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  • SubAstor um lugar para beber bons drinks

    O SubAstor é daqueles lugares escondidos, escuros, que parecem subversivos; tem até uma “passagem secreta” em forma de pesadas cortinas de veludo para se chegar até ele. Um espaço, que nos remete a uma pequena viagem a algum lugar do passado, que desconhecemos. Funciona assim, você entra, calmamente, pelo  Bar Astor (bar na Vila Madalena com pegada reunião entre amigos, gostoso de ficar, ambiente claro, amplo, barulhento, cervejas, vinhos, drinks, cardápio com petiscos de bar, lanches e comida na linha cozinha boêmia -filé Chateaubriand, Oswaldo Aranha, ao Poivre, Picadinho, e por aí vai); atravessa o salão; desce as escadas (como se fosse ao banheiro), mas aí faz um desvio de percurso; se enrosca nas pesadas cortinas de veludo; consegue se desvencilhar delas e adentra num recinto, que nada lembra o que funciona no ambiente de cima do imóvel. O SubAstor pertence à linha dos Speakeasy, bares que tomaram conta dos Estados Unidos durante a Lei Seca, na década de 1920. Época em que as bebidas alcoólicas foram proibidas oficialmente e os bares se tornaram secretos, surgindo em ambientes escondidos e com clientes selecionados, cuidadosamente, para não fazerem alarde (speak easy); afinal de contas tinha a polícia, sempre na cola, pronta para um quebra-quebra. Enfim, tudo isso pra dizer que o SubAstor é um lugar para beber bons drinks! Um espaço para quem aprecia a boa coquetelaria. Não é um bar para “ver e ser visto” (embora a penumbra possa favorecer o flerte), nada apropriado para tirar selfies, reunir turmas para bate-papos ou ir com o objetivo específico de fazer uma refeição (tudo isso é possível no Bar Astor , basta voltar a subir as escadas) . Resumindo, é um lugar para beber bons drinks! A estrela é o bar, literalmente, o ponto mais iluminado da casa; o balcão de alabastro translúcido com iluminação interna, atravessa o espaço de ponta a ponta. Lá a mixologia tradicional ou criativa, é comandada com competência pelo bartender italiano Fabio la Pietra , um dos maiores nomes da coquetelaria no Brasil. Fabio la Pietra apresenta agora suas novas criações, apostando no uso de poucos e bons ingredientes, com destaque para sabores e aromas tropicais (fruto de sua pesquisa e experimentação durante os últimos anos com ingredientes brasileiros) e os destilados latino-americanos como rum, tequila, mescal e cachaça. A carta de drinks “Out of the Box” em forma de cubo, contém 24 coquetéis a preço único de R$29 (visitei a casa no lançamento da carta em julho/2015). Gostei bastante do Mistery Gardênia (foto de abertura da matéria com Fabio la Pietra ao fundo), que brinca com o clássico Daiquiri, ganhando o inusitado, interessante e untuoso toque de manteiga de garrafa  (Rum Cubano Amber | Limão | Gardênia Mix – que o Fabio me contou que leva manteiga de garrafa, mel e fava tonka/cumaru);  do Golden Dawn  (Tanqueray Gin | Calvados Fine | Citricos | Honey Mix), mistura bem equilibrada, que dá vontade de continuar bebendo  e do El Toreador ( Mezcal Joven | Limão | Apricot Brandy | Sal), com o defumado característico do mezcal .  Pra você,  peguei a lista completa para que possa ir escolhendo a sua pedida! “Out of the Box” -Terroir Ketel One Vodka | Manzanilla | Mel com tomilho | Cenoura | Celery Bitter - Mayan Mole Mezcal Joven | Vermouth Rosso | Chocolate | Chipotle | Sal Marinho - Cear á Vs 007 Ketel One Vodka | Tanqueray Gin | Castanha de Caju | Vermouth Bianco | Perfume de caju -Ordem & Prosecco Yaguara cachaça | Calvados Fine | Citricos | Prosecco | Cedro do Líbano -Holland House Genever | Dry Vermouth | Limão siciliano | Maraschino - Pink ’o ’Flamingo Ketel One Vodka | Citricos | Campari | Essencia de Rosa - In Vermouth Veritas Vermouth Bianco | Manzanilla | Salmoura | Bitter aromatico - Kentucky-tivo Bourbon Whiskey | Amaro Lucano | Jerez | Ginger Beer -Pain Killer 2 Rums | Laranja | Abacaxi | Coco | Absinthe Bitter -Mistery Gard ênia Rum Cubano Amber | Limão | Gardênia Mix - Buccanier Grog 2 Rums | Vermouth Rosso | Citricos | Melaço de cana | Absinthe Bitter -Dark & Stormy Rum Jamaicano | Limão | Melaço de cana | Ginger Beer | Absinthe Bitter - Singapore sling Mate Gin | Cherry Heering | Benedictine | Abacaxi | Bitters - El Toreador Mezcal Joven | Limão | Apricot Brandy | Sal - My Hops don't lie Tanqueray Gin | Infusão de lúpulos | Beer Cordial -Churchill Tea Cup JW Double Black | Manzanilla | Honey Mix | Espuma de chá -Frajola Milk Punch Cuervo Tradicional | Murici | Eucalipto | Limão cravo | coco ralado - Tat ò-nico Mate Gin | Agua de coco | Citricos | Hortelã - Clover Club Tanqueray Gin | Limão | Framboesa | Granadine - Caf é Maison Cachaça Merlet | Café espresso | Tonica | Bitter aromatico - Death in the Afternoon Pernod | Espumante brut | Twist de limão - Satan's whisker Tanqueray Gin | 2 Vermouths | Grand Marnier | Tangerina -Alligator Calvados VSOP | Drambuie | Peychaud's Bitter -Golden Dawn Tanqueray Gin | Calvados Fine | Citricos | Honey Mix   Acesse o site do SubAstor

