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- Bar Espírito Santo
O Bar Espírito Santo abriu suas portas em 1998 e desde lá vem se mantendo como um cantinho de Portugal, aqui em São Paulo. É daqueles bares que funcionam bem como restaurante, porque bons pratos saem da cozinha do chef Paulo Pereira Ramos. O cardápio do Bar Espírito Santo tem um capítulo dedicado aos Petiscos. Sim, porque é possível passar por lá para pedir apenas um dos drinks do barman Severino; ou mesmo tomar um chopp, acompanhado, por exemplo, de bolinhos de bacalhau. Bolinhos que vou dizer pra vocês são dos melhores que já provei na vida. Crocância, maciez, sabor,…afe! (deixa a foto falar por mim). Há também os Bocados (porções) como as Sardinhas Portuguesas e Iscas de Bacalhau. As Sandes – os famosos sanduíches portugueses, servidos aqui no pão francês, como o Prego – filezinho com ou sem queijo. Saladas como a do Algarve (frutos do mar, azeite de ervas e verdes variados). Para quem quer Caldos, lá está o Caldo Verde. Mas entrando no capítulo de pratos principais, que dão ao Bar Espírito Santo a cara de restaurante,temos o cardápio dividido em “da terra”, “bacalhau” e “do mar”. Da Terra há Picadinho, Arroz de Pato, Costeleta de Cordeiro, para citar alguns. O Bacalhau, certamente, merece um capítulo só dele – Bacalhoada à Portuguesa, Bacalhau ao Forno com Batatas, Bacalhau à Lagareira (posta generosa como podem ver na foto), Bacalhau Nunca Chega (desfiado e mexido com ovos, presunto e cebola, coberto com batata palha), entre outros. Do Mar tem Arroz de Polvo, de Camarão, e também um prato que gostaria de destacar, o Polvo à Lagareira (foto) - carnudo, textura e maciez incrivelmente boas. Ingrediente de primeira! Os pratos são bem servidos. Acho possível dividí-los, ainda mais se pedir Salada ou Petiscos, por exemplo. É um jeito de comer para ficar satisfeito, sem exagero, sem desperdício e, por tabela, mais em conta. Outro ponto a se destacar do Bar Espírito Santo , é a adega com 170 rótulos, a cargo dos sommeliers Eduardo e Francisco, que também se encarregam do atendimento e sugestão para harmonização com os pratos. Felizmente, prioriza os vinhos portugueses. Nada melhor que um vinho português para harmonizar com comida portuguesa, não é verdade? Esse Crasto Superior que eu provei é bom demais! É caro? A cozinha portuguesa não é nada barata no Brasil, ainda mais lembrando que em Portugal comemos tão bem, gastando menos. Mas entre os portugueses da cidade posso dizer que está dentro do razoável, ainda mais se você acatar as dicas de divisão que dei acima. Serviço Rua Horácio Lafer, 634 – Itaim (esquina com a Rua Salvador Cardoso) – São Paulo (11) 3078 7748 2ª feira – das 12h00 às 15h00 e das 17h30 às 00h00 3ª a 5ª feira – das 12h00 às 15h00 e das 17h30 à 01h00 6ª feira e sábados – das 12h00 à 01h00 Domingos e feriados – das 12h00 às 23h00 Qualquer dúvida ou informação adicional acesse o site do Bar Espírito Santo
- Carne de Cordeiro Gourmet
A vida é cheia de surpresas, por isso é preciso manter a mente aberta e a vontade acesa! Basta um email; um único email pode nos levar por caminhos nunca antes imaginados. Foi mais ou menos isso que aconteceu com a Priscila Quirós, criadora de cordeiros de corte da raça Poll Dorset em sua fazenda Cabanha Oviedo , e proprietária da Quirós Gourmet que produz Cortes Especiais de Carne de Cordeiro . Bolinho de pernil de cordeiro – crocante, sequinho, camada fina de massa, recheio abundante de um pernil de cordeiro desmanchado em fios e muito bem temperado. Senta que lá vem história! Lá vai o tio da Priscila que mora em Oviedo (capital das Astúrias – Espanha) passar um email pra família, aqui no Brasil, comunicando sobre os 100 anos de criação de cordeiros e queijos de ovelha pela família Quirós, tanto na região de Oviedo, como em Quirós (município de Astúrias, que leva o mesmo nome da família). Aí a Priscila, que