda Mattos e Gustavo Mattos alcançou o sucesso profissional e a realização pessoal sem sair de casa. Formados no Cordon Bleu, fazem de seu apartamento no 15ème arrondissement de Paris, um ponto de encontro da boa mesa. Com vista para a Torre Eiffel, o restaurante Chez Nous Chez Vous, sem nenhuma cara de restaurante, foi concebido para ser uma extensão da casa de seus frequentadores. A hora é marcada e os clientes podem participar do preparo do cardápio; desde um passeio pela feira para escolher os ingredientes até o próprio jantar. “Temos na rua de casa uma quitanda, três açougues, sendo que um deles é especializado em aves e caça. Ainda há padarias, lojas de chocolate, floricultura, especialistas em queijos e vinhos, supermercados e uma feira incrível, que acontece todas as terças e sextas. Em um passeio por ali, não se tem dúvida de que se está mesmo em Paris.”, conta a chef Celinha. Reconhecimento O reconhecimento do trabalho dos chefs, além da satisfação de seus clientes, que é bem mais importante: destaque do The New York Times como um dos melhores "lugares secretos" de Paris; matéria no Le Figaro e participação no programa do GNT "Fora de Casa" , entre outras coisas. Vale à pena viajar pelo site do Chez Nous Chez Vous para conhecer mais sobre o trabalho deles. Pegar receitas, ver fotos e vídeos, dicas de Paris e agora dá também para fazer reservas online. Serviço: Chez Nous Chez Vous Entre em contato para saber mais informações