  • Na Cozinha restaurante e escola

    Desde 2009, quando abriram o Na Cozinha restaurante e escola , o chef Carlos Ribeiro e sua irmã e sócia Flávia Ribeiro, trouxeram para São Paulo, muito da comida brasileira dos mais variados Estados (especialmente os do Nordeste). Além do cardápio do chef executado na casa, eles têm feito eventos com cozinheiros de muitos cantos do Brasil. Sempre disse ao Carlos, que esse intercâmbio é fundamental e enriquece a nossa cultura, além de nos alimentar com muitas criações autênticas de grandes chefs nacionais como: Wanderson Medeiros, Tereza Paim, Onildo Rocha, para citar alguns. O cardápio do Na Cozinha restaurante e escola é outro aprendizado. O Rubacão, por exemplo é um prato tradicional da Paraíba (estado natal do chef) e leva: carne de sol (produzida no próprio restaurante), nata, feijão verde, arroz e queijo coalho. É comfort food pra ninguém botar defeito! Outro prato bem saboroso é o Picadinho do Mar ( Camarão com Chuchu, arroz, farofa de dendê, pastéis de vatapá e salada de tomates). Falando em Picadinho, o de carne é bastante premiado e procurado pelos clientes, tanto que virou também molho do Nhoque da casa. Para completar o Na Cozinha restaurante e escola lançou um serviço de comida congelada: Mix de petiscos ( Bolinho de Feijoada, Bobó Frito de Camarão, Bolinho de Arroz e Pastéis como os de Rabada, de Ragu de Galinha, de Barreado e de Vatapá), Risoto de Rabada, Rubacão, Baião de Dois, Baião de Frutos do Mar, Barreado; entre as opções do cardápio que, por hora, estão à disposição. E o lado Escola no Na Cozinha , funciona a todo vapor, no primeiro andar, em cima do restaurante. O chef Carlos Ribeiro oferece, cursos que vão dos temáticos, tipo  Curso de Risotos ;   até os mais completos, como Formação Básica de Cozinheiros , que dura 3 meses e serve para quem quer aprender tudo na cozinha -do manuseio dos ingredientes às técnicas de cocção para carnes, peixes e frutos do mar, aves, grãos e leguminosas, arroz e risotos, massas e molhos, ovos, caldos e fundos. Melhor de tudo é, que no final desses cursos de Formação Básica de Cozinheiros , os alunos tem sua formatura feita no próprio restaurante, cozinhando um menu completo para seus convidados. Mais infos do restaurante e cursos da escola acesse o site: Na Cozinha restaurante e escola .