não sabia de nada, comenta com sua mãe que responde dizendo: como não sabia, nunca leu o livro que estava sobre a mesinha contando a história toda? Ah esses livros que já nasceram em cima da mesinha da casa de nossos pais… Quem um dia já parou para ler um deles? Pois é! Então lá foi ela folhear o tal livro e despertar seu bichinho da vontade inquietante, de fazer algo a respeito. Hora de conhecer as raízes espanholas, a história de sua família com a criação de cordeiros e descobrir que Quirós é famosa pela tradição na arte de preparar e saborear o cordeiro. Ali, sempre no primeiro domingo do mês de julho é celebrada a Festa do Cordeiro ; pelas fotos que a Priscila me enviou dá pra ilustrar um pouco o que acontece por lá. A curiosidade crescente pelos cordeiros se aliou a dois fatores importantes: ela já tinha uma fazenda no interior de São Paulo e o preço da carne de cordeiro disparou no Brasil, em função de uma parceria do Uruguai (nosso principal fornecedor) com outros países; o que motivou investimentos no setor. Diversas pesquisas e cursos de especialização depois, começa a criação dos cordeiros de corte da raça Poll Dorset (genética importada da Nova Zelândia e Austrália) na fazenda Cabanha Oviedo (que fica na região de Amparo). Pra começar, toda a pastagem de qualidade ruim teve que ser substituída pela do tipo aruana, proveniente da África do Sul - pasto rico com níveis de proteína adequados. “Toda a alimentação dos animais é produzida na própria fazenda, garantindo a procedência e o cuidado de cada detalhe. Temos três galpões térmicos, centro de manejo, fábrica de ração e laboratório. Alimentação riquíssima em energia e proteína” conta Priscila. Mini Gyro com Lombo de Cordeiro – uma boa expressão do prato grego que leva coalhada – lombo macio e úmido coberto com finas tiras de pepino. A fazenda com 900 metros de altitude e 15 nascentes que abastecem os cochos do rebanho, é completamente sustentável. Hoje são mais de 1500 cabeças criadas soltas com pastoreio de cães da raça italiana Pastor Maremano de Abruzês. O objetivo é uma criação de qualidade, sem stress para o animal, refletindo evidentemente na excelência dos Cortes Especiais de Carne de Cordeiro que atenderão a chefs de grandes restaurantes como a rede Fasano; empórios gourmet como FEED e agora, diretamente ao público final, por meio da venda de kits especiais no site da Quirós Gourmet . Delicioso Carré de Cordeiro , o melhor que já provei na vida. As encomendas são feitas online e o cliente pode escolher o Kit pelo tema (churrasco, jantar, aperitivo etc), ou optar pelos kits personalizados, onde escolhe os cortes e as quantidades que deseja. A entrega é feita à domicilio, acompanhada de receitas e dicas de preparo desenvolvidas por chefs parceiros e pela própria Priscila , que cursou a escola de gastronomia Le Cordon Bleu. Entre os cortes: Carré Francês, Short Rack ( Carré Curto), Paleta, Pernil, Picanha, Neck Fatiado (com osso), Neck Desossado, Carne Moída, Linguiça Fina e Grossa, Filet Mignon, Lombo e Costela. Com o objetivo de facilitar a vida dos clientes, os cortes já vem limpos (apenas com uma pequena camada de gordura necessária para o preparo) e alguns são desossados, ou mesmo os ossos já vem devidamente raspados, como é o caso do carré francês e do curto. Pernil de cordeiro que desmancha na boca com purê trufado, outro prato que deixou boas lembranças. Agora vamos à degustação dos Cortes Especiais de Carne de Cordeiro que eu fiz no restaurante grego MYK . Se a carne é muito boa? Sem dúvida! Macia, tenra,saborosa, o melhor carré de cordeiro que já provei na vida! Mas preciso deixar registrado aqui a perfeita execução da chef Mariana Camargo. Um bom chef, dificilmente, salva um ingrediente ruim; mas um mal chef pode estragar um ingrediente muito bom. Chardonnay Thalassa 2012 - um vinho grego bem fresco, frutado,aromático e de final seco. Gostei!