  • Comida de colono italiano - Rio Grande do Sul

    No post anterior contei sobre a nova coluna do Cuecas na Cozinha,  Calcinhas na Estrada , capitaneada pelas queridas Luiza Estima e Luna Garcia. Pois bem, lá elas começaram a narrar sua viagem ao Rio Grande do Sul , a parada no   Mério’s Country Bar e Restaurante e, de lambuja, conseguiram duas receitas:  Guimis e Farofa de Pão  da Dona Marlize Scheidt. Hoje tem comida de colono e muito carinho que elas receberam da família "dal Pont". Sem mais delongas, fiquem com as belas fotos da Luna e o texto que provoca fome da Luiza. Vacaria "Rumo a Caxias do Sul, guiadas pelas mensagens carinhosas das calcinhas anfitriãs Maria Beatriz e Carol dal Pont, nossas amigas gastronômicas que nos aguardavam cheias de novidades, atravessamos a fronteira Santa Catarina-Rio Grande do Sul logo depois de Lages e de uma chuva fina. A chegada à região das maçãs, em Vacaria, se anuncia nas arvorezinhas típicas plantadas em carreiras sem fim ladeando a pista e no desfile das cooperativas e empresas produtoras. Vacaria é a segunda cidade brasileira produtora de maçãs no país e sede da Rasip, do Grupo Randon, que depois de um grande sucesso empresarial na indústria de carrocerias também bomba com os produtos alimentícios, entre eles a maçã e o saboroso queijo grana padano RAR, que frequenta as melhores mesas e prateleiras do varejo em todo o Brasil e se tornou um case de sucesso agro-alimentício. A Luna queria comer maçã no pé, mas optamos por ser mais discretas e invadir apenas uma barraca que pudesse nos vender a fruta desejada. Passamos pela banca que imaginamos ser a primeira voando as tranças, expressão tipicamente gaúcha para dar ideia de ligeireza, mas a frustração nos dominou quando, quilômetros depois, percebemos que era A ÚNICA!! Ai, ai, ai... Maçã, só no supermercado. Então, seguimos em frente até chegar, finalmente, em Caxias do Sul já tarde da noite, de novo sem bateria (o carregador de carro não funciona). Corremos para o hotel e uma tomada para ligar os fones e chamar as gringas Carol e Tiz, se não perderíamos o jantar que elas estavam preparando desde muito - acho que foram pra cozinha no dia em que pegamos a estrada... Comida de colono italiano - Rio Grande do Sul Comida de colono!! Gente muito fina que sabe cozinhar: galeto, tortei, radicci (hortaliça de sabor amargo típica da região) com bacon e vinagre de vinho e umas coisas muuuito próprias: pien pra comer com crem (assim mesmo), sagu com molhinho de leite, crostoli, a cueca virada. A Tiz e a Carol nos fizeram uma verdadeira festa e envolveram toda a família – a Simone e o Fabio, a Ana Lia e o Fabrício e a agregada Gabi – na nossa aventura gastronômica em busca das comidas de origem da região. Comemos na cozinha, todos reunidos, aconchegados por um carinho e alegria que nos comoveu e que, depois pudemos constatar, é tão típico do povo local quanto a boa comida e vinhos que os representam. Momento inesquecível, que se fosse traduzido em imagem bem poderia ser a Santa Ceia farta com ares mais festivos, com a Tiz ao centro, claro. A refeição se estendeu noite a dentro, regada a espumante brut da vinícola Perini – delicioso. Apresentação dos pratos A apresentação dos pratos e seus significados históricos foi feita pela Tiz, professora e ex-diretora de Gastronomia na UCS (Universidade de Caxias do Sul) e no SENAC Rio de Janeiro, enquanto a Carol, nutricionista da UCS e chef de cozinha graduada no ICIF ( Italian Culinary Institute for Foreigners ), escola de gastronomia italiana instalada na vizinha Flores da Cunha, intervinha com detalhes e curiosidades, ora técnicas, sobre o preparo, ora muito bem humoradas, com curiosidades hilárias. O bom humor do gringo, o descendente de imigrantes italianos que se instalou na Serra Gaúcha no século XIX, é refinado a ponto de rir de si mesmo. O cartunista Iotti , legitimo representante dessa vertente, criou o engraçadíssimo personagem Radicci para alegrar os oriundi com suas tragédias cotidianas em tirinhas nos jornais. Radicci O radicci foi o tema da entrada de nosso jantar. A salada de radicci com bacon é uma instituição na refeição colona. E também o máximo de salada com hortaliças que vamos encontrar – nada de alface, endívias e outras folhas com as quais costumamos colorir nosso prato contemporâneo. Secondo Piato A Tiz fez as honras com o secondo piato : o pien. No jantar, nos foi servido como acompanhamento das carnes (de frango e de boi) cozidas no próprio caldo que o prepara. Ficamos de boca aberta com a explicação e a receita, cheias de detalhes. Tudo muito complexo e com sabores desconhecidos para nós, algo entre a delicadeza e a rusticidade. O pien é, na verdade, o pescoço do frango recheado, ripieno (cheio, em italiano). Uma mistura de carnes, miúdos, pão, parmesão e temperos que recheia o pescoço do galináceo depois de retirado o osso. Um exemplo de sustentabilidade, com o aproveitamento de todas as partes das carnes disponíveis. É servido com crem, uma pasta feita com raiz forte que leva (ou não) beterraba para colorir. A Tiz dá a receita do pien. Pien ou pescoço recheado 1 fígado e 1 coração de galinha 3 colheres de queijo parmesão ralado 1 colher de pão ralado ovo pitada de sal noz moscada ralada a gosto alho, salsa e cebola picados 1 pescoço de galinha limpo ( do qual foi extraído o osso) Picar o fígado e o coração e juntar os demais ingredientes. Rechear o pescoço com a mistura e costurar dos dois lados (fica em formato de salame). Cozinhar o pescoço em um litro de caldo de galinha, durante 30 minutos. Quando estiver fervendo, furar o pescoço com uma agulha para sair o ar. Servir em fatias acompanhado de crem. Tortei de abóbora Em seguida, o terceiro prato assumiu seu posto à mesa: tortei de abóbora com ragu de moela. Que beleza! O pien nos surpreendeu e com ele vivemos a experiência de comer um prato ancestral, com toda a sua história, mas encontrar uma massa recheada coberta com suculento e caloroso molho é como achar hotel com internet (que funciona), banho quente e forte e cama de lençóis muitos-fios que nós, Calcinhas caprichosas, a-do-ra-mos! Galeto Depois da massa, chegamos à hora da verdade, o momento para o qual nos guardamos e que inspirou nossos sonhos mais loucos desde que definimos a serra gaúcha na rota das Calcinhas: ele, o galeto! A Carol se superou – sabíamos que a guria cozinha bem, mas arrasou! O galeto já estava perfumando a cozinha desde que chegamos e saiu do forno dourado e crepitante, para nosso júbilo. Atacamos com as mãos, como deve ser, todas as partes do bichinho que não chega a completar 45 dias de vida para se entregar a nós assim, tenro e saboroso (perdão, Senhor!). Em êxtase, fartas e briacas (Calcinhas responsáveis, fomos de táxi para o jantar), ainda faltava a dose de glicose para nos manter em pé – e vivas. O sagu e os doces ouviram nossas preces e surgiram à mesa, conduzidos pelas mãozinhas da Carol e apresentações da Tiz. Nosso primeiro sagu! Uma receita secreta da Tiz que ela confessou, sob muita pressão abaixo de Perini brut, ter encontrado no pacote de sagu da Corsetti, desaparecida fabricante das bolinhas - ou seja, a receita não existe mais. Mas Maria Beatriz é generosa e abriu o baú para nos ofertar seu segredo nunca revelado. ( a receita do sagu no próximo post ) Fechamos a noite com cafezinho coado e os crostoli (bolinho frito salpicado de açúcar e canela), que ganha o nome de cueca virada por conta do formato divertido: a massa faz uma volta por dentro de si mesma, que lembra a peça masculina quando os “cuecas” chegam em casa e deixam tudo jogado..." “Opa! Acho que isso é com a gente, meus amigos Cuecas! Senti a indireta das Calcinhas na Estrada”