  • Bar do Estadão

    Ponto de encontro a qualquer hora do dia ou da noite (aberto 24 horas nos 7 dias da semana) o famoso Bar do Estadão , funciona desde 1968. Suas mesinhas espalhadas pelo salão e o balcão com vitrines à mostra, são pra lá de concorridos. Embora o  Estadão Bar e Lanches  tenha um cardápio relativamente amplo, é com o  Sanduíche de Pernil  que ganhou fama na  cidade de São Paulo . A grande maioria dos clientes que passam por aquelas portas do número 193 do Viaduto Nove de Julho, deseja  provar o generoso e já icônico Sanduíche de Pernil  . Para se ter uma ideia que o negócio não é brincadeira, diariamente, são consumidas mais de 30 peças de Pernil , sendo que cada uma delas pesa em média entre 7 kg a 8 kg. Ou seja, perto de 250 kg de pernil por dia. É lanche que não acaba mais! Eu gosto bastante do farto  Sanduíche de Pernil  do Bar do Estadão  na versão mais simples, que vem com cebola, tomate e pimentão;  mas também fica muito bom acompanhado de queijos, como o Palmira e já vi até cliente que pediu com uma fatia de abacaxi. Eu ainda não provei, mas covenhamos que pernil acompanhado de abacaxi é bom pacas! Aproveitando a expertise deles vai aí uma dica do rendimento do pernil: Para servir em casa no pão Frances de 50g, o ideal de recheio 100gr. Para servir em casa no mini pão Frances, o ideal de recheio 50gr. Para servir como acompanhamento em refeições ideal 150gr. Bar do Estadão

  • Las Chicas Gourmet Garage

    São vários os motivos que eu poderia citar para que vocês fizessem um visita ao Las Chicas Gourmet Garage da chef  Carolina Brandão . Talvez eu pudesse ir pelo lado emocional. Contando que foi o lugar em que me inspirei para a cena final dos personagens do meu livro Sex and the Kitchen – O Sexo e a Cozinha . Ou então pelo ambiente despretensioso e gostosinho. Uma amistosa Gourmet Garage. O termo vem da onda americana de montar restaurantes simples em lugares despojados como uma garagem Também poderia apelar para o lado glutão, dizendo que sempre comi bem por lá. Las Chicas Gourmet Garage Poderia também dizer que é um lugar charmoso pra tomar o Café da Manhã ou o Café da Tarde , coisa rara em restaurantes de São Paulo. Normalmente não há cardápio para esses horários, mas no  Las Chicas Gourmet Garage  você vai encontrar: coalhada, ovos, tostadas, sanduíches, sucos, cafés. E ainda os salgados, bolos e doces que sempre estão na vitrine. Lá também é um lugar para um Almoço  descontraído – nos estilo Deli Salad Bar – 5 saladas + 4 pratos quentes. Ou um Jantar  menos formal – com petiscos, sanduíches especiais e pratos A La Minuta . Enfim, bons motivos é que não faltam para uma visita. Mas se nada disso ainda despertou a sua vontade, mire nesse pedaço de Bolo Brigadeiro do Las Chicas. É imperdível! Las Chicas Gourmet Garage ( site ) fotos: Alessander Guerra - Cuecas na Cozinha

  • Frida & Mina

    O casal Fernanda Bastos e Thomas Zander, que comanda a gelateria  Frida & Mina , leva muito à sério essa questão do artesanal, do fresco, do feito na hora. “Produzimos tudo do zero…” assim começa uma frase escrita na parede da loja, que sinaliza para a cozinha envidraçada. Tudo na gelateria  Frida & Mina é produzido artesanalmente, em pequenos lotes e com ingredientes selecionados. Enquanto a fila pra tomar sorvete anda, a cozinha corre pra produzir mais gelatos e mais casquinhas de sorvete que, a propósito, são bem boas – dá pra ver tudo ao vivo, pelo vidro que separa a produção da loja. caramelo com flor de sal e doce de leite Os gelatos variam todos os dias e as opções são sempre interessantes como: Cerveja com chocolate, Açúcar mascavo com pecã, Caramelo com flor de sal, Morango com aceto balsâmico, Doce de leite, muitas opções só de frutas; enfim, na gelateria Frida & Mina  todo dia é dia de provar supresas. O lugar é pequeno e aconchegante. Filas são comuns, mas elas andam rápido, posso dizer porque visitei a gelateria Frida & Mina  num dia bem quente (infernal), final de semana e com bastante fila. Pra terminar, algo que poderia ser copiado por todos os estabelecimentos, lá a água potável é de graça! A torneira e os copos, estão à disposição dos clientes ao lado do balcão de sorvetes. site  Frida & Mina Cerveja com chocolate e Açúcar mascavo com pecã