- Bolo & Bule bolos artesanais
Cheiro de bolo quente com café coado na hora, assim é a Bolo & Bule , que fica numa casinha encantadora na Alameda Lorena 1198, no bairro dos Jardins em São Paulo. Desde a vitrine, você fica tentado a provar um dos bolos, bem expostos e com cara de que acabaram de sair do forno. Claudia Sanchotene, proprietária e boleira da Bolo & Bule , está sempre em busca da receita perfeita, que foge do modo de preparo tradicional. Para isso aposta em ingredientes de qualidade, especiarias e combinações saborosas. São muitos testes até chegar a uma receita que ela considere adequada e nada de essências, conservantes ou adoçantes, que podem mascarar o sabor; contou ela, enquanto eu provava um dos seus bolos, com textura macia, úmida, sabor suave, pouco açúcar e tudo muito equilibrado. Além da apresentação, os bolos são feitos em fôrmas bem desenhadas, há o charme do café coado na hora ou dos aromáticos chás que vem à mesa com bule e xícara com cara de vó. Tudo convida para se gastar um pouco mais de tempo por lá. Entre os bolos artesanais da Bolo & Bule : Laranja, Azeite e Tomilho, Maçã Verde e Cardamomo, Coco, Limão e Papoula, Manteiga Dourada e Vinho Branco e Framboesa. Só por essa descrição já dá pra perceber que os bolos básicos , não são tão básicos assim. o charme dos acessórios de bolo que são vendidos por lá Mas há também os bolos especiais , alguns não levam glúten, ou lactose, ou açúcar. O bolo de Amêndoas (é pura amêndoa e não tem glúten), o de Chocolate Belga (também não contém glúten), o de Tâmaras e Especiarias (não tem açúcar), o de Mel e Café (sem glúten e sem lactose) e o de Banana, que é imperdível, também não leva glúten, nem lactose. Os bolos são servidos nos tamanhos Mini, Casal ou Família. pura amêndoa, sem glúten Enfim, passe pela Bolo & Bule e não pense mais nos bolos como sem glúten, sem lactose, sem açúcar, etc, etc, etc. Pense só em bolos bons, independente dos ingredientes com os quais foram feitos. bolo de banana - imperdível! úmido, intenso, pura banana Bolo & Bule
- Restaurante Micaela
Se eu tivesse que descrever a cozinha do chef Fábio Vieira no restaurante Micaela com uma palavra, eu diria: sabor. Sim, sabor! Engraçado que todas as comidas de todos os restaurantes deveriam ter sabor, mas o fato é que muitas não tem, estão cheias de ingredientes (uma lista enorme) e com bem pouco sabor. Pintxos de tapioca com shimeji, queijo manteiga e rúcula selvagem Quando eu digo, sabor, eu quero dizer, aquele tempero gostoso, sabe? Que dá vontade de continuar comendo? Que dá vontade de voltar, pra comer de novo? É isso! A cozinha do chef Fábio Vieira no restaurante Micaela é exatamente isso! E essa não é só a minha opinião, todos que estavam por lá, comentavam com o chef o quanto gostaram da comida e que não viam a hora de voltar para provarem outros pratos do cardápio. É, quando eu vou visitar algum restaurante, ou outro estabelecimento, eu fico de olhos e ouvidos atentos nos vizinhos! rs. Bolinho de mandioquinha com piracuí O chef Fábio Vieira abriu o restaurante Micaela com esse nome, para fazer uma homenagem à sua bisavó nascida na Espanha. Ele cresceu no meio das cozinhas brasileira e espanhola, então essa homenagem foi além do nome, está também nos pratos do cardápio. Ele faz cozinha brasileira inspirada nos mais diferentes Estados do país e coloca lá uma pitada de Espanha. É o que acontece, por exemplo, com os Pintxos de tapioca com shimeji, queijo manteiga e rúcula selvagem e o Bolinho de mandioquinha com piracuí (farinha de peixe da região Norte), acompanhado de mojo picón à base de pimentão e pimenta (típico das Ilhas Canárias). Cuscuz de Galinha com toque de cachaça e ovo cozido à perfeição O assunto sabor fica ainda mais