  • Restaurante Araucária - Grande Hotel Campos do Jordão

    O Restaurante Araucária pertence ao  Grande Hotel Campos do Jordão – Hotel-Escola do Senac . Salão do restaurante Araucária - Grande Hotel Campos do Jordão No facebook já postei várias imagens da minha visita ao Grande Hotel Campos do Jordão – Hotel-Escola do Senac . No sábado tive a oportunidade de provar um Menu Degustação do chef Rodrigo Mezadri, que comanda a cozinha do Restaurante Araucária (uma estrela no Guia 4 Rodas). Restaurante que fica dentro do hotel e é aberto às sextas-feiras e sábados, não só para hóspedes, mas também ao público em geral. Anexo ao Restaurante Araucária uma adega com mais de 160 rótulos do velho e novo mundo - premiada como a melhor da região pela Revista Veja Vale & Montanha. O jantar foi harmonizado  pelo Ronne, Maitre e Sommelier do Restaurante Araucária. Restaurante Araucária Lombo de bacalhau assado com purê de batatas e miolo de pão crocante e ervas frescas restaurante Araucária - Grande Hotel Campos do Jordão Meu destaque nesse jantar vai para o impecável “Lombo de bacalhau assado com purê de batatas e miolo de pão crocante e ervas frescas”. O lombo do bacalhau estava perfeito, foi dessalgado mas ainda manteve seu sal,  o sabor do peixe não foi mascarado por qualquer tempero. O ponto de cozimento deixou-o firme porém macio para soltar em lascas ao toque do garfo. Enfim, o bacalhau estava todo lá, intenso, tenro e bem acompanhado pelo suave purê de batatas, as ervas frescas e os pedacinhos de pão crocante para dar um contraste de textura. vinho neozelandês Saint Clair Vicar´s Choice Sauvignon Blanc 2010 - restaurante Araucária - Grande Hotel Campos do Jordão O vinho sugerido para acompanhar o bacalhau também foi uma das minhas maiores surpresas. O vinho neozelandês Saint Clair Vicar´s Choice Sauvignon Blanc 2010 . Aroma intenso de maracujá maduro e sabor extremamente leve e refrescante, boa acidez - uma harmonia gostosa com um bacalhau tão bem preparado.

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