  • Bar Espírito Santo

    O Bar Espírito Santo abriu suas portas em 1998 e desde lá vem se mantendo como um cantinho de Portugal, aqui em São Paulo. É daqueles bares que funcionam bem como restaurante, porque bons pratos saem da cozinha do chef Paulo Pereira Ramos. O cardápio do Bar Espírito Santo   tem um capítulo dedicado aos Petiscos. Sim, porque é possível passar por lá para pedir apenas um dos drinks do barman Severino; ou mesmo tomar um chopp, acompanhado, por exemplo, de bolinhos de bacalhau. Bolinhos que vou dizer pra vocês são dos melhores que já provei na vida. Crocância, maciez, sabor,…afe! (deixa a foto falar por mim). Há também os Bocados (porções) como as Sardinhas Portuguesas e Iscas de Bacalhau. As Sandes – os famosos sanduíches portugueses, servidos aqui no pão francês, como o Prego – filezinho com ou sem queijo. Saladas como a do Algarve (frutos do mar, azeite de ervas e verdes variados). Para quem quer Caldos, lá está o Caldo Verde. Mas entrando no capítulo de pratos principais, que dão ao Bar Espírito Santo  a cara de restaurante,temos o cardápio dividido em “da terra”, “bacalhau” e “do mar”. Da Terra há Picadinho, Arroz de Pato, Costeleta de Cordeiro, para citar alguns. O Bacalhau, certamente, merece um capítulo só dele – Bacalhoada à Portuguesa, Bacalhau ao Forno com Batatas, Bacalhau à Lagareira (posta generosa como podem ver na foto), Bacalhau Nunca Chega (desfiado e mexido com ovos, presunto e cebola, coberto com batata palha), entre outros. Do Mar tem Arroz de Polvo, de Camarão, e também um prato que gostaria de destacar, o Polvo à Lagareira (foto) - carnudo, textura e maciez incrivelmente boas. Ingrediente de primeira! Os pratos são bem servidos. Acho possível dividí-los, ainda mais se pedir Salada ou Petiscos, por exemplo. É um jeito de comer para ficar satisfeito, sem exagero, sem desperdício e, por tabela, mais em conta. Outro ponto a se destacar do  Bar Espírito Santo  , é a adega com 170 rótulos, a cargo dos sommeliers Eduardo e Francisco, que também se encarregam do atendimento e sugestão para harmonização com os pratos. Felizmente, prioriza os vinhos portugueses. Nada melhor que um vinho português para harmonizar com comida portuguesa, não é verdade? Esse Crasto Superior que eu provei é bom demais! É caro? A cozinha portuguesa não é nada barata no Brasil, ainda mais lembrando que em Portugal comemos tão bem, gastando menos. Mas entre os portugueses da cidade posso dizer que está dentro do razoável, ainda mais se você acatar as dicas de divisão que dei acima. Serviço Rua Horácio Lafer, 634 – Itaim (esquina com a Rua Salvador Cardoso) – São Paulo (11) 3078 7748 2ª feira – das 12h00 às 15h00 e das 17h30 às 00h00 3ª a 5ª feira – das 12h00 às 15h00 e das 17h30 à 01h00 6ª feira e sábados – das 12h00 à 01h00 Domingos e feriados – das 12h00 às 23h00 Qualquer dúvida ou informação adicional acesse o site do Bar Espírito Santo