sério com esse imperdível Cuscuz de Galinha com toque de cachaça e ovo cozido à perfeição! A mistura e intensidade dos sabores fica na memória. Parece comida da vó, só que com uma pitada de Chef e, quando esses dois fatores se combinam, a mágica aparece. O mesmo se repete no Baião de costelinha na lata e ovos, arroz e feijão de corda (foto de abertura da matéria), de raspar a cumbuca e olha que ela estava bem cheia! O preço é bom, o Baião na minha visita (Janeiro/2015) custava R$38. Para finalizar muito bem a refeição, a Crema Catalana, sobremesa tradicional espanhola que, na leitura do chef, ganhou paçoca de Castanha do Pará. site restaurante Micaela
- CineGastronomia
No dia 19 de março acontece o primeiro CineGastronomia de 2013. Esse projeto do escritor e pesquisador de gastronomia, Breno Lerner (falei de um livro delicioso e premiado dele nesse post ) acontece uma vez por mês no Centro da Cultura Judaica e inclui, como o próprio nome sugere, uma exibição gratuita de filme seguida de oficina paga de culinária judaica (valor para participar da oficina - R$25,00 individual / R$40,00 casal) O tema desta primeira edição é o Pessach (Páscoa Judaica). O filme escolhido por Breno é a comédia Quando é que Vamos Comer? - uma família está reunida para o jantar, ou seder de pessach, quando o patriarca toma um comprimido de ecstasy, sem saber. Filme: Quando é que Vamos Comer? Data: 19/03 Horário: 19h Local: Teatro Capacidade: 296 pessoas Idade: a partir de 16 anos Entrada gratuita Oficina de Culinária – Pessach Entre as receitas que serão ensinadas estão, salmão defumado e muffin de abóbora. Dado o número reduzido de vagas (60 pessoas), sugere-se que a inscrição seja feita com antecedência de pelo menos 1 dia. Horário: após o término do filme Local: Auditório Capacidade: 60 pessoas Idade: a partir de 16 anos Valor: R$25,00 individual / R$40,00 casal Inscrições: gastronomia@culturajudaica.org.br Pagamento/ na data do evento (somente em dinheiro ou cheque) Endereço: Rua Oscar Freire, 2.500 (ao lado da estação Sumaré do Metrô) Site: www.culturajudaica.org.br cena de Almoço em Agosto (Pranzo di Ferragosto) - filme que estará na edição de abril do CineGastronomia Para acompanhar os próximos eventos acesse Centro da Cultura Judaica . Na home estão em destaque as atividades mais próximas e pelo calendário dá pra localizar o restante da programação. A próxima edição do CineGastronomia acontece no dia 30 de abril e o filme exibido será o delicioso filme italiano Almoço em Agosto . Fiz post sobre esse filme aqui .
- Páscoa diferente
Pensei em fazer um post sugerindo uma Páscoa diferente, uma Páscoa mais criativa que fuja dos tradicionais ovos embrulhados. Não que eles não sejam um bom presente, mas convenhamos quem é que não vai se surpreender com essa seleção preparada por vários chefs bacanas para o Cuecas na Cozinha? Melhor ainda, alguns dos chefs dedicaram parte de suas vendas a projetos sociais. Lucas Corazza , apresentador do programa A Confeitaria no canal Bem Simples, professor e consultor; utilizou técnicas de esculturas em chocolates. Assim surgiram: Toy Eggs (par de ovos um de chocolate ao leite recheado com trufa de chocolate ao leite e outro de chocolate 50% recheado com nutella. Peso: 400gr - R$60,00) e a Colméia (clássico pão de mel com doce de leite em formato de ovo, coberto por chocolate Callebaut ao leite e com abelhinhas feitas com chocolate de mel. Peso: 450gr – R$70,00) Aceita encomendas até o dia 25 de março. Para encomendar: 11.9.8456.9158 – email: lucascorazza.barbar@gmail.com 25% de todos os lucros serão revertidos para o Chefs Especiais - gastronomia inclusiva para pessoas Síndrome de Down , fundado pelo casal Marcio e Simone Berti. Para conhecer mais a respeito