  • Carne de Cordeiro Gourmet

    A vida é cheia de surpresas, por isso é preciso manter a mente aberta e a vontade acesa! Basta um email; um único email pode nos levar por caminhos nunca antes imaginados. Foi mais ou menos isso que aconteceu com a Priscila Quirós, criadora de  cordeiros de corte  da raça Poll Dorset em sua  fazenda Cabanha Oviedo , e proprietária da  Quirós Gourmet  que produz  Cortes Especiais de Carne de Cordeiro . Bolinho de pernil de cordeiro – crocante, sequinho, camada fina de massa, recheio abundante de um pernil de cordeiro desmanchado em fios e muito bem temperado. Senta que lá vem história! Lá vai o tio da Priscila que mora em Oviedo (capital das Astúrias – Espanha) passar um email pra família, aqui no Brasil, comunicando sobre os 100 anos de criação de cordeiros e queijos de ovelha pela família Quirós, tanto na região de Oviedo, como em Quirós (município de Astúrias, que leva o mesmo nome da família). Aí a Priscila, que não sabia de nada, comenta com sua mãe que responde dizendo: como não sabia, nunca leu o livro que estava sobre a mesinha contando a história toda? Ah esses livros que já nasceram em cima da mesinha da casa de nossos pais… Quem um dia já parou para ler um deles? Pois é! Então lá foi ela folhear o tal livro e despertar seu bichinho da vontade inquietante, de fazer algo a respeito. Hora de conhecer as raízes espanholas, a história de sua família com a criação de cordeiros e descobrir que Quirós é famosa pela tradição na arte de preparar e saborear o cordeiro. Ali, sempre no primeiro domingo do mês de julho é celebrada a Festa do Cordeiro ; pelas fotos que a Priscila me enviou dá pra ilustrar um pouco o que acontece por lá. A curiosidade crescente pelos cordeiros se aliou a dois fatores importantes: ela já tinha uma fazenda no interior de São Paulo e o preço da carne de cordeiro disparou no Brasil, em função de uma parceria do Uruguai (nosso principal fornecedor) com outros países; o que motivou investimentos no setor. Diversas pesquisas e cursos de especialização depois, começa a criação dos cordeiros de corte da raça Poll Dorset (genética importada da Nova Zelândia e Austrália) na fazenda Cabanha Oviedo (que fica na região de Amparo). Pra começar, toda a pastagem de qualidade ruim teve que ser substituída pela do tipo aruana, proveniente da África do Sul - pasto rico com níveis de proteína adequados. “Toda a alimentação dos animais é produzida na própria fazenda, garantindo a procedência e o cuidado de cada detalhe. Temos três galpões térmicos, centro de manejo, fábrica de ração e laboratório. Alimentação riquíssima em energia e proteína” conta Priscila. Mini Gyro com Lombo de Cordeiro –  uma boa expressão do prato grego que leva coalhada – lombo macio e úmido coberto com finas tiras de pepino. A fazenda com 900 metros de altitude e 15 nascentes que abastecem os cochos do rebanho, é completamente sustentável. Hoje são mais de 1500 cabeças criadas soltas com pastoreio de cães da raça italiana Pastor Maremano de Abruzês. O objetivo é uma criação de qualidade, sem stress para o animal, refletindo evidentemente na excelência dos Cortes Especiais de Carne de Cordeiro que atenderão a chefs de grandes restaurantes como a rede Fasano; empórios gourmet como FEED e agora, diretamente ao público final, por meio da venda de kits especiais no site da Quirós Gourmet . Delicioso Carré de Cordeiro , o melhor que já provei na vida. As encomendas são feitas online  e o cliente pode escolher o Kit pelo tema (churrasco, jantar, aperitivo etc), ou optar pelos kits personalizados, onde escolhe os cortes e as quantidades que deseja. A entrega é feita à domicilio, acompanhada de receitas e dicas de preparo desenvolvidas por chefs parceiros e pela própria Priscila , que cursou a escola de gastronomia Le Cordon Bleu. Entre os cortes: Carré Francês, Short Rack ( Carré Curto), Paleta, Pernil, Picanha, Neck Fatiado (com osso), Neck Desossado, Carne Moída, Linguiça Fina e Grossa, Filet Mignon, Lombo e Costela. Com o objetivo de facilitar a vida dos clientes, os cortes já vem limpos (apenas com uma pequena camada de gordura necessária para o preparo) e alguns são desossados, ou mesmo os ossos já vem devidamente raspados, como é o caso do carré francês e do curto. Pernil de cordeiro que desmancha na boca com purê trufado, outro prato que deixou boas lembranças. Agora vamos à degustação dos Cortes Especiais de Carne de Cordeiro que eu fiz no  restaurante grego MYK . Se a carne é muito boa? Sem dúvida! Macia, tenra,saborosa, o melhor carré de cordeiro que já provei na vida! Mas preciso deixar registrado aqui a perfeita execução da chef Mariana Camargo. Um bom chef, dificilmente, salva um ingrediente ruim; mas um mal chef pode estragar um ingrediente muito bom. Chardonnay Thalassa 2012 - um vinho grego bem fresco, frutado,aromático e de final seco. Gostei!

  • Bolo & Bule bolos artesanais

    Cheiro de bolo quente com café coado na hora, assim é a Bolo & Bule , que fica numa casinha encantadora na Alameda Lorena 1198, no bairro dos Jardins em São Paulo. Desde a vitrine, você fica tentado a provar um dos bolos, bem expostos e com cara de que acabaram de sair do forno. Claudia Sanchotene, proprietária e boleira da Bolo & Bule , está sempre em busca da receita perfeita, que foge do modo de preparo tradicional. Para isso aposta em ingredientes de qualidade, especiarias e combinações saborosas. São muitos testes até chegar a uma receita que ela considere adequada e nada de essências, conservantes ou adoçantes, que podem mascarar o sabor; contou ela, enquanto eu provava um dos seus bolos, com textura macia, úmida, sabor suave, pouco açúcar e tudo muito equilibrado. Além da apresentação, os bolos são feitos em fôrmas bem desenhadas, há o charme do café coado na hora ou dos aromáticos chás que vem à mesa com bule e xícara com cara de vó. Tudo convida para se gastar um pouco mais de tempo por lá. Entre os bolos artesanais da Bolo & Bule : Laranja, Azeite e Tomilho, Maçã Verde e Cardamomo, Coco, Limão e Papoula, Manteiga Dourada e Vinho Branco e Framboesa. Só por essa descrição já dá pra perceber que os bolos básicos , não são tão básicos assim. o charme dos acessórios de bolo que são vendidos por lá Mas há também os bolos especiais , alguns não levam glúten, ou lactose, ou açúcar. O bolo de Amêndoas (é pura amêndoa e não tem glúten), o de Chocolate Belga (também não contém glúten), o de Tâmaras e Especiarias (não tem açúcar), o de Mel e Café (sem glúten e sem lactose) e o de Banana, que é imperdível, também não leva glúten, nem lactose. Os bolos são servidos nos tamanhos Mini, Casal ou Família. pura amêndoa, sem glúten Enfim, passe pela Bolo & Bule e não pense mais nos bolos como sem glúten, sem lactose, sem açúcar,  etc, etc, etc. Pense só em bolos bons, independente dos ingredientes com os quais foram feitos. bolo de banana - imperdível!  úmido, intenso, pura banana Bolo & Bule

  • Restaurante Micaela

    Se eu tivesse que descrever a cozinha do chef Fábio Vieira no restaurante Micaela com uma palavra, eu diria: sabor. Sim, sabor! Engraçado que todas as comidas de todos os restaurantes deveriam ter sabor, mas o fato é que muitas não tem, estão cheias de ingredientes (uma lista enorme) e com bem pouco sabor. Pintxos de tapioca com shimeji, queijo manteiga e rúcula selvagem Quando eu digo, sabor, eu quero dizer, aquele tempero gostoso, sabe? Que dá vontade de continuar comendo? Que dá vontade de voltar, pra comer de novo? É isso! A cozinha do chef Fábio Vieira no restaurante Micaela é exatamente isso! E essa não é só a minha opinião, todos que estavam por lá, comentavam com o chef o quanto gostaram da comida e que não viam a hora de voltar para provarem outros pratos do cardápio. É, quando eu vou visitar algum restaurante, ou outro estabelecimento, eu fico de olhos e ouvidos atentos nos vizinhos! rs. Bolinho de mandioquinha com piracuí O chef Fábio Vieira abriu o restaurante Micaela com esse nome, para fazer uma homenagem à sua bisavó nascida na Espanha. Ele cresceu no meio das cozinhas brasileira e espanhola, então essa homenagem foi além do nome, está também nos pratos do cardápio. Ele faz cozinha brasileira inspirada nos mais diferentes Estados do país e coloca lá uma pitada de Espanha. É o que acontece, por exemplo, com os Pintxos de tapioca com shimeji, queijo manteiga e rúcula selvagem e o Bolinho de mandioquinha com piracuí (farinha de peixe da região Norte), acompanhado de mojo picón à base de pimentão e pimenta (típico das Ilhas Canárias). Cuscuz de Galinha com toque de cachaça e ovo cozido à perfeição O assunto sabor fica ainda mais sério com esse imperdível Cuscuz de Galinha com toque de cachaça e ovo cozido à perfeição! A mistura e intensidade dos sabores fica na memória. Parece comida da vó, só que com uma pitada de Chef e, quando esses dois fatores se combinam, a mágica aparece. O mesmo se repete no Baião de costelinha na lata e ovos, arroz e feijão de corda (foto de abertura da matéria), de raspar a cumbuca e olha que ela estava bem cheia! O preço é bom, o Baião na minha visita (Janeiro/2015) custava R$38. Para finalizar muito bem a refeição, a Crema Catalana, sobremesa tradicional espanhola que, na leitura do chef, ganhou paçoca de Castanha do Pará. site restaurante Micaela