do projeto acesse fotos: Flavio Teperman Diego Lozano , também mestre no preparo de chocolates, proprietário da Escola de Confeitaria Diego Lozano – criou o Ovo “Ovo” e o Sapinho - R$ 110,00 (peso aproximado 350g). R$ 10,00 da venda de cada ovo é revertido para o projeto HOPET . A data limite para pedidos é até 20 de Março. Para encomendar: (11) 2924-9666 fotos: divulgação Fernanda Ribeiro , que tem a loja de Bolachas Decoradas ( já fiz post aqui ) que levam seu nome. Lançou essas diferentes bolachas com imagem vintage de Coelhos, tamanho: 15cm x 20 cm (R$25,00). Outra novidade são os ovos de bolachas sabor de Baunilha banhados por dentro com chocolate belga meio amargo e recheados com bolachas de sabor de Água de Flor de Laranjeira. R$60,00 Para encomendar (11) 38153757 email: fernanda@bolachasdecoradas.com.br fotos: Mauro Holanda Cesar Yukio , personal chef, pâtissier e professor criou a Escultura Trio de Chocolates (500g - R$80,00), edição limitada, que leva chocolates Callebaut ao leite, branco e meio amargo; para arrematar um super bombom trufado. Outra novidade é o Ovo recheado com Macarons (600g R$82,00). Formato lembrando um ovo quebrado, dentro dele macarons nos sabores pistache, framboesa, chocolate, fève tonka e avelã com praliné. A data limite para pedidos é 29/03 Para encomendar: (11) 99466 9561 / (11) 3539 3689 email: contato@cesaryukio.com fotos: divulgação Joyce Galvão , que faz um trabalho extremamente delicado na sua All About Cakes , sugere para a Páscoa presentes lúdicos que não vão acabar depois da última mordida. Kit coelho - sacolinha com coelho, ambos feitos em tecido – R$105,00 (acompanhados de 300g de cookies de baunilha com gotas de chocolate e amêndoas, banhados em chocolate) ou (acompanhados de 300g de bombom de avelãs carameladas com gianduia). Kit Galinha - sacolinha com galinha, ambos feitos em tecido – R$105,00 (acompanhadas de 300g de ovinhos nos sabores cookies com chocolate branco, ao leite e morango). Gaiola R$80,00 - gaiola de metal pintada com ovo decorado de colher (200 g) – vários sabores, entre eles: brigadeiro de frutas vermelhas com toque de limão siciliano; doce de leite com coco; etc. As encomendas podem ser feitas até 25 de março. As entregas em domicílio para sexta feira santa e sábado, 30 de março, são gratuitas. Para encomendar: (11) 9 9927.1230 email: contato@aboutcakes.com.br fotos: divulgação Alexandre Raposo , outro que domina bem a arte dos chocolates belgas, sugere essa divertida Toca do Coelho R$80,00 (placa de chocolate decorado, coelho de pasta americana e meio ovo em pé) Para encomendar: pedido@xanxan.com.br fone: (11) 9 8700-2679 fotos: divulgação
- Café Colonial Mineiro Dona Lucinha
Uma vida é feita de histórias! São elas que constroem quem nós somos, balizam nossas decisões e alimentam o nosso espírito. Há sonhos que precisam ser vividos e uma hora serão, basta acreditarmos! Mas o que tudo isso tem a ver com o Café Colonial Mineiro do restaurante Dona Lucinha (Av. dos Chibarás 399 – Moema – SP)? A Elzinha Nunes, filha da Dona Lucinha e chef responsável pelo restaurante me contou como surgiu a ideia desse café colonial mineiro muito especial, que pode ser fechado para grupos a partir de 50 pessoas. “Lembro que quando eu era pequena a minha avó paterna Elza, fazia muitas quitandas mineiras e tinha um guarda-comidas enorme, onde trancava todas elas para serví-las quando recebêssemos visitas. Ela era jogo duro com a gente! (rs) Por isso ficávamos felizes quando vinha alguém de fora. Certa vez, o presidente Juscelino Kubitschek veio nos visitar, ele era apaixonado por doces e na casa da minha avó foi uma festa daquelas! O guarda-comidas foi destrancado e a gente se esbaldou!” Pois desde aquela época ela lembra-se