  • CineGastronomia

    No dia 19 de março acontece o primeiro CineGastronomia de 2013. Esse projeto do escritor e pesquisador de gastronomia, Breno Lerner (falei de um livro delicioso e premiado dele nesse post ) acontece uma vez por mês no Centro da Cultura Judaica e inclui, como o próprio nome sugere, uma exibição gratuita de filme seguida de oficina paga de culinária judaica (valor para participar da oficina - R$25,00 individual / R$40,00 casal) O tema desta primeira edição é o Pessach (Páscoa Judaica). O filme escolhido por Breno é a comédia Quando é que Vamos Comer? - uma família está reunida para o jantar, ou seder de pessach, quando o patriarca toma um comprimido de ecstasy, sem saber. Filme: Quando é que Vamos Comer? Data: 19/03 Horário: 19h Local: Teatro Capacidade: 296 pessoas Idade: a partir de 16 anos Entrada gratuita Oficina de Culinária – Pessach Entre as receitas que serão ensinadas estão, salmão defumado e muffin de abóbora. Dado o número reduzido de vagas (60 pessoas), sugere-se que a inscrição seja feita com antecedência de pelo menos 1 dia. Horário: após o término do filme Local: Auditório Capacidade: 60 pessoas Idade: a partir de 16 anos Valor: R$25,00 individual / R$40,00 casal Inscrições: gastronomia@culturajudaica.org.br Pagamento/ na data do evento (somente em dinheiro ou cheque) Endereço: Rua Oscar Freire, 2.500 (ao lado da estação Sumaré do Metrô) Site: www.culturajudaica.org.br cena de Almoço em Agosto (Pranzo di Ferragosto) - filme que estará na edição de abril do CineGastronomia Para acompanhar os próximos eventos acesse Centro da Cultura Judaica . Na home estão em destaque as atividades mais próximas e pelo calendário dá pra localizar o restante da programação. A próxima edição do CineGastronomia acontece no dia 30 de abril e o filme exibido será o delicioso filme italiano Almoço em Agosto . Fiz post sobre esse filme aqui .

  • Páscoa diferente

    Pensei em fazer um post sugerindo uma Páscoa diferente, uma Páscoa mais criativa que fuja dos tradicionais ovos embrulhados. Não que eles não sejam um bom presente, mas convenhamos quem é que não vai se surpreender com essa seleção preparada por vários chefs bacanas para o Cuecas na Cozinha? Melhor ainda, alguns dos chefs dedicaram parte de suas vendas a projetos sociais. Lucas Corazza , apresentador do programa A Confeitaria no canal Bem Simples, professor e consultor; utilizou técnicas de esculturas em chocolates. Assim surgiram: Toy Eggs (par de ovos um de chocolate ao leite recheado com trufa de chocolate ao leite e outro de chocolate 50% recheado com nutella. Peso: 400gr - R$60,00) e a Colméia (clássico pão de mel com doce de leite em formato de ovo, coberto por chocolate Callebaut ao leite e com abelhinhas feitas com chocolate de mel. Peso: 450gr – R$70,00) Aceita encomendas até o dia 25 de março. Para encomendar: 11.9.8456.9158 – email: lucascorazza.barbar@gmail.com 25% de todos os lucros serão revertidos para o Chefs Especiais - gastronomia inclusiva para pessoas Síndrome de Down , fundado pelo casal Marcio e Simone Berti. Para conhecer mais a respeito do projeto acesse fotos: Flavio Teperman Diego Lozano , também mestre no preparo de chocolates, proprietário da Escola de Confeitaria Diego Lozano – criou o Ovo “Ovo” e o Sapinho - R$ 110,00 (peso aproximado 350g). R$ 10,00 da venda de cada ovo é revertido para o projeto HOPET . A data limite para pedidos é até 20 de Março. Para encomendar: (11) 2924-9666 fotos: divulgação Fernanda Ribeiro , que tem a loja de Bolachas Decoradas ( já fiz post aqui ) que levam seu nome. Lançou essas diferentes bolachas com imagem vintage de Coelhos, tamanho: 15cm x 20 cm (R$25,00). Outra novidade são os ovos de bolachas sabor de Baunilha banhados por dentro com chocolate belga meio amargo e recheados com bolachas de sabor de Água de Flor de Laranjeira. R$60,00 Para encomendar (11) 38153757 email: fernanda@bolachasdecoradas.com.br fotos: Mauro Holanda Cesar Yukio , personal chef, pâtissier e professor criou a Escultura Trio de Chocolates (500g - R$80,00), edição limitada, que leva chocolates Callebaut ao leite, branco e meio amargo; para arrematar um super bombom trufado. Outra novidade é o Ovo recheado com Macarons (600g R$82,00). Formato lembrando um ovo quebrado, dentro dele macarons nos sabores pistache, framboesa, chocolate, fève tonka e avelã com praliné. A data limite para pedidos é 29/03 Para encomendar: (11) 99466 9561 / (11) 3539 3689 email: contato@cesaryukio.com fotos: divulgação Joyce Galvão , que faz um trabalho extremamente delicado na sua All About Cakes , sugere para a Páscoa presentes lúdicos que não vão acabar depois da última mordida. Kit coelho - sacolinha com coelho, ambos feitos em tecido – R$105,00 (acompanhados de 300g de cookies de baunilha com gotas de chocolate e amêndoas, banhados em chocolate) ou  (acompanhados de 300g de bombom de avelãs carameladas com gianduia). Kit Galinha - sacolinha com galinha, ambos feitos em tecido – R$105,00 (acompanhadas de 300g de ovinhos nos sabores cookies com chocolate branco, ao leite e morango). Gaiola R$80,00 - gaiola de metal pintada com ovo decorado de colher (200 g) – vários sabores, entre eles: brigadeiro de frutas vermelhas com toque de limão siciliano; doce de leite com coco; etc. As encomendas podem ser feitas até 25 de março. As entregas em domicílio para sexta feira santa e sábado, 30 de março, são gratuitas. Para encomendar: (11) 9 9927.1230 email: contato@aboutcakes.com.br fotos: divulgação Alexandre Raposo , outro que domina bem a arte dos chocolates belgas, sugere essa divertida Toca do Coelho R$80,00 (placa de chocolate decorado, coelho de pasta americana e meio ovo em pé) Para encomendar: pedido@xanxan.com.br fone: (11) 9 8700-2679 fotos: divulgação