das quitandas da sua avó, dos cafés, do capricho para receber as visitas e há muito tempo alimenta essa ideia de resgatar parte da sua história e também as receitas de sua família. Hora de abrir o guarda-comidas para todo mundo que quiser festejar, grupos a partir de 50 pessoas, no Dona Lucinha . Questionada sobre a possibilidade de abrir mesmo um Café Colonial Mineiro em tempo integral, revela que é outra parte de seu sonho, quem sabe em breve! Dá só uma olhada nesse melado de engenho! Café Colonial Mineiro Dona Lucinha Mas vamos lá aos acepipes que se revezam nas mesas desse autêntico Café Colonial Mineiro, um dos melhores e mais originais de São Paulo. Nada como comer um Fubá Suado... ...bebendo um Queimadinho – o fubá suado ou insuado ou cuscus de panela – é assim chamado porque o fubá cozinha lentamente em fogo baixo, enquanto que o suor da tampa da panela vai pingando sobre ele. Misturado com manteiga da fazenda, rapadura e queijo meia cura é o tira jejum do mineiro. Pra acompanhar, o Queimadinho feito com leite e rapadura. Vou contar pra vocês que é daquelas coisas que comemos uma vez e queremos comer sempre! E a coalhada aveludada de tão espessa e cremosa,acompanhada divinamente com um mel de engenho e grãos! Para abrir os trabalhos, talvez seja melhor provar antes o suco de couve e agrião orgânicos; é muito bom e saúde nas veias! Tem também o mingau de fubá, grossinho, gostosinho, tão comfort food! Os bules e chaleiras são de ágata e guardam preciosidades como o curioso e aromático Chá de Cabeça Cansada, que leva maracujá azedo e doce e maçãs, inclusive as cascas. Hora de tomar um café coado na boa companhia do Bolo de Fubá Cremoso Bolinho de Chuva, Queijadinhas, Palito (biscoito receita da bisavó), Pau à Pique (fubá de moinho de pedra com especiarias e meia cura), Quebra Quebra (feito com araruta), Bolachinha ou mesmo do Pão de queijo e do biscoito de polvilho. Queijo Minas e geleias também não faltam. E o Curau de milho verde, feito com milho de verdade! É tanta coisa boa, que dá pra passar horas provando esse café colonial mineiro! fotos: Alessander Guerra
- Pontos da carne por Marcos Bassi
Para facilitar a vida quando o assunto é pedir a sua carne no ponto desejado, Marcos Bassi, mestre do Templo da Carne , criou esse quadro ilustrativo que explica as diferenças. Pronto agora não há mais dúvidas! Tive a oportunidade de ter há um tempo atrás uma breve aula com ele e provar vários de seus cortes harmonizados com whisky, creiam foi uma experiência daquelas! Minha admiração à excelência do trabalho desse grande mestre.
- A Delicadeza e Suavidade da Confeitaria Japonesa
Conheci o personal chef, pâtissier e professor Cesar Yukio por meio das fotos deliciosas postadas pela Aurea Teodoro , proprietária do CEG (Centro Especializado em Gastronomia) onde o chef dá doces e saborosas aulas, que me torturam a cada postagem! Mas sou uma formiga masoquista, fazer o que? Daí que resolvi convidá-lo para a coluna Fala Chef . E cá está ele falando da confeitaria japonesa! “Há seis anos, quando escolhi a área da confeitaria, não imaginava a imensa gama de produtos que poderia fazer, moldar ou inventar. Após cinco anos de árduos estudos no Brasil e fora do país, percebi como a maioria das pessoas que se autodenominam “formigas”, ou simplesmente que adoram comer doces, na verdade ingerem apenas açúcar e glicose ao invés de realmente degustar o melhor que cada produto tem a oferecer. No Japão, país de origem da minha família, é surpreendente o uso extremamente moderado de açúcar em suas preparações. Na verdade, ele serve apenas para acentuar o sabor das frutas altamente utilizadas nas preparações, para dar estrutura à sobremesa e para acentuar as cores (normalmente naturais). Outro cuidado é na decoração e finalização. Além de estar perfeito, sempre há um toque levemente infantil para parecer que saiu de um desenho animado. De tão bonitos, é muito comum presentear as pessoas queridas com doces, para embelezar os olhos e alegrar a mente de quem os recebe. Quem prova um doce tipicamente japonês toma um choque! Inicialmente pode ser considerado lindo, porém insosso, mas é uma questão de hábito. É errado pensar que os doces japoneses se baseiam apenas no doce de feijão azuki e no mochi (massa de arroz). A confeitaria japonesa têm duas vertentes: Wagashi vertente mais tradicional. É a confeitaria japonesa milenar propriamente dita. Basicamente é composta de feijão azuki, mochi (massa de arroz) e frutas. Todos os corantes utilizados são 100% naturais, derivados de vegetais. Os formatos e desenhos dos doces sempre remetem à cultura nipônica em qualquer sentido e os sabores costumam variar de estação para estação, respeitando os sabores disponíveis. Flores de cerejeira, kanjis e ursinhos são os formatos mais comuns. O modo de preparo também é diferente, na verdade chega a ser arcaico de tão tradicional. O mochi por exemplo, é feito em um pilão de madeira onde duas pessoas batem, com dois martelos, a massa de arroz. São considerados doces do dia-a-dia pelo preço mais baixo. Yogashi Baseada nas técnicas da confeitaria ocidental, principalmente na européia, em especial a pâtisserie francesa. A principal diferença com relação à elas é o uso mais moderado de açúcar e gordura para se obter um produto mais equilibrado no paladar. Com a recente onda de valorização do terroir , a confeitaria japonesa vai estar cada vez mais presente na mesa do mundo. As novas tendências: priorizar sabor, qualidade e frescor dos ingredientes, reduzir a quantidade de açúcar ingerido e sempre valorizar o aspecto dos doces; transformam a confeitaria vinda da terra do sol nascente em parâmetro a ser seguido. Enfim, a confeitaria japonesa, é a perfeita união entre suavidade e delicadeza.”
- KOF King of the Fork
KOF King of the Fork é uma cafeteria bem bacana no bairro de Pinheiros, que mistura o conceito de Café & Bike. A proposta é que ciclistas possam vir de suas pedaladas direto para um café , sem se incomodarem com a roupa que estão usando. O estacionamento para as bicicletas está garantido na frente do café . KOF é sigla para King of the Fork , referência ao conhecido KOM ‘King of the mountain’, prêmio dado ao ciclista que teve o melhor desempenho em uma subida. O garfo é o ponto em comum entre a bicicleta e comida. A própria história KOF King of the Fork surgiu graças às bicicletas. Os sócios Paulo Filho e Camila Romano, se conheceram pedalando. Ele designer e ela arquiteta, resolveram investir num café , com esse conceito descontraído, onde os ciclistas fossem bem-vindos. Conseguiram , o ambiente é despojado, agradável, tem wi fi que funciona e mistura muito bem a temática do café com as bicicletas, há inclusive uma pendurada nas paredes. O cardápio avisa, o pedido deve ser feito direto no balcão. O espresso, de blend exclusivo, é bem tirado, com corpo, acidez e doçura equilibrados. O coado também agrada bastante. Para completar, o cookie de Chocolate Triplo é imperdível! Outra dica é provar o Bolo do Dia ( o meu foi de fubá com goiabada). Há também, os tradicionais pães de queijo, torradas, waffles, tortinhas, quiches e, para quem está com mais fome, sanduíches frios no pão ciabatta. Ganhamos todos com o KOF King of the Fork , que além de temático, tem muita qualidade no serviço dos cafés e nas guloseimas do cardápio. De bicicleta ou não, é parada obrigatória! Acesse o site do KOF King of the Fork . P.S. Obrigado à leitora Fatima Canzian Lemmi que me passou a dica do KOF!