  • Café Colonial Mineiro Dona Lucinha

    Uma vida é feita de histórias! São elas que constroem quem nós somos, balizam nossas decisões e alimentam o nosso espírito. Há sonhos que precisam ser vividos e uma hora serão, basta acreditarmos! Mas o que tudo isso tem a ver com o Café Colonial Mineiro do restaurante Dona Lucinha (Av. dos Chibarás 399 – Moema – SP)? A Elzinha Nunes, filha da Dona Lucinha e chef responsável pelo restaurante me contou como surgiu a ideia desse café colonial mineiro muito especial, que pode ser fechado para grupos a partir de 50 pessoas. “Lembro que quando eu era pequena a minha avó paterna Elza, fazia muitas quitandas mineiras e tinha um guarda-comidas enorme, onde trancava todas elas para serví-las quando recebêssemos visitas. Ela era jogo duro com a gente! (rs) Por isso ficávamos felizes quando vinha alguém de fora. Certa vez, o presidente Juscelino Kubitschek veio nos visitar, ele era apaixonado por doces e na casa da minha avó foi uma festa daquelas! O guarda-comidas foi destrancado e a gente se esbaldou!” Pois desde aquela época ela lembra-se das quitandas da sua avó, dos cafés, do capricho para receber as visitas e há muito tempo alimenta essa ideia de resgatar parte da sua história e também as receitas de sua família. Hora de abrir o guarda-comidas para todo mundo que quiser festejar, grupos a partir de 50 pessoas, no Dona Lucinha . Questionada sobre a possibilidade de abrir mesmo um Café Colonial Mineiro em tempo integral, revela que é outra parte de seu sonho, quem sabe em breve! Dá só uma olhada nesse melado de engenho! Café Colonial Mineiro Dona Lucinha Mas vamos lá aos acepipes que se revezam nas mesas desse autêntico Café Colonial Mineiro, um dos melhores e mais originais de São Paulo. Nada como comer um Fubá Suado... ...bebendo um Queimadinho – o fubá suado ou insuado ou cuscus de panela – é assim chamado porque o fubá cozinha lentamente em fogo baixo, enquanto que o suor da tampa da panela vai pingando sobre ele. Misturado com manteiga da fazenda, rapadura e queijo meia cura é o tira jejum do mineiro. Pra acompanhar, o Queimadinho feito com leite e rapadura. Vou contar pra vocês que é daquelas coisas que comemos uma vez e queremos comer sempre! E a coalhada aveludada de tão espessa e cremosa,acompanhada divinamente com um mel de engenho e grãos! Para abrir os trabalhos, talvez seja melhor provar antes o suco de couve e agrião orgânicos; é muito bom e saúde nas veias! Tem também o mingau de fubá, grossinho, gostosinho, tão comfort food! Os bules e chaleiras são de ágata e guardam preciosidades como o curioso e aromático Chá de Cabeça Cansada, que leva maracujá azedo e doce e maçãs, inclusive as cascas. Hora de tomar um café coado na boa companhia do Bolo de Fubá Cremoso Bolinho de Chuva, Queijadinhas, Palito (biscoito receita da bisavó), Pau à Pique (fubá de moinho de pedra com especiarias e meia cura), Quebra Quebra (feito com araruta), Bolachinha ou mesmo do Pão de queijo e do biscoito de polvilho. Queijo Minas e geleias também não faltam. E o Curau de milho verde, feito com milho de verdade! É tanta coisa boa, que dá pra passar horas provando esse café colonial mineiro! fotos: Alessander Guerra

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