- Sancho Bar y Tapas
Já estive no Sancho Bar y Tapas algumas vezes e o ambiente alto astral do lugar sempre contagia. O bar de tapas e cozinha espanhola tem decoração descontraída e aconchegante, com paredes de tijolos à vista e outras pintadas de preto, usadas como grandes lousas que apresentam as tapas (assim chamadas na Espanha) ou pintxos (como são chamados no País Basco) e ainda alguns poemas escritos em espanhol. Há cartazes, jamóns inteiros pendurados, velas e tantos outros detalhes que dão um toque especial ao lugar. A música marca presença sem perturbar o papo. Artistas fazem performances pelo local e tem sempre alguém chegando ou partindo pelas cortinas vermelhas que dão para a rua. Creio que a felicidade reinante tem muito a ver com as sangrias que rolam soltas pelas mesas. A de Jerez, com certeza, esconde o segredo da felicidade. Experiência própria, depois de tomá-la você fica numa alegria!!! Tapas & Pintxos estão devidamente acomodados em grandes pratos de porcelana branca sobre o balcão do bar, são cerca de 30 opções, todas com preço. Basta escolher, colocar no prato e o garçon marca no seu cartão magnético na hora. Sobre as fatias de pães: jamóm, chorizo, queijo manchego, entre outras coisas. Há também tortillas (um tipo de omelete alto com batatas) e croquetes como o de paella. O cardápio segue por sanduíches e pratos tradicionais da cozinha espalhola; mas o povo vai lá mesmo é para “tapear”. Curiosidades Vários nomes foram considerados pelos sócios antes de ‘batizarem’ o bar. O nome escolhido homenageia Sancho Panza, o personagem coadjuvante da mais famosa obra do espanhol Miguel de Cervantes, Dom Quixote de la Mancha. A origem das tapas é secular e faz parte da cultura e da história da Espanha. Na versão mais conhecida, diz-se que pedaços de pão, fatias de jamón, chorizo, outro embutido ou queijo eram utilizados para cobrir, tapar as taças de vinho ou garrafas de bebidas. Assim, evitava-se que sujeira ou insetos caíssem no líquido precioso e essa função do aperitivo deu origem ao seu nome: la tapa. A tapa consiste em um aperitivo apresentado em porção única e individual, servido ou não com uma bebida alcoólica. Na cultura moderna, seu consumo está associado a uma confraternização conhecida por “salir de tapas”, quando os apreciadores percorrem um circuito de diversos estabelecimentos voltados a essa culinária, provando as melhores receitas de cada um juntamente com uma caña – cerveja de barril de fabricação própria – ou uma taça de vinho, antes de seguir para o próximo.
- Ó Chá Bistrô na Vila Madalena
Já estive mais de uma vez no Ó Chá Bistrô na Vila Madalena , casa portuguesa de Lisboa que, para a nossa sorte atravessou o oceano. Lá são servidos deliciosos chás, bolos e outras comidinhas especiais. A seleção de chás é bem diferente e até exótica, dá prazer correr os olhos pela boa carta que abrange: Brancos, Verdes, Pretos, Oolongs, Infusões e Tisanas. Tem também o Tchai gelado! Tchai (fotos Alessander Guerra) Os bolos, que mudam a cada dia na vitrine, são capítulo à parte. Valem cada garfada! Meu preferido é o Indiano com cream cheese e especiarias, outro muito bom é o de Peras com calda de açúcar mascavo. Mas a verdade é, que não tem um que eu tenha provado lá e não gostado. Todos estão sempre frescos, com aquele sabor de caseiro e têm um toque delicado de especiarias. Bolo Indiano Bolo com peras e calda de açúcar mascavo Entre os sanduíches minhas orações vão para o Brioche com queijo branco e geleia de figo. Babei! Há também pratos rápidos e leves para os almoços! Outra dica imperdível é provar os drinks de chá. Combinações perfeitas que trazem desafios interessantes ao paladar. O “Rose Petal” leva infusão de La Vie en Rose, vodka, vinho frisante e açúcar mascavo. O “Jasmim Rubi” leva Chá verde Jasmin Flor Dourada, espumante e frutas vermelhas. Pra completar, no Ó Chá Bistrô na Vila Madalena o serviço é atencioso e recheado de detalhes que fazem a diferença, xícaras diferentes, misturadores como o da girafa dos drinks, entre outros mimos. O ambiente é acolhedor e convidativo, os tons vermelhos e as combinações de peças diversas dão um toque exótico e único. Existe um lounge onde dá, inclusive, para se largar num banco cheio de almofadas ou então na espreguiçadeira. Mais um detalhe importante, é a loja que vende praticamente todos os chás ofertados na carta de chás do bistrô e ainda acessórios para dar mais charme ao ato de preparar essa bebida, que tanto aquece ou refresca a alma. site Ó Chá Bistrô na Vila Madalena











